Corrida de Montanha · 09 set, 2016
O mês de setembro será de muita aventura para o povo mineiro. A histórica cidade de Tiradentes, no interior de Minas Gerais, se prepara para receber mais uma edição do XTerra Brasil. No rol das etapas mais aguardadas do calendário anual, o XTerra Estrada Real já é sucesso de inscrições e tem a expectativa de receber aproximadamente cinco mil participantes, em dois dias de evento.
Marcado para acontecer entre os 24 e 25 deste mês, o festival vai reunir oito modalidades em sua programação. Destaque para as provas de mountain bike, que terão suas atenções divididas entre o XTerra MTB Enduro, o XTerra MTB CUP PRO 42,4k e o XTerra MTB Sport 34,3k.
Outras duas provas de trail run presentes no planejamento da etapa, a XTerra Short Night Run 8k e a XTerra Half Night Run 21,7k Foto: DivulgaçãoOs endureiros já arrumam suas malas para enfrentar os complicados desafios de Tiradentes. Não menos empolgados, aparecem os participantes do XTerra MTB Cup Pro 42,4k e o XTerra MTB Sport 34,3k. Ansiosos por mais uma oportunidade de disputar o festival, os mountain bikers tiveram quase três meses de preparação desde a última competição, disputada no mês de junho, em Paraty.
Tradicionais no circuito do XTerra Brazil, as corridas também terão muito espaço em Minas Gerais. Encarada como uma das provas mais difíceis do circuito brasileiro, o XTerra Endurance 50k vai abrir as competições, no dia 24. Apesar do alto nível de dificuldade, os corredores terão tempo de sobra para conferir algumas das mais belas paisagens da região.
Outras duas provas de trail run presentes no planejamento da etapa, a XTerra Short Night Run 8k e a XTerra Half Night Run 21,7k são conhecidas por reunir participantes dos mais variados estilos e trajetórias de superação. O fato de acontecerem à noite também traz um fator novo e gera um visual deslumbrante para o público presente ao XTerra Village.
Os endureiros já arrumam suas malas para enfrentar os complicados desafios de Tiradentes Foto: DivulgaçãoPor fim e não menos importantes, estão o XTerra Duathlon e o XTerra Kids Mini Corrida. Com um trajeto que consiste em 3,2k de trail run + 32,7k de mountain bike + 9,3k de trail run, o XTerra Duathlon também será um dos carros-chefes do evento. Dando sequência ao processo de incentivo ao esporte para crianças, o XTerra Kids Mini Corrida traz para dentro do evento jovens, de 1 a 13 anos, dispostos a competir de maneira lúdica e saudável.
XTerra Estrada Real
Local: Tiradentes (MG)
Data: 24 e 25 de setembro de 2016
Corrida de Montanha · 08 set, 2016
Monique tinha preguiça de sair de casa para treinar Foto: Arquivo pessoalNão corria de jeito nenhum, tinha preguiça só de pensar em sair de casa para treinar. Achava um absurdo, essas palavras podem soar bem normais para algumas pessoas, principalmente para as que passaram a amar a corrida só após um tempo. Essa fala é da bióloga e bloqueira Monique Verdot, que
começou a correr há dois anos, por incentivo do marido.
Ele me inscreveu em uma corrida e começou a me incentivar a treinar. A ideia era que eu me empolgasse e me mexesse. No fim participei sem preparo físico nenhum, mas como sou bem competitiva dei meu melhor. Apesar de terminar a prova quase morrendo fiquei encantada com a energia das pessoas, isso me fez enxergar que eu também era capaz, só precisava de força de vontade, diz.
Denise perdeu quinze quilos com a corrida Foto: Arquivo pessoalNo caso da executiva Denise Ribeiro o caso foi um pouco diferente. Por trabalhar com eventos esportivos ela já conhecia há tempos a energia do mundo das corridas, mas achava que nunca conseguiria correr pelo seu histórico de sedentarismo e sobrepeso. Quando tomei a decisão de correr minha vida mudou completamente, consegui melhorar a saúde, deixei de ser hipertensa e eliminei 15 quilos, conta.
Sua força de vontade incentiva muitas pessoas. Comecei a evoluir nas distancias e automaticamente incentivar amigos, familiares e pessoas do trabalho. Hoje corro pelo menos três vezes por semana e já participei de diversas provas. Agora me preparo para fazer minha primeira meia maratona após dois anos de treinamento, conta com entusiasmo Denise.
Roberta Lopes Lucia, coordenadora esportiva começou seus treinamentos como muitos outros corredores, com o aquecimento para os treinos de musculação. Sempre dizia a meu treinador que não gostava ou não estava afim de correr, tentando me incentivar ele passava algum treino mais dinâmico. Com o tempo fui acostumando com a sensação da corrida, conta. Hoje ela perdeu a conta de quantas provas já participou. Me apaixonei pela corrida de rua, cheguei aos 21k e agora também participo de provas de montanha. Uma verdadeira mudança de terreno que adoro, conta.
Roberta começou a treinar como aquecimento da musculação, se apaixonou e não parou mais de aumentar as distâncias Foto: Arquivo pessoalAcredito que hoje sou uma pessoa mais focada e que a corrida ajuda a me conectar, é um momento muito íntimo. Mesmo quando você corre em grupo temos que estar focados e ouvindo os sinais do corpo, diz Roberta.
Indicações para começar no esporte não faltam: a corrida hoje é meu esporte preferido. Continuo não gostando de treinar sozinha, mas vi que não é um esporte individualista, pois sempre terão corredores para te acompanhar, incentivar e fazer companhia, diz Monique.
A corrida para mim é um momento de realização, superação e pura felicidade! Adoro ir nos eventos, encontrar amigos e superar meus limites, finaliza Denise.
Atletismo · 31 ago, 2016
O fisioterapeuta e colunista do Webrun, Claudio Cotter separou alguns exercícios para que sua fascite plantar não seja motivo de problemas durante treinos e corrida.
Confira as dicas
É importante alongar a panturrilha quando estiver com fascite plantar, por estas duas estruturas fazerem parte da mesma cadeia muscular, explica o fisioterapeuta.
Não faça somente como na figura acima que tem como foco os músculos gastrocnemios medial e lateral (músculo que fica na região posterior da perna abaixo dos joelhos), mas também o músculo sóleo, que faz parte da panturrilha e tem uma característica mais de músculo postural, explica.
É importante manter este músculo livre de tensões, pois quando ele fica tenso roda a tíbia e altera a posição do joelho, podendo até mesmo causar dores patelares.
Massagear a sola do pé toda com uma bolinha de tênis é uma opção muito interessante. Não só no tratamento, como na prevenção ou adaptação a calçados com drop mais baixo, diz.
A garrafa de água congelada ajuda também, principalmente nos quadros agudos, nos quais o pé apresenta sensibilidade ao toque e até mesmo inchaço. Neste caso cinco minutos são suficientes, explica o fisioterapeuta.
O médico frisa que para a avaliação da fascite plantar deve-se sempre ficar atento ao histórico para entender o porquê da evolução, assim é possível observar aspectos posturais mais antigos, ou mesmo de mudanças recentes de cotidiano e atividade física.
Isto é feito para relacionar os sintomas e traçar melhor o tratamento. Se isto não acontecer podemos ter um quadro de dores que reaparecem sempre e que existe alguma mudança no treino do corredor ou mesmo na rotina diária, finaliza.
Corrida de Montanha · 25 ago, 2016
Uma sensação de ardência na planta do pé chega aparentemente sem motivos, isso pode ser um sintoma da tão falada fascite plantar. A inflamação é um grande problema na evolução dos treinos de qualquer corredor, até mesmo dos mais experientes.
A fascite plantar se tornou uma lesão muito comum na população brasileira com mais de dois milhões de casos por ano, atingindo com maior incidência pessoas entre 40 e 60 anos, porém jovens e idosos relatam com certa frequência o problema. O fisiologista do exercício Diego Leite explica que na maioria dos casos a lesão está associada a um encurtamento das estruturas que conectam o osso calcâneo aos dedos do pé.
O fisioterapeuta Claudio Cotter alerta que ao contrário do que as pessoas pensam, na maior parte das vezes não existe processo inflamatório, isto ocorre em casos mais agudos, onde há acúmulo de líquido, dor local e às vezes até mesmo a pele fica quente. O que observamos nos corredores é um processo de espessamento do tecido da fascia plantar, causado pelo acúmulo de colágeno. Isto ocorre pelo excesso de estiramento do tecido, devido a estímulos repetitivos, explica.
Devemos estar atentos à sobrecarga que colocamos em nossos pés. A grande quantidade de estímulos, pelo treinamento ou mesmo pelo tempo que ficamos em pé Foto: Stasique/Fotolia
Causas
Este processo pode ocorrer em várias situações como a mudança de calçado diminuindo o drop, mudança para tênis com sola mais dura, treinamento em pisos mais duros do que se está acostumado ou ainda numa situação de adaptação postural imperceptível, gerando estresse nos tecidos. Todas estas mudanças podem resultar na fascite plantar, mas para este tipo de diagnóstico é necessária uma avaliação postural, explica o fisioterapeuta.
O fisiologista Diego conta que a lesão também está associada a um encurtamento das estruturas, que conectam o osso calcâneo aos dedos do pé. Existem diversas maneiras de se tratar cada caso, podemos destacar os alongamentos com liberação da musculatura plantar, confecção de palmilhas com apoios corretos dos pontos de sobrecarga e adequação do calçado, conta.
É possível identificá-la com antecedência?
Na maior parte dos casos vale a pena manter o hábito de massagear a sola dos pés com bolinha de tênis, ou outros tipos mais duros. Esta é uma forma de prevenir e sentir se existem pontos de maior tensão, não permitindo assim que se acumulem retrações/aderências.
Devemos estar atentos à sobrecarga que colocamos em nossos pés. A grande quantidade de estímulos, pelo treinamento ou mesmo pelo tempo que ficamos em pé, pode ser um fator determinante para a redução e prevenção desta lesão, explica Diego. Vale sempre lembrar que o trabalho de fortalecimento e alongamento destas estruturas também são comprovadamente maneiras de prevenção.
Na maior parte dos casos vale a pena manter o hábito de massagear a sola dos pés com bolinha de tênis, ou outros tipos mais duros Foto: Lev/FotoliaComo tratar?
Para o fisioterapeuta massagear a fascia plantar ajuda bastante. Em casos agudos, nos quais a sola do pé está quente, pode-se congelar uma garrafa de água e massagear com gelo por cinco minutos. Mas na maior parte das situações, a avaliação postural é importante para determinar a causa primária, diz.
Mesmo com essas estratégias, quando o quadro inflamatório se encontra avançado, é importante a avaliação de um ortopedista e de um fisioterapeuta para realizar o tratamento indicado.
Corrida de Montanha · 11 ago, 2016
Mais um dia dos pais vem aí e para muitos de nós eles são os verdadeiros heróis da nossa infância. Quando crescemos a situação muda um pouco e muitas vezes, nós passamos a ensinar coisas a eles. E porque não também um esporte? Você pode usar o dia dos pais para levar seu parceiro para as pistas. Tem corrida, triathlon, surf, escalda... Enfim, o que não faltam são opções!
Dia dos pais é dia de se mexer! Foto: siSSen/FotoliaPara os pais mais ligados a natureza a opção é o surf. O esporte praticado em praias une o amor pelo outdoor com exercícios intensos para braços, abdômen e até mesmo pernas. Pai e filho podem ficar juntos por horas dentro do mar e a diversão é garantida. Quem vai ensinar quem a manter o equilíbrio em cima da prancha?
Surf é opção para quem gosta de ficar bem perto da natureza Foto: txakel/FotoliaOs que não têm medo de sujeira vão adorar o Mountain Bike. Pedalando e fazendo força por trilhas e paisagens incríveis, a diversão é garantida junto com lama e percursos que podem passar até por rios. O esporte vem se popularizando cada vez mais entre quem está cansado do asfalto e busca mais contato com a natureza.
MTB é cheio de percusos desafiados e incríveis paisagens Foto: uzkiland/FotoliaO rally pode ser uma boa opção para os pais conectados. O esporte acontece em trilhas e locais de difícil acesso e o motorista e principalmente o copiloto, mais conhecido como navegador, estão sempre cheios de adrenalina. O navegador deve ficar ligado no mapa orientando o piloto sobre as condições do terreno e as curvas que vão aparecer. É como se fosse um segundo par de olhos, ou até mesmo um cérebro completo de quem está dirigindo. O que você acha dessa opção?
Rally é opção mais cara, mas tem diversão e emoção garantida Foto: Arquivo WebrunPara os que se entendiam fácil com um esporte só o triathlon é opção certa! A mistura de natação, ciclismo e corrida pode parecer demais para alguns, mas para os pais mais elétricos esta é A opção. Os diferentes movimentos de cada um dos esportes tiram a monotonia de qualquer vida. A natação alivia o impacto das outras duas modalidades. O ciclismo faz com que o atleta sinta todo o poder da liberdade e em seguida vem a a corrida, com muita força e endorfina para terminar com chave de ouro esse esporte. Será essa uma boa sugestão para seu pai?
O triathlon tem ficado cada vez mais poupar Foto: Geronimo/FotoliaO desafio é certo na escalada! O primeiro impacto pode assustar, mas o vício pelo movimento perfeito é o que motiva os esportistas. A altura e a precisão pedem um pai com bastante atenção e principalmente, sem medo de altura.
O pai que escolher este esporte não pode ter medo de altura! Foto: FotoliaAchou que deixaríamos a corrida de fora? Nada disso. Primeiro passo para muitos atletas amadores, a corrida é bem simples de começar, só é preciso um tênis, roupa para treinamento e força de vontade. Comece levando seu pai para uma caminhada mais forte e quando ele se desenvolver mais, parta para corrida. Sem dúvida os resultados virão e serão surpreendentes, tanto para você quanto para seu pai.
Nada mais clássico que a corrida para tirar seu parceiro do sofá! Foto: Mikael Damkier/FotoliaNão curtem asfalto? Estão em busca de uma pegada mais natural no mundo das corridas? Então vá direto para o Trail Run. A modalidade tem lindas paisagens e muitas opções de estreia para quem busca uma competição. Tanto o treinamento quanto as provas em si, tem visuais de tirar o fôlego e muitos desafios.
Fuja do asfalto e corra para a trilha junto com seu pai Foto: FotoliaAtletismo · 10 ago, 2016
Atire a primeira pedra quem nunca sonhou em ter uma barriga no estilo tanquinho ou, pelo menos, desejou perder aquela parte mais saliente que acaba com o look. Segundo Ana Grechi, professora da academia Bio Ritmo, alcançar esse objetivo não é impossível, basta investir nas atividades certas, alimentação equilibrada e seguir corretamente a rotina definida.
Quando a finalidade é secar a barriga, é necessário fazer uma força-tarefa. Por isso, além dos exercícios abdominais, também é importante ativar o corpo de uma forma global com treinos funcionais e musculação aliados a trabalhos de cardio, para elevar o gasto calórico, explica Ana Grechi.
De acordo com a especialista, na hora do treino, é preciso optar por exercícios que intensifiquem o trabalho nesta região corporal. Neste caso, a sugestão é focar em cinco movimentos potentes que podem, e muito, ajudar na hora de conquistar o abdômen desejado.
Confira os exercícios indicados pela professora, que podem ser feitos de duas a quatro séries seguidas, de 10 a 15 repetições, de acordo com o nível de aptidão física do praticante.
De acordo com a especialista, na hora do treino, é preciso optar por exercícios que intensifiquem o trabalho nesta região corporal Foto: oneinchpunch/FotoliaAbdominal canivete
Sentada(o) e, com o tronco inclinado para trás, as pernas semiflexionadas e elevadas, os braços flexionados sem encostar o cotovelo no chão e as mãos apoiadas, flexione os joelhos ao mesmo tempo em que eleva o tronco, sem tirar as mãos do lugar.
Foto: DivulgaçãoAbdominal infra solo/prancha declinada
Deitada(o) de costas na prancha de abdominal e com as mãos apoiadas nas manoplas, estenda as pernas unidas e eleve-as para cima, na altura da cintura. Contraia o abdômen e desça as pernas bem devagar (sem retirar a região lombar na prancha) até formar um ângulo de 45° graus. A prancha pode estar declinada para os avançados ou reta para iniciantes.
Foto: studioloco/fotoliaAbdominal oblíquo lateral
O exercício é realizado no chão, deitando-se de barriga para cima, com os joelhos flexionados e posicionados ambos para um dos lados. Então realize a flexão de coluna e retorne à posição inicial. Ao terminar a série de um lado repita a mesma para o outro, explica Ana.
Foto: studioloco/fotoliaAbdominal suspenso
Para trabalhar a musculatura total do abdômen, segure firme na barra, flexione o quadril e faça a extensão para voltar a posição inicial. A dica neste exercício é evitar que o corpo balance para ter melhor resultado.
Foto: Jacob Lund/FotoliaAbdominal rolinho
Posicione os joelhos no solo, segurando no aparador lateral do aparelho. Em seguida, deslize o aparelho para frente e em linha reta, fazendo a extensão dos joelhos e do quadril. No retorno para a posição inicial, os joelhos e o quadril fazem a flexão, e os ombros ficam em extensão.
Foto: petunyia/FotoliaAtletismo · 09 ago, 2016
A questão de alongamento antes dos treinos é uma polêmica, enquanto muitos treinadores de corrida afirmam que isto é muito necessário, outros dizem que a movimentação pode até atrapalhar no desempenho do atleta.
No time dos que indicam o alongamento está Franklin Bisneto, educador físico da academia Bio Ritmo. Segundo ele o alongamento pode trazer uma série de benefícios, entre eles, relaxamento e prevenção de lesões. Deste modo, alongar-se é extremamente importante antes e depois de qualquer atividade física, trazendo inúmeros benefícios à saúde e até mesmo ao desempenho nos exercícios, evitando entorse de tornozelo, distensão muscular e lesões ligamentares, comenta.
Já o fisioterapeuta e colunista do Webrun Claudio Cotter pensa de outra forma. Devemos avaliar o alongamento muito mais como um compensador pelo tempo que você ficou sentado em posições rígidas, do que como esporte em si. Devemos praticá-lo em horários fora do treino, uma boa hora é antes de dormir para relaxar, explica. Hoje sabemos que é muito mais importante aquecer, para preparar o corpo para o exercício e desaquecer, para favorecer a limpeza do lactato e outros catabólitos circulantes, que são os restos de reações que acontecem dentro da célula durante trabalho muscular.
O alongamento que tem como principal função desprogramar, ou seja, diminuir seus inputs neurais, fazendo com que os músculos fiquem mais ativos Foto: glisic_albina/FotoliaO também colunista do Webrun e presidente da ATC (Associação dos Treinadores de Corrida), Nelson Evencio lembra que os benefícios do alongamento antes do exercício não são comprovados. Dizem até que atrapalha alongar o músculo e depois fazer forças, pois são informações contrárias, mas acredito no alongamento pós-treino. É o momento para descontrair as fibras musculares, mas devemos tomar cuidado para não romper nenhum ligamento, explica.
Segundo o fisioterapeuta preparar o corpo para o exercício e desaquecê-lo favorece a limpeza do lactato. Não deixei de recomendar alongamentos para meus pacientes, já que isso é uma ótima ferramenta para desprogramar vícios posturais e auxiliar na liberação miofascial, quando usados na hora certa. Mas, ainda não existe resposta exata para quem não faz alongamento, pois muitas pessoas nunca o fazem e não tem lesões enquanto outras se não alongarem nem conseguem sair da cama. De qualquer forma um bom alongamento para relaxar os músculos deve focar nos músculos posturais e estabilizadores como glúteos e piriformes, comenta.
O alongamento que tem como principal função desprogramar, ou seja, diminuir seus inputs neurais, fazendo com que os músculos fiquem mais ativos. O que não é recomendado antes de atividades físicas. Se feito com muita intensidade pode até aumentar o risco de lesão do músculo durante uma atividade intensa, finaliza Cláudio.
E para você corredor, prefere alongar ou não?
Atletismo · 09 ago, 2016
O consumo de açúcar pode ser tanto um vício, quanto um hábito já que a introdução do alimento na dieta é feito muitas vezes sem pensar. O efeito viciante do açúcar pode bagunçar o cérebro levando a compulsão alimentar.
O açúcar está presente em diversos alimentos principalmente em refrigerantes Foto: Focus Pocus LTD/FotoliaSegundo o nutricionista Rafael Brasília, existem duas soluções para terminar com o vício: reduzir gradualmente ou cortar radicalmente. Trocar o açúcar por outros carboidratos vai atenuar o sintoma de abstinência, então a forma mais correta seria trocar por uma fruta, como a banana quando sentisse vontade. O Garcinia Cambogia é um suplemento indicado para reduzir essa vontade de açúcar, mas não é milagroso, explica.
Uma pesquisa divulgada pela Escola de Medicina Icahn, Monte Sinai estudou cerca de 504 participantes e descobriu que os comportamentos e atitudes em relação a determinados alimentos de alto índice glicêmico, refletiam padrões de dependência química. Quando comemos um doce, ocorre a liberação de dopamina, hormônio responsável pela sensação de prazer, no mesmo local onde o hormônio é acionado nos viciados em cocaína
Rafael indica a seus pacientes que precisam diminuir o consumo do açúcar a troca por adoçantes, como stevia, sucralose e aspartame. O próprio indivíduo deve perceber como se sente em relação ao consumo. Algumas pessoas tornam-se gulosas com pouco, levando as consumir mais do que o necessário, enquanto outras conseguem controlar melhor a situação. Cada caso é um caso, diz.
A excitação que chega ao cérebro com o consumo de açúcar é similar a cocaína. No lado hormonal, o alimento traz liberação de insulina que faz o transporte do mesmo para dentro do músculo e fígado, fazendo que a corrente sanguínea fique proporcionalmente em déficit e daí vem uma nova demanda por açúcar. Um verdadeiro ciclo viciante, explica Rafael.
Lembrando que o açúcar não está somente presente em alimentos doces, mas também em industrializados como sucos, refrigerantes, pães, cereais e muitos outros. Para diminuir e controlar o consumo uma das dicas é beber mais água. O cérebro confunde desidratação com fome e isso pode reduzir sua propensão a atacar guloseimas. Tente ingerir também mais proteínas, que garantem uma saciedade mais longa e resista ao impulso de beliscar entre as refeições.
Corrida de Montanha · 03 ago, 2016
Nem todos os treinos e corridas saem perfeitos, principalmente quando se fala em dores e fadiga pós-exercício. A rotina faz com que tanto mulheres quanto homens percam a atenção nos cuidados corporais, lembrando que os praticantes de atividades físicas devem ficar ainda mais atento. Para isso, fomos buscar produtos para melhorar a sensação pós-treino.
Apesar da marca ter uma pegada mais feminina, as corredoras que utilizam a Pink Cheeks, sem dúvida, já viram muitos namorados e maridos corredores pegarem emprestados seus produtos.
O Like a Princess dá uma sensação de alívio para pernas e pés. O creme e possui ultra hidratante, microesferas douradas de Vitamina E, extrato de camomila, manteiga de karité e D-pantenol. Proporciona alívio e refresca com a ajuda do mentol, podendo ser usado também fora do esporte, para pessoas que trabalham o dia todo com sapato de salto ou ficam muito tempo em pé, ajudando a recuperar a musculatura das pernas.
O valor é de R$ 34,90.
O Keep Feet é outro produto da marca que nutri e afina a pele espessa dos pés. Para quem precisa de uma hidratação mais profunda e duradoura ele é uma ótima opção, reduzindo visivelmente a aparência dos pés ressecados. Contém ureia, ácido salicílico e 10% de manteiga de karité.
O valor é de R$ 29,90
O Dorlflex Icyhot ainda não é muito conhecido, mas ótimo para recuperação pós-treino. O produto está disponível tanto na versão bandagem como roll-on e não tem cheiro forte.
A versão com 73ml custa R$ 17,35.
Para quem gosta de marcas tradicionais a Granado possui o Gel Pés e Pernas Cansadas, no valor de R$ 27,50.
A Bula Verdde também possui um produto especialmente desenvolvido para o descanso dos pés e calcanhares. Ele é composto de uréia, ácido salicílico e tintura de Benjoim que hidratam profundamente, prevenindo e recuperando a pele dos pés contra rachaduras. O produto custa R$ 35,90.
Finalizamos com o Dotourzinho Arnica, ele ajuda na fadiga corporal, sendo uma ótima opção pós-longão. Pode ser usado junto com seu hidratante de preferência e tem o valor de R$ 15.
Atletismo · 03 ago, 2016
Correr no horário da manhã é o mais interessante para muitas pessoas. Acordar cedo, colocar a roupa e ir para as pistas é comum e algumas vezes não há tempo ou vontade de tomar o café da manhã. Assim, a corrida em jejum é um assunto polêmico e mexe com as planilhas de diversos corredores, já que enquanto alguns conseguem treinar bem sem comer, outros chegam até a passar mal.
Para nos mantermos ativos durante uma corrida o corpo precisa manter a glicemia e fornecer energia para o treino, com isso para que o sistema nervoso tenha energia e a pessoa não passe mal, poupa-se a utilização da glicose e passamos a utilizar proteína e gordura como fontes de energia. Isso parece bom, mas nessas situações o rendimento do atleta pode cair.
Segundo o professor doutor em Fisiologia do Exercício, Ricardo Zanuto para atletas que buscam performance o treino em jejum não é recomendado. O corpo precisa de carboidratos para ter energia e se o atleta não comeu nada, o organismo busca de outras fontes como a gordura, até aqui as pessoas podem pensar que isso é bom. Mas não é, pois além da gordura o organismo vai utilizar a proteína fonte de energia, o que não é nada benéfico, diz.
Para correr o organismo precisa de percentuais diferenciados de cada um dos nutrientes, sendo eles os carboidratos, proteínas e gordura. Se você treinar em jejum possivelmente terá um nível de glicose no sangue mais baixo, o que é um estágio inicial da hipoglicemia. Isso pode comprometer o rendimento na corrida e, principalmente, a sua saúde, explica.
Em termos de benefícios poderíamos dizer que a utilização da gordura como fonte de energia faz bem, mas se o atleta opta por esse tipo de treino sabendo que irá perder massa muscular, ele jamais poderá fazê-lo sem a consultoria Foto: Yvonne Weis/FotoliaPorque algumas pessoas não se dão bem correndo em jejum?
Justamente pelo motivo da pouca glicose no sangue, causando uma falta de energia no sistema nervoso, explica Zanuto. Já em alguns casos o processo de manutenção da glicemia acontece de forma eficiente, não a deixando cair, por isso existem pessoas que não chegam a passar mal.
Treino em jejum X Emagrecimento
Para queimar gordura precisamos de carboidratos, tanto é que dizemos que a gordura queima em uma chama de carboidrato, porém quando uma pessoa treina em jejum o corpo utiliza a proteína para substituir o carboidrato. Com essa prática o atleta perde músculo e como consequência acaba perdendo força e resistência, diz.
Estudos mostram que, por mais que as enzimas responsáveis pela retirar a gordura do tecido adiposo aumentem em jejum, não aumenta a oxidação (queima) da gordura. Portanto, essa pratica não é recomendada.
Em termos de benefícios poderíamos dizer que a utilização da gordura como fonte de energia faz bem, mas se o atleta opta por esse tipo de treino sabendo que irá perder massa muscular, ele jamais poderá fazê-lo sem a consultoria de um profissional da nutrição esportiva, para minimizar a queda da musculatura, explica.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026