Muita gente acha que correr na esteira e na rua é a mesma coisa. Mas isso não é verdade. A esteira, por exemplo, tem um amortecimento maior, o que dificulta o surgimento de lesões. Já a rua é composta por diferentes pisos e fatores externos que interferem no desempenho.
Correr no aparelho é, sem dúvida, mais prático. Não tem problema com clima, o piso é mais plano e é mais seguro. Mas se a sua intenção é participar de competições, tem de ir pra rua, caso contrário, sentirá uma diferença grande.
A esteira não dá a noção de ritmo para a pessoa e não é o melhor lugar para se treinar velocidade, explica o treinador André Alves de Jesus. Mas para treinar inclinação, é mais fácil. Afinal, não precisamos nos deslocar, completa. Tudo tem seus prós e contras. E, por isso, é importante treinar na rua pelo menos uma vez por semana.
Já a rua é composta de diversos pisos e a escolha deles deve ser feita de acordo com seu objetivo. O asfalto é um lugar onde há um maior impacto nas articulações, mas é o mais indicado para os tiros, aqueles treinos de velocidade. Treinar na rua também exige um nível de concentração e técnica maiores, pois é um lugar onde você está sujeito ao clima, poluição, barulho e carros, enfatiza André.
Quem procura fortalecer as pernas, tem de treinar em um piso mais fofo, como a areia, que tem um impacto menor na articulação. Muita gente que está acostumada a correr na esteira ou na rua, quando vai pra praia e resolve correr na areia, fica todo dolorido. Afinal, esse tipo de piso exige mais da musculatura dos membros inferiores, diz o treinador.
Com relação ao gasto calórico, isso varia muito. Não é só o tipo de piso que influencia, mas também a freqüência e a intensidade dos treinos, explica. O treinador ainda ressalta a importância de intercalar os treinos para um melhor resultado. Quem pode treinar todos os dias, pode fazer três deles na esteira e dois na rua. O importante é conhecer essas diferenças antes de encarar uma prova, conclui André.
Este texto foi escrito por: Yara Simões