
Luciana (direita) competiu com duas amigas (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
No último domingo (24) aconteceu a 17ª edição do Triathlon Internacional de Santos, prova que teve vitória de Paulo Miyashiro e Carla Moreno, numa inédita dobradinha brasileira. Foram quase mil triathletas na disputa dos 1,5 quilômetros de natação; 40 de ciclismo e 10 de corrida, em sua totalidade, ou em forma de revezamento.
O evento foi uma verdadeira festa, principalmente entre os amadores que correram cada um por uma motivação diferente. Cristiana Ferreira, que participou do trecho de ciclismo, comenta que o clima foi perfeito para a competição. Foi uma prova muito bacana, tinha um ventinho na ida que atrapalhou um pouco, mas em geral foi muito legal, bem organizada.
Já o estreante na modalidade Ricardo Gonçalves, ainda ofegante após cruzar a linha de chegada, afirma que a prova foi uma delícia, espetacular; ótima; perfeita. Após mais alguns adjetivos, ele explica que sempre praticou diversas modalidades na vida e quem é fanático por esporte acaba no triathlon. A prova na verdade é uma festa, se você chega é porque treinou o suficiente.
Já Luciana Lima, que fez o trecho de natação com mais duas amigas, estava na expectativa de subir ao pódio na categoria e também era só elogios à prova. A temperatura da água estava muito boa, minhas companheiras pedalaram e correram muito bem, até a chuvinha no final ajudou para refrescar.
Deficientes – O Triathlon Internacional de Santos contou com a presença de vários atletas portadores de necessidades especiais, que a todo o momento eram muito aplaudidos pelo público presente. Motorzinho, como é conhecido o cadeirante Elizário dos Santos, já é um velho conhecido dos moradores da cidade, que gritavam seu nome na área de transição, enquanto ele se preparava para o ciclismo.
Quem também recebeu o carinho da torcida e dos staffs ao completar a prova, foi José Roberto da Silva Júnior, amputado de uma das pernas. Foi uma prova dura, mas graças a Deus estava bem treinado e consegui terminar bem, já que nos últimos anos eu ia direto para a enfermaria e hoje já consigo conversar numa boa, ressalta o atleta que é amputado de uma das pernas e não usa próteses. Isso é resultado de ter me abdicado de carnaval e outras festas, completa Roberto que pretende fazer o Meio Ironman de Praia Grande.
Outro que é figura carimbada nesta competição é José Fernandes Rodrigues, que compete há três anos. È sempre uma prova muito dura e a distância olímpica é igual para todos, não interessa se é deficiente ou não. Tenho muito orgulho de participar, enfatiza o paraatelta que foi cumprimentado enfaticamente por um corredor que acabava de cruzar a linha de chegada. Vamos praticar esporte, que é saúde e vida, finaliza.
De acordo com Núblio de Oliveira, responsável pela organização do evento, o sucesso da prova é encará-la como se fosse a primeira edição. Se encarássemos como o 17º ano realmente hoje teria siso um desastre, sempre nos preocupamos com os mínimos detalhes.
Segundo ele, a chuva que caiu na noite anterior à prova prejudicou parte da estrutura montada, motivo pelo qual uma equipe trabalhou durante a madrugada para deixar tudo arrumado. A 18ª edição do evento já está confirmada para o dia oito de fevereiro de 2009, no mesmo local.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda