Giovani dos Santos é a aposta da Pé de Vento para a São Silvestre

Redação Webrun | Corridas de Rua · 13 dez, 2012

Giovani é visto como a aposta nacional para a São Silvestre (foto: Divulgação/ Yescom)
Giovani é visto como a aposta nacional para a São Silvestre (foto: Divulgação/ Yescom)

Giovani dos Santos, Valério Fabiano, Gilmar Silvestre Lopes e Eliezer de Jesus Santos são os principais nomes da Pé de Vento para a disputa da São Silvestre desse ano. De acordo com o médico Henrique Viana, a equipe de Petrópolis (RJ) pretende levar outros seis atletas de elite para São Paulo. “Sem o Marilson (Gomes dos Santos), eu apontaria o Giovani como o brasileiro favorito para a prova”, afirma o diretor-executivo.

No último domingo (9/12), o primeiro lugar de Giovani interrompeu uma sequencia de quatro anos de vitórias africanas na Volta da Pampulha. Para Vianna, isso credencia o fundista para lutar por posições importantes na última prova da temporada de 2012. “O resultado na Pampulha confirmou o nosso trabalho de preparação”, avalia.

Treinamento na altitude– Para ter melhor condição para a corrida de Belo Horizonte, a cidade paulista de Campos do Jordão foi o local escolhido por Viana para a preparação dos atletas da equipe fluminenses. Situada na Serra da Mantiqueira, a 1.598 metros acima do nível do mar, a cidade é o local que o médico escolheu para desenvolver o treinamento de Giovani.

Apesar de o diretor-executivo ainda não saber se preparará novamente o time da Pé de Vento em Campos do Jordão, ele classifica o como positivo o tempo de retiro nas montanhas paulistas. “O dados que coletamos desse método mostra índice de aproveitamento superior a 80%”, revela.

Interferência atmosférica– Pela primeira vez na história, a São Silvestre acontecerá durante a manhã paulistana. Com largada prevista para as 9h, as variações de temperatura e condições climáticas podem ser um fator determinante para que “zebras” não aconteçam, aponta Viana.

O médico afirma que a concentração de gases na atmosfera e tanto a atividade elétrica no ar, que indica a possibilidade de chuva, interferem no desempenho dos corredores de elite. “Como o índice de chuva é menor durante a manhã, em São Paulo, haverá menor interferência da eletricidade atmosférica durante a prova. Porém, a concentração de ozônio e dióxido de carbono, além das partículas de sujeira, é maior, e isso faz com que o rendimento do atleta caia.”

Provável surpresa– Apesar de não acreditar que Giovani terá um desempenho fraco, Viana crê também em Valério Fabiano. O capixaba, que venceu a Meia Maratona Faz um 21 de Petrópolis, em novembro, e conquistou o terceiro lugar na Volta da Pampulha é dotado de um porte físico diferenciado. “Ele tem um torso mais largo, pernas mais grossas, que não é comum entre fundistas. É um atleta fisicamente e com uma estrutura mais forte. Em provas de sobe e desce, ele pode se sobressair”, conclui.

Este texto foi escrito por: Renato Aranda

Redação Webrun

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