
A Filhos do Vento comemorou muito o segundo lugar (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Depois de completar os 600 quilômetros do Desafio Nike, entre São Paulo e Rio de Janeiro, os competidores só pensavam no merecido descanso e aproveitaram para comentar o que passaram com a equipe durante os três dias. Sob uma forte chuva que assolou a praia de Ipanema para a chegada dos primeiros colocados, a emoção veio à tona.
Essa corrida tem um significado muito grande para nós, conta Alexandre Moura, representante da Filhos do Vento, equipe vice-campeã. Nesses três dias cada vez conseguimos melhorar e no último fiz o meu melhor trecho. Todos estão de parabéns, completa.
A equipe carioca manteve uma regularidade ao sempre chegar em segundo lugar em cada um dos dias e ao final somou um tempo total de 37h09min10. O time era composto por Uberlandio Ferreira, Andrea Melo, Alexandre Moura, Carlos Woelz, Euclydes Aranha, Daniel Schneider, Francisco Magalhães, Juliana Trindade, Iolanda Cezar, João Severino da Silva, Suzana Freitas, Jorge Santos e Maria Aparecida Angelo, sob o comando de Alexandre Lima dos Santos.
BH – Já a representante de Belo Horizonte veio disposta a conquistar o bicampeonato da prova, mas acabaram em terceiro no geral com 37h40min45. No primeiro dia os mineiros chegaram em primeiro na cidade de Maresias e se empolgaram para conseguir o resultado positivo.
A partir do segundo dia o cansaço físico e psicológico começou a falar mais alto e eles foram superados pela Núcleo Aventura, Filhos do Vento e Nike+. No último e derradeiro dia eles chegaram em quinto, atrás também da 4any1 e da Núcleo Aventura.
O físico está acabado, mas o psicológico está em alta e você começa a superar o seu limite. Fizemos uma prova bem pensada no primeiro dia, andamos bem no segundo e no terceiro usamos o psicológico ao máximo para chegar em Ipanema, conta Carlo Rego. Temos um pessoal sub 25 na equipe, que literalmente empurrou a gente, completa. Ano passado ele também integrou o time, mas não conseguiu completar, pois na descida da serra teve a sola dos dois pés descolada. Esse ano eu vim para completar.
Natália Vasconcelos, que durante vários trechos de troca se mostrava apreensiva e concentrada, resume o Desafio Nike 600k em uma frase. Foi uma das experiências mais marcantes da minha vida, tanto como corredora, como no âmbito pessoal. Ela destaca que numa prova como essa é possível conhecer melhor as pessoas. Você aprende a respeitar o outro.
A mineira se envolveu tanto com a competição, que ao ser perguntada se toparia correr ao contrário, do Rio a São Paulo, foi enfática na resposta. Pode ser, mas me dá quatro meses que eu encaro, brinca.
Após a competição, os guerreiros receberam uma medalha participativa e puderam comemorar com a equipe e aproveitar os mimos do Nike Village. Massagem, comes e bebes e muita animação ao som de um DJ não deixaram a adrenalina baixar, mesmo após três longos dias de muito exercício físico.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda