Atleta biamputado não poderá competir em Pequim

Redação Webrun | Atletismo · 14 jan, 2008

O atleta sul-africano biamputado Oscar Pistorius não poderá competir os Jogos Olímpicos de Pequim ao lado de atletas não-deficientes, após decisão da Iaaf (Associação Internacional das Federações de Atletismo). Oscar é recordista dos 400m na categoria amputados e tinha como meta competir na china este ano ao lado de grandes nomes do atletismo mundial.

De acordo com a conclusão de estudos realizados em novembro do ano passado pela entidade, o uso das “próteses cheetah”, que ele usa, seria uma grande vantagem. Os testes foram realizados pelo professor Peter Brüggemann na German Sport University, em Cologne (Alemanha) baseado em análises biomecânicas e psicológicas de Oscar e comparadas com cinco atletas não-deficientes de alta performance. Todos os testes foram supervisionados pela Iaaf e foram feitos com o consentimento do atleta.

Os resultados obtidos foram os seguintes:

  • Oscar foi capaz de correr na mesma velocidade dos outros atletas, mas com 25% a menos de gasto energético, sendo que no momento em que a velocidade imposta é alcançada, correr com próteses precisa de menos energia adicional do que as pernas naturais.

  • O potencial psicológico de Oscar e dos outros atletas foi testado de três formas diferentes e está claro que seu potencial não é maior do que o dos outros atletas, apesar dos resultados terem sido similares.

  • A análise biomecânica demonstrou grande diferença na mecânica das próteses na hora do sprint, já que a força de reação vertical no chão e o impulso vertical são diferentes. O montante de energia que a prótese retorna nunca foi reportada por um músculo humano, já que é três vezes maior.

  • A energia perdida pela prótese foi medida em 9,3% durante a fase de posição de largada, enquanto a energia de um tornozelo convencional teve perda de 41,4%. Isso significa que a vantagem mecânica é superior a 30%.

    Metodologia – A entidade explica que as análises foram feitas por mais de 10 cientistas, foram usadas 12 câmeras de alta velocidade (250 frames por segundo), com gravação em três dimensões, além de outras quatro câmeras. Plataformas de força foram usadas para gravara as reações no solo e os pontos de força.

    Os atletas não amputados usaram uma máscara do tipo k4, para monitorar o VO2, que também foi medido em bicicletas estáticas e amostras de sangue foram recolhidas regularmente. Um scanner 3D foi usado para gravar a massa corporal e as medidas de todos os atletas.

    Desta forma, o Conselho Técnico da Iaaf declarou que as próteses podem ser consideradas como ajuda técnica, o que de acordo com as regras da entidade é proibido e Oscar Pistorius não poderá participar de competições organizadas sob a chancela da Associação.

    Este texto foi escrito por: Webrun

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