Ultra Maratona

Suplementação proteica pode agravar a acne na pele

Na época da puberdade, os jovens passam por muitas mudanças: a voz engrossa, os pelos começam a aparecer e eles buscam um corpo atraente, com pouco índice de gordura corporal e musculoso. Por isso, é cada vez mais cedo a procura de meninos entre 15 e 17 anos por vagas em academias e sendo incentivados a usar os famosos suplementos.

Porém, é nessa fase (entre os 14 e 20 anos) também que a acne começa a aparecer. Devido à intensa produção de hormônios, a pele começa a ficar mais oleosa e obstrui os poros, então adicionar outra substância no corpo pode ser um problema.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, não há suplementação que faça mal para a pele, mas ela pode piorar a condição que ela já se encontra, em especial a acne. “Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein”, conta.

Sem crise - Para evitar mais problemas de pele nessa época, é interessante investir em suplementação que isola a proteína da carne. “Caso o atleta perceba que o caso de acne foi agravado, deve suspender imediatamente o uso do suplemento e procurar um dermatologista para que o tratamento adequado seja iniciado”, aponta a profissional.

Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng
Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Benefícios - A dermatologista lembra que não é comum problemas cutâneos aparecerem com o uso de suplementos e muitos deles ajudam na saúde da pele. “A suplementação proteica também tem repercussões positivas na pele, pois é usada como substrato na produção de colágeno, o que mantém a pele mais firme e ajuda muito quando, em paralelo, se faz algum tratamento dermatológico para esse fim”, conclui.


Suplementação proteica pode agravar a acne na pele

Atletismo · 19 jul, 2013

Na época da puberdade, os jovens passam por muitas mudanças: a voz engrossa, os pelos começam a aparecer e eles buscam um corpo atraente, com pouco índice de gordura corporal e musculoso. Por isso, é cada vez mais cedo a procura de meninos entre 15 e 17 anos por vagas em academias e sendo incentivados a usar os famosos suplementos.

Porém, é nessa fase (entre os 14 e 20 anos) também que a acne começa a aparecer. Devido à intensa produção de hormônios, a pele começa a ficar mais oleosa e obstrui os poros, então adicionar outra substância no corpo pode ser um problema.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

De acordo com a dermatologista Dra. Camila Hofbauer, não há suplementação que faça mal para a pele, mas ela pode piorar a condição que ela já se encontra, em especial a acne. “Existem relatos de agravação causada pelo excesso de derivados do leite, como o famoso Whey Protein”, conta.

Sem crise - Para evitar mais problemas de pele nessa época, é interessante investir em suplementação que isola a proteína da carne. “Caso o atleta perceba que o caso de acne foi agravado, deve suspender imediatamente o uso do suplemento e procurar um dermatologista para que o tratamento adequado seja iniciado”, aponta a profissional.

Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng
Suplementação com proteína do leite pode agravar a acne. Foto: Nithya Ramanujam/ stock.xchng

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Benefícios - A dermatologista lembra que não é comum problemas cutâneos aparecerem com o uso de suplementos e muitos deles ajudam na saúde da pele. “A suplementação proteica também tem repercussões positivas na pele, pois é usada como substrato na produção de colágeno, o que mantém a pele mais firme e ajuda muito quando, em paralelo, se faz algum tratamento dermatológico para esse fim”, conclui.

CBAt ainda não realizou exames antidoping fora de competições em 2013

Recentemente a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) flagrou dois atletas em exames antidoping. Os testes foram realizados após o Troféu Brasil de Atletismo e a Maratona de Brasília. Até o momento, durante a atual temporada, a CBAt realizou 201 testes em todo o país durante competições. As amostras coletadas fora de competição em 2013 não constam no site da confederação. Já os números de 2012 apontam que das 659 amostras recolhidas, 18 aconteceram de surpresa.

O exame antidoping realizado fora de competições demonstra ser um método mais eficiente na batalha por um esporte limpo e sem trapaças. Um exemplo recente disso é o caso do velocista norte-americano Tyson Gay, flagrado com uma substância ilegal em seu organismo em um exame sem prévio aviso.

Escândalo de doping suspende Asafa Powell e Tyson Gay das pistas

Doping no atletismo brasileiro- Apesar de o cenário desportivo nacional apresentar indícios claros que muito precisa ser feito para que o doping não seja algo muito comum no esporte, o presidente da Agência Nacional Antidoping (ANAD) da CBAt, Thomaz Mattos, afirma que a confederação é uma das que mais prega pela honestidade nas competições.

Atualmente, a receita da CBAt gira em torno de R$ 25 milhões, verba oriunda de patrocínios e da Lei Piva. Desse dinheiro, cerca de R$ 400 mil é empregado no controle de doping do atletismo.

Como o objetivo da confederação para 2014 é aumentar consideravelmente o número de exames feitos fora de competições (algo entre 150 e 200) é provável que as cifras destinadas ao controle de doping subam.

“Eu vejo que há sim uma necessidade de incremento no controle. Hoje a CBAt é uma das que mais faz exames antidoping no Brasil e com o suporte necessário nós vamos conseguir realizar um trabalho melhor e mais atuante”, afirma.

Para Nelson Evêncio o simples fato de um atleta saber que ele tem chances de ser testado em competição não é um inibidor contra o doping. O treinador explica que a evolução do doping é muito rápida, e atletas com condições de acessar essas drogas conseguem escapar dos testes feitos durante provas.

“Até agora no Brasil nenhum exame foi feito fora de competição. Isso é um ponto negativo. Aqueles que são pegos são gente pequena ou que se descuidou e acabou sendo flagrado”, afirma presidente da Associação de Treinadores de Corrida.

A necessidade do controle antidoping fora de competição

A fundista Simone Alves foi flagrada em exame antidoping por uso de EPO - Foto: Divulgação/ BM&F Bovespa
A fundista Simone Alves foi flagrada em exame antidoping por uso de EPO - Foto: Divulgação/ BM&F Bovespa

Esperança para o futuro- Apesar de o cenário nacional contra o doping parecer estar estático, algumas mudanças já estão acontecendo. A criação de uma nova entidade, cujo objetivo é gerenciar o combate ao doping no país em toda a esfera desportiva é um exemplo disso.

“A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) vem para preencher um vácuo que existia de uma agência de doping nacional, mas ela ainda está começando a caminhar”, explica o presidente da ANAD.

Mattos crê que o caminho que o Brasil terá de percorrer até conseguir estancar de vez qualquer motivação ao doping é “árduo”, afinal o uso de substâncias ilegais no esporte não está focado somente ao esporte de alto rendimento.

“Falta vontade para o Brasil alcançar um nível de excelência. Afinal, isso deve ser tratado como um problema de saúde pública, já que existem hoje substâncias que se disseminam em academias. As pessoas precisam entender que é a qualidade de treinamento que vai trazer o resultado e não o aditivo. Só com a mudança dessa consciência é que o combate ao doping vai ser mais efetivo”, analisa o presidente.

Saiba como funciona o controle antidoping

Enquanto Mattos vê o uso de substâncias ilegais como um problema social e cultural que também atinge o amador, Evêncio põe em xeque o comportamento de alguns profissionais como o principal entrave para a queda dos casos de dopagem. “Onde existe dinheiro e isso está ligado à vitória, as pessoas vão fazer de tudo para chegar lá mais rápido”, finaliza o treinador.


CBAt ainda não realizou exames antidoping fora de competições em 2013

Atletismo · 17 jul, 2013

Recentemente a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) flagrou dois atletas em exames antidoping. Os testes foram realizados após o Troféu Brasil de Atletismo e a Maratona de Brasília. Até o momento, durante a atual temporada, a CBAt realizou 201 testes em todo o país durante competições. As amostras coletadas fora de competição em 2013 não constam no site da confederação. Já os números de 2012 apontam que das 659 amostras recolhidas, 18 aconteceram de surpresa.

O exame antidoping realizado fora de competições demonstra ser um método mais eficiente na batalha por um esporte limpo e sem trapaças. Um exemplo recente disso é o caso do velocista norte-americano Tyson Gay, flagrado com uma substância ilegal em seu organismo em um exame sem prévio aviso.

Escândalo de doping suspende Asafa Powell e Tyson Gay das pistas

Doping no atletismo brasileiro- Apesar de o cenário desportivo nacional apresentar indícios claros que muito precisa ser feito para que o doping não seja algo muito comum no esporte, o presidente da Agência Nacional Antidoping (ANAD) da CBAt, Thomaz Mattos, afirma que a confederação é uma das que mais prega pela honestidade nas competições.

Atualmente, a receita da CBAt gira em torno de R$ 25 milhões, verba oriunda de patrocínios e da Lei Piva. Desse dinheiro, cerca de R$ 400 mil é empregado no controle de doping do atletismo.

Como o objetivo da confederação para 2014 é aumentar consideravelmente o número de exames feitos fora de competições (algo entre 150 e 200) é provável que as cifras destinadas ao controle de doping subam.

“Eu vejo que há sim uma necessidade de incremento no controle. Hoje a CBAt é uma das que mais faz exames antidoping no Brasil e com o suporte necessário nós vamos conseguir realizar um trabalho melhor e mais atuante”, afirma.

Para Nelson Evêncio o simples fato de um atleta saber que ele tem chances de ser testado em competição não é um inibidor contra o doping. O treinador explica que a evolução do doping é muito rápida, e atletas com condições de acessar essas drogas conseguem escapar dos testes feitos durante provas.

“Até agora no Brasil nenhum exame foi feito fora de competição. Isso é um ponto negativo. Aqueles que são pegos são gente pequena ou que se descuidou e acabou sendo flagrado”, afirma presidente da Associação de Treinadores de Corrida.

A necessidade do controle antidoping fora de competição

A fundista Simone Alves foi flagrada em exame antidoping por uso de EPO - Foto: Divulgação/ BM&F Bovespa
A fundista Simone Alves foi flagrada em exame antidoping por uso de EPO - Foto: Divulgação/ BM&F Bovespa

Esperança para o futuro- Apesar de o cenário nacional contra o doping parecer estar estático, algumas mudanças já estão acontecendo. A criação de uma nova entidade, cujo objetivo é gerenciar o combate ao doping no país em toda a esfera desportiva é um exemplo disso.

“A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) vem para preencher um vácuo que existia de uma agência de doping nacional, mas ela ainda está começando a caminhar”, explica o presidente da ANAD.

Mattos crê que o caminho que o Brasil terá de percorrer até conseguir estancar de vez qualquer motivação ao doping é “árduo”, afinal o uso de substâncias ilegais no esporte não está focado somente ao esporte de alto rendimento.

“Falta vontade para o Brasil alcançar um nível de excelência. Afinal, isso deve ser tratado como um problema de saúde pública, já que existem hoje substâncias que se disseminam em academias. As pessoas precisam entender que é a qualidade de treinamento que vai trazer o resultado e não o aditivo. Só com a mudança dessa consciência é que o combate ao doping vai ser mais efetivo”, analisa o presidente.

Saiba como funciona o controle antidoping

Enquanto Mattos vê o uso de substâncias ilegais como um problema social e cultural que também atinge o amador, Evêncio põe em xeque o comportamento de alguns profissionais como o principal entrave para a queda dos casos de dopagem. “Onde existe dinheiro e isso está ligado à vitória, as pessoas vão fazer de tudo para chegar lá mais rápido”, finaliza o treinador.

É saudável substituir a alimentação por suplementação?

Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias. Conhecido como “ração humana”, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?

Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. “O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las”, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.

Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. “A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição”, completa a profissional.

Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. “A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração”, avalia a nutricionista.

Suplementos: conheça os benefícios e malefícios dessas substâncias

Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. “Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo”.

Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng
Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng

Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. “A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente”, explica Bianca.

Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:

  • Aminoácidos: desencadeia problemas intestinais, hepáticos e renais.
  • Glutamina: provoca cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye (doença que acomete cérebro e fígado).
  • Termogênicos: provoca taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia
  • BCAA: provoca desgaste gastrointestinal.
  • Óxido Nítrico: causa problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.
  • Creatina: apesar de criar a falsa ilusão de aumento muscular, o que realmente ocorre é um aumento da reserva de água dentro das células, o que faz com que as pessoas fiquem inchadas.
  • Proteínas: prejudica o funcionamento dos rins e fígado.
  • Substâncias estimulantes: provoca dependência psicológica, aumento da pressão, agitação, distúrbios do sono e falta de coordenação motora.
  • Óleo de Cártamo: provoca distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares
  • Precursores do HGH – pode ocasionar diabetes, ginecomastia (aumento de mamas em homens), síndrome do túnel de carpo e acromegalia (gigantismo).
  • Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:

  • Vitaminas: prejudica o funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, provoca espinhas e flatulência.
  • Cálcio: pode ocasionar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória e anorexia.
  • Fósforo: em excesso pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares
  • Magnésio: provoca fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca
  • Ferro: Danifica o paladar metálico, causa dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas no fígado e no coração;
  • Zinco: provoca anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (colesterol bom)
  • Cobre: provoca náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.
  • Manganês: pode atuar no crescimento de células cancerígenas.
  • Vitamina A: prova ressecamento e descamação da pele, dor nos ossos, nas articulações e na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.
  • Correr se torna vício insubstituível para atleta que perdeu 30 quilos


    É saudável substituir a alimentação por suplementação?

    Atletismo · 17 jul, 2013

    Apesar de a suplementação estar cada vez mais presente na vida das pessoas, alguns levam essa hábito ao extremo, a ponto de substituir a alimentação pela mistura de substâncias. Conhecido como “ração humana”, o complexo rico em nutrientes ganha espaço na mesa dos esportistas, não como complemento, mas como prato principal. Mas quais as consequências disso?

    Diferente do que se acredita, a ração humana não é projetada para conter todas as substâncias que o corpo humano necessita e só pode ser prescrita por um/a nutricionista. “O complexo ajuda a regular as funções intestinais, acelerar o metabolismo e normalmente é usada para a perda de peso, ou seja, não é indicada para atletas, pois eles precisam repor as energias, não perdê-las”, orienta a nutricionista Bianca Bianchi.

    Beleza em cápsulas: suplemento revitaliza cabelos, pele e unhas

    Aliás, quando a ração humana é prescrita, ela também deve ser consumida com cautela, pois, em grande quantidade, a mistura causa gases, constipação e distensão abdominal. “A quantidade recomendada é de duas colheres de sopa ao dia misturadas a refeição”, completa a profissional.

    Caso a dose seja aumentada, o indivíduo pode sofrer com os efeitos colaterais. “A ração humana é um componente usado para emagrecer, mas pode causar problemas, como aumento de peso, se for consumida no lugar das refeições. Além disso, portadores de diabetes, hipertensão e doenças crônicas precisam de orientação médica antes de consumir esta ração”, avalia a nutricionista.

    Suplementos: conheça os benefícios e malefícios dessas substâncias

    Bianca Bianchi diz que, ao invés de optar por adicionar a ração humana à dieta, o atleta pode escolher opções mais naturais. “Ele (o atleta) pode preferir outros alimentos que têm a mesma finalidade, como semente de linhaça, farelo de trigo, leite de soja, aveia e açúcar mascavo”.

    Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng
    Segundo a nutricionista Bianca Bianchi, nada substitui a alimentação. Foto: Alexander Kalina/ stock.xchng

    Suplementação - Como o nome já diz, os suplementos devem ser um complemento de vitaminas, minerais, fibras, ácidos graxos e aminoácidos, que podem estar faltando na dieta do indivíduo. “A suplementação nunca deve substituir uma refeição. No caso de atletas profissionais, a suplementação deve ser feita em parceria com a alimentação, pois há uma perda de energia muito grande. Já para os atletas que treinam na academia com frequência, uma suplementação após o treino já é o suficiente”, explica Bianca.

    Saiba o que ocorre com o organismo quando alguns suplementos são consumidos em excesso:

  • Aminoácidos: desencadeia problemas intestinais, hepáticos e renais.
  • Glutamina: provoca cirrose no fígado, problemas nos rins e síndrome de Reye (doença que acomete cérebro e fígado).
  • Termogênicos: provoca taquicardia (que pode levar a uma arritmia) e insônia
  • BCAA: provoca desgaste gastrointestinal.
  • Óxido Nítrico: causa problemas respiratórios, coceira, vômitos, tremores, asma e sudorese intensa.
  • Creatina: apesar de criar a falsa ilusão de aumento muscular, o que realmente ocorre é um aumento da reserva de água dentro das células, o que faz com que as pessoas fiquem inchadas.
  • Proteínas: prejudica o funcionamento dos rins e fígado.
  • Substâncias estimulantes: provoca dependência psicológica, aumento da pressão, agitação, distúrbios do sono e falta de coordenação motora.
  • Óleo de Cártamo: provoca distúrbios do trato gastrointestinal, diabetes tipo 2, inflamação e risco de doenças cardiovasculares
  • Precursores do HGH – pode ocasionar diabetes, ginecomastia (aumento de mamas em homens), síndrome do túnel de carpo e acromegalia (gigantismo).
  • Saiba também o que ocorre quando vitaminas são consumidas exageradamente:

  • Vitaminas: prejudica o funcionamento do fígado e dos rins. Em alguns casos, provoca espinhas e flatulência.
  • Cálcio: pode ocasionar cálculos renais, redução de magnésio no organismo (se combinado à vitamina C), fraqueza muscular, irritabilidade, depressão, problemas de memória e anorexia.
  • Fósforo: em excesso pode levar à pressão alta, confusão mental e problemas cardiovasculares
  • Magnésio: provoca fraqueza muscular, pressão baixa, rubor na face, náuseas, insuficiência respiratória e boca seca
  • Ferro: Danifica o paladar metálico, causa dor de cabeça, náusea, tontura, pressão baixa, perda de peso, dor nas articulações, problemas no fígado e no coração;
  • Zinco: provoca anemia, febre, queda no sistema imunológico e nos níveis do colesterol HDL (colesterol bom)
  • Cobre: provoca náuseas, vômitos, hemorragia gastrointestinal, diarreia, anemia e cirrose.
  • Manganês: pode atuar no crescimento de células cancerígenas.
  • Vitamina A: prova ressecamento e descamação da pele, dor nos ossos, nas articulações e na cabeça, cãibras, tontura, náuseas, problemas no fígado e no crescimento.
  • Correr se torna vício insubstituível para atleta que perdeu 30 quilos

    Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno?

    Dias ensolarados em pleno inverno propiciam uma sensação de conforto, já que realizar atividades ao ar livre se torna algo menos cansativo por conta das baixas temperaturas. Porém, mesmo com o céu nublado, não se deve esquecer que a claridade e a incidência de raios ultravioletas permanecem altas e podem causar lesões na visão e manchas na pele.

    Segundo o oftalmologista Dr. Mauro Silveira de Queiroz Campos, utilizar óculos escuros não é um hábito comum aos brasileiros. “Teoricamente deveríamos usá-los ainda pequenos, pois quanto mais nova é a pessoa, mais sensível à luz ela será. Porém, normalmente começa-se a usar óculos somente na juventude, e por uma questão estética”, conta.

    Além disso, engana-se quem pensa que lesões oculares estão diretamente ligadas somente aos raios de sol. “Em qualquer ambiente em que existe luz, há riscos de prejudicar as retinas, como locais iluminados por lâmpada branca, principalmente. Isso não significa que devemos usar mangas compridas e óculos escuros nesses lugares, só temos que estar cientes de que essa possibilidade existe”, explica Campos.

    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng
    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng

    Conhecidos como “atletas de final de semana”, quem pratica corrida somente nos dois dias de folga também comete um erro ao cuidar da pele e dos olhos somente nos dias de treino ou prova. “Acontece o mesmo quando as pessoas vão à praia e acham que fazem sua parte ao cuidar da saúde somente nesse período. A exposição do dia a dia também traz riscos”, alerta o profissional.

    Na hora da prova - Correr de óculos escuros pode ser uma experiência desconfortável, mas não é desculpa para abrir mão da proteção. “Usar viseiras ou bonés é a forma mais simples de prevenir que haja prejuízos. Existem teorias de que o uso de colírios também pode ajudar na prevenção, mas como não é nada certo o melhor é usar os acessórios”, conclui.


    Longe do sol: óculos escuros devem ser acessório no inverno?

    Atletismo · 16 jul, 2013

    Dias ensolarados em pleno inverno propiciam uma sensação de conforto, já que realizar atividades ao ar livre se torna algo menos cansativo por conta das baixas temperaturas. Porém, mesmo com o céu nublado, não se deve esquecer que a claridade e a incidência de raios ultravioletas permanecem altas e podem causar lesões na visão e manchas na pele.

    Segundo o oftalmologista Dr. Mauro Silveira de Queiroz Campos, utilizar óculos escuros não é um hábito comum aos brasileiros. “Teoricamente deveríamos usá-los ainda pequenos, pois quanto mais nova é a pessoa, mais sensível à luz ela será. Porém, normalmente começa-se a usar óculos somente na juventude, e por uma questão estética”, conta.

    Além disso, engana-se quem pensa que lesões oculares estão diretamente ligadas somente aos raios de sol. “Em qualquer ambiente em que existe luz, há riscos de prejudicar as retinas, como locais iluminados por lâmpada branca, principalmente. Isso não significa que devemos usar mangas compridas e óculos escuros nesses lugares, só temos que estar cientes de que essa possibilidade existe”, explica Campos.

    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng
    Segundo profissional, bebês deveriam usar óculos escuros para prevenir lesões. Foto: Vincent Valentino/ stock.xchng

    Conhecidos como “atletas de final de semana”, quem pratica corrida somente nos dois dias de folga também comete um erro ao cuidar da pele e dos olhos somente nos dias de treino ou prova. “Acontece o mesmo quando as pessoas vão à praia e acham que fazem sua parte ao cuidar da saúde somente nesse período. A exposição do dia a dia também traz riscos”, alerta o profissional.

    Na hora da prova - Correr de óculos escuros pode ser uma experiência desconfortável, mas não é desculpa para abrir mão da proteção. “Usar viseiras ou bonés é a forma mais simples de prevenir que haja prejuízos. Existem teorias de que o uso de colírios também pode ajudar na prevenção, mas como não é nada certo o melhor é usar os acessórios”, conclui.

    Aprenda a descer trilhas nas corridas de montanha

    Trail Runner, provavelmente você já se perguntou como se deve descer nas corridas de montanha ou provavelmente você deve viver dizendo que na descida todo santo ajuda.

    Há uma característica muito relevante na musculatura ao encarar descidas mais íngremes em corridas, a chamada contração muscular excêntrica, vulgarmente chamada de contração de frenagem. Essa ação faz surgir a maioria das micro-lesões musculares e é a principal responsável pela dor muscular tardia, aquela que aparece 24 a 48hrs após um esforço mais alto que o normal.

    Ao observar o gráfico altimétrico da prova, um dos objetivos é quantificar o número de descidas, sua inclinação negativa média e onde estão localizadas na prova. Assim, você saberá dosar ritmo nas primeiras descidas e acelerar mais nas últimas.

    Na banguela- Ao descer, muitos ainda acham que devem inclinar o tronco para trás ajudando a frear. Ledo engano. É importante que você mantenha o corpo inclinado para frente e tente correr cada vez mais “leve”. A pisada deve se dar com o antepé e não com o calcanhar.

    O calcanhar abordando o solo primeiro potencializa a frenagem e consequentemente o desgaste dos quadríceps, músculo anterior da coxa. Parece que é difícil, mas é mesmo! Tem que treinar essas características biomecânicas. Demora, mas o nosso corpo consegue essa mudança.

    "Segurar o corpo" não ajuda na hora de encarar descidas, diz Manuel Lago - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br

    Single-tracks- Quando falamos em descidas mais técnicas com raízes, troncos, pedras e qualquer outro obstáculo que dificulta a passagem, aqueles trechos single-track – que parecem “mini-canyons” formados pela erosão dos solos – nossa abordagem muda um pouco.

    Vocês podem até rir, mas a principal característica é o dom natural do atleta, ou como prefiram, a coragem do atleta. Acelerar sem medo é para poucos. Consegue-se treinar? Sim!

    Vamos falar: tente sempre fazer passadas mais largas e ziguezaguear o percurso. É a forma natural que temos para frear o movimento. Trabalhe a visão periférica, olhando sempre para o chão, para os galhos das árvores e, principalmente, analise o que vem pela frente numa distância aproximada de uns três, quatro metros. Esteja apto a reagir rápido!

    Manuel Lago diz que além de técnica, trail runners precisam de coragem para encarar descidas - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br
    Manuel Lago diz que além de técnica, trail runners precisam de coragem para encarar descidas - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br

    Colocando os tênis na trilha- Treinamento de descida mais técnicas: só uma dica! Escolha uma descida com uma distância aproximada de 200, 300 metros. Suba caminhando e observando o terreno.

    Ao chegar ao topo, respire e concentre-se. Desça rápido, mas não como um louco. Vá ganhando confiança! Repetir umas cinco vezes o procedimento. Uma vez por semana está de bom tamanho para agora.

    Na próxima coluna, falaremos mais de formas de treinamento e também de como reagir a possíveis quedas.

    Uma observação minha: tenho visto um grande número de desistências em provas trail pelo Brasil afora. Fiquei pensando o porquê desse fenômeno estar acontecendo. Um dos motivos, obviamente, é a falta de preparo físico para tais provas. Porém, vejo que algumas pessoas ainda não entenderam o espírito do Trail Run. Divirta-se!

    Sofrer, ficar ofegante, cansado, faz parte! Não desista por qualquer motivo, tente e vá até o final! Não completar uma prova pode gerar vários efeitos psicológicos negativos e destruir sua autoestima.

    Não desista nunca, cruze a linha de chegada!

    Clique na imagem abaixo e veja como foi criado um dos primeiros circuitos de corridas de montanha do Brasil:

    Clique na imagem e assista como foi criado um dos primeiros circuitos de corridas de montanha do Brasil - Foto: Reprodução sobre vídeo/ Corridas de Montanha
    Clique na imagem e assista como foi criado um dos primeiros circuitos de corridas de montanha do Brasil - Foto: Reprodução sobre vídeo/ Corridas de Montanha


    Aprenda a descer trilhas nas corridas de montanha

    Corrida de Montanha · 12 jul, 2013

    Trail Runner, provavelmente você já se perguntou como se deve descer nas corridas de montanha ou provavelmente você deve viver dizendo que na descida todo santo ajuda.

    Há uma característica muito relevante na musculatura ao encarar descidas mais íngremes em corridas, a chamada contração muscular excêntrica, vulgarmente chamada de contração de frenagem. Essa ação faz surgir a maioria das micro-lesões musculares e é a principal responsável pela dor muscular tardia, aquela que aparece 24 a 48hrs após um esforço mais alto que o normal.

    Ao observar o gráfico altimétrico da prova, um dos objetivos é quantificar o número de descidas, sua inclinação negativa média e onde estão localizadas na prova. Assim, você saberá dosar ritmo nas primeiras descidas e acelerar mais nas últimas.

    Na banguela- Ao descer, muitos ainda acham que devem inclinar o tronco para trás ajudando a frear. Ledo engano. É importante que você mantenha o corpo inclinado para frente e tente correr cada vez mais “leve”. A pisada deve se dar com o antepé e não com o calcanhar.

    O calcanhar abordando o solo primeiro potencializa a frenagem e consequentemente o desgaste dos quadríceps, músculo anterior da coxa. Parece que é difícil, mas é mesmo! Tem que treinar essas características biomecânicas. Demora, mas o nosso corpo consegue essa mudança.

    "Segurar o corpo" não ajuda na hora de encarar descidas, diz Manuel Lago - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br

    Single-tracks- Quando falamos em descidas mais técnicas com raízes, troncos, pedras e qualquer outro obstáculo que dificulta a passagem, aqueles trechos single-track – que parecem “mini-canyons” formados pela erosão dos solos – nossa abordagem muda um pouco.

    Vocês podem até rir, mas a principal característica é o dom natural do atleta, ou como prefiram, a coragem do atleta. Acelerar sem medo é para poucos. Consegue-se treinar? Sim!

    Vamos falar: tente sempre fazer passadas mais largas e ziguezaguear o percurso. É a forma natural que temos para frear o movimento. Trabalhe a visão periférica, olhando sempre para o chão, para os galhos das árvores e, principalmente, analise o que vem pela frente numa distância aproximada de uns três, quatro metros. Esteja apto a reagir rápido!

    Manuel Lago diz que além de técnica, trail runners precisam de coragem para encarar descidas - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br
    Manuel Lago diz que além de técnica, trail runners precisam de coragem para encarar descidas - Foto: Alexandre Koda/ Webrun.com.br

    Colocando os tênis na trilha- Treinamento de descida mais técnicas: só uma dica! Escolha uma descida com uma distância aproximada de 200, 300 metros. Suba caminhando e observando o terreno.

    Ao chegar ao topo, respire e concentre-se. Desça rápido, mas não como um louco. Vá ganhando confiança! Repetir umas cinco vezes o procedimento. Uma vez por semana está de bom tamanho para agora.

    Na próxima coluna, falaremos mais de formas de treinamento e também de como reagir a possíveis quedas.

    Uma observação minha: tenho visto um grande número de desistências em provas trail pelo Brasil afora. Fiquei pensando o porquê desse fenômeno estar acontecendo. Um dos motivos, obviamente, é a falta de preparo físico para tais provas. Porém, vejo que algumas pessoas ainda não entenderam o espírito do Trail Run. Divirta-se!

    Sofrer, ficar ofegante, cansado, faz parte! Não desista por qualquer motivo, tente e vá até o final! Não completar uma prova pode gerar vários efeitos psicológicos negativos e destruir sua autoestima.

    Não desista nunca, cruze a linha de chegada!

    Clique na imagem abaixo e veja como foi criado um dos primeiros circuitos de corridas de montanha do Brasil:

    Clique na imagem e assista como foi criado um dos primeiros circuitos de corridas de montanha do Brasil - Foto: Reprodução sobre vídeo/ Corridas de Montanha
    Clique na imagem e assista como foi criado um dos primeiros circuitos de corridas de montanha do Brasil - Foto: Reprodução sobre vídeo/ Corridas de Montanha

    Quiropraxia: técnica melhora a qualidade de vida e evita lesões

    Para conseguir os resultados requeridos em uma prova, é necessário que todas as funções do corpo humano estejam funcionando corretamente, principalmente o sistema nervoso. Porém, a má postura e o excesso de atividades físicas podem fazer a coluna vertebral desalinhar, impedindo que os impulsos nervosos cheguem corretamente no cérebro.

    É neste momento em que o papel do quiropata (ou quiropraxista) ganha forças na vida dos corredores. “A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade, protege a medula e o sistema nervoso. Se a coluna está desalinhada, ela impede que a medula consiga defender as raízes nervosas como uma coluna alinhada faz. Por conta dessas alterações que são feitas na coluna, o corpo inteiro sofre”, conta o quiropata Jason Gilbert.

    O primeiro passo que o corredor deve se preocupar é fazer exames para garantir que seu peso esteja distribuído por igual enquanto corre. Caso isso não esteja ocorrendo, é normal sentir dores nas costas de um lado só do corpo.

    Em provas - De acordo com Gilbert, analisar o alinhamento da coluna também é essencial para melhorar o rendimento de atletas na prova. “Se o sistema nervoso não está recebendo os impulsos da coluna direito, os músculos também não vão atuar com 100% de seu desempenho. O quiropata devolve e mantém as funções normais da coluna vertebral e das articulações do corpo”, explica.

    Para os atletas que não carregam lesões, o profissional também alerta que a medicina alternativa ajuda como um profilático. “As sessões ajudam a prevenir as lesões. Quando o cérebro não consegue identificar os impulsos de maneira correta faz com que o atleta acabe forçando os músculos, causando micro-lesões”, conta.

    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena
    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Aos corredores que se recuperam dos traumas, a quiropraxia pode servir como um catalisador. “Normalmente os atletas se recuperam mais rápido. Não usamos a cirurgia nem remédios, pois acreditamos que o corpo é capaz de se restabelecer sozinho, só precisamos tratar os bloqueios”, relata.

    Sem remédios - Segundo Gilbert, tomar remédios analgésicos ou antiinflamatórios só mascaram a dor. “Por exemplo, se um atleta está com dor e toma um analgésico a sua dor será reduzida, mas nem ele nem o médico nunca saberão a razão da dor. O corpo faz um músculo ou uma parte do corpo humano doer porque algo de errado está acontecendo. Nós não ignoramos isso e tratamos o foco da dor”, afirma.

    Riscos - Ao escolher um quiropata, é preciso garantir que ele seja um profissional. “Caso o atleta vá em um quiropata com pouca experiência, provavelmente a sua lesão será agravada. Isso talvez não ocorra no momento em que ele sair do consultório, mas pode acontecer em um futuro próximo”, conclui.


    Quiropraxia: técnica melhora a qualidade de vida e evita lesões

    Atletismo · 08 jul, 2013

    Para conseguir os resultados requeridos em uma prova, é necessário que todas as funções do corpo humano estejam funcionando corretamente, principalmente o sistema nervoso. Porém, a má postura e o excesso de atividades físicas podem fazer a coluna vertebral desalinhar, impedindo que os impulsos nervosos cheguem corretamente no cérebro.

    É neste momento em que o papel do quiropata (ou quiropraxista) ganha forças na vida dos corredores. “A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade, protege a medula e o sistema nervoso. Se a coluna está desalinhada, ela impede que a medula consiga defender as raízes nervosas como uma coluna alinhada faz. Por conta dessas alterações que são feitas na coluna, o corpo inteiro sofre”, conta o quiropata Jason Gilbert.

    O primeiro passo que o corredor deve se preocupar é fazer exames para garantir que seu peso esteja distribuído por igual enquanto corre. Caso isso não esteja ocorrendo, é normal sentir dores nas costas de um lado só do corpo.

    Em provas - De acordo com Gilbert, analisar o alinhamento da coluna também é essencial para melhorar o rendimento de atletas na prova. “Se o sistema nervoso não está recebendo os impulsos da coluna direito, os músculos também não vão atuar com 100% de seu desempenho. O quiropata devolve e mantém as funções normais da coluna vertebral e das articulações do corpo”, explica.

    Para os atletas que não carregam lesões, o profissional também alerta que a medicina alternativa ajuda como um profilático. “As sessões ajudam a prevenir as lesões. Quando o cérebro não consegue identificar os impulsos de maneira correta faz com que o atleta acabe forçando os músculos, causando micro-lesões”, conta.

    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena
    A quiropraxia reconhece que a coluna vertebral dá mobilidade e protege a medula e o sistema nervoso. Foto: TIPS/ZUMAPRESS/Fotoarena

    Aos corredores que se recuperam dos traumas, a quiropraxia pode servir como um catalisador. “Normalmente os atletas se recuperam mais rápido. Não usamos a cirurgia nem remédios, pois acreditamos que o corpo é capaz de se restabelecer sozinho, só precisamos tratar os bloqueios”, relata.

    Sem remédios - Segundo Gilbert, tomar remédios analgésicos ou antiinflamatórios só mascaram a dor. “Por exemplo, se um atleta está com dor e toma um analgésico a sua dor será reduzida, mas nem ele nem o médico nunca saberão a razão da dor. O corpo faz um músculo ou uma parte do corpo humano doer porque algo de errado está acontecendo. Nós não ignoramos isso e tratamos o foco da dor”, afirma.

    Riscos - Ao escolher um quiropata, é preciso garantir que ele seja um profissional. “Caso o atleta vá em um quiropata com pouca experiência, provavelmente a sua lesão será agravada. Isso talvez não ocorra no momento em que ele sair do consultório, mas pode acontecer em um futuro próximo”, conclui.

    Por que é tão fácil ter reações alérgicas a alguns cosméticos?

    Usar um cosmético novo é sempre uma incógnita e o resultado pode ser devastador. Entre o processo de uso e resultado final, existe uma chance do corpo não aceitar alguma substância presente no composto, e é aqui que começam a aparecer as manchas vermelhas, o inchaço e as coceiras.

    Em produtos em que essas alergias ocorrem com frequência, como tinturas para cabelos, cremes depilatórios e clareadores, os fabricantes costumam sugerir que se faça um teste em uma pequena área antes de se aplicar, mas isso não ocorre com cremes hidratantes e esmaltes, por exemplo. “É comum as pessoas terem alergia à esmaltes, normalmente associada ao formol usado na composição”, explica a dermatologista Dra. Camila Hofbauer.

    Esse também é o caso da reação que algumas pessoas têm ao uso de determinadas maquiagens que, além de serem de má qualidade, podem conter formol na fórmula. “Elas podem conter diversas medicações sensibilizantes como corantes derivados de metais”, informa a profissional.

    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng
    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng

    Não existe uma substância comum entre todos os cosméticos, por isso a única alternativa para evitar o desconforto futuro é utilizar produtos antialérgicos. “Como não há uma substância única que causa alergias de contato, produtos hipoalergênicos contêm o menor número de compostos possíveis e procuram não ter corantes ou fragrâncias”, revela Camila.

    Na hora de correr - De acordo com a dermatologista, atletas devem evitar o uso de cosméticos na hora de praticar esportes. “O suor e aumento da temperatura corporal potencializa a chance de reações alérgicas. Assim, o ideal é que a face e o corpo estejam limpos, exceto pelo uso do protetor solar e desodorante”, conclui.


    Por que é tão fácil ter reações alérgicas a alguns cosméticos?

    Atletismo · 04 jul, 2013

    Usar um cosmético novo é sempre uma incógnita e o resultado pode ser devastador. Entre o processo de uso e resultado final, existe uma chance do corpo não aceitar alguma substância presente no composto, e é aqui que começam a aparecer as manchas vermelhas, o inchaço e as coceiras.

    Em produtos em que essas alergias ocorrem com frequência, como tinturas para cabelos, cremes depilatórios e clareadores, os fabricantes costumam sugerir que se faça um teste em uma pequena área antes de se aplicar, mas isso não ocorre com cremes hidratantes e esmaltes, por exemplo. “É comum as pessoas terem alergia à esmaltes, normalmente associada ao formol usado na composição”, explica a dermatologista Dra. Camila Hofbauer.

    Esse também é o caso da reação que algumas pessoas têm ao uso de determinadas maquiagens que, além de serem de má qualidade, podem conter formol na fórmula. “Elas podem conter diversas medicações sensibilizantes como corantes derivados de metais”, informa a profissional.

    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng
    Maquiagens podem conter corantes derivados de metais e provocar vermelhidão, inchaço ou coceira. Foto: Raphael Pinto/stock.xchng

    Não existe uma substância comum entre todos os cosméticos, por isso a única alternativa para evitar o desconforto futuro é utilizar produtos antialérgicos. “Como não há uma substância única que causa alergias de contato, produtos hipoalergênicos contêm o menor número de compostos possíveis e procuram não ter corantes ou fragrâncias”, revela Camila.

    Na hora de correr - De acordo com a dermatologista, atletas devem evitar o uso de cosméticos na hora de praticar esportes. “O suor e aumento da temperatura corporal potencializa a chance de reações alérgicas. Assim, o ideal é que a face e o corpo estejam limpos, exceto pelo uso do protetor solar e desodorante”, conclui.

    Adidas lança tênis com solado totalmente em lâminas flexíveis

    Pisar em molas não é um conceito extremamente novo no mercado mundial de running. Apesar de até estar um pouco fora de moda, essa é a primeira vez que uma fabricante consegue compor um calçado de corrida com o solado todo composto por esse sistema. A função de cada uma dessas molas, que na verdade são lâminas individuais, é de amortecer e depois devolver todo o impacto gerado pela corrida em forma de energia, para impulsionar o atleta.

    O novo Adidas Springblade faz parte de todo um conceito elaborado no escritório brasileiro da marca alemã. De acordo com a empresa, a intenção de trazer algo diferenciado para o mercado nacional motivou equipes do Brasil, Estados Unidos e Alemanha a conceberem o novo calçado.

    “Nós vemos que o mercado de running está sempre se renovando, mas na Adidas nós buscamos a inovação. Em pesquisa realizada com corredores daqui, descobrimos que o brasileiro é louco por amortecimento e queria uma experiência diferente de corrida”, afirma Caio Amato, gerente de running da marca.

    O lançamento, por ter sido pensado no Brasil, chega primeiro aos brasileiros e também aos americanos, a partir agosto. O preço sugerido será de R$ 999,90. Assim como no mercado nacional, o calçado será direcionado para “ao consumidor premium e será o mais caro dos Estados Unidos” explica o gerente.

    Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento - Foto: Divulgação/ Adidas
    Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento - Foto: Divulgação/ Adidas

    Novo conceito- Em cima desse perfil nacional, a ideia foi encaminhada para a Europa e no laboratório de testes o Springblade começou a ser desenhado. Segundo Amato, foram mais de seis anos de desenvolvimento, que também não seguiu um caminho convencional. “Diferente dos outros tênis, nós primeiro pensamos na tecnologia e depois no design”, revela.

    Para encontrarem um solado capaz de gerar retorno de energia, estabilidade, durabilidade e leveza (o número 41 masculino pesa 360 gramas), os alemães afirmam que testaram mais de cem materiais diferentes até encontrarem o polímero ideal. Além disso, mais de 500 mil testes com as lâminas foram realizados para a finalização do projeto.

    Em agosto, o Springblade chega ao mercado em três cores para os modelos masculinos e duas para o feminino. O cabedal também é diferente. Todo feito com tecido Techfit, o objetivo é deixar os pés mais confortáveis e menos pressionados.

    Sobre 16 lâminas- A sola do Springblade possui 16 lâminas fabricadas a partir de um plástico maleável, mas ao mesmo tempo resistente. A cor branca leitosa do solado é proposital, pois a marca quer passar a sensação de flutuação quando se corre com o calçado.

    Segundo a Adidas, o solado é mais resistente a temperatura que muitos EVA usados pela indústria de calçados. Os alemães ainda afirmam que o tênis tem durabilidade de mais de 600 quilômetros.

    Apesar da aparência futurista, o tênis não requer nenhuma adaptação do corredor para usá-lo. A altura do solado não influencia em nada na hora de dar a passada. “Esse tênis foi testado por mais de 50 atletas e o resultado obtido foi muito bom”, diz Amato.

    Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis - Foto: Divulgação/ Adidas
    Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis - Foto: Divulgação/ Adidas

    Na contramão do mercado- O minimalismo é visto como um grande mercado a ser explorado pela indústria de running. Marcas como a japonesa Mizuno, que sempre se mostrou mais adepta aos sistemas de amortecimento, terá em 2013 um modelo totalmente minimalista.

    A Adidas, entretanto, parece estar indo na contramão de tudo que está sendo explorado pelas suas concorrentes. No início do ano, a marca alemã promoveu o lançamento mundial do Boost e agora chegou a vez do Springblade. Ambos os calçados trazem soluções de amortecimento tecnológicas, enquanto o conceito da corrida natural ainda não foi explorado da mesma maneira.

    “A Adidas, como marca, precisa ter atenção especial com todo tipo de corredor. O mercado barefoot é limitado e precisa ser limitado. Sem a técnica adequada o corredor barefoot pode se lesionar”, esclarece Amato.

    Confira no vídeo abaixo como o tênis foi projetado:


    Adidas lança tênis com solado totalmente em lâminas flexíveis

    Corridas de Rua · 03 jul, 2013

    Pisar em molas não é um conceito extremamente novo no mercado mundial de running. Apesar de até estar um pouco fora de moda, essa é a primeira vez que uma fabricante consegue compor um calçado de corrida com o solado todo composto por esse sistema. A função de cada uma dessas molas, que na verdade são lâminas individuais, é de amortecer e depois devolver todo o impacto gerado pela corrida em forma de energia, para impulsionar o atleta.

    O novo Adidas Springblade faz parte de todo um conceito elaborado no escritório brasileiro da marca alemã. De acordo com a empresa, a intenção de trazer algo diferenciado para o mercado nacional motivou equipes do Brasil, Estados Unidos e Alemanha a conceberem o novo calçado.

    “Nós vemos que o mercado de running está sempre se renovando, mas na Adidas nós buscamos a inovação. Em pesquisa realizada com corredores daqui, descobrimos que o brasileiro é louco por amortecimento e queria uma experiência diferente de corrida”, afirma Caio Amato, gerente de running da marca.

    O lançamento, por ter sido pensado no Brasil, chega primeiro aos brasileiros e também aos americanos, a partir agosto. O preço sugerido será de R$ 999,90. Assim como no mercado nacional, o calçado será direcionado para “ao consumidor premium e será o mais caro dos Estados Unidos” explica o gerente.

    Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento - Foto: Divulgação/ Adidas
    Lançamento da Adidas traz inovação na tecnologia de amortecimento - Foto: Divulgação/ Adidas

    Novo conceito- Em cima desse perfil nacional, a ideia foi encaminhada para a Europa e no laboratório de testes o Springblade começou a ser desenhado. Segundo Amato, foram mais de seis anos de desenvolvimento, que também não seguiu um caminho convencional. “Diferente dos outros tênis, nós primeiro pensamos na tecnologia e depois no design”, revela.

    Para encontrarem um solado capaz de gerar retorno de energia, estabilidade, durabilidade e leveza (o número 41 masculino pesa 360 gramas), os alemães afirmam que testaram mais de cem materiais diferentes até encontrarem o polímero ideal. Além disso, mais de 500 mil testes com as lâminas foram realizados para a finalização do projeto.

    Em agosto, o Springblade chega ao mercado em três cores para os modelos masculinos e duas para o feminino. O cabedal também é diferente. Todo feito com tecido Techfit, o objetivo é deixar os pés mais confortáveis e menos pressionados.

    Sobre 16 lâminas- A sola do Springblade possui 16 lâminas fabricadas a partir de um plástico maleável, mas ao mesmo tempo resistente. A cor branca leitosa do solado é proposital, pois a marca quer passar a sensação de flutuação quando se corre com o calçado.

    Segundo a Adidas, o solado é mais resistente a temperatura que muitos EVA usados pela indústria de calçados. Os alemães ainda afirmam que o tênis tem durabilidade de mais de 600 quilômetros.

    Apesar da aparência futurista, o tênis não requer nenhuma adaptação do corredor para usá-lo. A altura do solado não influencia em nada na hora de dar a passada. “Esse tênis foi testado por mais de 50 atletas e o resultado obtido foi muito bom”, diz Amato.

    Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis - Foto: Divulgação/ Adidas
    Mercado brasileiro, junto com o americano, será o primeiro a receber o tênis - Foto: Divulgação/ Adidas

    Na contramão do mercado- O minimalismo é visto como um grande mercado a ser explorado pela indústria de running. Marcas como a japonesa Mizuno, que sempre se mostrou mais adepta aos sistemas de amortecimento, terá em 2013 um modelo totalmente minimalista.

    A Adidas, entretanto, parece estar indo na contramão de tudo que está sendo explorado pelas suas concorrentes. No início do ano, a marca alemã promoveu o lançamento mundial do Boost e agora chegou a vez do Springblade. Ambos os calçados trazem soluções de amortecimento tecnológicas, enquanto o conceito da corrida natural ainda não foi explorado da mesma maneira.

    “A Adidas, como marca, precisa ter atenção especial com todo tipo de corredor. O mercado barefoot é limitado e precisa ser limitado. Sem a técnica adequada o corredor barefoot pode se lesionar”, esclarece Amato.

    Confira no vídeo abaixo como o tênis foi projetado:

    Tetracampeão do Ironman Brasil dará palestra no Rio de Janeiro

    Os números do argentino Eduardo Sturla são impressionantes. Triatleta profissional há mais de 25 anos, ele é tetracampeão do Ironman Brasil e foi top 10 no Ironman Kona 2008. Condicionado a treinar de oito a dez horas por dia, o atleta fará uma palestra sobre todo o conhecimento que adquiriu nesses anos de competição.

    O evento acontecerá na academia Velox, no Rio de Janeiro, no dia 6/07. Segundo o argentino, que tem como lema a expressão “Never give up” (nunca desista) a palestra será baseada em três pilares: mental, físico e espiritual. Ele trará histórias pessoais e também falará sobre estratégias de prova, treinamento e preparação mental.

    Sturla afirma que como triatleta profissional ele já passou por muitos altos e baixos e sempre precisou saber lidar muito bem com isso. No último Ironman Brasil, por exemplo, o atleta sofreu com uma disenteria e não figurou nem entre os top 10 da prova.

    “Tenho muito respeito pelo espírito esportivo. O resultado não é somente uma posição, o ganhador não é somente o primeiro. Se meu lema é ‘never give up’, não posso desister”, afirmou o argentino ainda em Florianópolis.

    Durante o Ironman Brasil 2013, Sturla teve problemas fisiológicos, mas não desistiu da prova - Foto: Fernanda Paradizo
    Durante o Ironman Brasil 2013, Sturla teve problemas fisiológicos, mas não desistiu da prova - Foto: Fernanda Paradizo

    Serviço- A palestra será gratuita para alunos da Velox e terá p custo de R$ 30 para quem não é aluno da academia. Para se inscrever é necessário escrever para [email protected] com assunto PALESTRA VELOX.

    Local: Academia Velox – Rua Fonte da Saudade, 39 – Lagoa, Rio de Janeiro
    Dia: 06/07/2013
    Horário: 10h


    Tetracampeão do Ironman Brasil dará palestra no Rio de Janeiro

    Corridas de Rua · 02 jul, 2013

    Os números do argentino Eduardo Sturla são impressionantes. Triatleta profissional há mais de 25 anos, ele é tetracampeão do Ironman Brasil e foi top 10 no Ironman Kona 2008. Condicionado a treinar de oito a dez horas por dia, o atleta fará uma palestra sobre todo o conhecimento que adquiriu nesses anos de competição.

    O evento acontecerá na academia Velox, no Rio de Janeiro, no dia 6/07. Segundo o argentino, que tem como lema a expressão “Never give up” (nunca desista) a palestra será baseada em três pilares: mental, físico e espiritual. Ele trará histórias pessoais e também falará sobre estratégias de prova, treinamento e preparação mental.

    Sturla afirma que como triatleta profissional ele já passou por muitos altos e baixos e sempre precisou saber lidar muito bem com isso. No último Ironman Brasil, por exemplo, o atleta sofreu com uma disenteria e não figurou nem entre os top 10 da prova.

    “Tenho muito respeito pelo espírito esportivo. O resultado não é somente uma posição, o ganhador não é somente o primeiro. Se meu lema é ‘never give up’, não posso desister”, afirmou o argentino ainda em Florianópolis.

    Durante o Ironman Brasil 2013, Sturla teve problemas fisiológicos, mas não desistiu da prova - Foto: Fernanda Paradizo
    Durante o Ironman Brasil 2013, Sturla teve problemas fisiológicos, mas não desistiu da prova - Foto: Fernanda Paradizo

    Serviço- A palestra será gratuita para alunos da Velox e terá p custo de R$ 30 para quem não é aluno da academia. Para se inscrever é necessário escrever para [email protected] com assunto PALESTRA VELOX.

    Local: Academia Velox – Rua Fonte da Saudade, 39 – Lagoa, Rio de Janeiro
    Dia: 06/07/2013
    Horário: 10h

    Quais os efeitos do gás lacrimogêneo e spray de pimenta para a saúde?

    Depois do início das manifestações que têm levado milhares de pessoas pelas ruas de todo o Brasil, ocorreu um grande descontentamento contra os policiais da tropa de choque, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os ativistas. Nas redes sociais surgiram diversas formas de diminuir os efeitos dos compostos, como lavar com leite ou molhar as máscaras com vinagre, mas será que esses remédios caseiros realmente funcionam?

    Segundo o Prof. Dr. Eduardo Mello de Capitani, pesquisador nas áreas de Saúde Coletiva, Toxicologia e Pneumologia pela Unicamp, não existem estudos científicos que comprovem o efeito do vinagre como antídoto. “Até o momento, a melhor solução é se afastar da área o mais rápido possível, proteger nariz, boca e olhos com um pano e lavar as mucosas com água em abundância”, sugere.

    O primeiro efeito do gás lacrimogêneo é a irritação das mucosas, tosse seca e problemas para respirar, que podem ser ainda mais graves se a pessoa for asmática ou bronquítica. “Em caso de muito tempo de exposição ou deficiências no sistema respiratório, a pessoa pode ser hospitalizada”, informa Dr. Capitani.

    Porém, apesar dos efeitos serem intensos, eles duram alguns minutos e não trazem riscos para a saúde. “Essa substância não tem um efeito sistêmico ou toxicológico no corpo porque não são absorvidos facilmente. Existem casos de registros de mortes causadas pelo gás lacrimogêneo, mas somente quando ele é manipulado em ambientes fechados”, explica o médico.

    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons
    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons

    Agindo no cérebro - Diferente dos gases, o spray de pimenta contém um composto químico chamado capsaicina que, além de irritante para as mucosas, pode causar ardência na pele durante dias. “Para diminuir os efeitos, a solução também é lavar o local com bastante água”, afirma o doutor.

    O composto também tem uma atuação terrível no cérebro, pois engana a terminação nervosa responsável pela sensação de dor e queimação. “O organismo acredita que a pele está sendo agredida e a sensação é horrível. Alguns anestesistas até usam a capsaicina como um produto para enganar a dor”, destaca.


    Quais os efeitos do gás lacrimogêneo e spray de pimenta para a saúde?

    Atletismo · 28 jun, 2013

    Depois do início das manifestações que têm levado milhares de pessoas pelas ruas de todo o Brasil, ocorreu um grande descontentamento contra os policiais da tropa de choque, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta contra os ativistas. Nas redes sociais surgiram diversas formas de diminuir os efeitos dos compostos, como lavar com leite ou molhar as máscaras com vinagre, mas será que esses remédios caseiros realmente funcionam?

    Segundo o Prof. Dr. Eduardo Mello de Capitani, pesquisador nas áreas de Saúde Coletiva, Toxicologia e Pneumologia pela Unicamp, não existem estudos científicos que comprovem o efeito do vinagre como antídoto. “Até o momento, a melhor solução é se afastar da área o mais rápido possível, proteger nariz, boca e olhos com um pano e lavar as mucosas com água em abundância”, sugere.

    O primeiro efeito do gás lacrimogêneo é a irritação das mucosas, tosse seca e problemas para respirar, que podem ser ainda mais graves se a pessoa for asmática ou bronquítica. “Em caso de muito tempo de exposição ou deficiências no sistema respiratório, a pessoa pode ser hospitalizada”, informa Dr. Capitani.

    Porém, apesar dos efeitos serem intensos, eles duram alguns minutos e não trazem riscos para a saúde. “Essa substância não tem um efeito sistêmico ou toxicológico no corpo porque não são absorvidos facilmente. Existem casos de registros de mortes causadas pelo gás lacrimogêneo, mas somente quando ele é manipulado em ambientes fechados”, explica o médico.

    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons
    Policiais utilizaram bombas de gás para dispersar manifestantes. Foto: Gianluca Ramalho Misiti/ Licença Creative Commons

    Agindo no cérebro - Diferente dos gases, o spray de pimenta contém um composto químico chamado capsaicina que, além de irritante para as mucosas, pode causar ardência na pele durante dias. “Para diminuir os efeitos, a solução também é lavar o local com bastante água”, afirma o doutor.

    O composto também tem uma atuação terrível no cérebro, pois engana a terminação nervosa responsável pela sensação de dor e queimação. “O organismo acredita que a pele está sendo agredida e a sensação é horrível. Alguns anestesistas até usam a capsaicina como um produto para enganar a dor”, destaca.