Elite brasileira em Kona: veja como os atletas estão na reta final

Redação Webrun | Triathlon · 26 set, 2016

A prova meta dos apaixonados pelo Ironman está chegando. A região de Kona, no Havaí só vai saber de nada-pedala-corre nas próximas semanas, já que triatletas do mundo inteiro estão chegando para mais uma edição do mundial, que será dia 8 de outubro.

Entre brasileiros espalhados por diversas faixas etárias temos três atletas na elite da prova, são eles Ariane Monticeli, Igor Amorelli e Fábio Carvalho.

Fábio Carvalho

Em sua terceira participação em Kona, mas primeira como profissional o atleta já está em Kona, ele chegou ontem e terá alguns dias para se ambientar com o calor e os famosos ventos do local.

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Foto: Arquivo Pessoal Foto: Arquivo Pessoal

“Vou descansar um pouco agora já que venho de duras semanas de treino, mas farei alguns percursos lá como a subida de Hawi, parte importante do ciclismo e a corrida na Energy Lab”, diz.

O atleta estava em San Diego, na Califórnia finalizando os treinos e se aclimatando. “Participei do Ironman Copenhagen há cinco semanas atrás, então venho de um processo de recuperação. Estou partindo para o quarto Iron em 2016, então o ano está sendo pesado, mas sinto que treinei suficiente. Darei o meu melhor sem esperar nenhum milagre.

“Tive um ano ruim em 2015, então voltar a ser competitivo e conseguir a vaga para o mundial foi muito gratificante. Tracei o objetivo e consegui no último instante. O pós Kona depende do que acontecer na prova, estar lá é a realização de muitos anos de trabalho.

Fábio mandou um recado para os apaixonados pelo esporte: “façam o triathlon como curtição, lembrem-se que sempre fazemos isso por amor e mais nada. Mesmo o esporte sendo minha profissão eu treino porque amo e me divirto, então esse é o principal objetivo”, diz.

Ariane Monticeli

Foto: Alexandre Koda/Webrun Foto: Alexandre Koda/Webrun

A recordista sul americana de Ironman, campeã da edição de 2015 do Iron Florianópolis e única mulher brasileira classificada entre as profissionais, parte para mais um ano de desafio. Ela que sofreu um acidente em sua última participação em Ironman, onde teve uma fratura no pé na largada e mesmo assim não desistiu e terminou a prova na 5ª colocação, conta que está 100%. “Nesta última semana estava com sinusite, mas já estou melhorando. A respeito do meu pé ele está ótimo, fui para a pista e meu treinador até teve que me alertar porque estava exagerando na velocidade da corrida”, conta.

“Logo após a fratura fiquei três dias sem colocar o pé no chão, depois disso fui a médicos lá na Suíça onde fiz exames, então quando voltei já estava bem melhor, com um pouco de dor mas nada que atrapalhasse a corrida”, diz.

Em 2015, Ariane estirou a panturrilha no período de preparação para a Kona, ficando dois meses sem correr. “Com isso tive que caminhar a prova inteira. Este ano será diferente, estou bem e competitiva. Tenho muita vontade de fazer o top 10, assim se classificar para o próximo Iron é muito mais fácil, se isso não acontecer tenho que fazer várias provas e o rendimento acaba caindo um pouco”, diz.

Foto: Fotop Foto: Fotop

Chegando em Kona dia 29, a atleta escolheu não ir tão cedo, tentando evitar o desgaste do local. “Não adianta ficar se matando, o que foi para treinar já está feito. Lá eu apenas faço curtas transições, natação no mar e na piscina pública, onde é possível treinar com atletas do mundo inteiro”.

“Kona castiga muito a gente, então temos que estar bem preparados para a prova. Se não rolar uma boa classificação ainda vou para 70.3 no Rio e em Punta del Este, vamos ver o que acontece”.

Igor Amorelli

O campeão de 2014 do Ironman Florianópolis passou por diversas dificuldades neste ano após sua queda de bike. Apesar de não ter feito uma preparação específica para Kona e várias provas no segundo semestre, o resultado veio e ele conquistou a primeira colocação do Ironman da Holanda, conseguindo assim a classificação para o mundial. “Não dá para dizer que essa preparação foi melhor ou pior do que as outras, mas sim que esse ano foi diferente. Estamos tentando corrigir os erros que tivemos em outros anos”, conta.

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Foto: Christina Volpe/Webrun Foto: Christina Volpe/Webrun

Em buscas de ajustes como mudanças na parte do ciclismo, o atleta quer chegar preparado no dia da prova. “É difícil prever alguma coisa com relação à resultado. Posso chegar na melhor forma da minha vida e ir mal, como posso chegar em uma forma não tão boa e conseguir um bom resultado”, explica. Para Igor o importante é não estar cansado, já que Kona é uma prova dura, e a cabeça tem que estar muito boa.

Sua reta final de preparação conta com alguns treinos em solo havaiano e, assim como Fábio, ele partirá para a subida de Hawi e o trecho de corrida no Energy Lab. Já o pós Kona ainda não foi decidido. “Eu não pensei muito bem no que vou fazer depois da prova. Com certeza preciso descansar, mas gosto de planejar um dia de cada vez. Vamos ver como estarei me sentindo depois da prova”.

Foto: Alexandre Koda/Webrun Foto: Alexandre Koda/Webrun

Ele também pede a torcida do público. “Queria dizer para todos que contamos com a energia de vocês. Não só eu, mas todos os brasileiros que estarão em Kona representando o país. Torçam bastante”, diz.

Este texto foi escrito por: Christina Volpe

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