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Anotações em um Diário de Treino

Uma das coisas que eu faço desde que passei a correr sob planilha é montar meu Diário de Treino. Hoje em dia você pode utilizar uma planilha no formato Excel – que tem como vantagem não precisar ficar on line para atualizá-la - ou mesmo usar um dos vários sistemas gratuitos que estão a disposição na rede. Mas vejo que o mais importante não é onde fazer, mas sim como fazê-lo.

O meu Diário de Treino basicamente contempla as seguintes informações:

  • Dia do mês
  • Dia da semana
  • Quilometragem proposta
  • Quilometragem efetiva
  • Tempo
  • Média horária
  • Frequência Cardíaca (máxima e média)
  • Horas do inicio do treino
  • Temperatura
  • Condições climáticas
  • Tênis utilizado
  • Observações gerais

    Basicamente minha planilha segue esses itens descritos acima. Ou seja, podemos através dela detectar o volume semanal e mensal de nossos treinos, saber em quais condições climáticas e horários a corrida nos é mais favorável, saber quantos quilômetros um determinado par de tênis já rodou e controlar sua vida útil. Lembre-se que em média os fabricantes recomendam que o tênis deve ser aposentado a partir de 500 quilômetros.

    Evidente que em um curto espaço de tempo a planilha por si só não resolverá. Porém, quando ela tiver um histórico consistente você certamente conseguirá tirar um melhor proveito observando pontos fortes e fracos de seus treinos e conseguirá fazer adaptações junto ao seu treinador, que melhorarão efetivamente sua corrida.

    Conheça alguns sistemas on line:

    Run Notes
    Sistema 3 Pontas


  • Anotações em um Diário de Treino

    Corridas de Rua · 23 out, 2007

    Uma das coisas que eu faço desde que passei a correr sob planilha é montar meu Diário de Treino. Hoje em dia você pode utilizar uma planilha no formato Excel – que tem como vantagem não precisar ficar on line para atualizá-la - ou mesmo usar um dos vários sistemas gratuitos que estão a disposição na rede. Mas vejo que o mais importante não é onde fazer, mas sim como fazê-lo.

    O meu Diário de Treino basicamente contempla as seguintes informações:

  • Dia do mês
  • Dia da semana
  • Quilometragem proposta
  • Quilometragem efetiva
  • Tempo
  • Média horária
  • Frequência Cardíaca (máxima e média)
  • Horas do inicio do treino
  • Temperatura
  • Condições climáticas
  • Tênis utilizado
  • Observações gerais

    Basicamente minha planilha segue esses itens descritos acima. Ou seja, podemos através dela detectar o volume semanal e mensal de nossos treinos, saber em quais condições climáticas e horários a corrida nos é mais favorável, saber quantos quilômetros um determinado par de tênis já rodou e controlar sua vida útil. Lembre-se que em média os fabricantes recomendam que o tênis deve ser aposentado a partir de 500 quilômetros.

    Evidente que em um curto espaço de tempo a planilha por si só não resolverá. Porém, quando ela tiver um histórico consistente você certamente conseguirá tirar um melhor proveito observando pontos fortes e fracos de seus treinos e conseguirá fazer adaptações junto ao seu treinador, que melhorarão efetivamente sua corrida.

    Conheça alguns sistemas on line:

    Run Notes
    Sistema 3 Pontas

  • Desfrute o horário de verão com responsabilidade

    Tem gente que detesta. Eu particularmente adoro o horário de verão que começou à 0h de hoje, dia 14, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai vigorar até a meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2008.

    A medida consiste em adiantar em uma hora os relógios. Assim, no horário de verão quando o relógio marcar 10 horas da manhã na realidade serão 9 horas.

    O que mais me agrada nesta época é amplitude da luz solar. Ao menos aqui na cidade de São Paulo quando for 6h30 da manhã o dia já estará claro e o pôr do sol será por volta das 19h e dependendo do mês aconterá às 20 horas. E é disto que eu gosto, que meu treino noturno seja feito com a luz do sol. Fico com muito mais disposição.

    Porém, partindo da premissa que não devemos ficar expostos ao sol entre 10 e 15 horas, aqueles que correm a tarde devem iniciar seu treino somente após as 16 horas que na realidade será 15 horas.

    Mas como nem tudo é alegria outros cuidados devem ser observados nesta época de maior incidência de sol e calor:

  • Beba muita, mas muita água (entre 2 a 3 litros por dia), não espere a sede chegar para se hidratar.

  • Use roupas leves preferencialmente de tons claros

  • Proteja-se com ocúlos escuros e bonê

  • Não esqueça nunca de passar o protedor solar com o fator de proteção correspondente ao seu tipo de pele, sempre 30 minutos antes em que for se expor ao sol

    E a última dica é fazer uma visita ao seu médico dermatologista para que ele possa avaliar o grau de exposição e os cuidados preventivos que você deve ter nesta época do ano.

    Bons treinos!


  • Desfrute o horário de verão com responsabilidade

    Atletismo · 14 out, 2007

    Tem gente que detesta. Eu particularmente adoro o horário de verão que começou à 0h de hoje, dia 14, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e vai vigorar até a meia-noite do dia 16 de fevereiro de 2008.

    A medida consiste em adiantar em uma hora os relógios. Assim, no horário de verão quando o relógio marcar 10 horas da manhã na realidade serão 9 horas.

    O que mais me agrada nesta época é amplitude da luz solar. Ao menos aqui na cidade de São Paulo quando for 6h30 da manhã o dia já estará claro e o pôr do sol será por volta das 19h e dependendo do mês aconterá às 20 horas. E é disto que eu gosto, que meu treino noturno seja feito com a luz do sol. Fico com muito mais disposição.

    Porém, partindo da premissa que não devemos ficar expostos ao sol entre 10 e 15 horas, aqueles que correm a tarde devem iniciar seu treino somente após as 16 horas que na realidade será 15 horas.

    Mas como nem tudo é alegria outros cuidados devem ser observados nesta época de maior incidência de sol e calor:

  • Beba muita, mas muita água (entre 2 a 3 litros por dia), não espere a sede chegar para se hidratar.

  • Use roupas leves preferencialmente de tons claros

  • Proteja-se com ocúlos escuros e bonê

  • Não esqueça nunca de passar o protedor solar com o fator de proteção correspondente ao seu tipo de pele, sempre 30 minutos antes em que for se expor ao sol

    E a última dica é fazer uma visita ao seu médico dermatologista para que ele possa avaliar o grau de exposição e os cuidados preventivos que você deve ter nesta época do ano.

    Bons treinos!

  • Ihhh, não entreguei o chip e agora?

    Nas principais provas internacionais e em algumas provas brasileiras é muito difícil não entregar o chip de cronometragem após cruzar a linha de chegada. Isto porque, existem voluntários especialmente a postos para ajudar a retirá-lo, ou mesmo porque, o chip é a “senha” para receber a medalha.

    Mas em muitos casos, o corredor pode desistir da prova durante o percurso, ou então não entregar o chip por causa de algum tumulto e longas filas que se formam, principalmente, em provas com muitos participantes. Se por qualquer motivo você não o entregou o chip não precisa se desesperar, pois segundo as dois grandes organizadoras de corrida do Brasil, a Corpore e a Yescom, o processo é bastante simples.

    Quando o corredor esquece de entregar o chip, basta leva-lo pessoalmente ou até mesmo por encomenda registrada. No caso da Corpore a instrução é entregar na sede da entidade. Já o chip usado nas provas da Yescom você deve enviar para Chiptiming, empresa de cronometragem.

    Aqueles que não devolvem passam a figurar em um tipo de “lista negra” que impede o corredor de participar de novos eventos promovidos por esses organizadores, até que tenha sua situação regularizada. E se por algum motivo você perder o chip deverá pagar uma taxa que serve para cobrir o custo da engenhoca.

    Para a solução deste problema o ideal é atingirmos os padrões internacionais, com mais pessoas para ajudar o corredor a retirar o chip, disponibilizando inclusive bancos para o maior conforto do atleta, já que é um grande incomôdo ter que se curvar ou abaixar, após a corrida. No exterior alguns clubes de corredores dão a opção para que seus sócios comprem o chip que é personalizado e que pode ser utilizado ao longo temporada em todos os seus eventos.

    Sei que é difícil, após o esforço de uma competição ter que pegar filas, mas muitas vezes esse trabalho será bem menor do que devolver pessoalmente o chip, enfrentar a fila nas agências de correios ou mesmo ter que desembolsar o valor de um serviço de entrega.

    Corpore
    Rua Bento de Andrade, 436
    Jardim Paulista - São Paulo - SP
    Cep: 04503-001
    A/C.: Marcel
    Website: www.corpore.org.br

    Chiptiming
    Rua David da Silva Meirelles, 124
    Jd. Maria Luiza - Taboão da Serra - SP
    Cep: 06770-160
    A/C.: Lucilene.
    Website: www.chiptiming.com.br


    Ihhh, não entreguei o chip e agora?

    Atletismo · 13 out, 2007

    Nas principais provas internacionais e em algumas provas brasileiras é muito difícil não entregar o chip de cronometragem após cruzar a linha de chegada. Isto porque, existem voluntários especialmente a postos para ajudar a retirá-lo, ou mesmo porque, o chip é a “senha” para receber a medalha.

    Mas em muitos casos, o corredor pode desistir da prova durante o percurso, ou então não entregar o chip por causa de algum tumulto e longas filas que se formam, principalmente, em provas com muitos participantes. Se por qualquer motivo você não o entregou o chip não precisa se desesperar, pois segundo as dois grandes organizadoras de corrida do Brasil, a Corpore e a Yescom, o processo é bastante simples.

    Quando o corredor esquece de entregar o chip, basta leva-lo pessoalmente ou até mesmo por encomenda registrada. No caso da Corpore a instrução é entregar na sede da entidade. Já o chip usado nas provas da Yescom você deve enviar para Chiptiming, empresa de cronometragem.

    Aqueles que não devolvem passam a figurar em um tipo de “lista negra” que impede o corredor de participar de novos eventos promovidos por esses organizadores, até que tenha sua situação regularizada. E se por algum motivo você perder o chip deverá pagar uma taxa que serve para cobrir o custo da engenhoca.

    Para a solução deste problema o ideal é atingirmos os padrões internacionais, com mais pessoas para ajudar o corredor a retirar o chip, disponibilizando inclusive bancos para o maior conforto do atleta, já que é um grande incomôdo ter que se curvar ou abaixar, após a corrida. No exterior alguns clubes de corredores dão a opção para que seus sócios comprem o chip que é personalizado e que pode ser utilizado ao longo temporada em todos os seus eventos.

    Sei que é difícil, após o esforço de uma competição ter que pegar filas, mas muitas vezes esse trabalho será bem menor do que devolver pessoalmente o chip, enfrentar a fila nas agências de correios ou mesmo ter que desembolsar o valor de um serviço de entrega.

    Corpore
    Rua Bento de Andrade, 436
    Jardim Paulista - São Paulo - SP
    Cep: 04503-001
    A/C.: Marcel
    Website: www.corpore.org.br

    Chiptiming
    Rua David da Silva Meirelles, 124
    Jd. Maria Luiza - Taboão da Serra - SP
    Cep: 06770-160
    A/C.: Lucilene.
    Website: www.chiptiming.com.br

    Cuidados na hora de jogar o copinho fora

    Caminhada · 10 out, 2007

    Uma das primeiras coisas que aprendemos com nossos pais é não jogar lixo na rua. Uma das poucas exceções desta lição é quando disputamos uma prova e ficamos “liberados” para jogar os copos plásticos de água no chão.

    Mas ao longo dos anos observei nas competições que até para jogar o copo devemos ter técnica. Sim técnica! Pois não podemos simplesmente jogar o copo pensando somente em nossa comodidade e mesmo sem querer atrapalhar um companheiro de corrida.

    Primeira lição é sempre que for descartar o copo olhar para os lados para ver se você não vai atingir ninguém. Caso venha alguém espere que ele ultrapasse e com o caminho liberado descarte o copo

    Procure jogar o copo o próximo à sarjeta (meio fio). Evite jogar no meio do percurso e assim não atrapalhar quem vem atrás.

    Já vi corredor mirando – e o pior, acertando – seu copo em um bueiro. Jamais faça isso! Lembre-se que um simples copo plástico precisa de mais de 100 anos para se decompor na natureza.

    São medidas simples que fazem a diferença! Boas provas!

    Técnico: um dos alicerces do atleta

    Corridas de Rua · 09 out, 2007

    Ter um técnico é como ter um pai, um amigo, um confidente no qual somos afagados nos acertos e que levamos um “puxão” de orelha quando merecemos. Neles depositamos nossas esperanças como se fossem Deuses do Olímpo que nos fazem correr melhor, ter mais saúde, enfim, nos fazem com que vivamos mais anos em nossas vidas, com mais qualidade e alegria.

    A imagem ao lado, certamente está no rol das minhas dez melhores, não por conter técnicas fotográficas mirabolantes, jogos de luzes ou ter sido tirada por uma câmara de última geração. Pelo contrário, a câmera era semi-profissional e o clique foi instantâneo na medida que eu presenciei o simpático e competente técnico Marcelo Butenas dando as últimas instruções para um pupilo no Ironman Brasil.

    Poderia dizer que o olhar de Butenas trás mensagens sublimares. Nela está contida a expressão de confiança, garra, espírito de equipe, da crença em seu potencial, da amizade e companheirismo.

    Muita gente não tem um técnico para acompanhá-lo, seja, por questões financeiras ou por simplesmente não achar necessário. Para mim o técnico certo é tão (ou mais) importante que o meu par de tênis.

    Ter um técnico é impagável, mas, vale cada centavo do valor investido.

    Não fuja da adversidade, não vale a pena!

    Atletas que seguem planilhas sabem que não existe tempo bom nem ruim. O que está programado tem que ser cumprido, independente do tempo lá fora. Sol ou chuva, frio ou calor. É enfrentando tudo isso que você terá bons resultados e conseguirá atingir um recorde pessoal ou uma meta pré-estabelecida

    Entretanto, existem corredores que não treinam sob condições adversas. Essas pessoas evitam sair na chuva para não se molhar, no frio recorrem a salubridade de uma academia e por aí vai. Acredito que isso é uma estratégia errada, pois se eles não treinam sob condições adversas, no dia de uma competição se sentem incomodados com uma simples chuva, por exemplo.

    Não estou generalizando, pode ser que nada aconteça, mas há uma grande tendência do corredor se pegar lamentando consigo mesmo: “porque matei aquela semana de treinos sob chuva?”.

    Na hora de enfrentar dificuldades, os macetes serão necessários na estratégia de corrida como, por exemplo, saber evitar que seu tênis molhe quando se corre sob chuva. Aprender a desviar das poças pode ser básico, mas, não é tão simples assim. Exige cálculo de impulso, salto, reflexo apurado que contribuem para evitar uma lesão como uma torção ou mesmo aquele tombo na sarjeta.

    Já o atleta que treina sob condições de tempo adversas, teoricamente não sentirá tanto os efeitos desagradáveis seja sob frio, chuva ou calor. Já que está acostumado a sofrer.

    Por isso não fuja da adversidade, não vale a pena!


    Não fuja da adversidade, não vale a pena!

    Corridas de Rua · 07 out, 2007

    Atletas que seguem planilhas sabem que não existe tempo bom nem ruim. O que está programado tem que ser cumprido, independente do tempo lá fora. Sol ou chuva, frio ou calor. É enfrentando tudo isso que você terá bons resultados e conseguirá atingir um recorde pessoal ou uma meta pré-estabelecida

    Entretanto, existem corredores que não treinam sob condições adversas. Essas pessoas evitam sair na chuva para não se molhar, no frio recorrem a salubridade de uma academia e por aí vai. Acredito que isso é uma estratégia errada, pois se eles não treinam sob condições adversas, no dia de uma competição se sentem incomodados com uma simples chuva, por exemplo.

    Não estou generalizando, pode ser que nada aconteça, mas há uma grande tendência do corredor se pegar lamentando consigo mesmo: “porque matei aquela semana de treinos sob chuva?”.

    Na hora de enfrentar dificuldades, os macetes serão necessários na estratégia de corrida como, por exemplo, saber evitar que seu tênis molhe quando se corre sob chuva. Aprender a desviar das poças pode ser básico, mas, não é tão simples assim. Exige cálculo de impulso, salto, reflexo apurado que contribuem para evitar uma lesão como uma torção ou mesmo aquele tombo na sarjeta.

    Já o atleta que treina sob condições de tempo adversas, teoricamente não sentirá tanto os efeitos desagradáveis seja sob frio, chuva ou calor. Já que está acostumado a sofrer.

    Por isso não fuja da adversidade, não vale a pena!

    A foto que não prova nada

    Um dos fatos mais chatos e porque não dizer inusitados é que percebo nas corridas, principalmente, no caso das maratonas, que a foto da chegada não prova o seu real tempo. Uma espécie de “foto que não prova nada”. Explico melhor minha inquietude.

    Meu grande sonho como maratonista era correr a distância (42,1km) sub três horas. Dois anos depois de começar a correr e estrear na distância com 3h56min, eu já tinha repetido o feito por três vezes. Mas as fotos dessas chegadas sub três horas mostram o cronômetro com o tempo bruto, ou seja, o tempo que começa a contar quando é dado o tiro de largada e não o tempo em que você passa em cima do tapete de cronometragem.

    Assim, se você perdeu três minutos na largada e completou a maratona em 2h58min, na sua foto de “finisher” constará 3h01min. Tenho um colega de corrida que tem esse “problema”. Toda a vez que ele mostra sua foto de chegada para alguém e diz que pertence ao “clube” dos corredores sub três horas, as pessoas o questionam.

    Eu tive a “sorte” de sempre largar bem. Das três provas sub três horas que eu tenho, em minhas doze maratonas, a diferença entre o tempo líquido e bruto ficou entre 10 e 30 segundos.

    Para que essa diferença seja pequena a dica é evitar perder tempo na largada. A solução para esse problema é se posicionar bem. Para isso você deve chegar na largada um pouco antes dos demais competidores e ficar o mais perto possível do tapete de cronometragem, assim, menos tempo você perderá.

    A outra dica é tentar descontar o atraso durante o percurso, correndo mais forte que o planejado. Se você tiver lastro para tanto, nada impede de fazê-lo. O ruim nesta hora é que sua cabeça não pára de fazer os desgastantes cálculos, o que pode afetar psicologicamente o atleta e talvez atrapalhar sua performance.

    Por isso vale a pena tentar largar o melhor possível e ostentar em sua foto as marcas sub três horas, sub 3h30min, sub cinco horas, seja o tempo que for. Afinal uma das grandes forças da expressão fotográfica é que ela é uma arte auto-explicativa.


    A foto que não prova nada

    Corridas de Rua · 04 out, 2007

    Um dos fatos mais chatos e porque não dizer inusitados é que percebo nas corridas, principalmente, no caso das maratonas, que a foto da chegada não prova o seu real tempo. Uma espécie de “foto que não prova nada”. Explico melhor minha inquietude.

    Meu grande sonho como maratonista era correr a distância (42,1km) sub três horas. Dois anos depois de começar a correr e estrear na distância com 3h56min, eu já tinha repetido o feito por três vezes. Mas as fotos dessas chegadas sub três horas mostram o cronômetro com o tempo bruto, ou seja, o tempo que começa a contar quando é dado o tiro de largada e não o tempo em que você passa em cima do tapete de cronometragem.

    Assim, se você perdeu três minutos na largada e completou a maratona em 2h58min, na sua foto de “finisher” constará 3h01min. Tenho um colega de corrida que tem esse “problema”. Toda a vez que ele mostra sua foto de chegada para alguém e diz que pertence ao “clube” dos corredores sub três horas, as pessoas o questionam.

    Eu tive a “sorte” de sempre largar bem. Das três provas sub três horas que eu tenho, em minhas doze maratonas, a diferença entre o tempo líquido e bruto ficou entre 10 e 30 segundos.

    Para que essa diferença seja pequena a dica é evitar perder tempo na largada. A solução para esse problema é se posicionar bem. Para isso você deve chegar na largada um pouco antes dos demais competidores e ficar o mais perto possível do tapete de cronometragem, assim, menos tempo você perderá.

    A outra dica é tentar descontar o atraso durante o percurso, correndo mais forte que o planejado. Se você tiver lastro para tanto, nada impede de fazê-lo. O ruim nesta hora é que sua cabeça não pára de fazer os desgastantes cálculos, o que pode afetar psicologicamente o atleta e talvez atrapalhar sua performance.

    Por isso vale a pena tentar largar o melhor possível e ostentar em sua foto as marcas sub três horas, sub 3h30min, sub cinco horas, seja o tempo que for. Afinal uma das grandes forças da expressão fotográfica é que ela é uma arte auto-explicativa.

    Cuide da sua segurança durante a corrida

    Hoje faz quatro anos que o corredor Gustave Busch faleceu atropelado, assim, dedico esse espaço a Segurança na Corrida.

    Segurança na corrida envolve muitos fatores, sejam eles os internos, como os exames preventivos e rotineiros de saúde, e os externos como observar as condições climáticas e também o trânsito. É sobre esse último tópico que irei comentar e passar um pouco da minha vivência sobre o assunto.

    Correr na rua no meio do trânsito, muitas vezes é um mal necessário. Seja porque o atleta não tem um local apropriado para treinar ou então porque ele vai correndo ao treino. Segurança na corrida é um problema que corredores das cidades médias e grandes enfrentam no dia-a-dia. Na selva de pedra a lei é clara: vacilou, dançou. Os carros e ônibus atropelam mesmo!

    Um caso que ficou conhecido nacionalmente foi o do guitarrista Marcelo Frommer, integrante da banda Titãs, que foi atropelado na Avenida Europa, em São Paulo, quando praticava corrida e veio a falecer. E olha que essa avenida em particular não é uma das mais perigosas da cidade, embora ela tenha uma característica que a torna uma ratoeira para atletas. É uma avenida de mão dupla, o que faz com que o potencial de risco seja maior, pois erros ali, são pagos com a dor e infelizmente com a própria vida.

    Para evitar um fim trágico durante os treinos, eu criei ao longo dos anos, algumas estratégias para correr na rua, afinal, somos como o próprio nome diz, corredores de rua, as principais são:

  • Sempre usar roupas e acessórios com material reflexivo;

  • Evite correr na rua ou no meio fio, prefira sempre as calçadas;

  • Fique atento nas saídas e entradas de garagens ao longo do percurso. Procure memoriza-las, se seu trajeto for sempre o mesmo. Mas sempre que você estiver passando por uma garagem a ordem é diminuir a velocidade e olhar rapidamente para os dois lados.

  • Dê preferência aos automóveis, lembre-se que carro não se machuca, corredor sim;

  • Corra sempre no contra-fluxo dos automóveis;

  • Evite tocadores de música como MP3, eles fazem você não perceber os demais sons a sua volta, como por exemplo, uma buzina;

  • Quando você estiver próximo a uma esquina e o farol estiver vermelho pare, não tente atravessar. Nesta hora a dica é correr em círculos para não perder o ritmo da corrida ou voltar correndo alguns metros. Reinicie a corrida assim que o farol estiver verde para você, mas, observe se nenhum veículo está queimando o farol;

  • Se você estiver cronometrando o tempo e esta corrida em círculos ou volta estiver interferindo em seu tempo final, a solução é bastante simples. Basta dar uma pausa no cronômetro e reinicia-lo assim que começar a correr novamente.
  • Fique atento por que com segurança não se brinca!


    Cuide da sua segurança durante a corrida

    Corridas de Rua · 03 out, 2007

    Hoje faz quatro anos que o corredor Gustave Busch faleceu atropelado, assim, dedico esse espaço a Segurança na Corrida.

    Segurança na corrida envolve muitos fatores, sejam eles os internos, como os exames preventivos e rotineiros de saúde, e os externos como observar as condições climáticas e também o trânsito. É sobre esse último tópico que irei comentar e passar um pouco da minha vivência sobre o assunto.

    Correr na rua no meio do trânsito, muitas vezes é um mal necessário. Seja porque o atleta não tem um local apropriado para treinar ou então porque ele vai correndo ao treino. Segurança na corrida é um problema que corredores das cidades médias e grandes enfrentam no dia-a-dia. Na selva de pedra a lei é clara: vacilou, dançou. Os carros e ônibus atropelam mesmo!

    Um caso que ficou conhecido nacionalmente foi o do guitarrista Marcelo Frommer, integrante da banda Titãs, que foi atropelado na Avenida Europa, em São Paulo, quando praticava corrida e veio a falecer. E olha que essa avenida em particular não é uma das mais perigosas da cidade, embora ela tenha uma característica que a torna uma ratoeira para atletas. É uma avenida de mão dupla, o que faz com que o potencial de risco seja maior, pois erros ali, são pagos com a dor e infelizmente com a própria vida.

    Para evitar um fim trágico durante os treinos, eu criei ao longo dos anos, algumas estratégias para correr na rua, afinal, somos como o próprio nome diz, corredores de rua, as principais são:

  • Sempre usar roupas e acessórios com material reflexivo;

  • Evite correr na rua ou no meio fio, prefira sempre as calçadas;

  • Fique atento nas saídas e entradas de garagens ao longo do percurso. Procure memoriza-las, se seu trajeto for sempre o mesmo. Mas sempre que você estiver passando por uma garagem a ordem é diminuir a velocidade e olhar rapidamente para os dois lados.

  • Dê preferência aos automóveis, lembre-se que carro não se machuca, corredor sim;

  • Corra sempre no contra-fluxo dos automóveis;

  • Evite tocadores de música como MP3, eles fazem você não perceber os demais sons a sua volta, como por exemplo, uma buzina;

  • Quando você estiver próximo a uma esquina e o farol estiver vermelho pare, não tente atravessar. Nesta hora a dica é correr em círculos para não perder o ritmo da corrida ou voltar correndo alguns metros. Reinicie a corrida assim que o farol estiver verde para você, mas, observe se nenhum veículo está queimando o farol;

  • Se você estiver cronometrando o tempo e esta corrida em círculos ou volta estiver interferindo em seu tempo final, a solução é bastante simples. Basta dar uma pausa no cronômetro e reinicia-lo assim que começar a correr novamente.
  • Fique atento por que com segurança não se brinca!

    Não vacile com seu equipamento

    Imagine a seguinte situação: você se inscreveu para uma maratona internacional, digamos Chicago. Pagou o pacote de viagens, treinou sério (no mínimo seis meses severos), está se sentindo confiante em relação ao seu desempenho na prova.

    Tudo perfeito! Fez sua mala arrumando com carinho suas roupas. Olhou para seu par de tênis, que você vem treinando há algum tempo (o mesmo que você usará na prova), e “pediu” para que ele não te decepcionasse.

    Apesar dos tumultos que vem acontecendo nos aeroportos brasileiros seu embarque foi tranqüilo e sua viajem melhor ainda. Desembarcou com calma e foi pegar sua mala na esteira. Um minuto, dois, três... 10 minutos se passam e nada da mala. Na mesma hora você pensa que atrasos acontecem, mas essa demora já passou dos limites. É hora de tomar uma decisão e falar com o pessoal da companhia aérea. A resposta é assustadora: “sua mala foi extraviada!”. Quem sabe pode ter sido enviada para a Europa ou talvez Alasca!

    Nesta hora cai a ficha e você lembra que seu aliado mais importante para a maratona, seu par de tênis, estava na mala extraviada. Justamente a coisa mais importante de toda sua bagagem. Depois do susto restam apenas duas opções: desistir de participar da prova ou comprar um novo tênis, que com certeza lhe dará uma grande dor de cabeça – e no pé, obviamente – já que a regra número um para todo atleta é jamais competir com equipamento novo, principalmente o tênis.

    Para que uma cena dessa não aconteça, a dica é sempre manter seu par de tênis, meia, calção e camiseta na bagagem de mão para evitar complicações. Não pense que esse fato só acontece com amadores. Saiba que a equipe brasileira de atletismo, que foi disputar os Jogos Pan-americanos de Mar Del Plata, na Argentina, em 1995, teve seu equipamento extraviado. A delegação brasileira teve que ir fazer compras às pressas.

    Obs: caso a prova escolhida seja a Maratona de Nova York e você opte em desistir da competição, saiba que seu nome será banido da mítica maratona por toda sua vida, sem choro ou “jeitinho brasileiro”. Fique esperto!


    Não vacile com seu equipamento

    Corridas de Rua · 02 out, 2007

    Imagine a seguinte situação: você se inscreveu para uma maratona internacional, digamos Chicago. Pagou o pacote de viagens, treinou sério (no mínimo seis meses severos), está se sentindo confiante em relação ao seu desempenho na prova.

    Tudo perfeito! Fez sua mala arrumando com carinho suas roupas. Olhou para seu par de tênis, que você vem treinando há algum tempo (o mesmo que você usará na prova), e “pediu” para que ele não te decepcionasse.

    Apesar dos tumultos que vem acontecendo nos aeroportos brasileiros seu embarque foi tranqüilo e sua viajem melhor ainda. Desembarcou com calma e foi pegar sua mala na esteira. Um minuto, dois, três... 10 minutos se passam e nada da mala. Na mesma hora você pensa que atrasos acontecem, mas essa demora já passou dos limites. É hora de tomar uma decisão e falar com o pessoal da companhia aérea. A resposta é assustadora: “sua mala foi extraviada!”. Quem sabe pode ter sido enviada para a Europa ou talvez Alasca!

    Nesta hora cai a ficha e você lembra que seu aliado mais importante para a maratona, seu par de tênis, estava na mala extraviada. Justamente a coisa mais importante de toda sua bagagem. Depois do susto restam apenas duas opções: desistir de participar da prova ou comprar um novo tênis, que com certeza lhe dará uma grande dor de cabeça – e no pé, obviamente – já que a regra número um para todo atleta é jamais competir com equipamento novo, principalmente o tênis.

    Para que uma cena dessa não aconteça, a dica é sempre manter seu par de tênis, meia, calção e camiseta na bagagem de mão para evitar complicações. Não pense que esse fato só acontece com amadores. Saiba que a equipe brasileira de atletismo, que foi disputar os Jogos Pan-americanos de Mar Del Plata, na Argentina, em 1995, teve seu equipamento extraviado. A delegação brasileira teve que ir fazer compras às pressas.

    Obs: caso a prova escolhida seja a Maratona de Nova York e você opte em desistir da competição, saiba que seu nome será banido da mítica maratona por toda sua vida, sem choro ou “jeitinho brasileiro”. Fique esperto!

    O tênis desamarrou no meio da prova e agora?

    Não existe coisa mais chata do que ter o cadarço desamarrado quando você está correndo. Somos obrigados a parar e com isso perdemos nosso ritmo de corrida. Além disso, é chato ter que abaixar para apertar nosso tênis.

    Acho que todo corredor já presenciou essa corriqueira e chata situação. Mas existem algumas dicas simples e tão rápidas quanto a leitura deste texto para não perder o ritmo da corrida numa simples parada, vamos lá:

  • Nunca pare repentinamente. Diminua o ritmo, ande alguns metros e só então procure parar para amarrar seu tênis;

  • Tente faze-lo em um local onde você não precise se agachar totalmente, como por exemplo, um banco de um parque ou praça, ou até mesmo num pára-choque de um carro. Assim a perna do tênis desamarrado ficará num ângulo mais confortável e esse pequeno detalhe pode evitar futuras lesões;

  • Depois de amarrar o tênis, antes de reiniciar a corrida olhe sempre para trás para ver se não há outro corredor vindo em sua direção evitando assim um “atropelamento” e um eventual tombo;

  • Existe no mercado uma pequena peça que custa em média de cinco a 10 reais e serve justamente para que o tênis não desamarre.

  • Se preferir utilize tênis cujo sistema de amarração não utiliza cadarços, como os tênis que possuem sistemas de velcros ou os auto-ajustáveis.
  • Ah! Para aqueles que não querem investir nenhum centavo num tênis novo ou em acessórios, lembre-se de amarrar firme o seu cadarço antes de correr.


    O tênis desamarrou no meio da prova e agora?

    Caminhada · 01 out, 2007

    Não existe coisa mais chata do que ter o cadarço desamarrado quando você está correndo. Somos obrigados a parar e com isso perdemos nosso ritmo de corrida. Além disso, é chato ter que abaixar para apertar nosso tênis.

    Acho que todo corredor já presenciou essa corriqueira e chata situação. Mas existem algumas dicas simples e tão rápidas quanto a leitura deste texto para não perder o ritmo da corrida numa simples parada, vamos lá:

  • Nunca pare repentinamente. Diminua o ritmo, ande alguns metros e só então procure parar para amarrar seu tênis;

  • Tente faze-lo em um local onde você não precise se agachar totalmente, como por exemplo, um banco de um parque ou praça, ou até mesmo num pára-choque de um carro. Assim a perna do tênis desamarrado ficará num ângulo mais confortável e esse pequeno detalhe pode evitar futuras lesões;

  • Depois de amarrar o tênis, antes de reiniciar a corrida olhe sempre para trás para ver se não há outro corredor vindo em sua direção evitando assim um “atropelamento” e um eventual tombo;

  • Existe no mercado uma pequena peça que custa em média de cinco a 10 reais e serve justamente para que o tênis não desamarre.

  • Se preferir utilize tênis cujo sistema de amarração não utiliza cadarços, como os tênis que possuem sistemas de velcros ou os auto-ajustáveis.
  • Ah! Para aqueles que não querem investir nenhum centavo num tênis novo ou em acessórios, lembre-se de amarrar firme o seu cadarço antes de correr.