História da modalidade Marcha Atlética

Redação Webrun | Marcha Atlética · 21 fev, 2003

Histórico da Marcha Atlética Mundial:

  • Em 1906 Atenas realizou o que se chamou de “Jogos Olímpicos interinos”, e a marcha atlética já faria parte desses jogos com as distâncias de 1500 e 3000m, vencidas respectivamente pelo Húngaro Gyorgy Sztantics e o Americano George Bonhag.
    Os J.O. de Londres 1908 foram vencidos pelos ingleses Larner e Voight, nas distâncias de 3500 metros e 10 milhas.
  • Lapso no programa Olímpico:

  • As observações de alguns especialistas do início do século foram plenas em polemicas e contestações. Tais discussões culminaram no cancelamento das provas da marcha nos J.O., mas somente em Amsterdã 1928.
  • Melbourne 1956 instituiu as distâncias de 20 e 50 km, que vigoram até hoje.
  • Copa do Mundo:

  • Armando Libotte, membro do Comitê de Marcha, institui em 1961 na Suíça, a Copa Lugano, disputada por equipes, nas distâncias olímpicas e a cada 2 anos em diferentes cidades sedes.
  • Em 1979, Copa Lugano em Eschborn, as mulheres iniciam sua participação na distancia de 5 km. Em 1983 a distancia feminina foi modificada para 10 km.
  • A Copa Lugano, em 1983, foi transformada em Copa do Mundo da IAAF de Marcha Atlética, contando atualmente com a participação média de 370 atletas de 50 países.
  • Los Angeles 1984, o boicote dos então comunistas facilitou em muito a participação dos já respeitados mexicanos, que arrebataram 3 das seis medalhas em jogo; Raul Gonzáles ganha ouro e prata nos 50 e 20 km respectivamente, e Ernesto Canto, o ouro nos 20 km.
  • Em Seul 1988 a categoria feminina entra para o programa olímpico, e em 1998 tem sua distancia oficial modificada para 20 km.
  • Nos J.O. de Sydney 2000, o mundo da marcha fica estarrecido com a vitória do polonês Robert Korzeniowski em ambas as provas; 20 e 50 km, conquistando as duas medalhas de ouro num prazo de 6 dias.
  • Histórico da Marcha Atlética no Brasil:

  • Em 1936 José Carlos Daudt e Túlio de Rose, dirigentes esportivos, assistem à marcha nos Jogos Olímpicos de Berlim e a trazem para sua primeira disputa em Porto Alegre no ano seguinte, num percurso de quase 5 km, vencida por Carmindo Klein.
  • 1940 – A prova seria disputada por aproximadamente 20 participantes, vencida por Ernesto Ritter, seguido por Klein e Arnaldo Willy Becker.
  • 1944 – A FARG insere os quase 30 km de marcha nos festejos de comemoração da semana da Pátria, vencida por Becker, que venceria também nos 3 anos seguintes. Em 1948 o percurso diminuiu para 20 km.
  • 1946 – Primeira participação internacional do Brasil, e Becker vence os 3 km em Montevidéu.
  • 1957 – Antonio Glayr Santarnecchi trouxe a marcha da Europa para São Paulo, e instituiu junto ao Clube dos Andarilhos em 1958 a tradicional prova Irmãos Del Rey, vencida pelo mesmo.
  • 1967 – A marcha aparece no estado de Minas Gerais.
  • 1970 – Foi criado o departamento de marcha na Federação Paulista de Atletismo, dirigido por Santarnecchi e surgem importantes atletas, como Fernando Elias, que atualizaria os recordes de Becker, que voltariam mais tarde ao poder de outro gaúcho; Ricardo Nüske.
  • 1973 – A marcha é incluída no Campeonato Brasileiro de Atletismo e vencida por Elias.
  • No final dos anos 70 e início dos 80 a marcha passou a ser praticada também pelas mulheres e o prof. José Clemente Gonçalves é nomeado árbitro do painel permanente da IAAF. O brasiliense Valdemar Florêncio e o gaúcho Wilson Mattos dominaram no masculino.
  • Seul ‘88- Estréia brasileira nos Jogos Olímpicos com Marcelo Palma, que ganhou o bronze Pan Americano em Havana ’91 e competiria também em Barcelona ’92 junto com Sergio Galdino e Ademar Kammler.
  • Em 1989 Foi instituída a Copa Brasil de Marcha Atlética, disputada em Natal-RN.
  • 1993- Sergio Galdino conquistou a 6o posição no Campeonato do Mundo de Atletismo em Stuttgart e estabeleceu a melhor marca Sul-Americana também na Alemanha, em 1995. Em 2002, Rafael Fontenelle conquista a quarta posição no mundial juvenil de atletismo em Kingston.
  • Referências:
    Gonçalves, J. C.; Muller, E. C. O Grande Livro do Atletismo Brasileiro em elaboração. In: Rev. Contra Relógio. jun/jul, 1999.

    Este texto foi escrito por: Claudio Bertolino

    Redação Webrun

    Ver todos os posts

    Releases, matérias elaboradas em equipe e inspirações coletivas na produção de conteúdo!