Reinaldo Colucci traça caminho para pódio nos Jogos do Rio – 2016

Redação Webrun | Triathlon · 21 set, 2012

O brasileiro eestá disposto a trabalhar duro para brigar por medalhas no Rio (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)
O brasileiro eestá disposto a trabalhar duro para brigar por medalhas no Rio (foto: Paulo Gomes#8260; www.webrun.com.br)

Reinaldo Colucci é campeão brasileiro, sul-americano e pan-americano de triathlon. Nos Jogos Olímpicos de Londres, foi apenas o 36º colocado, mais de quatro minutos atrás do vencedor, Alistair Brownlee (Reino Unido).

“Ainda lamento muito ter feito o contorno das boias tão mal”, relembra Colucci. “Larguei bem, senti que estava bem e, no entanto saí muito mal das boias e perdi muitas posições. A natação que fiz não condiz com o que posso fazer hoje e comprometeu minha prova”, diz o triatleta.

Ele acrescenta que, se tivesse saído da água entre o pelotão de frente, daria para brigar pelo top 10 da prova, seu objetivo. “Daria para ter me resguardado no ciclismo e tenho certeza que faria uma corrida em 30 minutos baixos”, completa.

O que mudar– Colucci chama atenção para o fato de que os melhores triatletas do mundo hoje são exímios nadadores e, a maioria, muito jovem. “Os que nadam na frente hoje são também os mais completos, não apenas nadadores. Os irmãos (Brownlee) e o Javier (Gomez, espanhol, que formaram o pódio) saíram da água entre os cinco primeiros. O triathlon hoje, mais do que nunca, não permite erros”, avalia o competidor.

“Dos 15 primeiros em Londres, acho que oito eram mais novos do que eu, que tenho 26 anos. Ou seja, não tem mais volta, o nível é desse para cima”. Portanto, o brasileiro acredita que precisa investir em mudanças na sua natação.

“O foco é corrigir a natação. Não posso correr o risco de dar algo errado e perder o grupo de frente”, reconhece. Além disso, pensa em melhorar a corrida. “Os medalhistas (em Londres) correram em 29 minutos baixos. Tenho que correr provas aqui no Brasil em 29 também, e provas de cinco quilômetros em 14 minutos, senão não tenho chance de chegar ao Rio de Janeiro pensando em medalha”, explica.

A evolução, Colucci analisa, é perfeitamente possível. “Estou confiante, tenho quatro anos para trabalhar muito duro. Com certeza serão os quatros anos de mais trabalho e abdicação da minha vida, mas sei que posso melhorar bastante e chegar nas Olimpíadas como um dos favoritos à medalha”, conclui.

Este texto foi escrito por: Paulo Gomes

Redação Webrun

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