doping

Bernard Lagat tem contra-prova negativa

Atletismo · 01 out, 2003

Depois de revelado que o queniano Bernard Lagat teve seu teste anti-doping positivo para EPO (Erythropoietin) – na amostra A – cujo exame foi conduzido na cidade de Tubingen, na Alemanha, no último dia 8 de agosto, a Federação Internacional das Associações de Atletismo (IAAF), anunciou hoje (1°) que a contra-prova – amostra B – deu negativo.

A contra-prova foi realizada em Colônia, Alemanha, por um laboratório credenciado pela IAAF e IOC e com o novo resultado o atleta pode voltar a competir normalmente.

Bernard Lagat, 28 anos, detêm o segundo mais rápido tempo para a distância dos 1500m com a marca de 3:26.34.

Doping: a morte do espírito esportivo

A mais rara e valorosa medalha da história olímpica não foi cunhada em ouro, mas a partir de um singelo parafuso. Sua história começou numa fria tarde austríaca de 1964, em Innsbruck, quando se disputava, pelos Jogos Olímpicos de Inverno, a prova de duplas no bobsled – espécie de trenó, extremamente veloz, que desliza numa canaleta de gelo. A dupla britânica, liderada por Tony Nash, tinha completado a primeira descida e ocupava a segunda colocação na competição. Eles se preparavam para a segunda e decisiva descida quando fizeram uma descoberta desoladora: o parafuso que prendia o eixo traseiro de seu trenó havia rachado, o que os deixaria irremediavelmente fora da disputa.

No sopé da montanha gelada, o italiano Eugenio Monti, cuja dupla ocupava a primeira posição na disputa, tomou conhecimento da desgraça britânica. Sem hesitar, o italiano removeu o parafuso do eixo traseiro de seu trenó e ordenou que alguém o entregasse aos ingleses. Os britânicos consertaram o trenó, fizeram uma brilhante descida e ganharam a medalha de ouro. Quando perguntado sobre seu gesto, Monti evitou qualquer comoção: "Nash não ganhou porque eu lhe dei um parafuso. Nash ganhou porque foi o melhor condutor". Monti perdeu aquela medalha de ouro, mas, anos mais tarde, foi o primeiro atleta a ganhar a medalha De Coubertin, concedida aos que se destacam pela profunda compreensão do ideal olímpico. Entretanto, nem mesmo essa condecoração valeu tanto quanto o parafuso sujo de graxa que Tony Nash fez chegar às suas mãos, com uma emocionada mensagem de agradecimento.

Viajamos no tempo até 1988, no Estádio Olímpico de Seul, onde foi disputada a final dos cem metros rasos para homens, no atletismo. Com uma performance estarrecedora, Ben Johnson conquistou o ouro e bateu o recorde mundial da prova com um tempo tão abaixo da marca anterior que levou os analistas à rediscussão os limites do homem. Não tardou para que o resultado do exame anti-dopping mostrasse que o canadense havia conseguido a façanha através do uso de anabolizantes. Poucas vezes no mundo do esporte alguém foi tão impiedosamente massacrado. Chegaram até a modificar em computador o vídeo da prova injustamente vencida por Johnson, para que sua imagem fosse literalmente apagada da história. O processo que Stálin utilizou para fazer Trotsky sumir dos anais da Revolução Russa foi reeditado para mostrar Carl Lewis cruzando a linha de chegada na primeira posição – ainda que com um olhar aparvalhado para alguma assombração que não se via, mas que parecia correr alguns metros à sua frente. Flagrado novamente num exame em 1993, Johnson foi banido do esporte para sempre – e hoje é apenas uma triste nota de rodapé na história do atletismo.

Avançando um pouco mais no tempo, chegamos ao momento atual, no qual rara é a semana em que não nos chegam imagens de esportistas chorando em coletivas de imprensa convocadas às pressas, para jurar inocência diante das acusações de dopagem. O último caso foi o de Maurren Maggi, uma das atletas mais queridas do esporte brasileiro. Não vou comentar aqui a situação específica de Maurren, mesmo porque ainda não foi feita a contra-prova de seu teste. Mas tenho que chamar a atenção para o quanto o espírito esportivo foi vilipendiado desde o gesto altruístico de Eugenio Monti até a época de Ben Johnson, em que o doping era tratado como crime – e daquela época até os dias de hoje, nos quais chovem casos de dopagem. Curiosamente, os atletas são tratados de forma cada vez mais condescendente, quase como que se tivessem dado azar ao serem flagrados. Quase sempre, alegam inocência. Usaram um colírio, uma pomadinha, um descongestionante nasal, um ungüento para conjuntivite, um remedinho inocente qualquer que, por mera fatalidade, estava na lista de drogas proibidas pelo Comitê Olímpico.

Num mundo onde halterofilistas ingerem testosterona de animais selvagens, nadadoras aparecem da noite para o dia com físico mais desenvolvido do que o de Mark Spitz nos jogos de 1972, em que ex-campeãs aparecem mortas com pouco mais de 40 anos de idade e corredores chegam a trocar todo o sangue do corpo para melhorar a performance e disfarçar o doping, é difícil acreditar que atletas de elite, tão bem assessorados, possam cair na esparrela de usar qualquer medicação sem consultar antes um médico esportivo. Toda a retrospectiva que fiz, na verdade, foi apenas para mostrar como era mais belo o esporte na época em que estava livre da mácula do doping, onde o herói de hoje pode ser o acusado de amanhã. Que vergonha eu sinto de não ter vivido nos tempos de atletas como Eugenio Monti!

Marcos Caetano é carioca, tem 38 anos, é comentarista da ESPN Brasil e colunista de esportes dos jornais O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Pasquim. Treina com a Run for Life desde fevereiro de 2003.


Doping: a morte do espírito esportivo

Corridas de Rua · 05 ago, 2003

A mais rara e valorosa medalha da história olímpica não foi cunhada em ouro, mas a partir de um singelo parafuso. Sua história começou numa fria tarde austríaca de 1964, em Innsbruck, quando se disputava, pelos Jogos Olímpicos de Inverno, a prova de duplas no bobsled – espécie de trenó, extremamente veloz, que desliza numa canaleta de gelo. A dupla britânica, liderada por Tony Nash, tinha completado a primeira descida e ocupava a segunda colocação na competição. Eles se preparavam para a segunda e decisiva descida quando fizeram uma descoberta desoladora: o parafuso que prendia o eixo traseiro de seu trenó havia rachado, o que os deixaria irremediavelmente fora da disputa.

No sopé da montanha gelada, o italiano Eugenio Monti, cuja dupla ocupava a primeira posição na disputa, tomou conhecimento da desgraça britânica. Sem hesitar, o italiano removeu o parafuso do eixo traseiro de seu trenó e ordenou que alguém o entregasse aos ingleses. Os britânicos consertaram o trenó, fizeram uma brilhante descida e ganharam a medalha de ouro. Quando perguntado sobre seu gesto, Monti evitou qualquer comoção: "Nash não ganhou porque eu lhe dei um parafuso. Nash ganhou porque foi o melhor condutor". Monti perdeu aquela medalha de ouro, mas, anos mais tarde, foi o primeiro atleta a ganhar a medalha De Coubertin, concedida aos que se destacam pela profunda compreensão do ideal olímpico. Entretanto, nem mesmo essa condecoração valeu tanto quanto o parafuso sujo de graxa que Tony Nash fez chegar às suas mãos, com uma emocionada mensagem de agradecimento.

Viajamos no tempo até 1988, no Estádio Olímpico de Seul, onde foi disputada a final dos cem metros rasos para homens, no atletismo. Com uma performance estarrecedora, Ben Johnson conquistou o ouro e bateu o recorde mundial da prova com um tempo tão abaixo da marca anterior que levou os analistas à rediscussão os limites do homem. Não tardou para que o resultado do exame anti-dopping mostrasse que o canadense havia conseguido a façanha através do uso de anabolizantes. Poucas vezes no mundo do esporte alguém foi tão impiedosamente massacrado. Chegaram até a modificar em computador o vídeo da prova injustamente vencida por Johnson, para que sua imagem fosse literalmente apagada da história. O processo que Stálin utilizou para fazer Trotsky sumir dos anais da Revolução Russa foi reeditado para mostrar Carl Lewis cruzando a linha de chegada na primeira posição – ainda que com um olhar aparvalhado para alguma assombração que não se via, mas que parecia correr alguns metros à sua frente. Flagrado novamente num exame em 1993, Johnson foi banido do esporte para sempre – e hoje é apenas uma triste nota de rodapé na história do atletismo.

Avançando um pouco mais no tempo, chegamos ao momento atual, no qual rara é a semana em que não nos chegam imagens de esportistas chorando em coletivas de imprensa convocadas às pressas, para jurar inocência diante das acusações de dopagem. O último caso foi o de Maurren Maggi, uma das atletas mais queridas do esporte brasileiro. Não vou comentar aqui a situação específica de Maurren, mesmo porque ainda não foi feita a contra-prova de seu teste. Mas tenho que chamar a atenção para o quanto o espírito esportivo foi vilipendiado desde o gesto altruístico de Eugenio Monti até a época de Ben Johnson, em que o doping era tratado como crime – e daquela época até os dias de hoje, nos quais chovem casos de dopagem. Curiosamente, os atletas são tratados de forma cada vez mais condescendente, quase como que se tivessem dado azar ao serem flagrados. Quase sempre, alegam inocência. Usaram um colírio, uma pomadinha, um descongestionante nasal, um ungüento para conjuntivite, um remedinho inocente qualquer que, por mera fatalidade, estava na lista de drogas proibidas pelo Comitê Olímpico.

Num mundo onde halterofilistas ingerem testosterona de animais selvagens, nadadoras aparecem da noite para o dia com físico mais desenvolvido do que o de Mark Spitz nos jogos de 1972, em que ex-campeãs aparecem mortas com pouco mais de 40 anos de idade e corredores chegam a trocar todo o sangue do corpo para melhorar a performance e disfarçar o doping, é difícil acreditar que atletas de elite, tão bem assessorados, possam cair na esparrela de usar qualquer medicação sem consultar antes um médico esportivo. Toda a retrospectiva que fiz, na verdade, foi apenas para mostrar como era mais belo o esporte na época em que estava livre da mácula do doping, onde o herói de hoje pode ser o acusado de amanhã. Que vergonha eu sinto de não ter vivido nos tempos de atletas como Eugenio Monti!

Marcos Caetano é carioca, tem 38 anos, é comentarista da ESPN Brasil e colunista de esportes dos jornais O Estado de São Paulo, Jornal do Brasil e Pasquim. Treina com a Run for Life desde fevereiro de 2003.

Maria Salete Schneider é pega em antidoping

Maratona · 24 jul, 2003

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou na tarde de ontem, dia 23, que foi notificada pela Associação Internacional das Federações de Atletismo ( IAAF), sobre mais um caso de doping envolvendo corredores de rua brasileiro. Desta vez, foi constato doping – na amostra A de urina - da maratonista Maria Salete Schneider Herold .

O doping foi constatado foi da substância proibida "Nandrolona", identificada pelo Laboratório credenciado pelo COI/IAAF, em Montreal, Canadá, na urina coletada no dia 1º de junho de 2003, por ocasião da Maratona Internacional de Porto Alegre, ocasião, em que foi a 3ª colocada com o tempo de 2:53:23.

A partir da não aceitação da IAAF das explicações de defesa que a atleta forneceu ao órgão máximo do atletismo mundial, Herold, está provisoriamente suspensa de participar de competições de Atletismo, a contar de 23 de julho de 2003.

O exame da amostra "B" de sua urina, pelo Laboratório de Montreal, será realizado em data a ser marcada em comum acordo com a atleta.

CBAt inicia julgamentos por uso de doping

Corridas de Rua · 17 jul, 2003

O Supremo Tribunal de Jusiça Desportiva (STJD) da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) em reunião realizada na última segunda-feira, dia 14, em Manaus (AM), julgou quatro processos de doping. Os atletas Eliane Luanda Cardoso Pereira, Luciene Soares de Deus, Ramiro Nogueira Filho e Luiz Carlos Santos Ramos – sendo corredores de rua esses três últimos atletas.

O relator dos processos foi o Dr. Affimar do Cabo Verde Filho, sendo que nenhum dos atletas compareceu a sessão e apenas Eliane Pereira e Luiz Carlos Ramos apresentaram defesa escrita através de seus advogados.

Ao final da sessão, o Presidente do STJD, Dr. Alberto dos Santos Puga Barbosa informou que a decisão será anunciada e publicada até o dia 24 de julho de 2003.

Daniel Lopes tem exame antidoping positivo

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou hoje comunicado informando que o atleta Daniel Lopes Ferreira (Pão de Açúcar/BM&F) apresentou exame anti-doping positivo na amostra de urina "A" coletada no último dia 25 de maio, por ocasião de sua participação nos 10Km Tribuna FM, realizado em Santos (SP), oportunidade em que foi o 4° colocado. Essa foi a primeira vez que a competição realizou antidoping nas 18 edições da história da prova e o atleta foi sorteado entre os 15 melhores colocados para fazer o exame.

A substância detectada foi Metiltestosterona que não é produzida pelo organismo, assim, Lopes está provisoriamente suspenso de participar de competições de atletismo, a contar de 04 de julho de 2003.

“A hipótese de administração de anabolizante está totalmente descartada. É inconcebível para nós (atleta e técnico), pela nossa ética e moral a utilização de reforço exógeno ilícito para ganhar performance. Não conseguimos imaginar a administração de um produto como “Testonus” (metiltestosterona) principalmente pela sua capacidade de malefícios a saúde”, relata o recurso enviado para a Federação Internacional das Associações de Atletismo assinada pelo atleta e seu técnico, o conceituado Marco Antônio de Oliveira.

O exame da amostra "B" de sua urina pelo Laboratório do Rio de Janeiro será realizado em data a ser marcada em comum acordo com o atleta e a CBAt.

Daniel Lopes Ferreira – É um dos mais expressivos fundistas brasileiros, entre as melhores performances de sua carreira destaca-se o 4º lugar na Maratona Internacional de São Paulo, em 97; a 6ª colocação na São Silvestre de 99; o vice na Volta da Pampulha de 2000; o 5º lugar na Meia Maratona do Rio, em 2001; e os títulos sul-americanos de cross country nos 4 km e 12 km, em 2000. Este ano venceu a Prova dos Reis, em Cuiabá.


Daniel Lopes tem exame antidoping positivo

Corridas de Rua · 04 jul, 2003

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) divulgou hoje comunicado informando que o atleta Daniel Lopes Ferreira (Pão de Açúcar/BM&F) apresentou exame anti-doping positivo na amostra de urina "A" coletada no último dia 25 de maio, por ocasião de sua participação nos 10Km Tribuna FM, realizado em Santos (SP), oportunidade em que foi o 4° colocado. Essa foi a primeira vez que a competição realizou antidoping nas 18 edições da história da prova e o atleta foi sorteado entre os 15 melhores colocados para fazer o exame.

A substância detectada foi Metiltestosterona que não é produzida pelo organismo, assim, Lopes está provisoriamente suspenso de participar de competições de atletismo, a contar de 04 de julho de 2003.

“A hipótese de administração de anabolizante está totalmente descartada. É inconcebível para nós (atleta e técnico), pela nossa ética e moral a utilização de reforço exógeno ilícito para ganhar performance. Não conseguimos imaginar a administração de um produto como “Testonus” (metiltestosterona) principalmente pela sua capacidade de malefícios a saúde”, relata o recurso enviado para a Federação Internacional das Associações de Atletismo assinada pelo atleta e seu técnico, o conceituado Marco Antônio de Oliveira.

O exame da amostra "B" de sua urina pelo Laboratório do Rio de Janeiro será realizado em data a ser marcada em comum acordo com o atleta e a CBAt.

Daniel Lopes Ferreira – É um dos mais expressivos fundistas brasileiros, entre as melhores performances de sua carreira destaca-se o 4º lugar na Maratona Internacional de São Paulo, em 97; a 6ª colocação na São Silvestre de 99; o vice na Volta da Pampulha de 2000; o 5º lugar na Meia Maratona do Rio, em 2001; e os títulos sul-americanos de cross country nos 4 km e 12 km, em 2000. Este ano venceu a Prova dos Reis, em Cuiabá.

Pamela Chepchumba é suspensa por dois anos

Corridas de Rua · 26 jun, 2003

A queniana Pamela Chepchumba teve a contra-prova de seu teste anti-doping para EPO positivo, informou a Federação Queniana de Atletismo. O doping foi constatado no último Campeonato Mundial de Cross-Country disputado em março, em Lausanne, Suíça.

Com o resultado a atleta será suspensa automaticamente das competições internacionais pelo período de dois anos.

Asmae Leghzaoui suspensa por doping

Corridas de Rua · 30 maio, 2003

Mais um caso de doping enveolvendo corredoras da elite mundial. Agora foi a vez da morroquina Asmae Leghzaoui, ex-recordista dos 10 quilômetros, que recebeu hoje a suspensão de dois anos por ter sido constatado doping para EPO depois de ser submentida a teste no último Campeonato Mundial de Cross Country, disputado em março, em Lausane, na Suíça.

A segunda prova (contra-prova) feita pela Federação Real Moarroquina de Atletismo também deu positivo. No Mundial de Cross a atleta havia obtido a 12ª posição na prova short.

Elana Meyer tem antidoping positivo na contraprova

Meia Maratona · 27 maio, 2003

A sul-africana Elana Meyer teve seu segundo teste antidoping positivo para a substância cafeína que é classificada pela Federação Internacional das Associações de Atletismo como estimulante. O primeiro teste positivo foi detectado após participar dos 10 Km de Bali, na Indonésia, no último mês de fevereiro, época na qual foi suspensa e todos seus resultados ficaram “sub judice”, aguardando o segundo teste, cujo resultado foi divulgado na noite de ontem, dia 26.

Michael Meyer, marido da atleta, informou que irá entrar com recurso nos próximos dias junto a Athletics South Africa (ASA). Meyer informou ainda que não recebeu a notificação oficial da ASA sobre a conclusão da contra-prova.

Elana Meyer, é a atual recordista mundial da modalidade meia-maratona quando cravou a marca de 1:06:44, em Tóquio, em janeiro de 1999.

Luis Carlos Ramos é suspenso por doping

Maratona · 13 mar, 2003

Infelizmente mais um caso de doping acontece no atletismo brasileiro, dessa vez atingindo a modalidade corridas de rua. Leia na íntegra o comunicado oficial da Confederação Brasileira de Atletismo - CBAt.

Comunicado Oficial da CBAt

A Confederação Brasileira de Atletismo lamenta informar que a Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) comunicou a esta entidade, no dia 12 de fevereiro de 2003, que o laboratório credenciado pela IAAF em Montreal identificou, na amostra de urina "A" do atleta LUIZ CARLOS SANTOS RAMOS (Registro 4208-SP), coletada no dia 19 de janeiro de 2003, na cidade de Hamilton/Prospect, Bermudas, durante a Meia-Maratona Internacional de Bermuda, a presença da substância proibida Norandrosterona (metabólito da Nandrolona).

Em conformidade com o disposto nas normas da IAAF, o atleta foi comunicado em 12 de fevereiro de 2003 do resultado positivo, pela CBAt, tendo apresentado suas justificativas em 20 de fevereiro de 2003, as quais foram enviadas à IAAF. Em 12 de março de 2003, a CBAt recebeu comunicado da IAAF informando que as justificativas do atleta não foram aceitas, estando o mesmo provisoriamente suspenso de participar de competições de Atletismo, a contar de 12 de março de 2003, sendo que o exame da amostra "B" de sua urina pelo Laboratório de Montreal será realizado no dia 14 de março de 2003.

Manaus, 13 de março de 2003

Martinho Nobre dos Santos
Secretário Geral

Luta contra o doping nos esportes

Atletismo · 14 fev, 2003

O Dr. Nabil Ghorayeb, conceituado cardiologista especializado em cardiologia esportiva e consultor do portal WebRun, trava um incansável luta contra o doping. Entre suas ações em prol do esporte, existem várias denúncias encaminhadas aos órgãos competentes, delatando empresas que comercializam substâncias ilegais e que são vendidas abertamente em academias, drogarias e farmácias.

Ontem, o Dr Ghorayeb que é o atual presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, venceu mais uma batalha em sua luta contra o doping nos esportes. Através de um oficio seu, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, retirou do mercado vários produtos ilegais. Tratam-se de produtos que não possuem registro na ANVISA, e portanto, são ilegais.

Leia o comunicado da ANVISA na integra:

Em atenção ao encaminhado informo que esta Agência determinou como medida de interesse sanitário, a apreensão, em todo território nacional, dos produtos XENADRINE RFA-1, DHE-25-XTRA, MELATONIN, G/C 1000, DIET FUEL 90 cápsulas, DIET FUEL 60 cápsulas, RIPPED FUEL 120 cápsulas, RIPPED FUEL 60 cápsulas, comercializados pela empresa Vitabrasil Comércio e Distribuição De Vitaminas Ltda., localizada à Rua Felix de Brito Melo, 285, Recife/PE, por não possuírem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Atenciosamente,

Gerência Geral de Inspeção e Controle de Medicamentos e Produtos/ANVISA.