Fones de ouvido: como funciona o aparelho embaixo da água?

Redação Webrun | Triathlon · 05 jul, 2013

Produto inova por não ser colocado na orelha (foto: Divulgação/ Finis)
Produto inova por não ser colocado na orelha (foto: Divulgação/ Finis)

Novidade no mercado, os fones que podem ser usados embaixo da água surgem com um diferencial um tanto quanto inusitado: não são utilizados no ouvido. De acordo com a Finis, empresa de acessórios aquáticos que fabrica o produto, as músicas são reproduzidas por meio de vibrações ósseas.

Apesar de ser no mínimo curioso para os esportistas, a forma de recebimento do som é comum para os profissionais que lidam com o aparelho auditivo. “O funcionamento do aparelho é simples. Nós ouvimos tanto pela orelha, quanto pelo osso da cabeça e pela vibração do crânio, não há diferença”, conta o otorrinolaringologista, Dr. Manoel de Nóbrega.

Segundo Nóbrega, além de não trazer malefícios para a saúde, o fone preserva o aparelho auditivo. “Quando utilizamos o fone de ouvido convencional o som é aumentado de duas a três vezes, o que não acontece com o fone de vibração óssea. Esse novo modelo também não causa dermatites ou lesões na orelha”, afirma.

Uso incorreto – Porém, o posicionamento dos fones não impede que eles sejam prejudiciais se utilizados da forma incorreta. “Assim como os fones convencionais, se o volume do som estiver muito intenso, ele irá lesionar as células da cóclea (caracol do ouvido) e prejudicar a audição”, explica o musicoterapeuta Raul Brabo.

A novidade pode ser utilizada até mesmo como uma forma de potencializar o rendimento. “Assim como corredores aumentam o ritmo de sua passada quando ouvem música, isso também pode acontecer com os nadadores”, sugere Brabo.

Aparelho funciona por vibrações ósseas. Foto: Divulgação/ Finis
Aparelho funciona por vibrações ósseas. Foto: Divulgação/ Finis

Fora das competições – O produto inovador recebeu o cartão vermelho do médico e deve ficar fora de competições, pois impede que o nadador perceba os sons à sua volta. “Os fones de ouvido aquáticos não podem, de maneira nenhuma, serem usados em provas, por exemplo. Eles mexem com o labirinto, estrutura responsável pelas funções de equilíbrio, o que pode propiciar o choque entre o atleta e os demais competidores”, conta o otorrinolaringologista.

O profissional afirma ainda que o aparelho deve ser utilizado somente nos momentos de lazer, com algumas restrições. “Ele não é recomendado para o uso em locais sem demarcação, como o mar. O melhor jeito de usar a novidade é em uma piscina, com raias demarcadas”, conclui Nóbrega.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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