Caminhada · 03 jan, 2006
O jovem interno da Febem Tatuapé, FTP, foi impedido de disputar a São Silvestre no último dia 31 de dezembro. A decisão veio do desembargador Eduardo Goveia, do TJ/SP, que anulou a autorização concedida pelo Poder Judiciário.
De acordo com o ofício enviado à Instituição, Gouveia concedeu a liminar a pedido do Ministério Público Estadual, que solicitava a suspensão da autorização que permitia a ida do adolescente ao local da corrida.
O interno seria acompanhado durante todo o percurso por cinco professores de educação física, além da presidente da Febem, a maratonista Berenice Gianella.
De acordo com os professores, o jovem vinha se preparando há mais de dois meses para a São Silvestre e teve seu sonho frustrado pela justiça. Com essa decisão, apenas o interno DTG, da unidade São Vicente, disputou a prova.
Caminhada · 03 jan, 2006
Após obter a sétima colocação na São Silvestre, no último sábado, Sirlene Souza Pinho não ficou satisfeita com seu desempenho. Apontada no início como uma das favoritas para a conquista do título, a atleta afirma que errou na estratégia. Sei que cheguei entre as dez, fui a terceira brasileira, mas eu esperava mais. Sacrifiquei o meu natal ao lado da minha filha (Beatriz, de cinco anos); o Valmir Nunes (técnico) ficou longe da família para me apoiar, mas não correspondi. Achei que forcei demais no início.
Sirlene veio forte durante toda a prova, sempre no pelotão da frente, acompanhando a queniana Rose Cheriyot, a etíope Bizunish Bekele e a outra brasileira Lucélia Peres, respectivamente segunda, terceira e quarta colocadas. No quilômetro cinco eu comecei a sentir o cansaço e, sinceramente, nem sei como consegui chegar em sétimo. Estou chateada mais por quem estava ao meu lado na minha preparação.
A atleta, que em 2005 obteve 17 pódios, incluindo a vitória na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, afirma que a campeã Olivera Jevtic acertou na estratégia. A vitória foi merecida. Ela correu certo e saiu de trás para atacar depois. Eu devia ter ficado com ela. A corredora de Sérvia e Montenegro marcou o tempo de 53min59 e superou a queniana Margaret Karie, que havia vencido os 10 KM Tribuna FM e a Corrida Pan-Americana em 2005.
O próximo passo para a santista é obter uma vaga na maratona dos Jogos Pan-Americanos de 2007. Vou me concentrar cada vez mais para isso e começar um trabalho sério. De acordo com o técnico Valmir Nunes, a atleta interrompeu os treinos da São Silvestre por problemas pessoais e isso prejudicou o resultado final. Eu avisei para a Sirlene que isso iria atrapalhar o trabalho e ela pagou o preço.
Geovane de Jesus Santos, outro santista treinado por Valmir Nunes, fez uma ótima temporada em 2005, tendo vencido a Maratona de Buenos Aires e a 2ª Meia-Maratona A Tribuna-Praia Grande. Porém, a São Silvestre mostrou porque é a mais tradicional prova do calendário e reservou uma desagradável surpresa para o atleta.
Assim como Sirlene, ele também veio muito forte e abandonou a prova no quilômetro oito. Saí muito forte e fiz tudo errado do que o Valmir orientou. Me empolguei, não sei o que passou na cabeça.
Após a conturbada e última prova de 2005 para os pupilos de Valmir Nunes, ele começa a pensar na próxima temporada. Agora vamos traçar os objetivos para este ano e tentar manter o bom rendimento. Eles têm potencial de chegar muito mais longe. Só depende de levarem a sério, comentou o também ultramaratonista, que agora se prepara para provas de 24 horas.
Caminhada · 03 jan, 2006
Após conquistar o bicampeonato da São Silvestre no último sábado, Marilson ganhou ainda mais confiança para a temporada 2006, em especial em maratonas e provas de 10 mil metros em pista.
A idéia fixa é abaixar seus tempos em 2006. Devemos fazer uma maratona européia de alto nível. Também estamos de olho em provas de fundo em pista, afirmou Adauto Domingues, técnico do atleta.
Marilson possui quatro maratonas na bagagem e é dono da quarta melhor marca brasileira. Ele estabeleceu o tempo de 2h08min48seg, o que lhe conferiu a sexta posição na Maratona de Chigaco, em 2003.
Ele também possui duas medalhas no Pan-Americano de Santo Domingo, em 2003 e a décima colocação no Mundial de Helsinque, em 2005, melhor colocação brasileira.
O treinador acredita que Marilson não deve ter problemas em treinar para provas curtas e longas, contrariando o que geralmente acontece no país. No Brasil acontece algo estranho. Parece que os atletas só podem fazer uma ou outra, mas há vários exemplos no mundo que contrariam esse conceito, como o Paul Tergat. É possível fazer bons resultados em ambas as distâncias, afirmou Domingues.
O objetivo é estabelecer um novo recorde brasileiro nos 10 mil metros, baixando os atuais 28 minutos e 07segundos, de Ronaldo da Costa, para a casa dos 27 minutos.
Corridas de Rua · 31 dez, 2005
Depois da maratonista Olivera Jevtic vencer a São Silvestre no feminino e garantir o bicampeonato da prova, foi a vez dos homens percorrerem os 15 quilômetros da prova mais tradicional do Brasil. A largada masculina aconteceu às 17h05 em frente ao Masp com sol ameno e clima abafado.
Muitos corredores carregavam placas com mensagens, outros usavam fantasias, todos estavam presentes para participar da verdadeira festa esportiva nacional. Cerca de 13 mil homens largaram, mas apenas um deles pode ser o grande vencedor.
Os primeiros quilômetros foram marcados por um grande pelotão de elite com Marílson Gomes, campeão da São Silvestre em 2003 e Robert Cheruiyot, vencedor da São Silvestre do ano passado, além dos brasileiros Franck Caldeira e Rômulo Wagner.
Os primeiros atletas passaram a metade da competição no tempo de 21min30s. E o pelotão líder foi definido por Marílson Gomes e os quenianos Robert Cheruiyot e Patrick Ivuit.
No quilômetro dez Marílson e Cheruiyot se afastaram do terceiro colocado e passaram na marca com 29min05. Depois no quilômetro onze, no centro velho de São Paulo, o brasileiro Marílson Gomes abriu em quase 100 metros de distância para o segundo colocado e passou a liderar sozinho a prova.
Mesmo na subida da Brigadeiro Luis Antônio, Marílson manteve a liderança e garantiu a primeira posição no tempo de 44min21. Essa foi a segunda vitória do brasileiro na competição que treinou em Campos de Jordão. Quando a gente se sente bem e se prepara dá para vencer, revela o campeão. A primeira vez que eu ganhei foi uma emoção única e eu queria sentir isso novamente. Essa prova é muito difícil e eu fiz uma boa preparação, acrescenta.
O segundo lugar ficou com o campeão do ano passado Robert Cheruiyot em 45min17. A terceira posição foi para o queniano Patrick Ivuit em 45min30. Já o quarto lugar ficou para o brasileiro Rômulo Wagner (45min32), que afirmou ter ficado resfriado na última semana. A quinta colocação foi para o etíope Nigusse Ketema em 45min36.
Com a vitória do Marílson a tradicional briga da São Silvestre entre brasileiros e quenianos ficou empatada. Assim ambas as nações têm nove vitórias na corrida paulista.
Corridas de Rua · 31 dez, 2005
São Paulo só poderia terminar o ano com uma corrida. A tradicional prova de São Silvestre começou com a largada feminina nesse sábado, 31 de dezembro, às 15h20. Com os termômetros na marca dos 30 graus, duas mil mulheres partiram para percorrerem 15 quilômetros de prova. O sol forte não desanimou as competidoras.
A elite feminina largou forte. Nela estavam presentes atletas de peso como Sirlene Pinho, campeã da Meia do Rio; Marizete Resende, campeã da São Silvestre em 2002; Lucélia Peres, vice-campeã da São Silvestre 2004, além das estrangeiras Olivera Jevtic e Anesie Kwizera.
As primeiras mulheres que passaram o quinto quilômetro da prova foram as estrangeiras Rose Cheruiyot, Bizunish Bekele e a brasileira Sirlene Pinho. Mas no término do Elevado Costa e Silva, o conhecido Minhocão, apenas Cheruiyot e Bekele lideravam a prova. Mais atrás estava a brasileira Lucélia Peres.
A partir do nono quilômetro a queniana Cheruiyot abriu um pouco mais e aumentou o ritmo em relação suas adversárias Bekele e Lucélia. Com isso a líder queniana passou o décimo quilômetro, parte mais baixa da prova, em 33min20.
Já no início do trecho de subida, no quilômetro doze, a brasileira Lucélia Peres ultrapassou a segunda colocada Bekele. Mas durante a Brigadeiro Luis Antônio a atleta Olivera Jevtic, da Sérvia e Montenegro, ultrapassou a brasileira, aumentou o ritmo para brigar pela a primeira posição e também ultrapassou a líder queniana Cheruyoit.
Segura, Olivera abriu das demais corredoras e cruzou a linha de chegada no tempo de 51min38seg. Essa foi a sua segunda vitória na São Silvestre. A prova foi muito forte, mas estou muito feliz de ter vencido, revela a campeã. A segunda posição ficou com Rose Cheruiyot em 51min47 seguida pela a etíope Bizunish Bekele (52min02).
Completaram o pódio a brasileira Lucélia Peres, quarta colocada no tempo de 52min10 e a colombiana Berta Sanches em 52min59. Lúcelia não presenciou a premiação porque teve que ser atendida logo que terminou a prova. Eu ia fazer o meu melhor, mas não deu. Ano que vem eu vou me esforçar de novo. O quilômetro doze eu já estava muito cansada. Foi um ritmo suicida, mas agora eu estou bem, conta Lucélia.
Corridas de Rua · 31 dez, 2005
Depois de muita preparação, esforço e treino 15 mil atletas de diversos estados e nacionalidades irão participar hoje da mais tradicional corrida de rua do Brasil: a São Silvestre. A prova disputada sempre no último dia do ano em São Paulo começa na Av. Paulista, com largada da categoria feminina às 15h20 e masculina ás 17h05, em frente ao Masp.
Ao todo os atletas percorrem 15km de descidas e subidas. Eles passam pela rua Consolação, que é considerada pelos corredores o trecho mais difícil da competição, pela Av. São João e sobem o elevado Costa e Silva, conhecido também por Minhocão. Seguem pelo largo São Francisco, Viaduto do Chá e antes de cruzar a linha de chegada sobem tão temida Brigadeiro Luís Antônio, para então completarem a prova na Av. Paulista em frente a Fundação Cásper Líbero.
Para dar suporte aos corredores sete postos médicos estarão espalhados pelo percurso. O maior deles será montado na avenida Paulista próximo a alameda Campinas. Por causa do calor serão oferecidos 435 mil copinhos de água em seis postos de distribuição. Para refrescar ainda mais os atletas postos de spray com água serão posicionados na largada, Viaduto do chá e na avenida Norma Gianotti.
Atletismo · 30 dez, 2005
Os quenianos são os grandes favoritos da Corrida Internacional de São Silvestre, isso não é novidade para os amantes do esporte, mas os brasileiros não estão a baixo deles. Vanderlei Cordeiro de Lima, bronze na Maratona olímpica de Atenas; Franck Caldeira, campeão das 10 milhas Garoto 2005 no Espírito Santo; José Telles, atual campeão da Maratona de São Paulo; Sirlene Pinho, campeã da Meia do Rio e Lucélia Peres, vice-campeã da São Silvestre em 2004 não vão facilitar para os estrangeiros.
Mesmo com o discurso de não pensarem em ganhar, quase todos do grupo treinaram forte para a São Silvestre. A exceção fica para Vanderlei Cordeiro que decidiu na última hora participar da prova paulista e não se focou para a competição.
Decidi participar da São Silvestre em cima da hora. Vou representar o meu clube e não tenho objetivos concretos para essa prova. Qualquer resultado que eu alcançar estará bom, revela Cordeiro. Essa prova é muito importante para retorno aos meus patrocinadores, acrescenta.
Segundo o seu técnico, Cordeiro não treinou para a São Silvestre porque se dedicou apenas para provas longas, como maratonas. A São Silvestre está sendo considerada uma prova preparatória e de avaliação do primeiro período de treinamento do Vanderlei para uma maratona em 2006. Essa prova serve como parâmetro para o segundo período de treinos dele. No primeiro semestre do ano ele deve correr uma maratona no Japão, conta o treinador do atleta Ricardo D`Ângelo.
Mas o restante do time brasileiro, que estará amanhã nas ruas de São Paulo, pretende garantir boas colocações. O maratonista José Telles participa da prova desde 1993 e com sua experiência ele quer chegar no mínimo entre os dez primeiros colocados. Eu me preparei bem para a prova e estou pronto, conta Telles.
O mais novo do grupo de estrelas do Brasil é o atleta mineiro Franck Caldeira. Aos 22 anos ele também é considerado um dos favoritos. Para o jovem atleta a São Silvestre é uma caixinha de surpresas. Eu não vou dizer que vou vencer. A prova está muito forte e os quenianos são os favoritos. Se eles vencerem a gente bate palmas. Mas vou brigar pelo pódio, avisa Caldeira.
Para a São Silvestre, o mineiro não fez um treino especial, mas sua tática de corrida será ficar na cola dos quenianos. Eu não vou deixar os adversários abrirem. O clima quente e provas com aclives e declives me favorecem, revela.
Mulheres - Entre as mulheres Sirlene Pinho e Lucélia Peres são as brasileiras favoritas ao pódio. Campeã da Meia-Maratona do Rio desse ano, Sirlene fez a base de sua preparação em Águas de Lindóia. Acho que me considero uma das favoritas. Mas todas podem surpreender, conta a atleta ao se referir às adversárias estrangeiras. Sirlene começou a correr por influência do seu patrão em 1998, hoje seu técnico Valmir Nunes. Na ocasião ela fazia faxinas na casa dele.
Lucélia Peres também quer integrar o pódio novamente. Seus treinos do segundo semestre de 2005 focaram a Volta da Pampulha e a São Silvestre. O meu resultado de amanhã se deve 50 por cento ao meu desempenho e 50 por cento ao desempenho do meu treinador. A São Silvestre é uma prova de projeção e ficar no pódio é um dos meus objetivos, finaliza.
A largada feminina será dada amanhã em São Paulo às 15h20 e não às 15h15 como havia divulgado os organizadores. A largada masculina também sofrerá um atraso de cinco minutos e acontecerá às 17h05.
Corridas de Rua · 30 dez, 2005
O trânsito da avenida Paulista, em São Paulo, sofrerá alterações nesse sábado (31) por causa da Corrida Internacional de São Silvestre e das festas de reveillon. Segundo a Companhia de Engenharia do Trânsito (CET), a avenida Paulista será interditada em ambos os sentidos, no trecho compreendido entre as ruas Padre João Manuel e Teixeira da Silva, a partir das 12h do dia 31 de dezembro.
Por isso o atleta que participa da São Silvestre deve evitar ir de carro para a competição. A CET aconselha todos os participantes usarem o transporte público. A melhor opção de transporte é a linha verde do metrô Ana Rosa-Vila Madalena.
As linhas de ônibus que circulam pela avenida Paulista também sofrerão alterações. A partir das 10 horas do dia 31 de dezembro as linhas listadas sofrerão desvios:
- Av. Paulista: No sentido Paraíso o desvio será pela Alameda Santos e no sentido Consolação o desvio será pelas ruas Dr. Rafael de Barros, Tutóia, José Maria Lisboa, alamedas Joaquim Eugenio de Lima e Lorena
- Rua Augusta: Av. Nove de Julho e Av. Brasil em ambos os sentidos
- Av. Brig. Luiz Antonio: Al. Santos, ruas Cubatão, Vergueiro e Av. liberdade para ambos os sentidos
- Rua da Consolação: Av. Angélica em ambos os sentidos
- Av. São João: No sentido centro o desvio será pela Rua das Palmeiras e no sentido bairro as ruas Marquês de Itu, Martim Francisco e Av. gal. Olímpio da Silveira
- Av. Marquês de São Vicente: No sentido centro a alternativa será a Av Pres. Castelo Branco (Marginal Tietê)
- Av. Rudge e Rio Branco: As ruas Anhaia, Silva Pinto, alamedas Nothmann, Cleveland, Rua Mauá e Av. Cásper Líbero Linhas operadas por veículos trólebus deverão retornar na Praça da Sé. Linhas com ponto final na área central deverão operar de modo circular.
Corridas de Rua · 30 dez, 2005
Na tarde dessa última quinta-feira crianças de todas as idades se reuniram para participar da prova mirim de São Silvestre. Ao todo dois mil mini atletas correram na pista de atletismo do Conjunto Constâncio Vaz Guimarães no Ibirapuera, em São Paulo.
Segundo os organizadores, as arquibancadas do local estavam lotadas. Todos ali foram prestigiar os pequenos corredores. Cada categoria de idade participou de provas com distâncias distintas. Assim os menores, de seis anos, correram 100 metros. Já os mais velhos mil metros.
O atual campeão da São Silvestre, o queniano Robert Cheruiyot, foi ao evento e premiou os campeões de algumas categorias. E esses promissores vencedores podem ser futuros atletas profissionais.
Um exemplo disso é o mineiro Franck Caldeira. Ele começou a praticar o esporte quando era adolescente e no ano de 1998 ficou com o nono lugar da São Silvestrinha. Hoje aos 22 anos, Caldeira já é atleta profissional e tem no currículo a vitória da Maratona de São Paulo em 2004. Esse ano ele participa da Corrida Internacional de São Silvestre que acontece amanhã em São Paulo.
Corridas de Rua · 30 dez, 2005
Hoje é o último dia para a retirada do kit da São Silvestre. Os atletas têm até às 18 horas dessa sexta-feira para pegarem os itens de participação da prova, como chip e número de peito. O posto de entrega fica no Ginásio Mauro Pinheiro na rua Abílio Soares número 1300, Ibirapuera, São Paulo.
Para participar da competição o atleta precisa retirar o seu kit com número de peito e chip. A corrida Internacional de São Silvestre acontece no dia 31 de dezembro na capital paulista. A largada feminina é às 15h15 e a masculina às 17h.
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