
Depois de recurso Sirlene consegue pódio em São Caetano (foto: Ricardo Leizer/ www.webrun.com.br)
No começo de janeiro aconteceu em São Caetano do Sul (SP) a tradicional Corrida dos Reis. Na ocasião um tumulto de atletas, na retirada dos chips, originou confusão e a desclassificação da campeã da prova, Sirlene Pinho.
A desordem aconteceu porque muitos atletas foram retirar os chips após o horário estipulado pela organização. No dia da competição, um dos organizadores do evento e também Secretário de Esportes de São Caetano, Mauro Chekin, disse que havia um regulamento claro sobre os horários de retirada. Mas ele afirmou que as pessoas geralmente não lêem esse tipo de informação.
Entre os esportistas, estava a atleta profissional Sirlene Pinho. Com problemas na retirada do chip, ela pegou o aparelho eletrônico de outra competidora. Logo após, a maratonista correu e venceu. Mas os organizadores a desclassificaram alegando que ela correu em nome de outra inscrita, o que era proibido.
Sirlene Pinho – Um mês após o ocorrido, Sirlene esclareceu alguns fatos sobre a Corrida dos Reis de São Caetano. De acordo com a atleta, ela trocou o chip porque havia entendido que poderia fazer isso.
Antes da prova, eu perguntei para o Wilson Parreras (um dos organizadores do evento) se poderia trocar de chip e ele fez um gesto com a mão. Eu entendi que poderia trocar. Nesse intervalo de tempo, dois seguranças me pegaram e me levaram para o secretário (Mauro Chekin, outro organizador do evento) dizendo que eu tinha pegado outro chip. Ele disse que eu podia trocar o nome da moça, que me deu o chip, pelo meu, conta.
Depois da autorização, Sirlene participou da prova como de costume e, além disso, garantiu o primeiro lugar, que contou com pódio e premiação para a atleta. Ainda no mesmo dia, após as festividades, os organizadores a desclassificaram, mas a atleta já havia ido embora do evento.
Não me avisaram que eu fui desclassificada. Aí eu coloquei a advogada para falar com o Parreras e ele disse que eu realmente estava desclassificada, revela a atleta, que ficou sem entender e se sentiu prejudicada pela atitude da organização.
Depois alguém disse que eu cheguei no cara da Chiptiming (empresa que controla a cronometragem) e falei que meu nome estava errado. Jamais eu faria isso. Eu estava lá para trabalhar, conta.
Hoje na listagem oficial da prova seu nome consta como a primeira colocada. O Webrun tentou falar com o secretário Mauro Chekin para esclerecer a situção. Mas ele pediu para o auxiliar administrativo da Detur (Diretoria de Esportes e Turismo da Prefeitura de São Caetano do Sul), Américo Tomás da Costa, atender o Webun.
Indagado sobre a desclassificação, Américo Tomás disse que Sirlene entrou com recurso para garantir a primeira colocação. Ela entrou com recurso em tempo hábil, de acordo com o regulamento e foi entendido que não havia motivo para desclassificá-la e foi revista a decisão do árbitro da prova.
Américo Tomás ainda afirmou que Sirlene pegou o chip direto da empresa de cronometragem. Ela chegou, correu, e venceu a prova, não importa se ela estava com o chip que ela não pegou da organização, como deveria ter feito. Tanto que antes da corrida, ela esteve com o pessoal da cronometragem e saiu de lá com o chip no nome dela e não com o nome da outra pessoa. Por isso entendeu-se que não havia motivo para desclassifica-la, revela.
Após o recurso, Sirlene Pinho foi considerada campeã da competição. Esse foi o segundo título da atleta na prova de Reis de São Caetano do Sul.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda e Donata Lustosa