Cobertura_SaoSilvestre_2005

Deficiente auditiva quer superar os 15 quilômetros de São Silvestre

A Corrida Internacional de São Silvestre é a prova mais tradicional do país. A competição está na sua 81ª edição e nunca foi interrompida. Por isso a prova é objeto de desejo dos mais variados corredores brasileiros. Pessoas de diversos estados participam da competição que esse ano tem o limite de 15 mil atletas.

A corrida acontece sempre no dia 31 de dezembro e tem a característica de misturar classes sociais e deixar as diferenças de lado. Durante a prova, todos pensam apenas em cruzar a linha de chegada. É o caso da professora de matemática Kátia Yabiku. Aos 35 anos, ela disputará pela primeira vez a tão sonhada São Silvestre.

Kátia aderiu o esporte por causa da sua deficiência auditiva progressiva. Ela tem uma surdez considerada pelos médicos de leve a moderada, mas seu problema é progressivo e aos poucos ela perde a audição.

Por causa da deficiência, Kátia passou a usar um aparelho auditivo da empresa Widex, que promoveu no meio do ano uma promoção esportiva na qual despertou o seu interesse pela corrida.

“O meu primeiro contato com esporte foi através de uma promoção da Widex. Eu participei do Adventure Camp, corrida de aventura, no mês de junho. Desde lá não parei mais e sempre participo de provas”, conta Kátia.

O seu objetivo agora é completar a São Silvestre. Em apenas seis meses de treino ela já percorre a distância de 15 quilômetros no tempo de 1h30min. Mas já pensa em alcançar a marca de 21,1km para uma meia-maratona em 2006.

Com o treino, a professora de matemática já está pronta para correr a São Silvestre, mas algumas peculiaridades da prova a deixam apreensiva.

“Agora eu intensifiquei os meus treinos. É claro que por ser a prova mais tradicional do país eu fico um pouco ansiosa. Deve ser uma energia muito bacana, por ser no final do ano e ter aquela expectativa. Eu estou bastante confiante”, diz. “Eu não almejo colocações. Quero apenas completar a prova. Isso já vai ser um desafio vencido”, acrescenta.

A maior preocupação de Kátia é o calor que costuma fazer no dia da São Silvestre. “A largada é às 15h e é muito quente. Além disso, o percurso tem uma subida muito forte. É um percurso muito difícil”, revela.

Depois que Kátia começou a praticar atividade física ela observou algumas mudanças na sua vida. “O meu dia era apenas dedicado ao trabalho. Eu dava aula de manhã até de noite. Depois que eu comecei a praticar atividade física eu reduzi a minha carga horária. Passei a cuidar mais da minha saúde. Acho que a vida não é só trabalho”, conta.

Desde então, Kátia revela que começou a ver a vida de uma outra forma. ”A gente precisa se cuidar. Eu descobri que podia fazer outras coisas e não só dar aulas. Eu não sabia que eu poderia vencer outros limites, principalmente por ser deficiente. A deficiência me deixava para baixo. E no esporte não há diferenças, ali são todos iguais. Isso é muito legal”, finaliza.


Deficiente auditiva quer superar os 15 quilômetros de São Silvestre

Corridas de Rua · 13 dez, 2005

A Corrida Internacional de São Silvestre é a prova mais tradicional do país. A competição está na sua 81ª edição e nunca foi interrompida. Por isso a prova é objeto de desejo dos mais variados corredores brasileiros. Pessoas de diversos estados participam da competição que esse ano tem o limite de 15 mil atletas.

A corrida acontece sempre no dia 31 de dezembro e tem a característica de misturar classes sociais e deixar as diferenças de lado. Durante a prova, todos pensam apenas em cruzar a linha de chegada. É o caso da professora de matemática Kátia Yabiku. Aos 35 anos, ela disputará pela primeira vez a tão sonhada São Silvestre.

Kátia aderiu o esporte por causa da sua deficiência auditiva progressiva. Ela tem uma surdez considerada pelos médicos de leve a moderada, mas seu problema é progressivo e aos poucos ela perde a audição.

Por causa da deficiência, Kátia passou a usar um aparelho auditivo da empresa Widex, que promoveu no meio do ano uma promoção esportiva na qual despertou o seu interesse pela corrida.

“O meu primeiro contato com esporte foi através de uma promoção da Widex. Eu participei do Adventure Camp, corrida de aventura, no mês de junho. Desde lá não parei mais e sempre participo de provas”, conta Kátia.

O seu objetivo agora é completar a São Silvestre. Em apenas seis meses de treino ela já percorre a distância de 15 quilômetros no tempo de 1h30min. Mas já pensa em alcançar a marca de 21,1km para uma meia-maratona em 2006.

Com o treino, a professora de matemática já está pronta para correr a São Silvestre, mas algumas peculiaridades da prova a deixam apreensiva.

“Agora eu intensifiquei os meus treinos. É claro que por ser a prova mais tradicional do país eu fico um pouco ansiosa. Deve ser uma energia muito bacana, por ser no final do ano e ter aquela expectativa. Eu estou bastante confiante”, diz. “Eu não almejo colocações. Quero apenas completar a prova. Isso já vai ser um desafio vencido”, acrescenta.

A maior preocupação de Kátia é o calor que costuma fazer no dia da São Silvestre. “A largada é às 15h e é muito quente. Além disso, o percurso tem uma subida muito forte. É um percurso muito difícil”, revela.

Depois que Kátia começou a praticar atividade física ela observou algumas mudanças na sua vida. “O meu dia era apenas dedicado ao trabalho. Eu dava aula de manhã até de noite. Depois que eu comecei a praticar atividade física eu reduzi a minha carga horária. Passei a cuidar mais da minha saúde. Acho que a vida não é só trabalho”, conta.

Desde então, Kátia revela que começou a ver a vida de uma outra forma. ”A gente precisa se cuidar. Eu descobri que podia fazer outras coisas e não só dar aulas. Eu não sabia que eu poderia vencer outros limites, principalmente por ser deficiente. A deficiência me deixava para baixo. E no esporte não há diferenças, ali são todos iguais. Isso é muito legal”, finaliza.

Marilson Gomes também compete em pista como treino para a São Silvestre

Atletismo · 08 dez, 2005

O maratonista Marilson Gomes participa nessa sexta-feira da última etapa do Circuito Caixa de Corridas de Pista. Ele venceu as etapas anteriores na categoria 10 mil metros rasos. Mas dessa vez Marilson disputa os cinco mil.

A prova faz parte de seu treinamento para a Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece no dia 31 de dezembro. “Ele conseguiu dois bons resultados em suas últimas corridas. Sua evolução está ótima. A corrida desta sexta serve como mais uma avaliação de sua preparação”, conta o técnico Adauto Domingues.

A última etapa do circuito será realizada na cidade de Fortaleza (CE). Depois Marilson volta para Campos de Jordão, São Paulo, para finalizar o seu treinamento em altitude.

“Estou me preparando com tranqüilidade. A idéia é chegar bem no final do mês e ao mesmo tempo fazer um bom trabalho de base para a próxima temporada. Seria matar dois objetivos com uma carta só”, revela Marilson.

Marily encara prova de pista como treino para a São Silvestre

Atletismo · 06 dez, 2005

A última etapa do Circuito Caixa de Corridas de Pista deve reunir atletas brasileiros que visam a São Silvestre. É o caso de Marily dos Santos. Ela participa na próxima sexta do Circuito Caixa que acontece na cidade de Fortaleza (CE) e o seu objetivo é usar a prova como treino para a tradicional Corrida de São Silvestre.

“Em Pojuca e Salvador, cidades onde realizo meus trabalhos, não há pista de atletismo. Isso dificulta meu desenvolvimento, mas encaro a própria competição como um treino forte para melhorar minha força e velocidade”, revela Marily, que nas duas etapas anteriores do circuito ficou com a terceira e a quarta posição dos três mil metros com obstáculos.

“Estou há mais de três meses focada na última prova do ano. Sei que não será fácil, porque a Corrida de São Silvestre é uma competição com adversárias de alto nível. Mas estou treinando todos os dias em busca das primeiras colocações”, conta a atleta que em 2004, garantiu o quinto lugar da São Silvestre.

Inscrições abertas para a São Silvestrinha

Corridas de Rua · 06 dez, 2005

Antes da Corrida Internacional de São Silvestre é realizada em São Paulo uma prova mirim que se chama São Silvestrinha. O evento está na 12ª edição e é realizado pelos mesmos organizadores da São Silvestre.

A prova acontece no dia 29 de dezembro às 14h no Conjunto Cosntâncio Vaz Guimarães, Parque do Ibirapuera. A idade mínima para a participação do evento é de seis anos e a máxima 15.

Cada categoria percorre uma distância diferente. Os menores, de seis anos, irão correr 100 metros. Já os mais velhos mil metros. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas até o dia 23 de dezembro no posto que fica na Avenida Paulista, número 900, São Paulo. Segundo os organizadores, as vagas são limitadas em dois mil participantes.

Não será cobrada taxa de inscrição, mas os participantes terão que doar cinco quilos de alimentos não perecíveis. Todos os participantes receberão o kit atleta no dia da inscrição que será composto por camiseta, número de peito e o regulamento. Mais informações no site oficial da prova: www.saosilvestrinha.com.br

Quenianos já se preparam para a São Silvestre

As provas de dezembro no Brasil são características por terem a participação de atletas quenianos que fazem as últimas semanas de treino para a São Silvestre. O técnico Moacir Marconi, o Coquinho, recebe os grupos de corredores de elite do Quênia e se responsabiliza pelo treino deles nas terras tupiniquins.

Até o fim de dezembro ele treinará um grupo de nove atletas quenianos como Anne Bererwe, Margareth Karie, Josephine Kimaiyo, Elijah Yator, Charles Korir, Cyrus Karaton, Mathew Cheboi e John Kiprotich. A próxima prova desse time será a Volta da Pampulha que acontece no domingo, quatro de dezembro, em Belo Horizonte (MG).

“O nosso objetivo é que eles se saiam bem tanto na Pampulha quanto na São Silvestre, já que são provas reconhecidas internacionalmente. Apesar desse grupo estar competindo quase todo fim de semana, essas são as duas provas de mais importância”, conta Coquinho.

Para os quenianos, os principais adversários brasileiros são os atletas Franck Caldeira, Marilson Gomes, Sirlene Pinho e Márcia Narloch. “Os quenianos são muito bons, mas não são imbatíveis”, revela Coquinho. “Mas algumas características cientificamente provadas fazem com que eles corram mais. A genética deles é mais apropriada. Eles são atletas longínquos e pertencerem a uma cultura da corrida. Lá no Quênia eles são acostumados a correr. Desde pequenos eles vão correndo até a escola, mercado entre outros lugares. Tem também muitas escolas de corrida como as nossas escolinhas de futebol”, acrescenta.

Outro fator que influi a potência da corrida dos quenianos é o treinamento em altitude. “Todos as atletas do meu grupo treinaram em altitude. Isso é muito bom, porque quando chegam no Brasil são capazes de oxigenar muito mais”, conta. Porém eles também enfrentam dificuldades uma delas é o calor. “Como treinam em altitude o clima é mais ameno. E o calor do Brasil acaba se tornando uma dificuldade”, diz Coquinho.

Depois da Volta da Pampulha, os quenianos irão participar de mais duas provas para depois disputar a São Silvestre, que acontece no dia 31 de dezembro em São Paulo.


Quenianos já se preparam para a São Silvestre

Corridas de Rua · 01 dez, 2005

As provas de dezembro no Brasil são características por terem a participação de atletas quenianos que fazem as últimas semanas de treino para a São Silvestre. O técnico Moacir Marconi, o Coquinho, recebe os grupos de corredores de elite do Quênia e se responsabiliza pelo treino deles nas terras tupiniquins.

Até o fim de dezembro ele treinará um grupo de nove atletas quenianos como Anne Bererwe, Margareth Karie, Josephine Kimaiyo, Elijah Yator, Charles Korir, Cyrus Karaton, Mathew Cheboi e John Kiprotich. A próxima prova desse time será a Volta da Pampulha que acontece no domingo, quatro de dezembro, em Belo Horizonte (MG).

“O nosso objetivo é que eles se saiam bem tanto na Pampulha quanto na São Silvestre, já que são provas reconhecidas internacionalmente. Apesar desse grupo estar competindo quase todo fim de semana, essas são as duas provas de mais importância”, conta Coquinho.

Para os quenianos, os principais adversários brasileiros são os atletas Franck Caldeira, Marilson Gomes, Sirlene Pinho e Márcia Narloch. “Os quenianos são muito bons, mas não são imbatíveis”, revela Coquinho. “Mas algumas características cientificamente provadas fazem com que eles corram mais. A genética deles é mais apropriada. Eles são atletas longínquos e pertencerem a uma cultura da corrida. Lá no Quênia eles são acostumados a correr. Desde pequenos eles vão correndo até a escola, mercado entre outros lugares. Tem também muitas escolas de corrida como as nossas escolinhas de futebol”, acrescenta.

Outro fator que influi a potência da corrida dos quenianos é o treinamento em altitude. “Todos as atletas do meu grupo treinaram em altitude. Isso é muito bom, porque quando chegam no Brasil são capazes de oxigenar muito mais”, conta. Porém eles também enfrentam dificuldades uma delas é o calor. “Como treinam em altitude o clima é mais ameno. E o calor do Brasil acaba se tornando uma dificuldade”, diz Coquinho.

Depois da Volta da Pampulha, os quenianos irão participar de mais duas provas para depois disputar a São Silvestre, que acontece no dia 31 de dezembro em São Paulo.

São Silvestre: veja a programação da prova

Corridas de Rua · 30 nov, 2005

Confira a programação da 81ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre. A prova acontece no dia 31 de dezembro na cidade de São Paulo com largada na avenida Paulista.

26/12/05 a 30/12/05: retirada do kit no Ginásio Mauro Pinheiro das 10h às 18h. Este fica na rua Abílio Soares número 1300, Ibirapuera, São Paulo.

31/12/05: largada na avenida Paulista, número 1578, em frente ao Masp.

Horários da largada:
- 15h largada especial
- 15h20 largada feminina
- 17h05 largada masculina

Obs.: os organizadores atrasaram em cinco minutos a largada das mulheres e dos homens. O horário exposto já consta essa alteração.

01/01/06: premiação no prédio da Gazeta (avenida Paulista, 900) às 10h.

Esgotadas as inscrições para a São Silvestre

Corridas de Rua · 18 nov, 2005

As inscrições para a 81ª Corrida Internacional da São Silvestre foram encerradas. Segundo os organizadores, estas se esgotaram nessa última quinta-feira no posto da avenida Paulista, em São Paulo e também pela a internet.

Ao todo 15 mil pessoas se inscreveram para a prova de 2005 que acontece no dia 31 de dezembro, último dia do ano. Aqueles que pretendem participar da prova e não garantiram a inscrição devem entrar em contato com os organizadores na próxima terça (22). Nesse dia eles divulgarão se haverá vagas remanescentes. O site oficial da prova é:www.saosilvestre.com.br/2005

Vanderlei Cordeiro pode correr a São Silvestre

Corridas de Rua · 10 nov, 2005

O maratonista brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima pode participar da corrida Internacional de São Silvestre desse ano. Ele ainda não tem medalha da prova paulista e segundo Cordeiro, isso é um sonho para ele.

Porém o atleta só participará da São Silvestre se não for disputar uma maratona internacional no começo do ano. Ele ainda aguarda as negociações com os organizadores da maratona, que ainda não foi divulgada, e depende dessa resposta para revelar se vai poder correr a São Silvestre. Se as negociações não forem bem sucedidas, Cordeiro estará na prova brasileira no fim do ano.

Marilson Gomes se prepara para a São Silvestre

Corridas de Rua · 09 nov, 2005

O atleta Marilson Gomes confirmou presença na 81ª Corrida Internacional de São Silvestre e já se prepara para a prova. Vencedor da competição em 2003 ele quer conquistar novamente o pódio, mas para isso terá que enfrentar seus adversário e principalmente os estrangeiros.

“Fazer pódio na corrida já é muito difícil e vencer uma vez é mais difícil ainda. Ganhar duas, então, seria demais, ficaria muito orgulhoso. Só não podemos fazer comparações com os outros, que correram em épocas diferentes”, conta o atleta que agora também participa de maratonas.

Para se preparar Marilson vai disputar algumas provas de 10km até o fim do ano. “Estou treinando sem pressa. A idéia é chegar bem em dezembro e ao mesmo tempo fazer um bom trabalho de base para a próxima temporada. Seria matar dois objetivos com uma carta só”, revela Marilson que foi o brasileiro mais bem colocado na maratona do Mundial de Helsinque neste ano, com um décimo lugar.

Paul Tergat será convidado para a São Silvestre

Corridas de Rua · 08 nov, 2005

Os organizadores da São Silvestre irão convidar o queniano Paul Tergat para participar da prova brasileira. Como todos os anos os vencedores da São Silvestre são convidados para retornarem para a corrida. Esse ano o organizador da corrida mais tradicional do país, Júlio Deodoro, quer ver um disputa emocionante entre o recordista mundial de maratona, Paul Tergat e o campeão da São Silvestre 2004, Robert Cheruiyot.

Tergat expressou interesse em correr novamente no Brasil, mas seu cachê para participação aumentou. Ele venceu a São Silvestre cinco vezes seguidas (1995, 96, 98, 99 e 2000).

Além deles, a corredora Lydia Cheromei, campeã da São Silvestre do no passado, também será convidada. Até agora o único que já confirmou presença foi o brasileiro Marílson Gomes dos Santos vencedor de 2003.