Pampulha: Franck sobra e Lucélia não leva tetra

Redação Webrun | Corridas de Rua · 02 dez, 2007

Lucélia manteve o mesmo ritmo do ano passado  mas não ficou com o tetra (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Lucélia manteve o mesmo ritmo do ano passado mas não ficou com o tetra (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Franck Caldeira faturou o tricampeonato dos 17,8 km da Volta da Pampulha na manhã deste domingo, com o tempo de 53min13, 49 segundos à frente do segundo colocado e foi ovacionado pelo público presente na chegada. Já Lucélia Peres, que também defendia o título, correu num ritmo forte, mas chegou na terceira colocação.

Direto de Belo Horizonte – “Eu dedico esta vitória à todos os meus patrocinadores e principalmente à minha mãe, que sempre torce muito por mim”, comenta Franck Caldeira após cruzar a linha de chegada. “Eu alcancei o Kiprono Mutai no quilômetro 10 e mantive o ritmo, mas a prova foi muito difícil”, completa o atleta de 24 anos que afirma ainda que a Pampulha é uma prova onde a tática faz a diferença.

Sobre o futuro, o mineiro vai se preparar para a São Silvestre e também para a Olimpíada de Pequim no ano que vem, onde ele tentará índice para a maratona. “Espero continuar com pódios e vitórias e acredito que vai dar tudo certo. Nas primeiras vitórias na Pampulha ele ajoelhou e ergueu os braços ao chegar, comemoração que não foi repetida hoje. “Procuro sempre inovar”, brinca Franck. “Essa era uma forma que eu tinha de agradecer a Deus, mas eu o agradeço de qualquer forma, pois ele está sempre no meu coração e me deu mais uma vez forças para vencer”.

Durante a prova, Dona Vera, mãe de Franck assistiu o filho pela TV montada na área “VIP” e dava pulos de alegria a cada vez que ele assumia a ponta. “Eu torci muito, mas já sabia que ele seria campeão. Eu brinco com o Franck dizendo que ele é o queniano branco”, comenta. Vestida com a camisa do cruzeiro e agitando a bandeira azul do clube, ela teve a companhia do treinador Alexandre Minardi e da namorada de Franck, Naiara.

Vitória Pessoal – Quem também se emocionou muito ao cruzar a linha de chegada foi o segundo colocado Paulo Roberto de Almeida (54min04), que assim como Franck teve seu nome cantado pelos torcedores locais. “Essa vitória foi muito importante para mim, pois devido à faculdade tenho treinado pouco durante a semana. Fiz uma prova tática, estudei bem os adversários e graças a Deus consegui o segundo lugar”, ressalta o vice-campeão.

Já o queniano Kiprono Mutai, que disputou o primeiro posto com Franck até quase a metade do trajeto, chegou em terceiro (54min11) e afirma que o ritmo começou a aumentar a partir do quilômetro 16, ocasião em que ele não conseguiu mais acompanhar os ponteiros. “O calor estava muito forte e minhas energias acabaram, então eu segurei um pouco para garantir o pódio”.

Com o tempo de 1h02min41, a queniana Nancy Kipron venceu a competição feminina, após uma disputa muito intensa com Marizete Rezende, Maria Zeferina Baldaia e Lucélia Peres. “A prova foi fantástica. Eu não gosto muito de correr no calor, esperava que estivesse mais frio. Até o quilômetro cinco éramos em cinco no pelotão, mas depois do 15º ficamos apenas em três”, ressalta a campeã.

A segunda posição ficou com Marizete Rezende, que cruzou a chegada com o tempo de 1h02min50. “Já estou recuperada da lesão na perna que tive na Maratona das Águas em Foz do Iguaçu, mas continuo com dificuldades para respirar”. Segundo ela, a rinite alérgica a atacou durante a prova de hoje, motivo pelo qual ela não conseguiu alcançar Nancy no final.

A defensora do título do ano passado Lucélia Peres cruzou com 1h03min08 e, apesar de não ter chegado em primeiro, diz que está feliz com o resultado, pois correu no ritmo programado. “Tecnicamente eu corri bem próximo do que eu corri ano passado e, apesar de não ter ficado com o tetra, as atletas que chegaram na minha frente são muito fortes”, diz a mineira radicada em Brasília.

A competição teve início às 9h40 para os cadeirantes, às 9h45 para as mulheres e às 10h para os homens e para a categoria geral. Ao todo cerca de 9.800 atletas participaram da nona edição da Volta da Pampulha, que foi marcada por um forte calor.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

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