
Tyler Christopher é um dos destaques nos 800m (foto: Divulgação AC/Claus Andersen)
As delegações dos Estados Unidos e do Canadá que irão competir nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro foram anunciadas e cada um dos países tem uma visão diferente da competição. Enquanto a equipe do Tio Sam será mesclada entre jovens e experientes, os canadenses acreditam que o Pan será um grande teste para o Mundial de Osaka.
Nos Estados Unidos 13 campeões nacionais vão se juntar à universitários e campeões olímpicos, num total de 48 homens e 46 mulheres. As grandes estrelas do país, como Tyson Gay e Justin Gatlin não estarão presentes. Os destaques do time de velocistas feminino ficam por conta de Miki Barber nos 100m, que já esteve nas olimpíadas de 2000, além de Shareese Woods nos 200m, atleta campeã da NCAA (National Collegiate Athletic Association) em 2006.
Outra modalidade que chama a atenção é a dos 400 metros, que terá Monique Henderson, ouro na Olimpíada de Sidney em 2000 nos 4x400m, além de Mary Wineberg, terceira colocada no Campeonato nacional desse ano. Nos 1.500m Mary Jane Harrelson, prata no Pan de 2003 terá a companhia de Lindsay Gallo, segunda colocada no campeonato americano de 2006.
Já entre os homens os talentos ficam por conta da prova de 800m, com Khadevis Robinson e nos 50 quilômetros de marcha atlética com Joshua McAdams, ambos campeões nacionais esse ano em suas modalidades. Jorge Torres, campeão Americano outdoor ano passado competirá os 10 mil metros com Jason Hartmann, enquanto os cinco mil metros terão a presença de Bolota Asmerom, que competiu em Sidney por seu país de origem, a Eritréa.
A juventude estará presente nas provas rápidas com J-Mee Samuels, campeão do Pan de Juniores de 2005 e Leroy Dixon nos 100m, este último recém graduado pela Universidade da Carolina do Sul. O treinador será Stanley Redwine, enquanto Tonie Campbell será o gerente geral.
Para os canadenses o Pan é uma das competições mais importantes e uma oportunidade de encarar as potências do esporte, como os Estados Unidos e os países do Caribe. Esse evento servirá de avaliação e preparação de nossos melhores atletas, comenta Les Gramantik, técnico da equipe. Com algumas exceções essa será a formação que disputará o Mundial de Osaka, que é o último grande passo para Pequim, completa.
A delegação conquistou 10 medalhas na última edição dos Jogos Pan-americanos, em Santo Domingo e na edição brasileira dois atletas vão defender suas medalhas, com destaque para Achraf Tadili. O marroquino com nacionalidade canadense tentará mais uma vez o ouro nos 800 metros.
Tyler Christopher, bronze no mundial de 2005 da IAAF virá ao Brasil para mostrar por que é um dos melhores do mundo na modalidade dos 800 metros. Já no revezamento 4×100, o universitário Richard Adu-Bobie, americano naturalizado canadense, tentará surpreender a todos.
Entre as mulheres a briga pela medalha deverá ser bem acirrada. Hilary Stellingwerff detém o tempo de 4min5seg86 como melhor marca nos 800m e chega como favorita. A melhor brasileira, Juliana Gomes dos Santos, tem como melhor tempo 4min11se39. Quem virá forte também é Adrienne Power, que além de ostentar um sobrenome que inglês significa força, ostenta 23seg58 e 52seg90 nos 200 e 400 metros, provas que competirá no Pan.
Diversos outros nomes também virão para a disputa, que promete ser bem acirrada, já que os americanos sempre são favoritos, mesmo com equipes secundárias e os brasileiros terão uma motivação extra por estarem em casa. A primeira competição de atletismo acontece no dia 22 de julho com as provas de maratona e marcha atlética.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda