Sirlene não fica satisfeita com sétimo lugar

Redação Webrun | Caminhada · 03 jan, 2006

Após obter a sétima colocação na São Silvestre, no último sábado, Sirlene Souza Pinho não ficou satisfeita com seu desempenho. Apontada no início como uma das favoritas para a conquista do título, a atleta afirma que errou na estratégia. “Sei que cheguei entre as dez, fui a terceira brasileira, mas eu esperava mais. Sacrifiquei o meu natal ao lado da minha filha (Beatriz, de cinco anos); o Valmir Nunes (técnico) ficou longe da família para me apoiar, mas não correspondi. Achei que forcei demais no início”.

Sirlene veio forte durante toda a prova, sempre no pelotão da frente, acompanhando a queniana Rose Cheriyot, a etíope Bizunish Bekele e a outra brasileira Lucélia Peres, respectivamente segunda, terceira e quarta colocadas. “No quilômetro cinco eu comecei a sentir o cansaço e, sinceramente, nem sei como consegui chegar em sétimo. Estou chateada mais por quem estava ao meu lado na minha preparação”.

A atleta, que em 2005 obteve 17 pódios, incluindo a vitória na Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro, afirma que a campeã Olivera Jevtic acertou na estratégia. “A vitória foi merecida. Ela correu certo e saiu de trás para atacar depois. Eu devia ter ficado com ela”. A corredora de Sérvia e Montenegro marcou o tempo de 53min59 e superou a queniana Margaret Karie, que havia vencido os 10 KM Tribuna FM e a Corrida Pan-Americana em 2005.

O próximo passo para a santista é obter uma vaga na maratona dos Jogos Pan-Americanos de 2007. “Vou me concentrar cada vez mais para isso e começar um trabalho sério”. De acordo com o técnico Valmir Nunes, a atleta interrompeu os treinos da São Silvestre por problemas pessoais e isso prejudicou o resultado final. “Eu avisei para a Sirlene que isso iria atrapalhar o trabalho e ela pagou o preço”.

Geovane de Jesus Santos, outro santista treinado por Valmir Nunes, fez uma ótima temporada em 2005, tendo vencido a Maratona de Buenos Aires e a 2ª Meia-Maratona A Tribuna-Praia Grande. Porém, a São Silvestre mostrou porque é a mais tradicional prova do calendário e reservou uma desagradável surpresa para o atleta.

Assim como Sirlene, ele também veio muito forte e abandonou a prova no quilômetro oito. “Saí muito forte e fiz tudo errado do que o Valmir orientou. Me empolguei, não sei o que passou na cabeça”.

Após a conturbada e última prova de 2005 para os pupilos de Valmir Nunes, ele começa a pensar na próxima temporada. “Agora vamos traçar os objetivos para este ano e tentar manter o bom rendimento. Eles têm potencial de chegar muito mais longe. Só depende de levarem a sério”, comentou o também ultramaratonista, que agora se prepara para provas de 24 horas.

Este texto foi escrito por: Webrun

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