Melhor brasileira no Iron, Ariane Monticeli se emociona com público

Redação Webrun | Triathlon · 31 maio, 2013

Ariane sabe que o caminho para os bons resultados é árduo (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Ariane sabe que o caminho para os bons resultados é árduo (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Ariane Monticeli foi a sexta colocada e melhor brasileira no Ironman Brasil 2013, prova disputada no último domingo (26). Muito emocionada na chegada, ela lembra que o suporte do público fez toda a diferença para que ela superasse todas as dificuldades e seguisse em frente rumo à linha de chegada.

“Senti muita dor no joelho quando saí para correr e não tive um minuto de alívio. Tinha muita gente gritando ao longo de todo o percurso. Passei uma chilena que havia me ultrapassado e, quando me disseram que tinha outra menina a 200 metros, apertei ainda mais o passo”, conta Ariane. Ainda segundo a triatleta, alguns amigos que a encontraram nos quilômetros finais começaram a incentivá-la. “Não acreditei que estava sprintando no Iron! O Marcus Ornelas quase me matou de tanto que me fez correr”, brinca.

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Ela assume que não é uma boa nadadora, mas dessa vez ficou contente de ter feito uma ótima natação, inclusive tendo saído da água junto com a campeã, Amanda Stevens. “Por incrível que pareça fiz uma boa natação e saí na frente de várias meninas”, conta. “Eu não pedalei tudo o que podia, mesmo tendo treinado muito. Quando saí pra correr vomitei demais, talvez por algo que comi ou por ter engolido muita água do mar”.

Ariane se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Ariane se emocionou na chegada. Foto: Alexandre Koda/ Webrun

O resultado de tanto esforço e dedicação resultou na sexta colocação entre as mulheres, com o tempo de 9h26min53. “Fiquei feliz pelo resultado, mas esperava uma colocação melhor”, confessa. “Problemas à parte, o nível das estrangeiras é muito forte e realmente é outro nível”. A primeira colocada, Amanda, marcou 9h05min53, a segunda (Sara Gross) fez 9h08min41 e ambas correram abaixo do antigo recorde do percurso.

“O nosso caminho é muito longo e árduo, até porque dizem que o ápice para quem faz Ironman chega por volta dos 33 anos e eu ainda tenho 30. Patrocínio no Brasil é complicado, mas eu quero me manter no esporte e fazer disso a minha vida”, desabafa a ex-comissária de bordo, que há um ano e meio se dedica exclusivamente aos treinos e competições.

“Já cheguei até aqui, sou grata a todos que sempre me apoiaram e vou continuar em frente no triathlon acreditando no meu sonho”, conclui.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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