Quem já treinou com equipe de corrida ou personal sabe como pegam no pé em relação a planilha. Tem que seguir à risca o treino para melhorar a performance, mas isso não para por aí, já que a rotina também tem a ver com evitar lesões. Eles insistem que os corredores treinem dando seu máximo, não perdendo dias da planilha, mas ao mesmo tempo fazer a mais não é interessante.
Vejo muitos corredores treinando três quilômetros a mais no longão como se não fosse nada, mas pensando numa evolução gradativa isso pode representar mais 10% do que o treinador já havia determinado, como aumento de volume de uma semana para outra, representando sim um risco.
Foto: Darren Baker/FotoliaComo sempre deixei claro em meus artigos, as adaptações gradativas nos treinos, mudanças de tipos de calçados, de treino de esteira para treino de rua são importantes para que o corpo gere também suas adaptações fisiológicas. Lembre-se que a cartilagem é um tecido vivo, com propriedades biomecânicas assim como tendões e músculos, portanto mudanças bruscas nestes parâmetros podem levar a microlesões teciduais, que a longo prazo podem aumentar e tornar-se crônicas.
Outra recomendação, além de seguir a planilha à risca, é sentir o seu corpo. Pequenos incômodos podem gerar lesões, então não ignore estas sensações.
Caso seu treinador esteja trabalhando num patamar que você considera abaixo da sua capacidade, converse com ele sobre uma possível mudança na planilha, jamais aumente sua quilometragem por conta própria.
Lembre-se que ele estudou para formular seu treino, quanto mais retorno você der sobre como se sente nos treinos, melhor ele adaptará o treino à você.
Este texto foi escrito por: Claudio Cotter