Alimentos funcionais e o coração (Parte II)

Continuando o assunto “Você é o que você come” agora é a hora de falarmos sobre cada um dos principais alimentos funcionais e seus benefícios comprovados por estudos idôneos da Associação Americana do Coração e da Sociedade Brasileira de Cardiologia: soja, a aveia, fitoesteróis, antioxidantes e ômega 3.

Soja - Produtos a base de soja se relacionam com a prevenção de aterosclerose por ação antioxidantes das isoflavonas sobre as gorduras circulantes no sangue e ainda pela presença de fibras solúveis na sua estrutura. A proteína de soja pode reduzir os níveis de colesterol total e LDL (colesterol ruim). Alimentos a base de soja são encontrados em grãos de soja, queijos (“tofu”), molhos (“shoyo”), farinhas, leites de soja (extrato) e sucos, todos bem vindos na sua alimentação.

Aveia- É um cereal de alta qualidade nutricional, rica em proteínas, seu alto teor de vitaminas também lhe confere propriedade antioxidante, possue parte de carboidratos do tipo solúvel em grande quantidade, o que é muito importante. Dietas ricas em aveia ou farelo de aveia e pobres em gordura saturada e colesterol podem reduzir o risco de doenças coronarianas.

Fitoesteróis - São esteróis vegetais, naturais de sementes de girassol e grão de soja que interferem na absorção do colesterol a partir do intestino e reduzem os valores de colesterol total e LDL. As principais fontes são: margarinas especiais enriquecidas com e qualquer óleo vegetal. Pesquisas demonstram que o consumo de 20g de margarina enriquecida com fitoesterol, diminui o LDL em 10 a 15% em 3 semanas.

Flavonóides Antioxidantes - São encontrados em: verduras, frutas, grãos, sementes, castanhas, condimentos, bebidas como o vinho tinto, sucos de uva e chás (preto e verde). Estas substâncias dificultam a ligação das placas de gordura nas membranas dos vasos sanguíneos e também possuem ação anticoagulante.

Alguns estudos comprovam que os efeitos destes flavonóides ocorrem no consumo de vinho tinto e de suco de uva, pela diminuição do LDL no sangue.

Omega 3 - São ácidos graxos (tipo de gordura) encontrados em alguns peixes gordurosos que vivem em águas profundas. São ricos em ácidos graxos omega-3 o salmão, atum, arenque, cavala e a nossa popular sardinha que, aliás, possuem um dos mais altos teores. Consumidos (nunca fritar) regularmente reduzem moderadamente os níveis de triglicérides, diminuem a agregação das plaquetas e reduzem a pressão arterial. Não há dúvidas de que a alimentação exerce papel fundamental no desenvolvimento da aterosclerose das coronárias e que uma dieta balanceada pode atenuar seu aparecimento, devendo ser introduzida precocemente nos hábitos de nossas vidas. Estas mudanças não incluem somente alterações na alimentação mas também a mudança no estilo de vida, como aliviar o estresse com descanso/laser, praticar atividade física, etc.

Até breve!

Colaborou a nutricionista Miriam Topein Ghorayeb, da SOCESP – Socidade de Cardiologia do Estado de São Paulo.

Atletismo · 19 jan, 2004


Exames (não) médicos em academias

No final de 2003, dois eventos cardíacos em duas academias de SP, primeiro caso usuário iniciante na academia, 43 anos, sentiu tonturas e dor de cabeça no teste físico, sendo medida Pressão Arterial: 21 mmHg x 11 mmHg. Segundo caso: crise de taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), náuseas e sudorese numa jovem de 22 anos também no exame da capacidade física. Tudo aconteceu durante o exame inicial de avaliação da capacidade física numa esteira ou bicicleta, também chamado por alguns, de teste de esforço, feito por professor da academia, apenas com a monitorização digital dos batimentos cardíacos.

Cenário freqüente (o dos exames físicos iniciais) nos obriga a expressar uma opinião crítica, certamente compartilhada por muitos cardiologistas. O mais lógico seria fazer a avaliação cardiológica ANTES da avaliação física, o que tem sido desprezado por algumas razões: os alunos detestam fazer exames médicos ou são mal-informados: o exame de avaliação da capacidade física por ser simples e limitado não causaria riscos e até ajudaria “descobrir” algum problema! Na verdade o que falta é a avaliação médica – cardiológica prévia, acrescida do Teste Ergométrico (feito por cardiologista habilitado) seguindo-se as diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologias.

Como agir então?

Uma comissão multiprofissional, composta por cardiologistas, educadores físicos, sindicato/associação das academias, estabeleceria a normatização, tudo em curto prazo, se adequando ao pretendido pela Agência de Vigilância Sanitária- ANVISA, visando o bem estar dos usuários de academias. Contatos iniciais informais que fizemos dão boas perspectivas. Vários estudos publicados, demonstraram a necessidade do exame clínico pré-participação esportiva ou para atividades físicas intensas e, principalmente, a instalação de uma estação de primeiros socorros, com equipe treinada no socorro imediato nas academias, formada pelos professores. Vamos agir, estimulando as atividades físicas, sejam esportivas ou de lazer ou de prevenção (uma necessidade atual), porém cuidando para que sejam minimizados os possíveis riscos decorrentes dos exercícios físicos sem orientação.

Praticar atividades físicas na academia é muito bom, porém, não espere ser solicitado fazer exame médico antes, tome antes essa iniciativa, previna-se e bons exercíos neste verão.

Atletismo · 18 jan, 2004


Listas de um corredor

O início do ano é, sabidamente, a melhor época para se fazer listas. Como minha principal meta física, psicológica, espiritual e moral para o ano de 2004 é completar os 42 km de uma maratona – em Atenas ou em Nova York – decidi fazer minhas listas com assuntos relacionados à corrida. Coisas que amo e outras que eu odeio. Como sei que o ser humano sempre prefere meter o malho a elogiar, começarei pela lista das coisas ruins.

Dez coisas que eu odeio na corrida

1) Madames tranca-rua – São assim chamadas aquelas peruas – ou plínios de meia-idade – que preferem fazer suas caminhadas em grupos de quatro ou cinco. É claro que, para conversar, é melhor que todas caminhem lado-a-lado, mesmo que isso interdite completamente a passagem dos pobres corredores que decidem utilizar a pista de Cooper. Passo por elas várias vezes e escuto seus comentários, sempre aos berros. Os assuntos seguem mais ou menos este roteiro: enfermidades diversas no Km 1; compras no exterior no Km 2; fofocas hediondas sobre as amigas mais magras no Km 3; plástica e botox no Km 4; e as últimas da revista Caras no Km 5. Aí elas param, porque preparo físico de perua só aparece quando elas estão num outlet dos Estados Unidos.

2) Personal dogs – Não tenho nada contra o sujeito que quer ser personal trainer do próprio cachorro (se bem que, muitas vezes, o cão é que parece estar treinando o dono), desde que ele tome as seguintes providências: pit-bull e correlatas, só com focinheira, sendo que os donos dessas bestas pavorosas também poderiam usar o artefato; nada de deixar o bicho sacudir a baba e emporcalhar o nosso tênis novinho com aquela coisa pegajosa; e, por favor, nada de coleira estilo carretel, que obriga os infelizes corredores a combinar as habilidades de fundista e pulador de corda – se não quiserem cair de cara no chão.

3) Escarradores – Já que falamos da baba canina, existe coisa pior do que aquele camarada que espirra gritando 'Vasssssssssco!', puxa o catarro das entranhas, regurgita o dito cujo, vira a cara... e larga uma grossa escarrada para trás, sem ver quem está vindo? Já tive que dar alguns saltos mortais para me livrar dos disparos desses infelizes. Tá encatarrado? Melhor ficar em casa.

4) Corredores orgásmicos – Tudo bem que correr é uma delícia. Mas será que é tão bom assim? Será que precisa gemer e gritar tanto? Você vai correndo tranqüilamente pela pista até que, de repente: 'Arrrrrrgh!', 'Unnnnnngh!', 'Arrrrrrrfff!', 'Aaaaaaaimeujesus!'. É assustador! E ainda tem aqueles gritos mais pornográficos: 'Poooorracaraaaalho!', 'Aaaaiputaqueospariu!', 'Ahhhhputameeeerda!', além de várias modalidades de gemidos eróticos. Eu hein... Será que o shortinho de corrida desses corredores tá tão cravado assim?

5) Marombeiros – Esses são terríveis. Vivem na academia, se entupindo de bombas e puxando ferros. Têm fôlego de tuberculoso, mas, quando passam por você, fazem uma insuportável cara de superioridade – quando não dão uma piscadela e um sorrisinho triunfal. O que os trogloditas do açaí não sabem é que, muitas vezes, aquele magrelo que eles acabaram de ultrapassar está no 17º quilômetro de uma corrida de 20, enquanto eles estão nos primeiros 300 metros de sua corrida diária de... 800 metros.

6) Mamãe, tô na Globo! – Como são malas os caras que nunca treinam e, quando chega o dia de uma prova importante, aparecem vestidos de Chapolín Colorado, de Barbie, de caravela, de exu caveira e ficam pulando na frente das câmeras, segurando faixas e cartazes e atrapalhando o desenrolar da corrida.

7) Ciclistas – Desculpem, mas, assim como quem tem barco à vela detesta quem possui barco motorizado, os corredores não são muito amigos dos ciclistas. Primeiro porque eles passam ventando pelas nossas orelhas; depois porque nossa classe já sofreu incontáveis baixas por atropelamentos; e por último porque eles realmente se acham membros de uma elite - mesmo já tendo aprendido que, no triatlo, quem corre mais ganha mole de quem nada ou pedala melhor. Hehehe. Gostaram dessa, pedaladores?

8) Torcedores sacanas – Quilômetro 18 de uma meia maratona, você estouradaço, tentando encontrar forças para as últimas ladeiras... e um palhaço grita: 'Aê, mané, a queniana já chegou faz meia hora'. Pensamos em tacar o tênis, cheio de chulé, nas fuças do infeliz. Acha fácil? Vem correr. Mas a gente respira fundo e segue em frente.

9) Ixpicialixtax – Não importa o esporte que você pratique. Haverá sempre um especialista de plantão, sem qualquer experiência no assunto, mas, ainda assim, disposto a te dar uma aulinha. Gente que pergunta quantos quilômetros tinha a maratona que você correu, apesar de ainda não ter sido inventada uma maratona diferente daquela da antiguidade, com 42 km e uns quebrados. Ou então que insiste em saber em que posição nós chegamos, como se fôssemos o Paul Tergat. 'Logo atrás da sua mãe', dá vontade de responder.

10) Ladeiras – Não há como gostar delas. Ainda que tentar, como diz o amigo Alberto Banach, ajuda bastante. Correr bem nas ladeiras é algo invejável. Gostar delas, é grave desvio de caráter. Recomendo tratamento psicológico urgente aos que pensam assim.

Bem, agora vamos às recompensas daqueles que suportam as dez pragas da lista anterior. As compensações são enormes – e valem a pena.

Dez coisas que eu amo na corrida

1) Solidariedade – Não importa em que lugar do mundo você esteja. Sempre que estiver correndo e passar por um outro corredor, você receberá um gesto ou uma saudação de incentivo. Uma piscadela, um paz-e-amor, um papo-firme. Formas semelhantes de dizer: 'Estamos juntos no mesmo desafio, siga em frente'. Não importa se você é um iniciante e o outro é um corredor de ponta. O respeito mútuo sempre existirá. E nem falar da reta de chegada das provas no Brasil, onde sempre encontramos uma multidão de amigos – os que não correram e os que já terminaram a prova – gritando os nossos nomes.

2) Disposição – Após o treino duro, a missão diária parece cumprida já no início da manhã. O resto é mera conseqüência. Não há reunião, prazo apertado ou chefe ranzinza que pareçam difíceis depois de 10 km de asfalto a pé.

3) Saúde – Há uma coisa que, na minha opinião, faz com que o humor dos corredores seja sempre excelente: a certeza de que viverão mais. Muita gente prefere crer que vai viver bastante como uma espécie de auto-ajuda, de pensamento positivo, de simpatia. No caso dos corredores, não é nada disso. É estatística. Eles viverão mais mesmo. E melhor.

4) Gastronomia – Poder comer como uma besta e não engordar. O que mais podemos exigir de um esporte? Imagine que os corredores se entopem de carboidratos nos dias que antecedem uma prova. A lasanha farta é mais do que inofensiva: é recomendável! Até carboidrato em forma de gel a gente engole durante as corridas. Correr dá trabalho, mas garanto que não é pior do que beber um refrigerante diet e passar o dia à base de saladinhas.

5) A atmosfera das provas – Só quem correu uma São Silvestre, uma Meia Maratona do Rio, uma Maratona de Nova York, Chicago ou Paris para saber o que é a atmosfera de uma prova com dezenas de milhares de participantes. Certa vez um maratonista experiente descreveu assim a passagem na 1ª Avenida, na Maratona de Nova York: 'Oitocentas mil pessoas te aplaudindo. É como se você estivesse dentro de um filme'.

6) Gente bonita – Como canta o Belle & Sebastian, grupo de folk-rock escocês: 'Stars of track and field you are beautiful people'. O que não falta é gente bonita nas corridas. Gente bronzeada e saudável, sem aquele pavoroso verde-escritório. A Daniella Cicarelli, por exemplo, já até me cumprimenta quando nos cruzamos no Parque do Ibirapuera. No bom sentido, claro, já que não estou com essa bola toda e a bela corre sempre acompanhada do namorado parrudo.

7) Ar livre – Os adeptos das academias que me desculpem, mas uma paisagem é fundamental. Correr sem o vento batendo na cara não tem a menor graça.

8) Custo – Bom, bonito e barato. Com um par de tênis, um par de meias e um short (e uma miniblusa, para as mulheres que, digamos, não estejam dispostas a chamar atenção) é possível correr em qualquer canto do planeta. O Wanderlei de Oliveira, meu treinador, já correu até no aeroporto de Miami. Imaginem a cena. Isso foi na era pré-Bush, claro. Se alguém correr hoje por lá leva chumbo na mesma hora – ainda que jamais tenha ouvido falar de um terrorista corredor.

9) Vencer a si próprio – Competir contra você mesmo, contra suas próprias marcas e limites, é delicioso. Sem contar que o único adversário que você pode realmente vencer sempre que quiser é você mesmo. É incrível constatar que muitas pessoas conseguem as melhores marcas de suas vidas depois dos 60 anos. Cá entre nós, que outra coisa você consegue fazer aos 60 melhor do que aos 20? Dormir, talvez.

10) Endorfina – Se disserem que é droga e vicia, acredite. Vicia mesmo. Mas é uma droga do bem, produzida pelo seu próprio organismo durante o esforço atlético. Uma substância que te deixa extremamente satisfeito depois de uma corrida, por mais difícil que ela tenha sido. Isso nos ensina que nem tudo que dá barato é necessariamente ilegal. Sexo, por exemplo.

* Marcos Caetano é jornalista e corredor da equipe Run for Life

PS.:

Corridas de Rua · 15 jan, 2004


Argentinos de ouro

Todos sabemos que existe uma rivalidade histórica entre brasileiros e argentinos, sobretudo, no campo esportivo. Mas não podemos negar que temos que reverenciar o feito de alguns atletas do nosso vizinho, que conquistaram grandes glórias.

Nem vamos falar do grande Oswaldo Suares, que tanto brilhou em nossa São Silvestre. Vamos um pouco além. Vamos falar das glórias e conquistas olímpicas nas maratonas.

Nos Jogos Olímpicos de 1932, em Los Angeles, o grande favorito para a maratona era o fenomenal Paavo Nurmi, que já havia conquistado 9 medalhas de ouro nas edições anteriores e estava se preparando para conquista sua 10ª medalha de ouro. Mas, poucos dias antes da prova, foi suspenso por acusação de atuar profissionalmente, recebendo cachês para participar de provas, situação terminantemente proibido naqueles anos.

Com a suspensão de Nurmi, o favorito passou a ser o jovem argentino Juan Carlos Zabala que, um ano antes, havia estabelecido o recorde mundial dos 30 km. O Jornal Los Angeles Times organizou uma maratona no mesmo percurso pouco tempo antes para testar a organização e Zabala participou. Estava 8 minutos à frente quando seu treinador o orientou a parar, pois estava sentindo problemas nos pés e deveria se poupar para a maratona olímpica.

No dia da maratona olímpica não deu outra, Zabala assumiu a liderança desde cedo, mas no km 25 foi ultrapassado pelo finlandês Virtanen que, sem conhecer a distância, não dosou corretamente e parou, deixando a briga entre o argentino Zabala e os britânicos McLeod e Ferris e com o finlandês Toivonem, a seguir. No final, o argentino prevaleceu, entrando no estádio com 1 minuto à frente, mas exausto. Em zigue zague e com dificuldades, chegou ao final para a sonhada medalha de ouro, terminando em 2h31min36, novo recorde olímpico, à frente do britânico Samuel Ferris, que fechou com 2h31min55. Viva a Artentina!

Quatro anos depois, Zabala tentou repetir seu êxito em Berlin, mas teve que parar, extenuado, depois de ter liderado a prova. Em 1948, em Londres, o belga Etienne Gailly, inexperiente na distância, assumiu cedo a liderança e no final pagou o preço. Liderou, foi ultrapassado e depois voltou à liderança no km 40. Entrou no estádio à frente, mas, correndo com dificuldades, assistiu o argentino Delfo Cabrera, estreando também em maratonas, ultrapassá-lo para ganhar a medalha de ouro com 2h34min51.6. Ainda foi passado pelo britânico Thomas Richards, que fez 2h35min07.6. Apesar de chegar com grande dificuldade, Gailly ganhou a medalha de bronze. Aliás, era a segunda vez que Londres sediava os Jogos Olímpicos e, em 1908, o italiano Dorando Pietri, que entrou à frente no estádio, acabou sendo desclassificado por ter sido ajudado para se levantar depois de ter caído, extenuado. Mas, desta vez, pelo menos o belga Gailly levava a medalha de bronze. Viva a Argentina!
Deve ser dito que outro argentino, Eusébio Guinez, terminou em 5º com 2h36min36.0

Cabrera ainda tentou repetir a vitória em 1952, em Helsinqui, mas encontrou o grande Zatopek, que venceu e conquistou a medalha olímpica na maratona depois de ter conquistado os 5.000 e 10.000 nos mesmos Jogos Olímpicos. Cabrera terminou em 6º, com 2h26min42.4

O fato é que temos que louvar as 2 medalhas de ouro já conquistadas pelos argentinos em maratonas e reconhecer que um dia queremos chegar lá. Mas, hoje em dia, com o que andam correndo os africanos e os japoneses, a tarefa não será muito fácil. Vamos aos desafios. Atenas e Pequim nos esperam.

Maratona · 15 jan, 2004