Atletas estão prontos para a maratona em trilha K42 Bombinhas

Redação Webrun | Maratona · 06 ago, 2011

Da esquerda para a direita: Daniel  Débora  Giliar  Virginio e Diego Zarba (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Da esquerda para a direita: Daniel Débora Giliar Virginio e Diego Zarba (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Na manhã desse sábado (06/08) mais de 600 atletas estarão na linha de largada da maratona fora de estrada Vila do Farol K42 Bombinhas, prova que faz parte de um circuito Mundial de provas desse estilo. O atleta local Giliard Pinheiro tentará o tricampeonato, mas ele não terá vida fácil, pois estão no Field José Virginio de Morais e Daniel Meyer.

Giliard conhece o percurso como ninguém, pois mora e treina no local da prova. “Pela manhã fiz um treino e a areia está um tapete, bem diferente do ano passado”, conta o catarinense sobre a edição de 2010 em que a chuva e a ressaca do mar atrapalharam os competidores.

Ao longo dos 42 quilômetros muitos desafios aguardam os atletas, como os morros, praias, pedras e trilhas estreitas, que deixam o desafio ainda mais disputado segundo Giliard. “Depois do quilômetro 25, na Praia da Tainha, é a parte de decisão para mim, pois posso imprimir um ritmo mais forte”. Na opinião dele, a primeira metade da prova é a mais difícil. “Vou mudar a estratégia e não vou gastar tanta energia no começo”, relata.

Para José Virginio, especialista em corridas de montanha, Gili é o homem a ser batido. “Essa é minha terceira participação. O Gili tem saído muito forte no começo, mas como disse que vai mudar a estratégia, também terei que repensar a minha”, brinca. “Não dá para começar forte. Você até pode forçar na subida, mas depois fica sem perna para descer”, relata o corredor que espera melhorar seu tempo em relação aos outros anos. “Esse é meu primeiro objetivo. Depois eu penso em vencer”.

Devido aos problemas com a chuva ano passado, muitos corredores tiveram tempos altos ao fim da prova, algo que não aconteceu com Daniel Meyer. “Para mim, quanto mais lenta estiver a prova melhor, assim tenho chance de pegar os dois. Eles sempre saem feito foguetes”. Ao contrário dos concorrentes, ele acha que a segunda parte da prova é mais lenta do que o começo.

Entre as mulheres, o grande destaque é Débora Aparecida Simas, que também tentará o terceiro título da competição. “Eu reforço o que o Giliard falou. Não dá para sair forte desde o começo, se não você vai pagar muito caro no final”. Ao ser perguntada sobre o trecho mais complicado, ela não pensa duas vezes. “O Morro da Tainha é o pior trecho e as pessoas brincam que ele é o primo do ‘Morro Maldito’ da Volta à Ilha”, relata a catarinense que se refere ao Morro do Sertão, um dos mais difíceis da prova de Revezamento de Florianópolis.

Para Juan Carlos Asef, organizador da prova, o aumento no número de inscritos mostra que esse tipo de evento está crescendo e o Brasiltem muito potencial para ampliar provas fora de estrada. “Para o ano que vem vamos abrir mil vagas e esperamos preenchê-las antes do prazo final. Também temos a ideia de fazer uma prova em outra região do país”.

Quem também marca presença na prova é o idealizador do circuito mundial, Diego Zarba, que fala com carinho da prova brasileira. “O nível que temos aqui de organização e recepção aos atletas podemos levar como exemplo para K42 de outros países”, relata. “Todas as etapas são especiais, mas a de Bombinhas tem um charme especial”, finaliza o responsável pela final do circuito, em Villa La Angostura, Argentina.

A largada está programada para as 8h na praia em frente ao Hotel Vila do Farol. Além da prova principal, também haverá um percurso de 21 quilômetros, a ser disputado em forma de revezamento por duas pessoas.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

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