Marizete Rezende fatura bi na Mata Atlântica

Redação Webrun | Corridas de Rua · 10 jul, 2007

Pantanal se diz contnete com o terceiro posto (foto: José Luiz Borges/ Fma Notícias)
Pantanal se diz contnete com o terceiro posto (foto: José Luiz Borges/ Fma Notícias)

A goiana radicada em Araraquara, Marizete Rezende faturou no último domingo (7) o bicampeonato do Desafio da Mata Atlântica, competição que teve largada ao nível do mar, em Cubatão e percorreu 7,5 km de subidas pela Serra do Mar. Entre os homens a vitória ficou com Francisco Barbosa dos Santos, o Chiquinho, atleta pernambucano radicado em Guarulhos. Os dois receberam uma premiação de R$ 4 mil.

Diferente do ano passado em que a chuva e o frio marcaram toda a competição, esse ano o sol apareceu e o clima permaneceu ameno até o final, mas um forte vento contra dificultou um pouco a vida dos atletas. Na disputa feminina Marizete sobrou mais uma vez e logo no segundo quilômetro deixou para trás a queniana Alice Serser e apenas administrou a vantagem.

Ela cruzou a linha de chegada após 37min16, seguida pela queniana, um minuto e meio depois e por Ilaine Wandschee com 39min04. A alagoana Marily dos Santos chegou em quarto com 41min07 e a paulista Andréa Benites foi a quinta com 41min23. “Esse ano poderia ter sido mais fácil se eu estivesse na minha melhor forma, mas no final do ano passado e esse ano tive uma série de problemas, como alergia e contusão. Tem duas semanas que estou conseguindo treinar e estou muito feliz. A organização está, de novo de parabéns, porque é uma prova especial, muito boa”, comenta a campeã.

Ela disse ainda que o vento contra dificultou muito o desempenho, mas foi melhor do que a chuva e frio do ano passado. Aos 32 anos de idade ela era uma das favoritas para ficar com uma das vagas na maratona do Pan, mas apesar de não participar da competição continental diz que estará na torcida pelas colegas. “Infelizmente não deu, tentei quatro vezes, desde o ano passado, mas não é por isso que vou deixar de torcer pelas duas (Márcia Narloch e Sirlene Pinho)”.

A segunda colocada Alice Serser foi enfática ao resumir o que passou na competição. “Foi muito difícil, me matou”. Já Ilaine diz que ano que vem buscará o primeiro posto. “Esse ano corri bem a Prova do Cristo, em Poços de Caldas, e decidi arriscar no Desafio. Gostei muito e no ano que vem quero voltar para brigar pela primeira colocação”.

Entre os homens a disputa foi mais equilibrada e desde o começo Roberto Rodrigues e Lindomar Modesto, o Pantanal, saíram fortes junto com o campeão do ano passado David Mesquita e o queniano Kosmer Kemboi. Na passagem do quilômetro três Chiquinho se juntou ao grupo da ponta e, depois da metade da disputa, assumiu a ponta, tendo David “colado”. A definição veio no quilômetro seis e Chiquinho cruzou com 31min27, oito segundos mais rápido do que em 2006. David cruzou a linha 12 segundos depois. Lindomar Modesto, o Pantanal, repetiu o terceiro lugar, seguido de João Ferreira de Lima, o João da Bota.

David de Andrade reconheceu a superioridade do vencedor. “O Chiquinho veio bem preparado. Infelizmente não deu, mas foi muito boa essa segunda colocação, com todos esses excelentes atletas”. Já João da Bota se diz feliz com o terceiro posto. “Tive uma contusão na panturrilha e fiquei nove meses parado. Estou treinando há dois meses e para mim foi como uma vitória. Fiquei com medo de nem ficar entre os 10”.

A competição reuniu 1.000 atletas (lotação máxima), entre corredores e caminhantes, que enfrentaram uma dura subida, com largada ao nível do mar e chegada a 720 metros de altitude. O percurso teve ascensão de 100 metros a cada quilômetro, com trechos íngremes e curvas fechadas. Mas, para aqueles que não estavam “brigando” pelas primeiras colocações, a paisagem compensou. Os atletas puderam curtir muito verde, com mata nativa, além de um visual incrível da região, principalmente com o dia ensolarado.

“Esse ano foi perfeito, com sol, calor. O evento uniu a prova esportiva com a natureza, sendo especial. A alegria das pessoas que completaram o percurso já engrandece a prova”, comenta Marcos Clemente Santini, diretor-presidente de A Tribuna. Após o evento os organizadores doaram R$ 20 mil ao Caminhos do Mar – Pólo Ecoturístico, que mantém a Estrada Caminho do Mar. Segundo Nilsa Simões Queiroz, a verba será utilizada em obras de melhoria.

Este texto foi escrito por: Webrun

 

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