
A voluntária Maria Helena escreve o número no braço da atleta (foto: Donata Lustosa)
Florianópolis – O dia amanheceu com muita energia na praia de Jurerê, em Santa Catarina. O sol ainda nascia e muitos triathletas já estavam prontos para o Ironman Brasil 2006. O clima de ânimo e garra contagiava todos os presentes.
Antes da largada, os participantes foram obrigados a passar pela a pintura de corpos, ou seja, voluntários marcaram nas pernas e braços de cada inscrito o número de identificação da prova. Apesar de acordarem muito cedo, os voluntários injetavam força aos participantes.
A dona Maria Helena Sampaio tem 68 anos e há mais de dois anos é voluntária do Ironman. Aqui dá sorte, gritava a florianopolitana que não cansava de pintar os corpos dos triathletas. É muito importante ver o jovem no caminho certo. O esporte é um desses caminhos. Por isso estou aqui, conta Maria Helena. O meu filho também participa da prova, acrescenta.
Minutos antes da largada a ansiedade tomava conta dos participantes. Alguns meditavam, outros conversavam com a família e amigos, enquanto outros se apoiavam em alguma religião. Antes da largada eu só penso em glória e vitória, conta Roseli de Paula que estampava a tatuagem nas costa com a palavra: Jesus.
A largada da competição foi dada às 7h. O primeiro triathleta de elite que saiu da água, depois de 3,8km de natação, foi o australiano Luke Bell em 45min26s. O melhor brasileiro foi Fábio Carvalho, 45min47s. Já a primeira mulher da natação foi a americana Mônica Byrn em 45min58s.
Depois da natação os atletas percorrem 180km de bike e por fim mais 42km de corrida. O primeiro colocado deve cruzar a linha de chegada às 15h desse domingo.
Os favoritos para o pódio são os triathletas Olaf Sabastchus, campeão 2005, Oscar Galindez, Luke Bell, Fernanda Keller entre outros.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa