
Maurício se dedica aos treinos todos os dias (foto: Arquivo Pessoal)
O Triathlon Internacional de Santos acontece no próximo dia oito e contará com grandes nomes da elite do esporte, entre eles o argentino Oscar Galindez, o francês Oliver Marceau, os norte-americanos Ken Glah e Scott Molina e a australiana Michellie, sem falar nos brasileiros Leandro Macedo, Carla Moreno, Paulo Miyasiro e Sandra Soldan, entre outros. A prova, porém, contará mais uma vez com a presença massiva de amadores, muitos deles estreantes na modalidade.
Um dos nomes de destaque é o santista Maurício Ferreira, de 51 anos, que até ano passado via a união da natação, ciclismo e corrida como um sonho distante, principalmente por falta de iniciativa. Mas para comemorar seus 50 anos de idade ele resolveu participar do Internacional. Sempre acompanhei provas de triathlon, até porque Santos é a capital do esporte. Achava impossível participar. Hoje eu vejo que é só ter determinação e vontade de treinar, afirma. Não consigo me imaginar longe do triathlon, completa o empresário do ramo de automóveis.
Maurício conta ainda que sempre correu e treinava diariamente nas praias da cidade, mas há dois anos começou a pedalar para evitar lesões. Pensei: para fazer o triathlon só falta nadar. A poucos meses de completar 50 anos eu resolvi que disputaria o Internacional, procurei um treinador que já era meu amigo, o Mosquito, e falei que queria realizar um sonho. Depois, foi só treinar, comemora.
Prestes a completar um ano de disputa na competição, Maurício está com uma grande expectativa. Apesar de ficar parado por dez dias devido a um acidente no treino de ciclismo, estou me sentindo bem, bastante motivado. Sou bem competitivo e não consigo disputar uma prova só para completar. Eu sempre dou o meu máximo, tanto que termino a prova exausto, destaca. Ele fala também sobre a emoção de ter completado a primeira prova ano passado. Foi maravilhoso. Quando eu completei, pensei: agora sou um triathleta. A família toda torcendo foi demais.
Apesar de não competir em alto rendimento, a dedicação aos treinos tem que ser muito grande, já que o treinador Jose Renato Borges, o Mosquito, é muito exigente. As segundas quartas e sextas ele corre pela manhã, terças, quintas e sábado pedala e todo o dia à noite encara o treino de natação. Saio de casa às 5h40, no começo foi difícil, mas já acostumei, relata o competidor. O melhor é o bem-estar. A auto-estima vai lá em cima, garante.
Este texto foi escrito por: Webrun