
Horário é fator importante nos treinos de bike (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
Um triatleta tem que treinar duro. São três modalidades esportivas que devem ser praticadas ao menos duas vezes por semana. Por conta da disponibilidade de tempo e por ser o esporte que exige as maiores distâncias nas provas, o ciclismo tem algumas particularidades que a tornam a mais perigosa das três modalidades.
Os parques não suportam um longão de bike e mesmo locais como a Cidade Universitária, em São Paulo, ficam pequenos quando a quilometragem do treino de pedal é alta. Por isso, muitos triatletas optam pelas estradas, correndo riscos a brasileira Ana Lídia Borbajá sofreu sério acidente e, mais recentemente, o jovem Thomas Galindez, filho de Oscar Galindez, também teve um incidente durante treino na Argentina.
Hora certa– Para o treinador e ex-triatleta Carlos Eugênio Ferraro, o Neném, algumas precauções podem ser tomadas para minimizar os riscos de acidentes em treinos de bike. Uma delas é em relação ao horário.
Evitar horários em que o número de carros nas ruas é maior é fundamental. Em Niterói (RJ), onde atua minha assessoria (Carlos Eugênio, também conhecida como CE+3), utilizamos um percurso de quatro quilômetros, às 6h da manhã, explica Neném.
De acordo com o treinador, o horário dos treinos tem sido cada vez mais cedo por conta do crescimento no número de veículos que circula na região. Nos finais de semana, os treinos são na estrada.
Longão em rodovias– O horário também deve ser considerado nos treinos longos em estradas. Sábado à tarde e principalmente domingo de manhã são mais tranquilos para pedalar. Ninguém vai viajar ou voltar de uma viagem no domingo cedo, afirma.
Outra boa dica é preferir as regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos. Normalmente, conta Neném, os atletas vão de carro até trechos menos movimentados das estradas para poder treinar com mais segurança.
Pedalando em bando– Recomendo sempre pedalar em grupo, nunca sozinho, aconselha o técnico. Ao ver um pelotão, um motorista tem visibilidade maior dos ciclistas. Ele está preocupado com outros veículos na estrada e muitas vezes não vê um ciclista que está sozinho, continua.
O comportamento em grupo deve ser muito bem coordenado. Por isso, ciclistas novatos normalmente são deixados no fim do pelotão, já que estão menos acostumados a pedalar entre tantas pessoas. É mais difícil. Toda ação afeta quem está ao lado e atrás. Os mais rápidos vão na frente e são responsáveis por avisar se tem buraco e carro. Os mais experientes ficam no meio.
Escolha a estrada certa– Outra recomendação é fugir de estradas com más condições de asfalto, acostamentos estreitos ou tráfego intenso. Na região da Grande São Paulo, as melhores opções são a ciclovia da Marginal Pinheiros, o corredor Ayrton Senna/Carvalho Pinto ou a Rodovia dos Bandeirantes, evitando rodovias como a Anhanguera e Castelo Branco.
No Rio de Janeiro, a região serrana é a mais indicada para os treinos de bike. É uma alternativa boa a área perto de Teresópolis, tem serra e estrada plana. É um percurso variado, com bastante opção para treino, finaliza Neném.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes