
Brasileiros esperam prova forte nessa segunda-feira 31/12 (foto: Alexandre Koda/ webrun.com.br)
Apesar da ausência de grandes estrelas, como não aconteceu no ano passado, em que Marílson Gomes dos Santos e Martin Lel, ambos bicampeões da Maratona de Nova York, estiveram no field da São Silvestre, a 88ª edição da mais tradicional corrida brasileira terá alto nível de competitividade entre corredores nacionais e africanos. Ao menos é o que esperam os três brasileiros apontados como os favoritos pela organização. Segundo os fundistas, o retorno do percurso ao seu traçado original é o fator que mais dará chances aos atletas do país.
O mais entusiasmado com a volta da tradição à São Silvestre é Giovani dos Santos. E não é por menos. Em 2010, nesse percurso de amanhã, eu consegui o quarto lugar e este ano está sendo muito bom pra mim, então, que vença o melhor, lembra o atleta da Pé de Vento, durante a coletiva de imprensa. Na atual temporada, o resultado mais relevante de Giovani foi a vitória na Volta Pampulha, que levou o Brasil novamente ao lugar mais alto do pódio após quatro anos.
Paulo Roberto de Almeida Paula é a outra aposta nacional para última corrida do ano. Mais focado e menos falante que Giovani, o corredor, que já pensa nos Jogos de 2016, disse ter como grande objetivo para apróxima temporada a maratona do Mundial de Moscou, na Rússia.
Apesar disso, ele afirma que os treinos já estão encaixando e que não vai deixar de correr forte a prova. Vou tentar ser o mais rápido possível para pegar o avião e passar o Ano Novo com minha mãe, em Presidente Prudente (SP), diz.
Porém, ao que tudo indica, os 15 quilômetros de São Paulo serão os últimos em que os Gêmeos do Cruzeiro vestirão o uniforme alvi-celeste. Em entrevista ao Webrun, o diretor- técnico do clube, Alexandre Minardi, afirmou não querer mais contar com a dupla a partir de 2013.
Já Damião Ancelmo, diferentemente dos outros dois corredores, se mostrou mais descontraído. Entre sorrisos, o fundista diz estar preparado para uma prova tão forte quanto a de 2011, em que terminou na 11ª colocação geral e foi o melhor brasileiro. Para mim as curvas serão mais difíceis, porque já estou com o corpo duro. Vou deixar as curvas para as bailarinas, afirma o fundista, entre sorrisos.
Elite africana– Focados e menos falantes que os brasileiros, os três africanos apontados como os favoritos para a São Silvestre desse ano elogiaram as alterações feitas no percurso e gostaram do retorno da chegada à Avenida Paulista.
Mark Korir, com três participações na tradicional corrida paulistana, destacou também a mudança do horário de início. De acordo com ele, a alteração é muito positiva. A organização melhorou a prova em colocar a largada para a parte da manhã. Durante a tarde é muito quente, explica o queniano, que no ano passado foi o vice-campeão.
Além de Korir, Joseph Aperumoi é outro nome que se sobressai. Acostumado a vestir o cinza e vermelho da Luasa, equipe de corrida de Luiz Antonio dos Santos, nessa São Silvestre o queniano defenderá as cores do Cruzeiro. Na atual temporada, o africano venceu a Meia de São Paulo, a Dez Milhas Garoto e a Maratona Pró Rio Adidas.
Com contrato assinado apenas para essa corrida, Aperumoi afirma saber da importância que é representar o clube mineiro. É minha primeira São Silvestre e vai ser bom correr de manhã, a temperatura vai estar mais fresca, resumi.
O último destaque da organização foi Belete Terefe. O fundista da Etiópia foi o mais rápido na Sargento Gonzaguinha, prova preparatória para os 15 quilômetros da São Silvestre. Em poucas palavras, Belete afirma estar confiante e espera conseguir correr bem.
Surpresa marroquina– Apesar de não ser cotado como um dos favoritos da prova, o marroquino Ahimed Baday pode aparecer entre os líderes do field de elite. Com o tempo de 27min56 nos dez quilômetros marcados em março deste ano, o fundista prova ter condições de correr lado a lado com os demais africanos.
Este texto foi escrito por: Renato Aranda