Atletismo · 24 fev, 2012
A velocista jamaicana Merlene Ottey é a competidora que mais esteve em Olimpíadas na história do atletismo. Ottey disputou seis Jogos Olímpicos pelo seu país natal em 20 anos (1980 a 2000), ganhando nove medalhas para a Jamaica nas provas de 100, 200 e revezamento 4x100 metros.
Nos Jogos de Sydney, a corredora conquistou a medalha de bronze nos 100 metros rasos com 40 anos idade impressionante para obter alto desempenho em provas de velocidade. Em Atenas 2004, Ottey competiu pela Eslovênia, país pelo qual se naturalizou, e chegou às semifinais dos 100 metros.
Não conseguiu a classificação para Pequim 2008 e, já com mais de 50 anos, não se esperava que ela continuasse competindo. Mas Ottey tem esperança de estar em Londres em agosto e aposta na tecnologia para otimizar seu rendimento.
Chip colado na pele- A corredora utiliza um biossensor, que consiste em um chip dentro de um adesivo colado em sua pele. A tecnologia não influencia seu rendimento diretamente, mas oferece dados precisos de sua performance para estudo e, a partir de então, aperfeiçoamento.
"Não posso treinar como fazia há 15 anos. Treino há mais de 30 anos e meus músculos foram gradualmente se tornando menos balanceados", conta Ottey. O chip monitora o esforço que seu corpo faz, coletando dados de fadiga muscular, aceleração, posição, respiração e frequência cardíaca, transmitindo as informações em tempo real para uma equipe de técnicos.
Desta forma, Ottey pode adaptar seu treinamento ou prevenir lesões com base em dados bem definidos, melhorando seu desempenho. A doutora Leslie Saxon, do Centro de Computação Corporal da Universidade de Southern California (EUA), acredita que o uso dos biossensores pode levar o esporte a um novo patamar.
Podemos combinar as medidas e misturá-las usando programas estatísticos e analíticos para ter uma visão completa do preparo físico do atleta, defende a doutora Saxon. Em 2011, Merlene Ottey teve como melhores marcas 11seg84 nos 100 metros e 24seg64 nos 200 metros. Os índices A definidos pela Iaaf para a vaga olímpica são de 11seg29 e 23seg10.
Atletismo · 13 out, 2011
O velocista Sandro Viana, que está em San Luis Potosi, no México - onde a delegação brasileira de atletismo treina para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara - revela estar otimista com a evolução dos atletas brasileiros nas últimas décadas. Sandro, que disputará os 200m e o Revezamento 4x100m no Pan, analisa as chances de medalha e a força brasileira na prova por equipes.
São doze anos de hegemonia do Brasil no Pan, somos tricampeões. É sinal de grande desempenho, entramos como favoritos, afirma o corredor, sobre o Revezamento 4x100m. Não é muito bom ter essa responsabilidade, mas estamos concentrados e nunca tivemos um time tão rápido, continua.
Segundo Sandro, assim como os Estados Unidos apresenta grande rendimento no atletismo em geral e a Jamaica nas provas de velocidade, o Brasil tem sua força no revezamento. Desenvolvemos uma técnica particular. À medida que evoluímos essa técnica, alguns talentos individuais começam a se destacar, conta o velocista.
O corredor explica que um dos segredos do sucesso brasileiro está na técnica do empurre, desenvolvida desde os anos 80. Empurramos o bastão na hora da troca, lançando o atleta seguinte para sair correndo mais rápido, esclarece.
Países fortes como EUA e Jamaica até hoje não fazem isso, é questão de entendimento e aperfeiçoamento. Ganhamos posições na troca do bastão, revela Sandro. Para o corredor, o País está no caminho certo do sucesso no atletismo, que passa por alguns fatores específicos.
Futura potência - Um desses fatores, segundo o atleta, é o DNA. Os países de elite tem. O Brasil também tem, afirma. Outro ponto importante é a estrutura. Com estrutura adequada você atrai muitas crianças, e dessa quantidade você poderá tirar a qualidade. Nosso atleta leva mais tempo para se desenvolver porque não temos ainda essa base, analisa.
Sandro aponta que, por conta disso, o amadurecimento dos atletas brasileiros é tardio, o que os leva a obter alto rendimento apenas após os 30 anos. A maior parte dos medalhistas brasileiros tem mais de 30 anos.
A solução encontrada para driblar esse obstáculo tem sido o aprimoramento das técnicas de treino. O Brasil está esforçado nesse sentido, principalmente no trabalho realizado pelos técnicos, que procuram aperfeiçoamento fora do País, pondera o corredor.
O que estamos fazendo é usar a internet para se aproximar e compreender algumas coisas que para nós ainda são um pouco vagas mas já estão bem fundamentadas para outros países, explica Sandro. Com essa evolução, daqui a pouco teremos uma potência olímpica, conclui.
Atletismo · 11 out, 2011
A Associação Internacional de Federações de Atletismo (Iaaf) aprovou, na manhã dessa terça-feira, 11 de outubro, no Estádio Telmex, a pista de atletismo dos jogos Pan-americanos de Guadalajara.
Segundo Cesar Moreno Bravo, delegado da Iaaf, o Copag (Comitê Organizador dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara) já tem a confirmação que oficialmente garante que a pista sintética do Estádio Telmex cumpre todos os requisitos. Isso assegura que as marcas atingidas pelos atletas na competição do México sejam reconhecidas.
O estádio fica no Centro de Esportes Angel Zapopan Romero e tem oito faixas, uma pista de aquecimento e um gramado para lançamento de dardo e arremesso.
Atletismo · 28 set, 2011
Cinco integrantes da Seleção de Atletismo do Brasil do Pan-Americano 2011 já estão no México, em fase de treinamento e aclimatação para os Jogos de Guadalajara, que serão realizados do dia 13 ao 30 de outubro. Eles se encontram no Centro de Treinamento em Altitude de La Loma, na cidade de San Luis Potosí, localizada a 360 quilômetros da Cidade do México.
De acordo com o técnico Vanthauze Marques, que acompanha os atletas, após uma semana o grupo já treina com maior intensidade. Se encontram no México o maratonista Jean Carlos da Silva, o fundista Joilson Bernardo (5.000 metros), o meio fundista Leandro Prates (1.500 metros), além das marchadoras Érica Sena e Cisiane Lopes (20 quilômetros).
Depois de uma semana de carga reduzida de treinamento, os atletas apresentam boa adaptação à altitude (1.900 m) e já intensificam os trabalhos. La Loma tem as condições para o trabalho de preparação para os Jogos Pan-Americanos, com pista de atletismo, trilha de 1.600 m e sala de musculação, conta o técnico.
Os próximos brasileiros a viajarem para o México são os maratonistas Solonei Rocha e Michele Chagas, e o marchador Jonathan Rieckman (50 quilômetros). O embarque dos atletas está previsto para esta quinta-feira (29/09), ao 12h45.
Atletismo · 20 set, 2011
Cisiane Lopes (maratona), Erica Sena (5.000 e 10.000 metros) e Jean Carlo da Silva (400, 4x100 e 4x400 metros), da seleção brasileira, já estão no México para aclimatação para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, que será do dia 14 a 31 de outubro. Os atletas chegaram em San Luis Potosi, cidade que fica a 1.900 metros de altitude, na noite de domingo (18/09), para período de adaptação no Centro Esportivo La Loma.
Na quarta-feira, dia 21 de setembro, outros quatro atletas desembarcam pela manhã em San Luis Potosi: Joílson da Silva (5.000 metros) e Leandro Prates (1.500 metros), do atletismo, os triatletas Bruno Matheus e Pamela Nascimento, e o técnico da equipe de triathlon, o português Sérgio Santos. Na quinta-feira, dia 22, a equipe de triathlon estará completa com a chegada de Reinaldo Colucci, Diogo Martins, Flávia Fernandes e Carla Moreno.
Os Jogos Pan-Americanos Guadalajara 2011 reunirão mais de 5.500 atletas de 42 países. O Brasil será representado por 524 atletas em 45 modalidades. A meta do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) é classificar o maior número possível de atletas para os Jogos Olímpicos de Londres 2012. Das modalidades que o Brasil disputará no México, cerca de 100 vagas estarão disponíveis para Londres 2012, sendo que para o atletismo a classificação é feita por obtenção de índices.
Atletismo · 07 ago, 2011
Com vantagem de aproximadamente 15 segundos, Geisa Aparecida Muniz, Barbara Farias de Oliveira, Joelma das Neves Sousa e Jailma Sales de Lima, da BM&F Bovespa, garantiram o primeiro lugar do revezamento 4x400 metros, prova que fechou o Troféu Brasil deste ano, com 3min26seg88. A segunda colocação ficou com o time da ORCAMPI Unimed (3min41seg64) e em terceiro o EC Pinheiros/ ASICS, com 3min44seg31.
Além da vitória, o bom resultado do quarteto garantiu o recorde brasileiro e sul-americano, além de ser um dos 5 melhores tempos do mundo na prova. Foi fantástico, trabalhamos juntas, estávamos preparadas. Mas queríamos somente o índice, não precisava ter vindo o recorde sul-americano! Já que veio, vamos comemorar demais, contou Bárbara, recém-saída da equipe Juvenil. Treinei muito para chegar aqui bem, assim como as minhas companheiras. São atletas mais velhas, que eu me espelho demais. É muito importante ter meu nome ao lado do delas, contou a novata.
A mais experiente do time, Geisa terminou a prova chorando de felicidade. Olha, nem sei o que dizer, estava muito cansada, mas precisava fazer bem essa prova. Estava confiante que o índice para o Mundial (3min30seg21) chegaria, e chego junto com recordes! Eu, a mais antiga do grupo, conto um pouco para elas da minha experiência. Sobre Bárbara, Geisa sente-se orgulhosa de ter deixado um ótimo legado. Sei que quando me aposentar, deixarei ótimas pessoas no meu lugar para manter o trabalho adiante.
Outro destaque do time foi Joelma, que disparou na segunda perna da prova. Nós queríamos muito esse título e me poupei só para o revezamento, na quis ir para a final dos 200 metros. E agora vamos para o Mundial representar, declarou a atleta que impressionou e deixou a últma atleta do revezamento com vantagem para vencer.
Atletismo · 07 ago, 2011
Repetir a vitória de 2010 na prova do revezamento 4x400 metros parecia ser uma tarefa difícil, mas a equipe do EC Pinheiros/ ASICS formada por Alison Pereira da Silva, João Eufrazio dos Santos Neto, Kleberson Davide e Fernando Pereira de Almeida, garantiu novamente, com o tempo de 3min05seg69 a primeira colocação pelo segundo ano consecutivo.
Na segunda colocação ficou a equipe BM&F Bovespa, que contou com José Guilherme de Oliveira, Diomar Noemio, Raphael Fernands e Wagner Francisco Cardodo, apenas um segundo atrás dos vencedores, com 3min06seg68. Em terceiro, com 3min08seg20, ficou a o time da ORCAMPI Unimed.
O terceiro atleta do revezamento do Pinheiros, Kleberson Davide, que competiu e venceu os 800 metros há poucos minutos dessa disputa, contou que teve que pensar em uma estratégia durante a prova. Tentei forçar uma parte da prova, tive que pensar e ficar um pouco atrás dos atletas para não ir pra a raia quatro e forçar na reta, para deixar o Fernando em uma posição tranqüila para fechar, contou.
Fernando disparou na primeira colocação e disse que, no revezamento, não é possível administrar resultados. Gostei do nosso time, corremos bem. Tive um pouco de sorte de pegar o bastão já na liderança, e não posso pensar em só administrar. Já saímos com a cabeça de dar 110% na disputa, pra manter a posição, contou.
Atletismo · 07 ago, 2011
Vencedor em 2010, Kleberson Davide garantiu mais uma vitória no Troféu Brasil deste ano. Com o tempo de 1min44seg21, confirmou o índice para o Mundial de Daegu e para o Pan-Americano de Guadalajara. Mas o resultado o transformou no recordista da prova, marca que era de José Luiz Barbosa, o Zequinha Barbosa, de 1983. Na segunda colocação ficou Lutimar Abreu Paes (1min45seg37), seguido por Fernano Lina da Silva (1min45seg66).
Em 2010, Davide conseguiu a marca de 1min46seg45 e no ano seguinte, conseguiu baixar o seu tempo em quase dois segundos. E mesmo com a insegurança pelas dores na panturrilha, tentou dar o seu melhor. Foi uma prova forte, mas entrei focado para ganhar, afirmou o vencedor.
Assim como Kleberson, Lutimar, segundo colocado, ficou satisfeito com o seu desempenho na prova dos 800 metros rasos do Troféu Brasil. A prova foi muito dura, mas achei bacana de competir, assim como o resultado que consegui, declarou.
Atletismo · 07 ago, 2011
O sol e o cansaço das provas anteriores fizeram as atletas dos 1.500 metros da 15ª edição do Troféu Brasil entrarem na pista e sofrerem. E Fabiana Cristine da Silva superou as barreiras e saiu com a vitória com o tempo de 4min29seg02, bem abaixo do índice para o Pan de Guadalajara, que é 4min12seg61.
Em segundo ficou Christiane Ritz dos Santos, com 4min30seg95 e Tatiele de Carvalho em terceiro, com 4min33seg35. Christiane sentia muitas dores após a prova, mas queria logo se concentrar para o revezamento 4x400, última disputa da competição. Vou ficar dentro de um balde de gelo para ficar bem rápido. A Fabiana está muito preparada, para mim era uma medalha que eu queria conquista. Ela conseguiu dar uma arrancada ótima, e merece muito, afirmou a atleta dando os parabéns para a campeã.
Fabiana conta que usou a tática para vencer a disputa. A prova foi tática para tentar ganhar mesmo, nem para baixar o tempo e conseguir índice. Sábado fiz outra prova e estou cansada, mas consegui esse excelente resultado. Estou há 5 anos no 5.000 metros e voltar para fazer os 1.500 e vencer é muito legal. O tempo não foi bom, mas a vitória foi demais, declarou a vencedora.
Mesmo com a pequena vantagem que teve sobre Christiane, Fabiana estava preocupada com o fim da prova. As minhas três primeiras voltas foram fracas, mas depois aumentei o ritmo nos últimos 400 metros. Confesso que fiquei preocupada com as outras meninas, que são acostumadas com os 800 metros e poderiam acelerar a qualquer momento, finalizou.
Atletismo · 07 ago, 2011
Bruno Lins Tenório, já com a vaga assegurada no Mundial de Daegu conquistada no sábado, garantiu a vitória nos 200 metros com o tempo de 20seg21. Sandro Viana, em segundo lugar, fez o tempo de 20seg46, seguido por Nilson de Oliveira, com 20seg56. A prova foi considerada por parte dos atletas como a mais forte da edição do Troféu Brasil.
Além da vitória, Bruno com mais um recorde: o brasileiro, que pertencia a Robson Caetano, em 1989. Quero que todos os anos sejam tão bons como foi esse aqui no Troféu. É uma honra ter quebrado o recorde do Robson. Obrigado, Robson! É mesmo uma honra, explicou.
Após a suspensão de 2 anos por doping, Bruno se mostrou animado com a sua volta por cima, e afirma que está pronto para voltar a treinar forte esta semana pensando no Pan-Americano de Guadalajara e Mundial de Daegu. O importante é que estou bem 100%. É o meu recomeço, foram dois anos que tirei de férias, e os resultados estão aparecendo agora na pista. Quero treinar mais para chegar melhor no Pan e no Mundial, disse Lins.
Em terceiro lugar, Nilson também comemorou o resultado da prova mais rápida do dia. Fiz a minha melhor marca do ano, meu desempenho foi muito bom. Foi uma prova extremamente forte, declarou o atleta.