Atletismo · 05 ago, 2015
Mais um dos eventos esportivos mais importantes do mundo acontecerá no Brasil em 2016. A cidade do Rio de Janeiro se prepara para receber os Jogos Olímpicos e diversos estádios já estão preparados e boa parte dos ingressos para assistir as provas sorteados. Confira os locais e datas das competições de atletismo e triathlon.
Locais de competição
As provas de atletismo serão recebidas na região do Maracanã. O estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão, será palco das provas e foi construído para os Jogos Pan-americanos Rio 2017. Ele terá sua capacidade temporariamente ampliada de 45.000 para 60.000 espectadores para os Jogos do Rio.
Endereço: Rua José dos Reis, 425 Rio de Janeiro
As provas de atletismo serão recebidas na região do Maracanã. O estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão Foto: Dodoedo/WikipediaOutro local que também receberá os atletas é o Sambódromo, mais conhecido como Sapucaí. Palco do famoso carnaval carioca, o local receberá a largada e chegada da Maratona Olímpica, além dos torneios de tiro com arco.
Endereço: Rua Marques de Sapucaí Centro Rio de Janeiro
Outro local que também receberá os atletas é o Sambódromo, mais conhecido como Sapucaí Foto: Mark-Scott Johnson/WikipediaOs dois locais serão utilizados tanto para os Jogos Olímpicos quanto Paralímpicos.
Datas de competição
12 de agosto - 9h30 e 20h20: Atletismo masculino e feminino (preliminares/finais)
13 de agosto 9h30 e 20h: Atletismo masculino e feminino (preliminares/finais)
14 de agosto 9h30: Maratona feminina
14 de agosto 20h15: Atletismo masculino e feminino (preliminares/finais)
15 de agosto 9h30 e 20h15: Atletismo - masculino e feminino (preliminares/finais)
16 de agosto 9h30 e 20h15: Atletismo - masculino e feminino (preliminares/semifinais/finais)
17 de agosto 9h30 e 17h45: Atletismo - masculino e feminino (preliminares/semifinais/finais)
18 de agosto 9h30 e 11h: Triathlon masculino (final)
18 de agosto 18h35: Atletismo - masculino e feminino (preliminares/semifinais/finais)
19 de agosto 20h10: Atletismo masculino (preliminares, finais)
20 de agosto 11h: Triathlon feminino (final)
20 de agosto 20h10: Atletismo masculino e feminino (preliminares, finais)
21 de agosto 9h30: Maratona Masculina
Atletismo · 03 ago, 2015
É só falar em câimbras que muita gente já entra em pânico, tanto corredores quanto pessoas que não praticam esportes têm uma lembrança da última vez que esse fantasma apareceu. As câimbras costumam vir sem avisar e podem até deixar marcas, como uma dor forte no local que apareceu.
O treinador Alessandro Costa explica que as câimbras realmente acontecem quando menos esperamos, mas são mais frequentes durante os treinamentos. Elas são espasmos musculares involuntários que ocorrem geralmente nos membros inferiores, por conta da repetição ou intensidade dos exercícios, utilizando quase sempre a mesma musculatura, diz.
Câimbras são espasmos musculares involuntários que ocorrem geralmente nos membros inferiores Foto: Warren GoldswainNa hora que elas aparecem o mais correto é alongar e ficar calmo esperando a dor passar. Mas para evitar esse tipo de angústia existem diversos exercícios de fortalecimento e alongamento, incluindo a liberação miofascial, uma técnica usada por fisioterapeutas para soltar a musculatura. Também existem as massagens desportivas que auxiliam na diminuição das câimbras.
O importante é que no surgimento das câimbras, a pessoa procure relaxar a musculatura com exercícios de alongamento e massagem e se possível com aplicação de calor no local, explica Alessandro.
Desidratação
Ela é um dos motivos de ocorrência de câimbras, além de complicações circulatórias e outras patologias dependendo da idade, e em condições de baixas temperaturas. Portanto uma boa hidratação aliada a uma boa alimentação com consumo de frutas ajudará na diminuição das câimbras.
A marca de cosméticos Bula Verdde apresentou durante a Rio Run Market, uma nova versão do carro chefe da linha Safe Runners: o creme Zero Atrito 100% vegetal, disponível nos formatos de bastão e pomada .
O novo Zero Atrito foi desenvolvido especialmente para atender às necessidade dos triatletas: com fórmula 100% vegetal (ou seja, sem derivados do petróleo), ele não danifica as roupas de neoprene, tão utilizadas na natação e ciclismo. Além disso, possui Óleo de Melaleuca, D-Pantenol e Vitamina E - poderosos aliados no combate ao ressecamento e contaminação, podendo também ser usado nas regiões íntimas.
A linha Safe Runners foi lançada há 16 anos, pensando no conforto e performance dos atletas. Além do novo Zero Atrito 100% vegetal, ela conta com outros cinco produtos:
-Zero Atrito: previne o surgimento de bolhas e assaduras causadas pelo atrito da própria pele, da roupa e do tênis. Sua fórmula siliconada forma uma película protetora contra o atrito que não sai com o suor e é resistente à chuva. Garantia de conforto e performance de longa duração.
-Gel de Benjoim: um cicatrizante rápido para bolhas e assaduras
-Protetor Labial: hidrata e protege os lábios das ações do vento, frio e sol.
-Loção para Pernas Cansadas: promove o relaxamento e conforto para as pernas cansadas. Contém arnica e bétula, que estimulam a circulação e relaxam a musculatura.
-Spray antiodor: uma fórmula antisséptica que elimina os odores desagradáveis dos pés e calçados.
O produtos da Bula Verdde podem ser encontrados em cinco lojas físicas em Curitiba (PR) ou pelo site oficial.
Triathlon · 27 jul, 2015
A marca de cosméticos Bula Verdde apresentou durante a Rio Run Market, uma nova versão do carro chefe da linha Safe Runners: o creme Zero Atrito 100% vegetal, disponível nos formatos de bastão e pomada .
O novo Zero Atrito foi desenvolvido especialmente para atender às necessidade dos triatletas: com fórmula 100% vegetal (ou seja, sem derivados do petróleo), ele não danifica as roupas de neoprene, tão utilizadas na natação e ciclismo. Além disso, possui Óleo de Melaleuca, D-Pantenol e Vitamina E - poderosos aliados no combate ao ressecamento e contaminação, podendo também ser usado nas regiões íntimas.
A linha Safe Runners foi lançada há 16 anos, pensando no conforto e performance dos atletas. Além do novo Zero Atrito 100% vegetal, ela conta com outros cinco produtos:
-Zero Atrito: previne o surgimento de bolhas e assaduras causadas pelo atrito da própria pele, da roupa e do tênis. Sua fórmula siliconada forma uma película protetora contra o atrito que não sai com o suor e é resistente à chuva. Garantia de conforto e performance de longa duração.
-Gel de Benjoim: um cicatrizante rápido para bolhas e assaduras
-Protetor Labial: hidrata e protege os lábios das ações do vento, frio e sol.
-Loção para Pernas Cansadas: promove o relaxamento e conforto para as pernas cansadas. Contém arnica e bétula, que estimulam a circulação e relaxam a musculatura.
-Spray antiodor: uma fórmula antisséptica que elimina os odores desagradáveis dos pés e calçados.
O produtos da Bula Verdde podem ser encontrados em cinco lojas físicas em Curitiba (PR) ou pelo site oficial.
Três jornalistas, um desenvolvedor e uma designer apaixonados por esporte olímpico resolveram se juntar para criar um novo portal que descomplicasse os esportes olímpicos. A ideia é contar histórias, falar de atletas do passado e do presente, explicar regras e ajudar a entender como as coisas funcionam no universo olímpico.
O Bikpek conta com a ajuda dos amantes do esporte. Foto: reproduçãoO portal não será focado em notícias do dia a dia, o famoso hard news no jargão jornalístico, mas terá conteúdo para ajudar na compreensão das Olimpíadas. Não é à toa que adaptamos o lema o importante é competir para criar o nosso próprio lema: o importante é entender. Queremos contar como funciona, como surgiu, por que mudou. Assim, quando os Jogos chegarem, as pessoas não ficarão boiando, afirma Marcelo Laguna, um dos idealizadores do projeto.
Sem o apoio de uma grande empresa ou instituição bancando o projeto, o Bikpek precisará da ajuda de outros amantes do esporte para sobreviver num período de crise econômica que envolve o País. Assim, foi criada uma conta no crowdfunding (vaquinha virtual) Benfentoria com o intuito de arrecadar R$ 12 mil até o próximo dia 24 de setembro.
Para conseguirmos produzir conteúdo e fazer todo o desenvolvimento, programação e design, toda ajuda é importante. Tanto faz o valor, mas você vai perceber que para alguns valores a gente vai te dar um presente como agradecimento, adianta Laguna. Caso eles não atinjam a meta até a data estipulada, não poderão retirar nenhum centavo da vaquinha virtual e o site devolverá as colaborações.
Os valores de doações variam de R$ 15 a R$ 1.000 e, para deixar sua contribuição, basta acessar o link do Bikpek. O vídeo abaixo mostra um pouco mais sobre o projeto.
Atletismo · 24 jul, 2015
Três jornalistas, um desenvolvedor e uma designer apaixonados por esporte olímpico resolveram se juntar para criar um novo portal que descomplicasse os esportes olímpicos. A ideia é contar histórias, falar de atletas do passado e do presente, explicar regras e ajudar a entender como as coisas funcionam no universo olímpico.
O Bikpek conta com a ajuda dos amantes do esporte. Foto: reproduçãoO portal não será focado em notícias do dia a dia, o famoso hard news no jargão jornalístico, mas terá conteúdo para ajudar na compreensão das Olimpíadas. Não é à toa que adaptamos o lema o importante é competir para criar o nosso próprio lema: o importante é entender. Queremos contar como funciona, como surgiu, por que mudou. Assim, quando os Jogos chegarem, as pessoas não ficarão boiando, afirma Marcelo Laguna, um dos idealizadores do projeto.
Sem o apoio de uma grande empresa ou instituição bancando o projeto, o Bikpek precisará da ajuda de outros amantes do esporte para sobreviver num período de crise econômica que envolve o País. Assim, foi criada uma conta no crowdfunding (vaquinha virtual) Benfentoria com o intuito de arrecadar R$ 12 mil até o próximo dia 24 de setembro.
Para conseguirmos produzir conteúdo e fazer todo o desenvolvimento, programação e design, toda ajuda é importante. Tanto faz o valor, mas você vai perceber que para alguns valores a gente vai te dar um presente como agradecimento, adianta Laguna. Caso eles não atinjam a meta até a data estipulada, não poderão retirar nenhum centavo da vaquinha virtual e o site devolverá as colaborações.
Os valores de doações variam de R$ 15 a R$ 1.000 e, para deixar sua contribuição, basta acessar o link do Bikpek. O vídeo abaixo mostra um pouco mais sobre o projeto.
Corrida de Montanha · 21 jul, 2015
Para muitos corredores o dia de parar pode chegar. De repente, a corrida não é mais prioridade em nossa vida. Simples assim. O corredor atinge um ponto em que a motivação desaparece. Conheço muitos ex-corredores que depois de muitas maratonas não conseguem mais colocar um tênis e sair por aí correndo. Geralmente, eles passaram por todos os estágios da corrida: cinco, dez, 21, 42 quilômetros e, para alguns, até ultramaratonas.
Mas será que depois de um tempo a motivação volta? Como resgatar a vontade de enfrentar treinos extenuantes e provas desafiadoras tudo de novo? Chegar ao ponto de refletir sobre parar ou dar um tempo não leva muitos anos. Ao começar, o corredor é mordido pelo bichinho da corrida quando vence a primeira etapa: completar uma prova de cinco quilômetros.
Naturalmente, esse corredor vai aprimorar seus treinos e encarar uma prova de dez. Depois disso, geralmente, entra-se num ciclo de constantes desafios:
1º Desafio Melhorar a performance em provas de 10k. Para os homens é correr abaixo de 50 minutos, já as mulheres abaixo de uma hora. Enquanto isso não acontecer, a motivação está a todo vapor.
2º Desafio Nessa fase ocorrem duas situações: provas de 10k com o desejo de completar uma meia maratona ou 21k. Aqui existe um conflito, pois os treinos para uma meia maratona são, de certa forma, diferentes dos de 10k. Mesmo assim, os corredores querem ter um bom desempenho em ambas as provas. Uma grande dificuldade para nós treinadores é explicar que será difícil ter bom desempenho nas duas provas e que é necessário escolher qual delas será o foco.
Após muitos desafios, a motivação pode terminar. Foto: Dominique VERNIER/ Fotolia
3º Desafio A hora da verdade: completar uma maratona. Aqui já é mais fácil conseguir convencer um corredor que provas de dez não são tão importantes e sim provas de 21 para adquirir ritmo e concentração total nos longos.
4º Desafio - Depois de uma maratona completada, a sequência de vontades de um corredor envolve um mix entre melhorar o tempo tanto em uma maratona, como também em uma meia maratona. Nesse momento, entra o turismo associado à corrida, ou seja, o corredor opta por diversas provas pelo mundo para correr uma maratona famosa e conhecer um novo lugar.
Esse quarto desafio é uma fase longa, de muitos anos, em que os corredores chegam a colecionar essas maratonas internacionais. Pode surgir então um quinto desafio: as corridas de montanha, ou um algo mais agressivo que seriam as ultramaratonas. Mas não é uma fase comum de se acontecer.
O ponto crucial é no quarto desafio, justamente quando questionamentos sobre o prazer da corrida vem à tona. É normal que alguns corredores regridam e optem por correr distâncias menores, como uma meia maratona ou somente provas de dez. Porém, se tornam mais exigentes, pois estas provas precisam ter um excelente percurso, muito bem organizada e em cidades especiais que despertem a vontade de participar. Caso contrário, o dia de parar vem sem aviso e qualquer outra atividade se torna prioridade em cima dos treinos ou provas.
Não vejo problema querer parar ou dar um tempo. Cada indivíduo tem seu tempo e seu ritmo. Da mesma forma que aquele bichinho da corrida o mordeu ao completar seus primeiros cinco quilômetros, a motivação pode retornar sem mais nem menos.
Tenho 35 anos de corrida e já passei por todos esses momentos. Mas nunca parei de correr pelo menos três vezes na semana. Hoje, depois de alguns anos neste treino meia boca, decidi voltar aos treinos de uma maneira mais séria. De repente, a vontade de sair correndo e mergulhar na rotina de treinos com tiros no meio da semana veio sem aviso. Só de pensar em acordar cedo e correr resgatou a velha e boa motivação.
No momento, me preparo para uma maratona como se fosse mais um desafio. Quem sabe estou reiniciando um processo que vai e volta na vida de nós corredores como também em nossa vida pessoal? Pense nisso e bons treinos.
Triathlon · 13 jul, 2015
Marcos Paulo Reis já foi treinador da seleção brasileira de triathlon nas Olimpíadas de Atenas e Sidney, além do Pan de Winnipeg e Mar Del Plata, época em que o país tinha atletas que brigavam pelos primeiros lugares do pódio. Hoje, porém, a realidade é outra com o fiasco nos Jogos Pan Americanos de Toronto (CAN) já que foi a primeira vez que saímos sem medalhas.
Para o treinador, a falta de interesse dos jovens pela modalidade reflete esse resultado. O Ironman, por exemplo, gera mais interesse dessa nova geração por ser mais atrativo financeiramente e por gerar mais mídia, afirma. Segundo Marcos Paulo, alguns nomes como Guilherme Manochio e Igor Amorelli poderiam estar ao lado de Reinaldo Colucci, o principal nome do Brasil hoje.
O paranaense se recupera de uma cirurgia no Tendão de Aquiles realizada em novembro do ano passado e amargurou a 21ª posição na prova canadense. Acho que ele chegou fora de forma, se não teria condições de brigar lá na frente. Ele certamente chegará forte para a Olimpíada, opina o proprietário da assessoria esportiva MPR.
Marcos Paulo acredita no projeto da Confederação Brasileira de Triathlon que tem em sua seleção permanente além de Colucci, Diogo Sclebin (melhor brasileiro no Pan em 15º lugar) e Danilo Pimentel (22º). Em minha opinião estamos mais preocupados em classificar nossos atletas para a Olimpíada do que prepará-los para a competição em si. Então eles se focam em fazer os pontos para largar. Para o treinador, uma ideia seria distribuir a vaga para algum atleta expoente. Não digo que hoje exista alguém muito melhor do que os que estão aí, mas acho que após definido nome da primeira vaga olímpica, a segunda poderia estar mais perto de algum talento de destaque no momento.
Colucci e Sclebin chegaram a andar com os líderes. Foto: Rich Cruse/ Triathlon.orgEm seu perfil no Facebook, Colucci afirma que realizar a cirurgia em novembro realmente comprometeria seu desempenho em Toronto, mas que o foco está nas Olimpíadas do Rio. O resultado não foi a tão sonhada medalha, porém a felicidade de cruzar a linha de chegada foi também muito grande . (...) Em Janeiro desse ano eu ainda estava me recuperando de uma cirurgia e nem podia apoiar meu pé direito no chão sem o auxilio das muletas.
Diogo também usou a rede social para comentar seu desempenho. No Pan de Guadalajara em 2011 eu fui 5º; hoje me sentindo muito mais apto para uma medalha fui 15º. Isso é o esporte, isso é triathlon, só me resta treinar e esperar a próxima oportunidade daqui a quatro anos. Já Pâmella Oliveira, que terminou na 10ª colocação, também usou o Facebook para dizer que esperava mais. Sem lamentações e vamos dar continuidade nos treinamentos, porque em menos de um mês estamos no Rio de Janeiro para a prova teste do Rio 2016. O Brasil ainda foi representado por Luisa Baptista (17ª) e Beatriz Neres (18ª).
Masculino
1 Crisanto Grajales (MEX) 1h48min58
2 Kevin Mcdowell (EUA) 1h48min59
3 Irving Perez (MEX) - 1h49min05
15º - Diogo Sclebin (BRA) 1h50min24
21º - Reinaldo Colucci (BRA) 1h51min24
22º - Danilo Pimentel (BRA) 1h51min52
Feminino1 Barbara Riveros (CHI) 1h57min18
2 Paola Diaz (MEX) 1h57min48
3 Flora Duffy (BER) 1h57min56
10ª Pamella Oliveira (BRA) 2h00min05
17ª - Luisa Baptista (BRA) 2h05min33
18ª Beatriz Neres 2h05min34
Atletismo · 13 jul, 2015
O coração da profissão de atleta é o treino, e para treinar é necessário apoio. A frase é de Adriele Silva, paratleta há dois anos, e que atualmente disputa uma vaga na equipe de triathlon nas Paralimpíadas de 2016. Ela é a primeira e única mulher biamputada nas modalidades em que atua: o atletismo e triathlon e faz parte do case coletivo apoiado pela UHelp, uma organização social sem fins lucrativos de assistência social cuja missão é promover a melhoria da qualidade de vida e fortalecer a inserção social de pessoas com deficiência.
Adriele treina em Jundiaí, cidade onde mora. Foto: Arquivo PessoalSer um atleta é apenas um grande sonho para alguns, já que conseguir patrocínio e apoiadores é algo muito complexo. No caso do atleta com necessidades especiais os obstáculos vêm em dose tripla, pois os custos são extremamente elevados. Para a realização da manutenção, alinhamento de próteses e trocas de encaixes e liners, a Uhelp vai captar R$ 24.100.
Adriele treina em uma academia em Jundiaí, onde mora e tem apoio de uma loja de suplementos e do Instituto Mara Gabrilli, que dá suporte relacionado às competições de triathlon, que precisam do pagamento de inscrições, passagens, estadia, além dos treinamentos, é claro. A paratleta também faz parte da PossAbilities, um programa da universidade de Loma Linda, na Califórnia, específico para atletas com necessidades especiais, que fornecerá a bicicleta própria para o triathlon e também lâminas para corrida. Ainda assim, não é suficiente.
Adriele, que começou a treinar como profissional depois de ter as duas pernas amputadas devido a uma infecção urinária não tratada corretamente, conta que adquiriu as próteses para as duas pernas com o seguro de vida que recebeu quando ficou doente. O valor que recebi foi exatamente o que precisava para as próteses. Se não tivesse apoio para manutenção, por exemplo, não sei o que faria.
Os valores* para os equipamentos necessários para o dia a dia e especialmente para treinar são altos. Veja:
Próteses para o dia a dia - R$ 44.000
Encaixes (prótese de andar) - R$ 8.000
Meias de silicone - R$ 700
Lâminas para corrida - R$ 70.000
Encaixes (para lâminas) - R$ 8.000
Liners - R$ 1.800 - R$ 2.800
Além dos valores altos, ainda há o desgaste provocado pelos treinos e pelas competições. Adriele revela a média de duração das peças:
Encaixes - oito meses a um ano
Lainers e joelheiras - seis meses a um ano
Pés - cinco anos
Lâminas - cinco anos
Meias de algodão - um mês
Meias de silicone - três meses
Para a jundiaiense, a visibilidade que a empresa proporciona ao case é crucial: as pessoas não imaginam quanto é complicado ser um atleta profissional, explica ela que trabalha meio período para conseguir se manter e aos treinos. Estou trabalhando cinco horas por dia, inclusive aos sábados e isso irá interferir muito no desempenho, explica. Hoje ela é recordista brasileira duas vezes consecutivas nos 100 metros, nos 200 e 400 metros rasos. Mas Adriele acredita que seu grande trunfo, assim como de Sabrina, está no Triathlon.
Ela explica: a forma de avaliação é diferente e só agora será validado como esporte paralímpico. São duas vagas garantidas de cada modalidade e para Adriele ser a única biamputada competindo dá uma certa vantagem. Ainda assim, é preciso treinar pesado, porque as marcas precisam ser boas e ninguém quer entrar para uma Olimpíada para perder, enfatiza. Para a prática do Triathlon, além da bicicleta doada, serão necessários acessórios, manutenção, mala para viagens (por causa dos equipamentos), além de todos os gastos pessoais. Por isso a divulgação do nosso trabalho é tão importante, revela.
Paratletas enfrentam diversos desafios durante o dia a dia do treinamento Foto: Rico Russo/DivulgaçãoJunto de Adriele estão os paratletas Vinicius Rodrigues e Sabrina Custódia, que também fazem parte do programa da Uhelp. A organização reúne em seu site casos de pessoas com deficiência para captação de recursos e atendimentos que permitam oferecer autonomia e maior qualidade de vida. No caso dos paratletas, o desafio é mostrar a realidade desses jovens para o mercado, para que os empresários possam refletir sobre a importância de uma doação para manter a qualidade dos treinos, pois cada apoio pode significar uma medalha para o Brasil.
No site da Uhelp, é possível conhecer melhor a equipe Ultrability e doar valores que poderão ajudar esses atletas em sua atuação nas Paralimpíadas Rio 2016. Além disso, a ONG é a primeira entidade que permite ao internauta escolher o direcionamento dos recursos já captados, com um voto que representa um percentual do valor, indicado na hora em que a pessoa realiza o processo. Segundo os responsáveis pela ideia, o objetivo é que as pessoas percam o receio de ajudar, porque podem acompanhar o destino do dinheiro doado, com prestação de contas no próprio site. As doações podem ser feitas em cotas de R$ 20 a R$ 100 com cartão de crédito ou débito e boleto bancário por meio do sistema PagSeguro.
*Valores médios. Alguns equipamentos foram doados e outros adquiridos pela própria paratleta.
Sabrina também conta com o apoio da ONG. Foto: Rico Russo/DivulgaçãoTriathlon · 03 jul, 2015
O Itaipu Ironman 70.3 Brasil Paraguai será o próximo evento da série de provas do Circuito Ironman no Brasil em 2015. A prova será no dia 29 de agosto, com percursos de 1.9 quilômetros de natação, 90.1 de ciclismo e 21.1 de corrida, sendo o mesmo percorrido todo dentro da Itaipu Binacional. Com as inscrições já esgotadas, o evento classificará 35 atletas da categoria faixa etária para o Mundial de Ironman 70.3 de 2016, na Austrália. A largada será às 9h30, no lado paraguaio da usina, com chegada na parte brasileira, onde estará montada a arena no evento.
A programação oficial terá início no dia 27 de agosto na Itaipu Binacional Foto: Fábio Falconi/Latin SportsVale lembrar que a distribuição de vagas para o Mundial será proporcional ao número de atletas que largarem nas categorias de faixa etária. Portanto a divisão de vagas por cada categoria será divulgado somente após a largada da prova, conforme orientação da WTC, responsável pelas provas do Circuito Ironman.
A programação oficial terá início no dia 27 de agosto, com a abertura da Expo Ironman e a entrega de kits, na Itaipu Binacional, a partir das 9h. Na sexta, dia 28, além da Expo e entrega de kits, também estão programados o Bike Check-in, a pintura dos atletas e os congressos técnicos. No sábado, dia 29, a prova terá largada às 9h30, com premiação prevista para as 14h.
Corrida de Montanha · 26 jun, 2015
Asfalto, concreto, grama, areia ou esteira? Existem diversos tipos de terrenos para a prática da corrida, além das diferenças que envolvem a absorção de impacto e o fortalecimento da musculatura. Outra questão discutida é se o calçado interfere mesmo no desempenho do atleta.
Correr na grama é bom para a recuperação de lesões. Foto: micromonkey/ FotoliaAsfalto - Para Ana Paula Simões, médica ortopedista e especialista em traumatologia esportiva, correr no asfalto gera um alto impacto no pé. Você tem uma energia muito grande que é acionada diretamente para os ossos, então é como se fosse um lutador de boxe treinando na parede, explica.
Com a grande quantidade de corridas de rua, o piso duro é muito utilizado, sendo uma boa alternativa para quem quer melhorar a velocidade. Neste caso, a dica de Raquel Castanharo, fisioterapeuta mestre em biomecânica da corrida, é usar a musculatura da forma mais correta possível, absorvendo assim o impacto.
Concreto - Já quando o atleta parte para a atividade no concreto, a preocupação com a maneira de correr deve ser redobrada. Neste caso, o essencial é o esportista fazer uma aterrissagem mais suave. Em um terreno mais duro, você tem que prestar ainda mais atenção no seu corpo, para absorver esse impacto. Uma das dicas é tentar correr sem fazer barulho, recomenda a fisioterapeuta.
Por ser mais rígido, o terreno deve ser evitado, caso a pessoa não tenha uma boa mecânica de corrida.
Grama - Para aquele atleta que se lesionou e está voltando gradativamente aos treinos, a grama é uma boa opção. É uma superfície mais macia e um pouco mais fácil de correr, mas não é ela que vai te impedir de se machucar, declara Raquel Castanharo.
Como é uma superfície que pode ter irregularidades, é uma opção interessante para quem está treinando para corridas de montanha. Nessas condições, o essencial é tomar cuidado para não lesionar o tornozelo.
Areia - Assim como na grama, o corredor deve se atentar aos desníveis que pode encontrar ao longo do percurso na areia. É um piso ideal para treino de estabilidade de tornozelo e força muscular.
Esteira - Por permitir uma corrida com menor força de impulsão, é também indicada para o retorno após alguma lesão. Na esteira, o atleta corre em uma superfície que facilita a aterrissagem, assim como os treinos de mecânica da corrida.
O calçado não é um fator tão determinante quanto à biomecânica. Foto: rukawajung/ FotoliaCalçado x Pisada
Independente do calçado e sua função de proteger os pés contra objetos cortantes, por exemplo, ele não previne e nem trata lesões. O que realmente faz a diferença é o jeito que o atleta corre. Existe uma ideia de que um tênis com muito amortecimento e muita tecnologia vai proteger a pessoa do impacto, isso não é verdade. O tênis gera uma sensação de conforto, certa maciez na pisada, mas o impacto continua ali, conta Raquel Castanharo.
Mesmo não sendo o principal fator no momento da corrida, Ana Paula Simões recomenda que o atleta priorize os calçados com melhor sistema de amortecimento e que possibilite inverter a pressão em cima do pé. Além disso, é importante fortalecer bastante a musculatura e investir nas palmilhas.
Já os tênis minimalistas são indicados para quem já é corredor profissional, por ter a musculatura mais preparada. Afinal, são calçados que não absorvem nenhum impacto e dão a sensação correr descalço. Eles forçam muito a estrutura do pé, que não é preparada para receber tanta energia, finaliza a doutora.
Com todas essas dicas, o essencial para o esportista é intercalar os treinos sempre que possível, principalmente para não correr apenas em superfícies muito duras, como o asfalto e o concreto.
Triathlon · 23 jun, 2015
A edição 2015 do Ironman Florianópolis ainda está quente na memória dos atletas, e a edição do próximo ano já começa a agitar os competidores. Nesta quarta-feira, dia 24, a partir das 10h (horário de Brasília), começam as inscrições para a mais tradicional e importante prova do calendário nacional. Como a procura é sempre grande e a tradição mostra que as vagas acabam rapidamente, é bom estar esperto para não perder a chance de estar na edição no ano que vem.
Inscrições acabam rapidamente, então não perca tempo! Foto: Fábio Falconi/Latin SportsAs inscrições terão valor de US$ 800,00. A confirmação deverá ser feita pelo Active, através de cartão de crédito internacional. Mais informações no site oficial, www.ironmanbrasil.com.br