Amadores sofrem com umidade no Internacional de Santos

Redação Webrun | Triathlon · 08 fev, 2009

Atletas esperam para entrar na área de transição e deixar as bikes antes da largada (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Atletas esperam para entrar na área de transição e deixar as bikes antes da largada (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

A manhã deste domingo começou com temperatura alta na Baixada Santista, na casa dos 26°C no momento da largada da edição 2009 do Triathlon Internacional de Santos. A prova teve domínio verde e amarelo, com vitórias de Reinaldo Colucci e Carla Moreno, mas a grande festa ficou com os amadores, que tiveram que encarar também uma umidade de cerca de 88% durante os 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida.

A prova pôde ser disputada no formato individual, ou ainda em revezamento, com cada atleta fazendo uma ou duas modalidades. Tânia Saporito, debutante na competição, disputou a perna de corrida e foi “premiada” com um forte sol que resolveu abrir no final da competição. “Esse sol foi complicado, no final ainda tem areia fofa, estou acabada”, relata ainda ofegante após receber a medalha de finisher. “Mesmo assim quero voltar ano que vem”, confessa.

Outra estreante, Victória Remaili, sentiu o cansaço, mas avalia como positiva sua participação. “O sol atrapalhou um pouco, mas eu gostei da prova. A organização está de parabéns, tinha água e isotônico em várias partes, o que é muito bom”, relata a atleta de 14 anos que achou a parte da natação a mais difícil. “Eu não consegui me localizar direito e acabei dando mais voltas”, completa a atleta natural de São Carlos, terra de Carla Moreno.

Em meio aos amadores estava uma figura carimbada das corridas de rua, Adriano Bastos, ex triathleta e atual hexacampeão da Maratona da Disney, que se inscreveu na categoria geral e competiu sem compromisso de pódio. “Foi uma experiência gostosa, ainda mais porque terminei num tempo abaixo do esperado. Fiz 2h07 e imaginava acabar na casa das 2h12”, relata. “Consegui fazer um pedal forte e saí para correr travado, a musculatura desacostumou de sair do ciclismo e começar a corrida”, completa Adriano que sentiu o forte calor, mas recebeu o incentivo dos outros competidores.

Veteranos – Já o Veterano do Internacional, Jefferson José Maciel, que corre a prova há mais de 10 anos, relata a experiência de 2009. “No começo estava mais ameno do que o esperado, com o tempo encoberto, mas no desenrolar o calor aumentou e as pernas começaram a pesar”. Mesmo assim ele fez um tempo dentro do planejado. “Se não fosse o calor poderia ser melhor. A cada ano que passa a competitividade fica maior, tem que treinar mais”, completa.

Outro experiente corredor, que participa também desde as primeiras edições é Ricardo Santos. “Como sempre tem muito calor, mas é uma ótima prova para começar o ano”, comenta enquanto se refresca num chuveiro coletivo instalado na areia da praia. “O sol sempre abre na hora da corrida, momento em que a gente sente mais o cansaço”, completa o atleta que esse ano não vai disputar o Ironman Brasil, pois perdeu o prazo de inscrição. Mesmo a prova leiloando algumas vagas, ele prefere correr fora do país. “O valor fica absurdo e vale mais a pena fazer lá fora”, ressalta.

Grande parte dos competidores elogiou a prova em muitos aspectos e, segundo Núbio de Oliveira, da NA Sports, empresa responsável pela organização da competição e de outras provas, como o Troféu Brasil, mais de mil pessoas se envolvem direta e indiretamente na organização. “Todo mundo se envolve de coração, inclusive o poder público, são oito meses de preparativos”.

Núbio fala também sobre o domínio brasileiro. “Antigamente os estrangeiros vinham para cá em férias e dominavam a prova, mas hoje isso mudou”, lembra o dirigente. “Graças à essa legião estrangeira, os brasileiros cresceram de performance e o pessoal de fora tem que vir muito bem treinado para não ficar para trás”, completa.

Esse fato é ressaltado pelo mexicano Francisco Serrano, que ganhou destaque internacional ao participar de uma fuga no ciclismo durante a Olimpíada de Pequim este ano. Ele chegou como um dos favoritos ao título, mas ficou apenas com a sétima colocação. “A prova é muito boa, a cidade de Santos é muito bonita”, comenta Serrano. “Os brasileiros vieram muito fortes, o Colucci estava em ótima forma. Eu retomei os treinamentos há poucas semanas, mas ano que vem quero me preparar melhor para chegar à frente”.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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