
Expectativa da organização é de crescimento do esporte em 2013 (foto: Renato Aranda/ webrun.com.br)
No último domingo, nove de dezembro, 780 atletas, entre nadadores, corredores, ciclistas e triatletas, participaram da última prova do Troféu Brasil de Triathlon em 2012. A sexta etapa aconteceu em Santos, litoral sul de São Paulo. De acordo com a organização, o evento de encerramento teve um gosto especial.
Nós comemoramos 22 anos de existência. É o circuito de triathlon mais longo do mundo e um dos mais importantes e bem estruturados da América Latina, afirma Núbio de Almeida. O diretor-geral do evento se vangloria de ter criado uma franquia para um grupo especial de heróis.
Ter de abrir mão do convívio familiar e social em função do esporte não é fácil. Eu admiro muito quem está aqui, conta Almeida. E não é somente o idealizador do Troféu Brasil que vê essa categoria de atletas como amantes incondicionais do esporte.
Segundo Roberto Nitrini, quem pratica triathlon precisa amar muito o triatlhon, pois a falta de incentivo estatal e privado afasta até amadores. Hoje não existem triatletas profissionais no Brasil e sim atletas de elite. É quase impossível você sobreviver somente do esporte, afirma o veterinário, que responsabilizou os buracos das ruas de Santos pelo desempenho abaixo do esperado na bicicleta.
Maior exposição– Fábio José também é outro amador que não vê o Brasil despontando como um dos principais países no esporte por falta de apoio. Falta exposição na mídia. Os triatletas que vivem do esporte precisam receber pelo retorno que eles trazem para as marcas, e isso só vai acontecer se as empresas se virem expostas, avalia o engenheiro, também um crítico fervoroso das condições do pavimento santista.
Além de mais espaço na mídia, Nitrini acredita que outra solução para o desenvolvimento do triathlon nacional seria a participação de atletas estrangeiros de ponta. Isso ajudaria a desenvolver os nossos triatletas de elite, valorizando os nossos circuitos, aposta.
Já Almeida acredita que a vinda de atletas internacionais não é uma maneira benéfica de promover a categoria. Segundo o diretor-geral, maior visibilidade do esporte ajuda no desenvolvimento, porém a possibilidade de dividir as premiações locais com estrangeiros não gera uma maior exposição de mídia.
Todos os anos nós enfrentamos variação nas inscrições. Em 2012 tivemos uma crescente e ano que vem esperamos ainda mais inscritos. O saldo positivo desse ano foi a renovação da elite. Isso mostra o crescimento do esporte com aquilo que temos aqui, finaliza o idealizador do Troféu.
Este texto foi escrito por: Renato Aranda