
Alimentação correta ajuda na reconstrução das fibras musculares (foto: Renato Cukier/ www.webrun.com.br)
Encarar 3,8 quilômetros de natação, 180,2 quilômetros de ciclismo e 42,2 quilômetros de corrida no Ironman, requer treino, paciência, foco e muito esforço. Porém, tudo isso pode ir por água abaixo se o atleta não fizer uma alimentação equilibrada antes, durante e depois da prova.
Depois de concluir o percurso, os músculos do corpo ficam cansados e fadigados, implorando por um merecido descanso. Porém, é importante que o atleta reponha as energias antes de correr para a cama e ter uma boa noite de sono.
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Para isso, uma boa refeição com carboidratos, como banana, goiabada, arroz, macarrão e pão com geléia, é essencial. A recuperação da hidratação também deve ser priorizada por meio de sucos, água, bebidas hidroeletrolíticas e água de coco, orienta a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira.
Para uma hidratação eficaz, a profissional lembra que a ingestão de líquidos deve ser equivalente a 150% do peso perdido. Por exemplo, a perda de um quilo implica na ingestão de 1,5 litro de líquido, conclui.
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| Hidratação e ingestão de carboidrato é essencial depois da prova. Foto: Alexandre Koda/ Webrun |
Proteínas – De acordo com Joyce, a ingestão da proteína vem em segundo plano, para completar os carboidratos e ajudar a refazer as fibras do músculo. Não é necessário ingerir as substâncias em grande quantidade. Um mix de proteínas (whey protein hidrolizado com caseína e proteína isolada de soja) e/ou barras protéicas já é o suficiente, sugere.
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Em forma para a próxima – Por ser uma prova longa, o Ironman causa uma intensa produção de radicais livres e inflamação sistêmica nos dias seguintes, que podem alterar a imunidade do corpo. Por isso, o consumo de alimentos ricos em vitaminas, minerais e substâncias antinflamatórias é essencial.
Fontes de vitamina C, como laranja e morango, e betacaroteno, como mamão papaia, além de castanhas e sementes, são bem vindas, explica a nutricionista. Carnes em geral, cereja, castanhas, frutas secas, açaí e chá verde completam o cardápio.
A profissional também acha importante que o atleta administre de cinco a 15 gramas de glutamina por dia, via oral, para diminuir a suscetibilidade a infecções.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho
