Um dia de Haile, fica quieto Harry!

Eu poderia ter postado ontem sobre a minha estréia na Run for Life, do Wanderlei de Oliveira, mas em dia de Haile, o corredor aqui deve ficar quietinho. Afinal não gostaria de estragar a doce lembrança do dia que o Imperador – sim, esse apelido pertence primeiro a Haile e não ao Adriano – cravou a segunda melhor marca da história na maratona.

Bem, vamos lá! Às 5h55 entro na pista, a sorte pensei: parou de chover, já que na terra da garoa, chuva, toró e tempestade é o que não faltam. Nas instruções foi solicitado levar colchonetes ou toalhas, opto pela segunda. Assim livrei meu traseiro de começar o treino de alongamento molhado e no qual eram aplicadas técnicas de Yoga, comandado pela técnica, a Profª Mônica Peralta. O leitor deve estar pergunta cadê o Wanderlei de Oliveira? Bem, o Wandeilei, está bem ao ladinho seguindo a série da professora e de olhos nos pupilos.

Mas se não fosse a Profª Mônica, eu talvez teria esborrachado minha cara no chão, em uma das sessões em que pedia somente um pé em contato com o solo – exercício básico para qualquer corredor –; ela neste momento pediu ao grupo, cerca 30 pessoas, para energetizar o meu equilíbrio. Por parcos segundos consegui o tão desejado equilíbrio, claro, que foi muito menos que se equilibrou a septuagenária Dona Mítico.

Porém agradeci a Mitra, Deusa do Equilíbrio, que a energia emanada pelo meu (des) equilíbrio não se voltasse para o grupo. Com certeza o resultado não seria nada agradável.

Na verdade, sempre fui adepto do alongamento feijão com arroz, aquele rapidinho. Estica aqui puxa dali, já que sempre treinava planilhado, mas por vezes sozinho. Claro na planilha pedia “o alongamento completo”, mas... Está aí um ponto a ser trabalhado: alongamento!

Depois fomos correr bem light por 40 minutos na Pista de Excelência do Ícaro de Castro e após a corrida, andamos descalços na grama. Sensação muito boa. Mas, Mitra precisa me ajudar muito mais ainda.

Já se não bastasse a total falta de coordenação, tenho outro problema – e esse sempre foi um problema para mim – é não saber correr muito devagar, digo ao menos seis, sete minutos por quilômetro. Estranho, muitas vezes dói mais correr devagar do que correr rápido. Mas sei que treino para maratona ou outra distância qualquer exige que você saiba correr devagar por que senão você se estoura e vai pra o estaleiro.

Depois do primeiro treino oficial com certeza devo seguir o mantra:

Mitra, Mitra, Mitra...help Mitra!

Corridas de Rua · 19 jan, 2008


Grande número de provas de rua: prós e contras

Segundo os dados da Federação Paulista de Atletismo (FPA), que analisa o número de provas oficiais de corridas de rua na cidade de São Paulo, nos últimos cinco anos a corrida cresceu da seguinte forma: 17 corridas realizadas em 2002, 34 em 2003, 107 em 2004, 166 em 2005, e 187 em 2006. O número de corredores inscritos saltou de 11 mil em 2002 para 450 mil em 2006.

Além disso, o número de assessorias esportivas e equipes de corrida também cresceu bastante. Só no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, temos mais de 60 durante a semana, cada uma contando com os serviços de vários treinadores e outros profissionais da área.

Com o crescimento tão expressivo deste esporte, surgiram, naturalmente, novas organizações de prova, cada uma buscando seu diferencial em qualidade. Continuam sendo explorados novos espaços para provas na cidade, fugindo um pouco do velho eixo Ibirapuera-USP. Oferecem-se atrativos cada vez melhores, como um kit mais bacana, uma camiseta de melhor qualidade, bandas de músicas durante as provas, direito a um show, etc. É a lei do mercado.

Com isso, o público também passou a ser mais crítico, podendo traçar comparativos e optar pelo tipo de competição de sua preferência, ou seja, aquela com muitos inscritos e mais festiva, ou outra com o número limitado de participantes, ou ainda uma terceira que tenha um percurso mais confortável, e assim por diante.

É óbvio que esta concorrência entre as organizações é muito salutar, principalmente para aqueles corredores com mais experiência, já que algumas provas estavam apresentando certa monotonia, tanto pelos percursos repetitivos, quanto pelo grande número de participantes.

Problemas - Infelizmente, há também problemas. No final do ano passado estivemos reunidos com os diretores do setor de corridas de Rua da FPA para tratarmos do calendário de 2008. Para nossa grande surpresa, naquele mesmo final de semana de dezembro havia, simplesmente 10 provas onde a FPA faria sua indispensável supervisão!

Isso mesmo! 10 corridas de rua num mesmo final de semana, incluindo uma festiva com quatro mil inscritos no sábado e mais outras três importantes com mais de três mil inscritos no domingo!

Para os técnicos, seu trabalho ficou um pouco mais complicado. Além de ter que se desdobrar para acompanhar seus alunos nas mais variadas provas, a preocupação em evitar lesões por excesso de competições tem se tornado uma constante. Está cada vez mais difícil gerenciar o treino daqueles corredores inflamados pelas emoções e empurrados pelos e-mails das organizações e da facilidade das inscrições on-line.

Se for ruim para os treinadores, também o é para os corredores, que acabam não melhorando seus tempos, por não treinarem direito, ou se lesionam e ficam impossibilitados de fazer aquilo que mais gostam!

Organizadores - Para os organizadores as coisas também estão se modificando bastante, pois o fato de vários eventos coincidirem para um mesmo final de semana, está dificultando atingir um número almejado de inscritos, conforme prometido aos patrocinadores. Como conseqüência financeira, há que transpor inúmeros obstáculos para se conseguir um resultado positivo.

Ao contrário do que a maioria pensa, o valor arrecadado com as inscrições não cobre os custos, tais como a elevadíssima taxa para a liberação das ruas pela CET, impostos, camisetas, medalhas, água, kit de lanches, ambulâncias e equipe médica, banheiros químicos, aluguel de grades, montagem de arena e palco, manutenção de site, “staffs”, sistema de som, supervisão da FPA, cronometragem eletrônica, despesas com telefone, e assim por diante.

Com o nível de qualidade que atingimos, só se consegue atingir o saldo zero ou obter algum lucro, quando se dispõem de bons patrocinadores. Estes, além de não serem fáceis, com a realização constante de duas ou três grandes provas concorrentes no mesmo final de semana, certamente estarão reavaliando o foco de seus investimentos.

O maior desafio, porém, é manter o interesse da mídia e do público. Até onde irá a paciência do pessoal cujas ruas em torno de suas residências são interditadas rotineiramente? Como disse o Sr. Renato Elias, Diretor da JJS Eventos Esportivos: “será que se tivéssemos várias etapas da F1 em São Paulo teríamos 60 mil pessoas de público como acontece com apenas uma etapa?”.

Por tudo isso que apresentamos, e para evitar outros problemas que possam ocorrer no futuro:

1- cabe aos organizadores entrar em acordo para evitar este prejudicial acúmulo de eventos no mesmo dia
2- cabe ao Departamento de Esportes da Cidade de São Paulo não permitir que dois eventos de grande porte sejam agendados para mesmo final de semana.

Queremos, sim, cada vez mais a massificação deste tão divertido, democrático e saudável esporte que é a corrida de rua, mas este crescimento deve ocorrer sempre de forma sustentável.

A ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), que representa a maioria dos treinadores que orientam milhares de corredores desta cidade, tem conversado com diversos organizadores de provas e está disposta e aberta a ajudar, no que for possível, para a solução destes problemas.

Caminhada · 18 jan, 2008


Brasileiros buscam índice olímpico da Marcha Atlética

Os atletas brasileiros de marcha atlética vão tentar índice no próximo domingo (20) para as Olimpíadas de Pequim. A equipe participa dos 50km da Copa Brasil Caixa de Marcha, que acontece em Santa Catarina.

De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), a prova terá árbitros do quadro da IAAF (Associação Internacional das Federações de Atletismo). Por isso os resultados serão homologados, e se algum atleta fizer o índice olímpico a qualificação estará garantida.

"Esta será a tônica da competição, com vários atletas em condições de buscar a vitória", conta Ivo da Silva, responsável pela equipe da Adeblu, de Blumenau. "Acho que o Moacir Zimmermann, que agora treina comigo, tem boas chances de vencer e até de alcançar o Índice B para os Jogos Olímpicos".

Outro forte candidato a vaga é o campeão do ano passado Mário José dos Santos Júnior. "A prova será boa, mas é claro que a obtenção do Índice B (4h07min) dependerá das condições climáticas. Se chover, as condições serão melhores. Do contrário, os atletas buscarão completar a prova, sem forçar o ritmo", conta Ivo,

O recordista brasileiro Sergio Galdino, que tem 3h58min58 também estará na competição, após se recuperar de lesão. Apesar de afirmar que não está na melhor forma, o marchador afirma que pode competir.

A demais provas de marcha da Copa Brasil serão disputadas nos dias 23 e 24 de fevereiro em Curitiba (PR).

Marcha Atlética · 18 jan, 2008


Gebrselassie vence Dubai, mas não quebra recorde mundial

Atualizado às 9h19

O etíope Haile Gebrselassie venceu na manhã dessa sexta-feira (18) a Maratona de Dubai, nos Emirados Árabes. O maratonista conquistou a primeira posição com o tempo de 2h04min53. A marca registrada foi a segunda melhor do mundo.

Mesmo com o bom desempenho, o tempo não foi suficiente para Haile abocanhar, além da premiação de 250 mil dólares, mais um milhão de dólares. Isso aconteceria se ele ou qualquer outro atleta conseguisse quebrar o recorde mundial.

Hoje o melhor tempo em maratona é do próprio etíope, 2h04min26. Mas já no quilômetro 10 de Dubai, Haile estava 45 segundos acima do recorde, algo que seria difícil de ser batido. Além disso, o seu marcador de ritmo saiu da prova no quilômetro 30.

“Eu queria cruzar a meia maratona em 62 minutos e pagar por isso no final. Mas fiquei feliz por ter corrido. Tudo precisa estar perfeito e hoje faltou apenas uma coisinha”, comenta Haile, que passou na marca do quilômetro 21 em 61min27.

A segunda posição ficou com o queniano Isaac Macharia com sua melhor marca pessoal, 2h07min16. Em seguida foi a vez de Sammy Korir, terceiro homem mais rápido da história, cruzar a linha de chegada com 2h08min01.

Mulheres - Enquanto Haile venceu com tranqüilidade, a prova feminina foi mais competitiva. Na marca da meia maratona, por exemplo, havia sete mulheres no pelotão principal. Mas também etíope Berhane Adere, campeã de Chicago em 2006, conseguiu sair do pelotão nos quilômetros finais e garantir assim o primeiro lugar do pódio.

Berhane também ganhou 250 mil dólares. O segundo lugar foi para a etíope Bekele Bezunesh seguida por Askale Magarska, a campeã de Dubai no último ano.

Maratona · 18 jan, 2008


Condições climáticas favorecem quebra de recorde em Dubai

A Maratona de Dubai será realizada nessa sexta-feira (18) nos Emirados Árabes. E a organização da prova ofereceu aos participantes um milhão de dólares para o homem ou mulher que conseguir bater o recorde mundial da maratona.

De acordo com a organização e dos próprios atletas, o percurso da prova é plano, mas a condição climática também é um fator importante para fazer tempo. Segundo o site de meteorologia “The Weather Channel”, a temperatura no dia da maratona não vai passar dos 19ºC.

A largada da prova será às 7h (horário local) e ainda de acordo com a meteorologia, os termômetros no início do evento devem marcar 15ºC. Além disso, o céu fica encoberto, mas o sol deve aparecer ao longo do dia. Não há também risco de chuva e a umidade relativa do ar será de 60%. Já os ventos não passam de 16 km/h.

Para o treinador e presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida de São Paulo), Nelson Evêncio, as condições climáticas de Dubai estão a favor do recorde. “Uma temperatura entre 10 e 20ºC não é nem quente e nem muito fria para uma corrida. Já a umidade ideal deve ficar mais ou menos entre 50 e 60%. Não conheço as condições de Dubai para falar sobre o vento, mas certamente lá deve ventar menos que a Maratona de Chicago”, explica.

Indagado se o etíope Haile Gebrselassie irá bater o recorde mundial da Maratona, Nelson acredita que não. “Acho difícil ter quebra de recorde lá. Mas para o Haile as coisas acabam sendo mais fáceis. Mas eu ainda acho que a Maratona de Berlim é uma prova mais fácil para conseguir a marca”. Haile é o atual recordista mundial da modalidade feito que conseguiu na última Maratona de Berlim no ano passado. Ele marcou 2h04min26.

Maratona · 17 jan, 2008