Christina Volpe

Comecei como corredora, depois me tornei jornalista e repórter do Webrun. Hoje sou editora e conviv

Comecei como corredora, depois me tornei jornalista e repórter do Webrun. Hoje sou editora e convivo diariamente com o esporte há 3 anos. Meu coração bate mais forte toda vez que um atleta conquista seu objetivo, uma corrida acontece e assisto uma competição emocionante. Sempre estou aprendendo e dando meu melhor.

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Será que você tem alergia à corrida?

Parece estranho, mas uma corrida pode desencadear desconfortos incomuns em muitos praticantes como, por exemplo, coceira, pele irritada e até mesmo vermelhidão no corpo. Esses sintomas acontecem devido a um tipo de alergia, que afeta boa parte da população praticante de exercício.

Os sintomas ocorrem devido a vasodilatação periférica, que nada mais é que a dilatação dos vasos sanguíneos, junto a uma liberação de substâncias alergênicas na corrente sanguínea, durante algum exercício A dermatologista Juliana Fosco, da Clínica Novazzi, explica que em casos mais leves, a vermelhidão e a coceira cessam poucos minutos após o término da atividade física. “Em casos mais graves pode ocorrer sensação de calor, ruborização, coceira intensa, urticária exagerada, tonturas, desmaios, vômito e até mesmo diarreia”.

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Como costuma se manifestar?

A pessoa alérgica apresenta sintomas característicos como espirros, congestão nasal, coriza, coceira, lacrimejamento, urticárias, falta de ar entre outros.

Tem cura?

A alergia não tem cura, mas pode ser controlada. O tratamento visa melhorar os sintomas, afastar o paciente do alérgeno (substâncias que causam a reação alérgica) e, em casos específicos, induzir tolerância a ele.

É necessário acompanhamento médico?

Com a regularidade da prática esportiva e com bom condicionamento físico, estes sintomas tendem a desaparecer. Se tais sintomas permanecerem ou aumentar, é preciso procurar um médico.

Lembre-se cada caso é único e precisa de avaliação médica criteriosa para o sucesso terapêutico.

Onde Treinar · 16 nov, 2016


Fortaleça o core e tenha uma corrida mais consistente

Você sabe o que é core? É a área composta pelos músculos do abdômen, glúteos e lombar, a região tem a função de proteger os órgãos e atuar na sustentação de uma boa postura. “O core bem trabalhado é super importante, também, para para a prevenção de lesões e dores”, diz o professor Isaias Lemes, da Academia Bio Ritmo.

Para os praticantes de corrida o fortalecimento dessa região é essencial, afinal o alinhamento e estabilidade do quadril e da coluna acontece a partir dos exercícios. “A partir dos exercícios evitam-se dores nas costas e aumenta-se a capacidade respiratória durante o exercício”.

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Confira as 5 dicas

1. Trabalhe com a região em dias alternados, assim a musculatura não ficará fadigada.

2. Busque atividades como pilates, treinamento funcional e musculação para o fortalecimento.

3. Faça exercícios chamados isométricos, como por exemplo a prancha. Esse tipo de movimento concentra e fortalece a região do core.

4. Busque equilíbrio na sua respiração durante o exercício. Por utilizar muito a parte do abdômen, nem sempre é fácil ficar concentrado na hora de praticá-lo, mas a respiração é essencial para proteger a lombar.

5. Procure um profissional especializado, explique suas necessidades e não se machuque tentando algum movimento diferente.

Corridas de Rua · 15 nov, 2016


Corrida proporciona sensações que podem ajudar no tratamento da Síndrome do Pânico

“O pior momento que já tive na vida. É uma sensação física, semelhante a um infarto e que sempre te pega desprevenido. A minha veio sem motivo aparente, fui parar no hospital cinco vezes antes de ter certeza que era um problema psiquiátrico e não puramente físico. Só após dois anos com a doença fui ao psiquiatra, por puro preconceito”, conta uma vítima da Síndrome do Pânico.

Muitos podem se identificar com o relato acima, já que a crise é caracterizada por ataques de ansiedade aparentemente desproporcionais a partir de ameaças presentes ou imaginárias. O psicólogo do esporte e doutor em análise de comportamento, Eduardo Cillo, explica que o surgimento da síndrome costuma estar atrelada a ocorrência de um episódio inicial, que tenha despertado fortes sensações de ansiedade e desconforto.

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Um acidente ou episódio de violência pode acarretar uma primeira situação e posteriormente, circunstâncias semelhantes podem despertar a sensação. “Em geral, o sistema nervoso autônomo passa a funcionar de maneira que o ramo simpático (que energiza e prepara o organismo para a ação) dispare de forma contínua e intensa, aumentando a frequência cardíaca e diversas outras funções corporais, levando assim algum tempo para que o organismo se restabeleça e o desconforto acaba persistindo por um tempo”, explica Eduardo.

Reações

É importante destacar a imprevisibilidade das ameaças e alterações no foco de quem sofre da Síndrome. Dada a intensidade das reações corporais é comum que a pessoa passe a ficar muito sensível a elas e, isto por si só, já se configura em um fato para o aumento da ansiedade. Neste caso o indivíduo se torna hipervigilante quanto às alterações no próprio organismo.

Eduardo explica que é por esse motivo que a produtividade cai e os relacionamentos de quem possui a síndrome ficam prejudicados, já que o indivíduo acaba perdendo detalhes importantes do ambiente a sua volta.

Corrida X Síndrome do Pânico

O treinamento de corrida pode auxiliar, e muito, as pessoas que apresentam este quadro. Tanto do ponto de vista da regulação do funcionamento do sistema nervoso autônomo, quanto do controle do foco de atenção. “Há benefícios importantes no envolvimento com o treinamento de corrida”, diz o psicólogo.

Em primeiro lugar o corredor precisa se envolver em uma rotina de atividades que despertam diferentes reações corporais, no que se refere aos níveis de ativação.

‘Realizar um treino intervalado é diferente de um longão, por exemplo. O treino intervalado intercala momentos de alta com baixa ativação, proporcionando ao praticante a observação de reações corporais intensas, assim como a recuperação. Este é um baita treino de auto observação, o qual é muito útil para aprender a ter auto controle quando uma crise de pânico está começando”, indica Eduardo.

Bruno Melo, autor do primeiro relato desse texto, conta que a corrida o deixou mais centrado. “O início é difícil porque as sensações que você tem quando corre até parecem um pouco com as do pânico, mas quando isso passa é uma ferramenta essencial para regular os passos”, diz.

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Foto: SolisImage/Fotolia Foto: SolisImage/Fotolia

Outro benefício direto da corrida é o efeito dos treinos sobre o sistema nervoso autônomo e a regulação que este faz sobre o funcionamento do coração. “O exercício sadio da corrida produz um equilíbrio do funcionamento dos ramos simpático e parassimpático, tornando o organismo mais adaptado aos estímulos estressores. Além disso, a corrida exige atenção aos estímulos externos, obrigando o praticante a alternar o foco de atenção entre as sensações corporais e tudo o que estiver ocorrendo a sua volta como obstáculos, pista, ou outros corredores”

Estar presente

O treinamento mais importante e predominante na corrida é a necessidade estar presente. Sendo assim isso pode ser exatamente o que a pessoa com síndrome busca, já que muitas vezes o desencadeador da mesma é a imaginação ou lembrança de ameaças já ocorridas.

A medida que o corredor progride nos treinamentos, as conquistas passam a se sobrepor a sensação de incontrolabilidade da Síndrome do Pânico. Este fato por si só já tem um enorme valor.

O psicólogo alerta que a corrida pode se tornar uma ferramenta auxiliar de grande valor, mas não substitui a necessidade da realização de acompanhamento psicoterápico. Bruno conta que passou a tomar remédios, mas que as atividades físicas tornaram-se um complemento perfeito.

Foto: flaviorossato/Fotolia Foto: flaviorossato/Fotolia

“Passei a executar alguns exercícios de habituação às situações de gatilho. Outra técnica bem legal é meditação, eu inclui o Mindfullness na rotina e assim consigo manter uma rotina pesada e cuidar da ansiedade. Já fazem cinco anos desde a primeira crise séria e hoje aprendi a lidar com poucos escapes que ainda tenho, são fracos e não atrapalham. Apesar de ainda não ter largado completamente os medicamentos a corrida se mostra um aliado perfeito para esse processo”, finaliza.

Saúde · 04 out, 2016


Quer começar a correr? Te ajudamos com os primeiros passos

Para quem está com vontade de estrear nas pistas o ponto número um é a disposição. Começando com isso, é importante atentar-se a alguns pontos. O treinador Gustavo Fernandes deu o caminho das pedras para você começar os primeiros passos.

“Antes de iniciar o treinamento, é importante realizar uma avaliação física e postural, com o objetivo de saber se não há nenhum tipo de restrição, tanto cardíaca quanto musculoesquelética e possíveis desvios posturais”, alerta.

A partir desse exame o período de treinamento pode começar, contando com um período inicial de adaptação para que o corpo do futuro atleta saia do estado sedentário para o ativo. “'É necessário criar uma base, um mínimo de condição para que o corpo suporte a carga de treinamento que será imposta".

Uma ideia é conciliar o treinamento de força (musculação) com a atividade específica (corrida), podendo trabalhar em dias alternados cada um dos treinamentos.
“Sempre comece com o treinamento de corrida com caminhadas mais leves, e vá aumentando a intensidade progressivamente, para que assim o corpo se adapte a cada intensidade e o treinamento evolua gradativamente”, alerta.

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Foto: Agência Brasília/CC BY 2.0 Foto: Agência Brasília/CC BY 2.0

Confira a periodização que pode ser realizada em 30 dias. Sendo 8 sessões e treino para corrida

1º dia: 30’ de caminhada leve
2º dia: 20’ alternados, 1’ de trote por 4’ de caminhada leve
3º dia: 30’ alternados, 1’ de trote por 4’ de caminhada leve
4º dia: 30’ alternados, 1’ de trote por 2’ de caminhada leve
5º dia: 20’ de trote contínuo
6º dia: 30’ alternados, 4’ de trote por 1’ de caminhada moderada
7º dia: 30’ de trote contínuo
8º dia: 40’ alternados, 1’ de trote por 3’ de caminhada moderada

Importante ressaltar que junto ao treinamento é essencial iniciar um fortalecimento muscular, necessário para a prática de qualquer atividade esportiva.

"Como vimos nesse exemplo, os treinos de corrida seriam realizados duas vezes por semana (Ex: terças e sextas feira), para que a musculação seja inserida nos outros dois (Ex: segundas e quintas feiras), deixando quarta feira, sábado e domingo, num primeiro momento, como descanso”, explica Gustavo.

“Como já citado, a musculação é essencial e deve envolver exercícios que contemplem os grandes grupamentos musculares, como leg press, agachamentos, supinos e remadas. Devendo trabalhar inicialmente com intensidades baixas. Além disso, exercitar a região do CORE é fundamental, como abdômen e paravertebrais, por exemplo, responsáveis pela estabilização e controle postural”, explica. Tais exercícios são fundamentais para que a corrida seja realizada de forma correta, minimizando o risco de lesões e preparando as articulações e músculos para a corrida.

Além disso, um bom aquecimento antes de qualquer atividade é importante em conjunto com os alongamentos dinâmicos.

"Outra dica super importante é ter sempre um profissional de educação física ao seu lado acompanhando o treinamento, pois somente ele saberá adequar o treino à sua necessidade, e dosar a intensidade correta para que seus objetivos sejam alcançados com segurança e eficácia”, diz Gustavo.

Corridas de Rua · 22 set, 2016


Chega de quebrar nas provas! Veja o que você deve ou não fazer

Um dos maiores medos dos corredores tanto amadores, quanto profissionais é não conseguir completar determinada prova em seu melhor desempenho, ou simplesmente não terminá-la. Na linguagem corriqueira isso se chama “quebrar”, algo que deve ser bem observado.

O personal trainer Alex Souza, da academia Fit360 comenta alguns pontos que devem ser levados em consideração.

Confira!

1. Conheça a si próprio

“É o ponto de partida essencial para melhores resultados, isto é, entender seu nível de condicionamento, saber qual é o seu próprio ritmo de corrida e como administrá-lo durante a prova”.

2. Planeje

“Ter um planejamento adequado e coerente com o objetivo traçado é outro ponto chave para chegar a sua melhor performance no respectivo dia”.

3. Descanse

“Estar descansado e ter boas noites de sono para o grande dia é um dos elos centrais para quem quer realmente chegar ao final da corrida. Evite excessos nas semanas que antecedem o evento, quanto mais perto da corrida maior o cuidado com este elo”.

4. Observe seus limites

“Entenda que existem limites e estes precisam ser respeitados. Uma vez que cada pessoa tem um grau específico de tolerância ao exercício e seus desdobramentos – desgaste físico, fadiga localizada, tempo de recuperação, níveis de lactato e controle de mecanismos emocionais”.

5. Hidrate

“Estar muito bem hidratado é a espinha dorsal do processo de um bom corredor, pois o corpo possui até 75% de água em sua composição e é justamente ela que preservará todo o sistema muscular”.

6. Não crie falsas expectativas

“Coloque uma expectativa realista de resultados controlando a ansiedade e estresse que irão surgir para encurtar o caminho dos treinos cansativos, árduos e algumas vezes, até a exaustão”.

Estar preparado para o momento da quebra também é essencial, afinal isso pode acontecer com todo mundo. “Quando esse momento chegar você deve pensar o quanto de empenho você dedicou a aquele momento. Vale lembrar que você sabe exatamente onde quer chegar e não é qualquer obstáculo que vai te parar”, diz Alex.

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Foto: RennetSow/Flickr Foto: RennetSow/Flickr

Principais erros dos corredores

O overtraining, treino excessivo, não prioriza a fase de recuperação e pode prejudicar significativamente a performance do corredor. “Isso pode causar dores, desconfortos articulares, queda de performance, irritabilidade e desequilíbrio de sistemas corporais”, explica o personal.

Para Alex é importante ficar atento também ao desequilíbrio emocional. “Esse é um fator que tem atrapalhados grandes atletas que muitas vezes possuem um físico perfeito, mas o emocional fragilizado gerando condições negativas”, explica. Ter o pensamento de vencer a todo custo também não é recomendável. “Assim o atleta pode esquecer de todo o processo de preparação, aprofundamento, aperfeiçoamento e polimento dos treinos”.

“Todo o processo seja ele de um atleta, corredor, e até mesmo CEOs de grandes empresas, passa por etapas muito bem planejadas, elaboras e medidas para atingir um determinado fim, leia-se resultado. Estas etapas serão a base para todo o caminho a ser seguido e modificado, caso necessário, para continuar a progredir”, explica.

Corridas de Rua · 16 set, 2016


Mudança de tempo marca 4ª Mizuno Uphill Marathon

Subir a Serra do Rio Rastro virou meta para muitos corredores que querem aquele “algo a mais” em seu histórico de superação. Neste último sábado (3), atletas enfrentaram, e muitos pela primeira vez, as íngremes subidas da Mizuno Uphill Marathon, que trouxe duas novidades: a distância dos 25 km e o Desafio Samurai, que consiste em fazer os 25 km pela manhã e os 42 km à tarde. Ou seja, uma ultramaratona com uma janela de descanso mínimo entre uma distância e outra.

Detalhe: neste desafio, o atleta sobe a serra duas vezes, já que o percurso é praticamente o mesmo.

Corredores emocionados antes da largada Foto: Christina Volpe Corredores emocionados antes da largada Foto: Christina Volpe

25 km

A nova distância agradou corredores que ainda não alcançaram a linha de uma maratona, mas que não dispensam um percurso que tira da zona de conforto. Os atletas largaram às 7h do sábado (3), a partir da cidade de Lauro Muller (SC), rumo à Serra do Rio do Rastro.

“Estou muito feliz e surpreso com esse pódio. Achei mesmo que teria um pouco de trabalho porque não conhecia o percurso, que é bem técnico. Mas consegui ditar um bom ritmo para essa prova: comecei com um pace abaixo de 4’ e nos 7 km finais da subida mantive entre 4’ e 5’”, conta Fernando Bezerra, que nunca havia feito uma prova desse tipo. Bezerra diz que não treina como gostaria, e que aproveita seu trabalho para correr o que pode. “Sou coletor de lixo domiciliar em São Paulo, então o trabalho exige que eu corra. Mas treino quando posso e quero me superar ainda mais”, conta o atleta, que também participou do Desafio Samurai, mas não pegou o pódio do segundo round.

Campeão 25km Foto: Christina Volpe Campeão 25km Foto: Christina Volpe

A cidade de Uberlândia (MG) ficou em segundo lugar, conquistado pelo atleta César Moura, que corre desde o começo do ano. “Sou atleta de mountain bike e comecei a correr por incentivo do meu treinador. Desde então, tenho pego pódio em provas de 10 km e 15 km. Nunca tinha feito uma prova de subida e nessa distância, e ganhar em segundo foi uma grande satisfação”, conta Moura. O professor e triatleta Rodrigo Dantas chegou em terceiro e achou a prova bem difícil. “Nunca tinha feito uma corrida assim. Me preparei para o desafio uns 4 meses antes, e tive que adaptar meu treinamento, já que não tem subidas na cidade onde moro. Mas gostei muito da prova e da organização, sem falar que o cenário do percurso é lindo demais”, conta Dantas, que mora em Jaboticabal (SP).

Campeões do masculino nos 25k Foto: Christina Volpe/Webrun Campeões do masculino nos 25k Foto: Christina Volpe/Webrun

As mulheres também deram um show de resistência e mostraram excelente preparo. Letícia Saltori, que chegou em primeiro lugar, assumiu o primeiro lugar dos 25 km. A atleta de Curitiba (PR) já conhecia o percurso e o pódio não é novidade: Letícia participou da edição de 2014 e ganhou em primeiro lugar na categoria feminina dos 42 km. “Me senti muito mais inteira do que na outra edição. Tentei imprimir um ritmo intermediário para poupar energia para finalizar o Samurai. Tem uma hora que fica difícil seguir, mas o tempo inteiro tinha gente falando comigo para eu levantar a cabeça e melhorar a postura e o ânimo”, conta a atleta de alto rendimento, que também ganhou o primeiro lugar feminino do desafio samurai. “Estou me preparando desde o começo do ano, deixei de participar de outras provas para me resguardar. Treinei bastante na serra da Graciosa, que me permitiu ficar bem mais confiante. Neste ano, a paisagem da Uphill estava maravilhosa, só no comecinho que pegamos um pouco de neblina. O tempo bom pela manhã deu um brilho a mais para o percurso”, completa a samurai.

Leticia participou do desafio Samurai e também saiu como campeã Foto: Christina Volpe Leticia participou do desafio Samurai e também saiu como campeã Foto: Christina Volpe

Pouco tempo depois, avistamos Angelina Rafael, que chegou em segundo lugar. Muito emocionada, a professora de educação física contou que prometeu para si mesma que não iria andar durante a prova. “Não treinei como gostaria. Apesar de gostar de provas de subidas, não faço muito esse tipo de treinamento na prática. Quando faltou 400 m para acabar a prova, achei que não conseguiria continuar correndo, tirei forças de onde não tinha”, conta Angelina. “Vir para cá foi uma surpresa, fiquei sabendo que estava dentro do desafio no final da data do sorteio, por meio de alunos que viram. Minha estratégia para ir bem foi fazer uma largada conservadora. Comecei a aumentar o ritmo no meio da prova, e disse que andaria só se sentisse muita dor. Nos 5 km eu consegui passar a então segunda colocada (Daniela Santarosa), que me incentivou a continuar. Essa foi a minha prova do ano, abri mão de um campeonato que sempre participo para vir para cá, e valeu a pena estar aqui por tudo”, finaliza a atleta de Santos (SP).

Angelina participou pela primeira vez da prova e garantiu a segunda colocação Foto: Christina Volpe/Webrun Angelina participou pela primeira vez da prova e garantiu a segunda colocação Foto: Christina Volpe/Webrun

Daniela Santarosa, veterana no mundo da corrida e nos pódios da Mizuno Uphill, chegou em terceiro lugar. “Adoro essa prova, é bem minha cara. Por isso estou sempre participando. Vim mais tranquila nessa primeira etapa para encarar bem os 42 km. Vamos ver como me saio”, disse a atleta gaúcha, que chegou em segundo lugar na maratona do ano passado. Neste ano, infelizmente não completou os 42 km que consagrariam a atleta como samurai. “Comecei a subir muito bem e senti, lá pelo km 8, falta de água. Desidratei e perdi muito rendimento. Depois vieram as náuseas, glicemia começou a baixar, vindo com um extremo cansaço. Muita gente veio me ajudar e fui até o km 38”, relata. Talvez desse para terminar, mas pressenti algo ruim e decidi que não valia a pena, acho que quem está acostumado a me ver cruzar a linha de chegada não me reconheceriam”, completa Daniela.

Daniela Santarosa foi a terceira colocada nos 25k Foto: Christina Volpe Daniela Santarosa foi a terceira colocada nos 25k Foto: Christina Volpe
Pódio das campeãs dos 25k Foto: Christina Volpe/Webrun Pódio das campeãs dos 25k Foto: Christina Volpe/Webrun

42 km

A voz da Serra do Rio do Rastro ecoava entre a neblina do percurso dos 42 km. Os atletas sentiram na pele o poder imprevisível da natureza: de manhã, o tempo estava aberto e com pouca neblina; à tarde, por sua vez, o clima fechou no meio da prova - frio, vento gelado e muita neblina foram obstáculos extras para os ninja runners.

Marcelo liderou a prova de ponta a ponta Foto: Christina Volpe/Webrun Marcelo liderou a prova de ponta a ponta Foto: Christina Volpe/Webrun

A largada foi dada no mesmo horário do ano passado, às 15h, após uma apresentação emocionante de música japonesa. Sob a fortes rufadas dos taikos (tradicionais tambores da cultura japonesa), largaram os maratonista e corredores do desafio Samurai.

A prova foi liderada de ponta a ponta pelo atleta Marcelo Rocha, campeão de 2015 e favorito para o título. Adriano Bastos e mais um pelotão de três atletas seguiu próximo a Marcelo por uns 15 km. Depois o campeão abriu distância e chegou na parte mais difícil da prova, a serra. “Senti muito frio durante a prova, mas mesmo assim achei que meu ritmo estava bom. Tive espasmos e quase algumas cãibras, segurei o ritmo”, diz.

Adriano Bastos, segundo colocado em 2015, era um dos favoritos ao título da prova Foto: Christina Volpe Adriano Bastos, segundo colocado em 2015, era um dos favoritos ao título da prova Foto: Christina Volpe

Marcelo, que trabalha como carteiro, contou que este ano estava consciente do que enfrentaria, então se sentiu melhor na disputa. “Eu não podia perder o foco. A Uphill é a minha prova, vou em busca do tricampeonato e tentar fazer história. Não estou preocupado em bater recorde, vou respeitar a natureza e meu corpo”, afirma.

A neblina apareceu no início da Serra do Rio do Rastro e permaneceu até o final da prova Foto: Christina Volpe/Webrun A neblina apareceu no início da Serra do Rio do Rastro e permaneceu até o final da prova Foto: Christina Volpe/Webrun

Ele terminou a prova em 3h17min30s, e cogita enfrentar o Desafio do Samurai. “É puro treino, se tiver condições posso tentar, mas ainda estou 'ressabiado'”, finalizou o mensageiro da montanha.

Marcelo conquistou o bicampeonato na prova e agora já planeja sua próxima participação Foto: Christina Volpe/Webrun Marcelo conquistou o bicampeonato na prova e agora já planeja sua próxima participação Foto: Christina Volpe/Webrun

A segunda colocação ficou com Ivan Pires, com o tempo de 3h25min48. “Essa foi minha primeira maratona, então estou muito feliz. O frio é minha praia, me senti confortável, apenas fiquei um pouco cansado nos primeiros 5 km. Demora um pouco até encaixar o ritmo, mas me foquei e consegui um bom resultado”, diz.

E o pódio foi finalizado com o atleta Cleber Isbin: além de ficar com a terceira colocação nos 42 km, foi o grande campeão do Desafio Samurai. Ele finalizou a prova em 3h30min5s. “Fiz uma prova cautelosa, porque na parte da manhã tive uma cãibra muito forte, então me resguardei. Como não queria andar na serra de forma nenhuma, permaneci bem focado”.

Isbin contou que montou um treinamento específico em sua cidade, onde subia e descia uma rampa, que possui o mesmo nível de inclinação das curvas da Uphill, até dar 25 km. “Levei meu corpo ao extremo nessa prova. Ninguém treinou mais do que eu, podem ter treinado a mesma quantidade, mas me esforcei muito. Não fiquei feliz com meu resultado no ano passado, então vim com a missão de ser melhor”, disse Isbin. Parabéns a todos os corredores que participaram e superaram seus limites!

Mulheres

Já entre as mulheres, tivemos Ana Paula Martins que não deu chances as adversárias, ela liderou praticamente toda a prova e conquistou o lugar mais alto do pódio em 4h07min57. “Corri mais tranquila neste ano, mas comecei a sofrer mais a partir dos últimos sete quilômetros. Como deu um pouco mais de 42km fiquei nervosa, mas não ia deixar passar. A torcida deu muito apoio nessa reta final e foi essencial”, conta.

Ana Paula que ficou na terceira colocação em 2015, venceu a edição deste ano Foto: Christina Volpe/Webrun Ana Paula que ficou na terceira colocação em 2015, venceu a edição deste ano Foto: Christina Volpe/Webrun

A segunda colocação ficou com Letícia Saltori, que venceu os 25km e o Desafio Samurai, finalizando em 4h09min48. Roberta Nozari completou o pódio com o tempo de 4h25min37.

Para quem ficou de fora e quer participar, fique de olho: as pré-inscrições abrem hoje para Mizuno Uphill Marathon de 2017.

Corrida de Montanha · 05 set, 2016


Imagens e histórias do Triathlon no XTerra Ilhabela

O fim de semana foi agitado para quem esteve em Ilhabela, por mais um ano a Praia do Perequê recebeu a arena do XTerra e diversos atletas do Brasil inteiro. O evento contou com as provas de endurance, triathlon, stand up, night run e kids.

A largada do triathlon foi no sábado (07) às 8h e os guerreiros nadaram 1,5 quilômetro, pedalaram com bikes de MTB 22,2 e correram 9,3 quilômetros no trail run. Acha que foi fácil? Olha só como a segunda colocada Laura Mira Dias chegou após dar tudo de si.

A atleta contou que está foi sua melhor perfomance em uma prova de triathlon e chegou exausta ao final do percurso.

Laura, segunda colocada, após cruzar a linha de chegada Foto: Christina Volpe/Webrun Laura, segunda colocada, após cruzar a linha de chegada Foto: Christina Volpe/Webrun

A triatleta Vanessa Cabrini voltou a competir em provas de triathlon após anos parada, ela que participou do primeiro XTerra em Ilhabela no ano de 2005 está voltando com todo gás e conquistou a quinta colocação nesta última etapa.

Cabrini participou da etapa de Ilha Comprida e foi a primeira atleta a sair da água, tanto entre os homens quanto entre as mulheres Foto: Christina Volpe/Webrun Cabrini participou da etapa de Ilha Comprida e foi a primeira atleta a sair da água, tanto entre os homens quanto entre as mulheres Foto: Christina Volpe/Webrun

Bons momentos são feitos para serem compartilhados e a opção do revezamento no triathlon é uma forma de incentivar e viver junto aquele momento. Foi o caso da família Maciel, vindos de Jacareí, interior de São Paulo a equipe composta pelo ciclista Willian Flores Maciel, de 69 anos, seu filho, o corredor Willian e sua esposa Taila que participou da etapa da natação estavam animados durante toda prova.

A equipe Família Maciel vibrou muito ao cruzar a linha de chegada Foto: Christina Volpe/Webrun A equipe Família Maciel vibrou muito ao cruzar a linha de chegada Foto: Christina Volpe/Webrun

O campeão do triathlon Albert Soley se mostrou incansável, além de conquistar a primeira colocação em sua especialidade, ele também correu os 9,4 quilômetros da night run e consagrou-se campeão.

O campeão do triathlon e da Night Run 9,4km durante a transição da bike para a corrida Foto: Christina Volpe/Webrun O campeão do triathlon e da Night Run 9,4km durante a transição da bike para a corrida Foto: Christina Volpe/Webrun

O paranaense Cristiano Bernardo protagonizou junto com sua filha Camila uma chegada emocionante. A pequena correu animada e contou ter muito orgulho de seu pai: “mas o que eu quero mesmo é ser ginasta”, diz.

Cristiano e sua filha Camila eram pura emoção nos últimos metros da prova Foto: Christina Volpe/Webrun Cristiano e sua filha Camila eram pura emoção nos últimos metros da prova Foto: Christina Volpe/Webrun

O empresário e treinador de Brasília, Filipe Albuquerque Aragão, foi o melhor amador do triathlon e dedicou a prova a sua esposa, com quem está comemorando cinco anos de casado. “A prova foi fantástica, nunca imaginei que conseguiria essa colocação. Estarei no Havaí para o mundial”, diz.

Filipe, o melhor atleta amador do triathlon dedicou a prova ao seu aniversário de cinco anos de casamento Foto: Christina Volpe/Webrun Filipe, o melhor atleta amador do triathlon dedicou a prova ao seu aniversário de cinco anos de casamento Foto: Christina Volpe/Webrun

Triathlon · 09 maio, 2016


Será que é a hora certa de correr sua primeira maratona?

Para muitos a maratona é o ponto alto da vida de um corredor e o dia de enfrentar os 42 quilômetros sem dúvida é marcante. Porém, ainda mais especial que o dia em si é o tempo de preparação, as semanas corridas, literalmente, as noites em que o longo tem que ser encaixado após uma carga horária de trabalho pesado, as recusas nos encontros com amigos, as restrições alimentares, entre outros fatos que só quem se desafia dessa forma sabe.

Mas, como todo evento importante, existe uma hora em que a moda pega e aparecem diversas pessoas dispostas apenas a seguir uma tendência. Com a maratona não foi diferente e corredor deve entender que em uma prova como essa a preparação mental e física é essencial. Afinal, não são apenas cinco quilômetros feitos em meia hora, mas sim um desafio para todos os músculos estimulados durante os 42 quilômetros.
Musculação aumenta o desempenho do corredor?

A evolução gradual nas distâncias faz com que o corredor se acostume com novos desafios Foto: Focus Pocus LTD/Fotolia A evolução gradual nas distâncias faz com que o corredor se acostume com novos desafios Foto: Focus Pocus LTD/Fotolia

O treinador Cauê Amorim, da assessoria 4any1, explica que o aspirante a maratonista deve ter completado de três a quatro meias maratonas antes de tentar algo mais longo. “Buscar um treinador é essencial para ter orientações e não sofrer com nenhum tipo de lesão. Os treinos devem ter muita qualidade para este tipo de prova”, conta.

A evolução gradual nas distâncias faz com que o corredor se acostume com novos desafios, adaptando seu corpo para uma maratona. "A maior dificuldade da preparação é manter a rotina regrada de treinos vinculados com a vida pessoal e trabalho”, explica Cauê. O corredor acaba perdendo alguns eventos para treinar no dia seguinte, ou mesmo para descansar. “Quem escolhe correr uma maratona pela primeira vez deve avaliar se consegue manter uma organização em sua vida”.

Para o futuro maratonista não desistir, o treinador indica que ele busque uma motivação especial para si mesmo, pois no momento em que a fraqueza vier, fixar-se naquele pensamento e seguir em frente certamente vai ajudar. “Antes de escolher seu próximo desafio, avalie se você está realmente preparado para enfrentá-lo e converse com um profissional. finaliza Cauê.

Maratona · 05 maio, 2016


Victory Tour tem repercussão positiva entre mulheres de todo o Brasil

Um fim de semana inesquecível para mulheres de todos os tipos e vindas de todas as partes do Brasil. Este foi o sentimento de muitas atletas durante o evento da Nike realizado no Brasil, o NikeWomen Victory Tour aconteceu neste domingo (10) e reuniu duas mil mulheres para um dia saudável e cheio de superação.

Diversas ativações estavam presentes no evento para fotos incríveis Foto: Christina Volpe/Webrun Diversas ativações estavam presentes no evento para fotos incríveis Foto: Christina Volpe/Webrun

O tour começou em Nagoya, no Japão no dia 13 de março e segue em 2016 por diversas cidades do mundo e o Rio de Janeiro foi uma das escolhidas. Para participar as mulheres interessadas tiveram que cumprir uma série de desafios nos aplicativos da Nike para conseguir vaga tanto nos 21 quilômetros, quanto no treino de NTC.

Mural mostrava o nome de todas as participantes do evento Foto: Christina Volpe/Webrun Mural mostrava o nome de todas as participantes do evento Foto: Christina Volpe/Webrun

O sábado (09), foi dia de aproveitar toda a estruturada montada e retirar o kit na Marquês de Sapucaí. Com diversas atrações como mural interativo, quadro com nomes de todas as participantes, apresentação de novos produtos entre outros diversos mimos, como penteado e unhas para quem buscava ficar ainda mais bonita. Cada passo era uma descoberta nova dos produtos da Nike.

Corredoras puderam fazer tatuagens personalizadas Foto: Christina Volpe/Webrun Corredoras puderam fazer tatuagens personalizadas Foto: Christina Volpe/Webrun

A triatleta Fernanda Keller e a modelo Izabel Goulart conversaram com os jornalistas e todo o público contando suas experiências com o aplicativo da Nike. Fernanda correu com as meninas na prova, enquanto Izabel ajudou a motivar as que escolheram treinar o NTC.

Fernanda e Izabel falaram de suas experiências com os aplicativos da Nike Foto: Christina Volpe/Webrun Fernanda e Izabel falaram de suas experiências com os aplicativos da Nike Foto: Christina Volpe/Webrun

Todos os visitantes podiam parar e aproveitar de uma limpeza especial em seu sneaker havia também as opções de escolher cadarços novos e conferir as principais versões dos modelos casuais da marca.

Uma mesa especial para apaixonados por sneakers Foto: Christina Volpe/Webrun Uma mesa especial para apaixonados por sneakers Foto: Christina Volpe/Webrun

Como o clima de Olimpíadas aumenta a cada dia na cidade, a Nike apresentou os uniformes e tecnologias que os atletas brasileiros usarão nos Jogos. Cada tecnologia foi feita pensando especialmente no esporte e na melhor performance do atleta, trazendo conforto e desempenho na utilização de cada material.

Nike apresentou os uniformes dos atletas brasileiros que participarão dos Jogos Olímpicos Foto: Christina Volpe/Webrun Nike apresentou os uniformes dos atletas brasileiros que participarão dos Jogos Olímpicos Foto: Christina Volpe/Webrun

As meninas que participaram dos 21 quilômetros largaram animadas em um lindo dia de sol e mesmo com a sensação térmica de 45º graus, a chegada era emocionante. Fernanda Keller e os pacers receberam até a última corredora com muita empolgação deixando diversas mulheres emocionadas.

Corrida teve participação especial da triatleta Fernanda Keller e do corredor Vanderlei Cordeiro Foto: Christina Volpe/Webrun Corrida teve participação especial da triatleta Fernanda Keller e do corredor Vanderlei Cordeiro Foto: Christina Volpe/Webrun

Enquanto as corredoras cruzavam a linha de chegada o NTC rolava a todo vapor. Teve muito funcional, dança e alongamento banhados por água o tempo todo para refrescar. Foi um evento cheio de surpresas, que sem dúvida mudou a vida de muitas mulheres.

No palco do NTC rolou zumba, dança e muito funcional Foto: Christina Volpe/Werbun No palco do NTC rolou zumba, dança e muito funcional Foto: Christina Volpe/Werbun

Mulheres · 11 abr, 2016


Salada de frutas pode não ajudar sua dieta

Para uma dieta saudável é comum nutricionistas recomendarem porções de fruta durante o dia, mas se você não tem orientação deve ficar atento a como distribuir esse tipo de alimento na sua rotina.

O mais indicado é consumir a salada de fruta tanto no café da manhã, como em lanches intermediários sem a necessidade da adição de açúcar Foto: Zé Carlos Barretta/CC BY 2.0 O mais indicado é consumir a salada de fruta tanto no café da manhã, como em lanches intermediários sem a necessidade da adição de açúcar Foto: Zé Carlos Barretta/CC BY 2.0

A nutricionista Fernanda Cabanas explica que, para uma dieta balanceada, é interessante ingerir a maior quantidade de frutas possível, principalmente as da estação. "Além de apresentarem uma quantidade maior de nutrientes, também carregam uma carga muito menor de agrotóxicos. Mas, se a pessoa possui doenças como diabetes, resistência insulínica, síndrome do ovário policístico ou alteração renal, por exemplo, deve-se ficar mais atento ao consumo destes alimentos”, diz.

Sobremesa saudável

Muitas pessoas escolhem o momento da sobremesa para inserir uma salada de frutas na alimentação, mas Fernanda alerta que é necessário observar como a porção é oferecida. “As opções disponíveis em restaurantes e quitandas tem adição de açúcar e suco de laranja. Nessas condições ela oferece uma grande quantidade de carboidratos e, dependendo do objetivo ou estado nutricional do indivíduo, a salada de frutas não é uma boa opção de sobremesa”, explica.

No entanto, se não houver adição de açúcar e a porção não for além de 80 a 100 gramas contendo frutas como uva, morango, abacaxi, melão, pera, maçã, por exemplo, aí sim ela pode ser uma opção de sobremesa saudável. “O mais indicado é consumir a salada de frutas tanto no café da manhã, como em lanches intermediários sem a necessidade da adição de açúcar, leite condensado e granolas com açúcar, pois isso irá elevar a quantidade de carboidratos e calorias”, explica.

A nutricionista recomenda acrescentar à salada condimentos entre eles canela, gengibre em pó e algum tipo de fibra, como semente de chia, aveia, semente de linhaça e quinoa. “Podemos colocar também castanhas, amêndoas e nozes, que são consideradas gorduras boas. Ao acrescentar uma colher de sobremesa de farofa de nuts, por exemplo, é possível agregar a essa salada de frutas mais fibras, minerais, gorduras boas e compostos bioativos”, finaliza.

Corridas de Rua · 12 jan, 2016