Desafio Mata Atlântica: brasileiros garantem pódio

Redação Webrun | Corridas de Rua · 30 jul, 2006

David ultrapassou o queniano e venceo o Desafio (foto: Ivan Storti/ FMA notícias)
David ultrapassou o queniano e venceo o Desafio (foto: Ivan Storti/ FMA notícias)

No último sábado aconteceu na cidade de Cubatão, São Paulo, a primeira edição do Desafio Mata Atlântica e os brasileiros garantiram os lugares mais altos do pódio. A prova contou com 7,5 quilômetros apenas de subida e a primeira pessoa que completou o difícil percurso foi David Andrade de Mesquita. Essa também é a primeira vitória do atleta. Entre as mulheres a vencedora foi a Maratonista Marizete Rezende.

“Fiquei um mês me preparando exclusivamente para esta prova só em morros e na academia”, revela o campeão. Segundo ele, a prova foi muito dura, mas o frio amenizou o desgaste físico. “Gosto de correr em temperatura baixa. Corri no mesmo ritmo o tempo todo e depois do quilômetro seis vi que ia ganhar”, acrescenta.

David Mesquita deixou para trás o queniano Elijah Yator, que ficou com a segunda posição. O terceiro lugar foi para Lindomar Modesto de Oliveira, conhecido como Pantanal. Após ter acordado indisposto, o atleta conseguiu o pódio.

“Eu nem iria correr. Passei mal e vomitei todo o café da manhã, mas como gosto de correr em subidas não quis ficar fora e ainda cheguei em 3º lugar, que foi ótimo”, revela Pantanal.

Marizete Rezende confirmou o favoritismo. “Essa é uma prova de superação total. É única, emocionante, pela dificuldade, pelo local lindo. É uma corrida bem típica nossa, que somos meio malucos”, conta a campeã.

A competição reuniu mil atletas, entre corredores e caminhantes, que enfrentaram uma dura subida, com largada ao nível do mar e chegada a 720 metros de altitude. Além da ascensão de 100 metros a cada quilômetro, com trechos íngremes, os competidores enfrentaram frio, chuva e muita neblina na Serra do Mar.

A segunda colocada no feminino foi a queniana Anne Bererwe seguida pela santista Sirlene Souza de Pinho. Anne elogiou a vencedora e, ao mesmo tempo, deixou um ar de revanche para 2007. “Ela é muito forte, mas nem tanto. Quero voltar aqui e vencer”, ressalta a atleta.

Este texto foi escrito por: Webrun

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