Projeto de Lei ainda tenta proibir taxas nas corridas de SP

Redação Webrun | Atletismo · 14 set, 2006

Maratona de São Paulo teve que pagar cerca de 250 mil reais (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)
Maratona de São Paulo teve que pagar cerca de 250 mil reais (foto: Donata Lustosa/ www.webrun.com.br)

No início do ano foi aprovada uma lei, em São Paulo, que permitiu a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) cobrar uma taxa para organizar o trânsito de qualquer evento realizado na cidade. A lei incluía também os eventos esportivos, como por exemplo, as corridas de rua.

Porém as atuais taxas cobradas são abusivas. A maratona de São Paulo, por exemplo, competição que reúne 10 mil pessoas e tem um percurso de 42 quilômetros, teve que pagar ao CET cerca de 250 mil reais para ter o apoio no trânsito, fechamento de algumas ruas e o deslocamento da prova.

Por isso o vereador Aurélio Miguel junto com Ademar da Guia entraram com um projeto de lei para liberar esse tipo de custo dos organizadores. Mas no início de setembro o projeto foi vetado pelo prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

“Quando aprovaram a lei, a idéia era dar uma ajuda em relação ao CET, mas as taxas que impuseram são proibitivas. Ninguém consegue organizar uma prova pagando isso. Teve uma prova da Corpore que custou 61 mil reais. E isso não é só no esporte. A Bienal do Livro, por exemplo, teve que pagar 350 mil reais. Isso vai tornar inviáveis os eventos na cidade de São Paulo”, revela o vereador. “A cidade de São Paulo hoje em dia vive de serviços, de grandes eventos, feiras. A gente tem que incentivar isso e não banir”, acrescenta.

Segundo Cristiano Barbosa, responsável pelo Departamento de Corridas de Rua da Federação Paulista de Atletismo (FPA), as taxas do CET são cobradas para pagar os funcionários. “Está sendo cobrada a hora dos funcionários do CET para a prova. Isso varia de R$45 a R$70 a hora de cada funcionário, dependendo do cargo e função”, conta Barbosa.

“Todo mundo que pratica esporte tem uma saúde melhor. Um estudo da Organização Mundial de Saúde diz que para cada dólar investido no esporte, se economiza três na prevenção da saúde. Então a gente tem que estimular a população para praticar esporte. Infelizmente os governantes ainda não sabem da importância do esporte na vida dos paulistanos e esse tipo de taxa só desestimula”, finaliza Aurélio Miguel, que insiste no projeto e agora vai derrubar o veto.

Este texto foi escrito por: Donata Lustosa

Redação Webrun

Ver todos os posts

Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!