Esporte Adaptado · 08 dez, 2006
Entre os dias nove e dez de dezembro acontece no Sesc de Santos (SP) o 4º seminário Para Todos com o tema inclusão social das pessoas com deficiência. Uma das palestrantes será a velocista paraolímpica Adria Dos Santos.
Atual detentora do recorde mundial dos 200m das categorias T11 e T12, e a atleta, que já participou de mais edições dos Jogos, fará parte da mesa redonda A Luta dos Atletas paraolímpicos em busca de patrocínio.
A velocista, conhecida como Fenômeno Paraolímpico das Pistas falará sobre sua carreira profissional e como enfrentou e enfrenta barreiras e preconceitos pela deficiência. Ela perdeu a visão ao longo dos anos por causa de uma doença degenerativa: a retinose pigmentar, além de um astigmatismo de nascença. Junto a ela estarão o triathleta Rivaldo Martins e o diretor do Memorial de Santos, Carlos Eduardo de Oliveira Battendieri.
Esporte Adaptado · 02 set, 2006
A velocista brasileira Adria Santos participa do Mundial de Atletismo Paraolímpico, que acontece na cidade de Assen na Holanda. Sua estréia na competição é no domingo nas eliminatórias dos 100m rasos.
Considerada uma das melhores atletas cegas do mundo, Adria é a maior medalhista paraolímpica do país, com quatro ouros e oito pratas. No mundial, além dos 100m, a corredora disputará as provas dos 200m, na qual é tricampeã e atual recordista mundial, e os 400m rasos, todas com chances trazer medalha para o Brasil.
O Campeonato Mundial será realizada, entre os dias dois e 10 de setembro e contará com cerca de 1.500 atletas de 72 países. Os quatro primeiros colocados em cada prova garantem vaga para os Jogos Paraolímpicos de Pequim 2008. Este é um dos objetivos da atleta que espera ir para a sua sexta Paraolimpíada.
Esporte Adaptado · 10 jul, 2006
A velocista Ádria dos Santos, única brasileira a competir a segunda etapa do Golden League, na França, conquistou a medalha de prata nos 200 metros rasos. Ela foi convidada para participar da competição na categoria deficiente visual.
Ádria ficou com o segundo lugar no tempo de 26seg55. O ouro foi para a francesa Assia Hannouani com 25seg88. O bronze ficou com a atleta Annalena Knors (27seg83).
Em 2005, Ádria participou dos 400m da Golden League e ficou com a medalha de bronze. A próxima prova da velocista é o Campeonato Mundial de Atletismo, que acontece em na Holanda.
Atletismo · 05 jul, 2006
A velocista brasileira Ádria dos Santos, deficiente visual, participa no dia oito de julho, na França, do circuito de atletismo Golden League, uma das competições mais importantes da modalidade. Ela foi convidada para correr os 200m rasos, prova em que é a atual recordista mundial.
A paraolímpica será a única brasileira no seleto grupo de corredores, olímpicos e paraolímpicos, convidados para participar da competição. A prova acontecerá no Stade de France e a atleta enfrentará uma de suas principais adversárias; a francesa Assia Hannouani.
Em 2005, Ádria participou dos 400m e ficou com a medalha de bronze. Na época mais de 70 mil pessoas assistiram às provas do programa da Golden League. Segundo a velocista, a prova servirá como preparação para o Campeonato Mundial de Atletismo em Assen, Holanda, classificatória para os jogo paraolímpicos.
Esporte Adaptado · 28 mar, 2006
A velocista de 31 anos, Adria dos Santos, estava sem patrocinadores desde o fim do ano passado, o que a deixou um pouco desanimada. Porém, a atleta deficiente visual conta agora com o apoio da Mizuno e da Bombril.
A mineira, que atualmente mora em Joinville (SC), é especialista nos 100, 200 e 400 metros rasos, sendo a brasileira com mais medalhas paraolímpicas na história.
Ela treina todos os dias com a ajuda do guia e marido Luiz Rafael Krub, de 24 anos, que ela conheceu nas pistas. Ele praticava decathlon e era guia de outra atleta, quando começaram a namorar.
No próximo dia 5 de abril ela tem mais um desafio, nos Jogos da Confederação Brasileira de Desportos para Cegos: repetir a boa performance de 2003, ano em que ela venceu as provas de 100, 200 e 400 metros.
Atletismo · 09 mar, 2006
A reportagem do especial Mulher conta um pouco da história da velocista paraolímpica Ádria dos Santos. Uma Ádria que consegue correr, quebrar recordes e também cuidar da casa. Confira!
São Paulo - A velocista Ádria dos Santos é uma mulher realizada. Aos 31 anos, ela tem uma filha, carreira impecável e um currículo com 34 medalhas só de competições internacionais. Quem não conhece a brasileira, que nasceu no norte de Minas Gerais, pode até pensar que é mais uma atleta bem sucedida. Sim ela é bem sucedida. Mas Ádria também é uma mulher de muita garra.
Ela nasceu com deficiência visual e até os 18 anos tinha dez por cento da sua visão. Hoje ela enxerga apenas um clarão. Mas as adversidades da vida nunca foram um empecilho para Ádria.
Ela começou no atletismo em 1987 quando fez um teste numa associação em Minas e passou. No mesmo ano participou de uma prova de 400m e venceu. Essa é a especialidade da atleta, apesar de ter medalhas nos 100m e também nos 200m.
Eu sempre gostei de atletismo. Fiz natação, mas não me adaptei muito. Foi no atletismo que me dei bem, conta. E se deu muito bem. Só no ano passado ela garantiu o tricampeonato do Mundial da IAAF, além de ser eleita pela a segunda vez consecutiva como melhor atleta do ano.
Sempre gostei de correr. Minha mãe me chamava a atenção quando eu era criança, porque tudo eu fazia correndo. Às vezes até me machucava, mas eu não conseguia fazer as coisas com calma. Acredito que é um dom mesmo, diz a velocista.
Trabalho e família - Atualmente Ádria treina de segunda a sábado. Ela faz exercícios de pista e também musculação. Mas como tem uma filha de 15 anos, a Bárbara, ela tem que se desdobrar para cuidar da casa.
Eu tenho que arrumar tempo para tudo, treino e família. Quando chega próximo às competições fica mais complicado e cansativo. Tem dias que treino bastante e chego cansada. Mas como a Bárbara estuda e também faz cursos, a gente se encontra mais de noite e de fim de semana, conta. Ela não reclama da minha rotina. Ela é uma fã e torce muito para mim. Ela só sente mais quando viajo, mas entende, acrescenta.
Para ela ser bem sucedida é resultado de um trabalho feito com dedicação e paixão. Quando a gente faz o que a gente gosta acaba conseguindo conciliar as coisas. Eu sempre sonhei com isso, em ser uma atleta conhecida. Batalhei para isso e me sinto bem fazendo o que eu gosto. Quando a gente faz o que gosta tudo dá certo.
Por enquanto, Ádria não pensa em se aposentar e se conseguir o índice, ela irá disputar as Paraolimpíadas de Pequim em 2008. Atualmente o seu maior problema é conseguir um patrocínio. O contrato do seu antigo patrocinador venceu no ano passado e segundo Ádria, isso é a única coisa que a desanima.
Esse ano eu tenho o Mundial Paraolímpico, já estou pensado em treinar bastante para me sair bem. Eu fico muito feliz quando eu me saio bem e tenho bons resultados. Eu consigo superar meus objetivos. No ano passado eu recebi várias premiações e destaques pelos meus resultados. Eu fico muito contente quando recebo esse tipo de reconhecimento. É isso que me dá força e me dá mais vontade de treinar, diz.
Com o meu reconhecimento eu posso mostrar para as mulheres, principalmente aquelas portadoras de deficiências visais, que a gente tem capacidade e condições de se superar, não só no esporte, mas também no trabalho. A mulher pode alcançar um espaço muito grande. Antes ela vivia dentro de casa. Hoje muitas mulheres deficientes praticam esporte e tem seus empregos, acrescenta a velocista.
O deficiente - Atualmente existem algumas associações esportivas para portadores de necessidades especiais. Os interessados devem procurar esse tipo de associação e conhecerem as modalidades existentes. Ádria aconselha as pessoas testarem as diferentes modalidades para ver em qual delas se identificam.
No nosso país existem muitas pessoas com preconceito. O trabalho de divulgação do esporte paraolímpico tem ajudado bastante. Mostra para as pessoas que o deficiente é capaz de fazer as coisas. Mesmo com algumas limitações são poucas as coisas que não conseguimos fazer. Tem pessoas que não sabem conviver com a diferença. Se você não tem um dedo, os outros já vão te olhar de uma maneira diferente. Essa é nossa cultura, desabafa. Mas se depender de Ádria dos Santos essa situação não existiria. São pessoas como ela que devem ser exemplos de determinação e realização no Brasil.
Esporte Adaptado · 23 ago, 2005
A velocista brasileira Ádria do Santos conquistou sua primeira medalha de ouro do Aberto Europeu Paraolímpico 2005. A prova foi os 200m rasos na categoria cegos na qual cruzou a linha de chegada no tempo de 27seg05.
O segundo lugar ficou com a russa Elena Frolova em 27seg85. Já o bronze foi para a espanhola Purificacion Santamarta com o tempo de 28seg50. A brasileira correu com o guia Evandro Júnior. Isso porque o seu guia oficial, Rafael Krub, teve uma lesão muscular na perna direita.
Ádria ainda disputa as eliminatórias dos 100m rasos e deve estar na final da modalidade.
Atletismo · 28 ago, 2003
Ádria Santos confirmou novamente o seu favoritismo no mundo do esporte. Dessa vez a façanha aconteceu no início da tarde de ontem,dia 27, em Paris, onde está sendo realizado o 9º Mundial de Atletismo da IAAF. Ela conseguiu pela segunda vez em um mundial olímpico, ser a única, entre atletas brasileiros convencionais e portadores de deficiência, a subir na parte mais alta do pódio.
Ádria ficou com a primeira colocação na prova dos 200m para cegos e deficientes visuais com o tempo de 25:22s, batendo assim o recorde da competição que foi conquistado por ela com o tempo de 25:76s no ano de 2001, na 8º Edição do Mundial, em Edmonton, no Canadá. Em segundo lugar ficou a francesa Assia El Hannouni, com 25:78s e em terceiro a espanhola Purificatiòn Santamarta com 26:28s. A brasileira Maria José (Zezé) conquistou a quarta colocação com o tempo de 26:30s,
A prova foi combinada (com a participação de atletas das Classes T11-cegas e T12-percepção de vulto), mas mesmo assim Ádria levou vantagem. Em Edmonton, Ádria ficou com a medalha de ouro e Zezé conquistou o bronze. No mês de fevereiro deste ano a atleta operou o joelho direito e já demonstra que está em ótima fase. No início do mês ao participar em Quebec do mundial para cegos ela conquistou nada menos do que três medalhas, duas de ouro e uma de bronze.
Ádria é um fenômeno - Se fossemos comparar Ádria com as melhores velocistas olímpicas do mundo chegaríamos à conclusão de que ela é tão estrela como a americana Griffith Joyner, que em 1988, fez o 10:49s, nos 100m, ou ainda, a mais recente, Kelly White, que conquistou o tempo de 10:85s, na mesma competição que Ádria está, no último dia 24 de agosto. Ádria já chegou a fazer 12:46s nos 100m, tempo conquistado em Sydney. Nos 200m ela é a melhor com o tempo de 24:99s. A diferença é a seguinte: Ádria é completamente cega e mesmo sabendo que um segundo é muito quando se trata de atletismo, se fizermos uma análise, ela não deixa nada a desejar para as duas americanas. Entre os esportistas paraolímpicos ela já é um ícone. Aqui no Brasil é conhecida, mas precisa ser mais lembrada, pois ela é com certeza a melhor velocista dos últimos tempos. Nenhuma atleta brasileira que compete nas pistas coleciona tantas medalhas e recordes como Ádria. Definitivamente ela é a número um do Brasil e do mundo.
Perfil das atleta:
Ádria Santos: Em 11 de agosto de 1979 nascia, em Nanuque, cidade ao norte de Minas Gerais, uma estrela das pistas do mundo inteiro: Ádria Rocha dos Santos. A menina, portadora de retinose pigmentar, é hoje a velocista cega mais rápida do universo paraolímpico. Começou sua história esportiva em 1987, no Instituto São Rafael escola para deficientes visuais, em Belo Horizonte. Em 1995 foi para o Rio de Janeiro e passou a competir pela SADEF.Extrovertida, feliz da vida, mãe de Bárbara um azougue de 13 anos Ádria é ligada hoje à Associalção Joinvilense de Deficientes Visuais-Ajidevi e integra a Equipe Permanente de Atletismo do Comitê Paraolímpico Brasileiro-CPB, marca registrada de sua enorme capacidade de vencer as grandes provas da vida.Especialista nas provas de 100m, 200m e 400m rasos, ela garante que gosta mais do desafio dos 200m, embora sua grande paixão seja ganhar sempre, em qualquer prova. Em fevereiro deste ano, ela submeteu-se a uma cirurgia no joelho esquerdo e, para recuperar-se do susto, foi buscar em agosto no Mundial da IBSA, em Quebec, no Canadá, duas medalhas de ouro nos 100m e 200m e uma de bronze nos 400m rasos. Ádria tem uma trajetória esportiva que só os grandes nomes do cenário mundial podem mostrar: duas medalhas de prata 100m e 400m - na Paraolimpíada de Seul, em 1988; uma de ouro, nos 100m, nos Jogos Paraolímpicos de Barcelona-ES, em 92; duas de bronze, nos 200m e 400m, no Mundial da Alemanha, em 94; foi ouro nos 100m no Pan-americano da Argentina, em 95; três de prata, nos 100m, 200m e 400m, na Paraolimpíada de Atlanta-EUA, em 96; três de ouro, nos 100m, 200m e 400m, nos Jogos Pan-americanos do México, em 99; duas medalhas de ouro, ambas com recordes mundiais, nas provas de 100m e 200m, na Paraolimpíada da Austrália, em Sydney-2000. Em 2001, medalha de ouro na prova de exibição paraolímpica no Mundial da Federação Internacional de Atletismo-IAA realizado em Edmonton, Canadá; no ano de 2002, em Lille, na França, mesmo competindo com forte tendinite, foi prata nas provas de 100m e 200m; em 2003, no Mundial da IBSA, em Quebec, Canadá, conquistou duas medalhas de ouro: nos 100m e 200m e uma de bronze, nos 400m.
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