
Triatleta postou foto da bike assim que constatou o furto (foto: Arquivo pessoal)
Bicampeã mundial de Ironman 70.3, a triatleta Ana Lídia Borba recuperou sua bicicleta, roubada no dia 11 de setembro na região de Jurerê Internacional, em Florianópolis (SC). Para conseguir o equipamento de volta, Ana Lídia utilizou a rápida propagação de conteúdo das redes sociais, mas teve que gastar dinheiro.
Assim que eu vi que tinham roubado, já postei no Twitter e no Facebook uma foto da bicicleta falando do roubo, conta a triatleta. Tenho uns mil seguidores no Twitter e 4 mil no Facebook, então a notícia se espalhou muito rápido, explica.
Segundo Ana Lídia, a polícia local tinha informações dos ladrões, como o vídeo do carro que fez o roubo, com a placa do veículo. A competidora diz que os ladrões fizeram outros roubos no dia. Mesmo assim, não conseguiram prender os caras, afirma.
Com a propagação da notícia nas redes sociais, grande parte das bicicletarias e atletas ficaram cientes do roubo. Chegou em um ponto que estavam tentando vender a bike em lojas e não estavam conseguindo. Aí ofereceram para um atleta de mountain bike, o irmão dele faz triathlon e por meio de contatos em comum chegaram em mim, esclarece.
Ana Lídia então teve que recomprar sua própria bicicleta. A polícia disse que precisaria de um mandado de busca, que levaria mais uma semana, então iam demorar. Eles já tinham estado no endereço do carro que fez os roubos e não acharam nada, a bicicleta já estava com algum segundo receptador, diz a triatleta.
Chegou em um ponto que ficamos com medo de desmontarem a bike e venderem as peças separadamente, afirma Ana Lídia, justificando a opção de comprar. De acordo com a triatleta, o receptador vendeu a bicicleta por um valor insignificante e, fortunadamente, não houve dano ao equipamento. Venderam por muito abaixo do que ela vale. Estava impecável, até com a garrafinha que estava nela no dia do roubo, afirma.
Prevenção de roubos – Segundo Ana Lídia, alguns cuidados devem ser tomados por ciclistas e triatletas para evitar situação semelhante. No caso da goiana, a bicicleta foi furtada de dentro do carro que estava, à vista de quem passasse pelo local.
Aconselho não deixar a bicicleta exposta, em lugares públicos, sem estar trancada, adverte a triatleta, acrescentando que em São Paulo e no Paraná tem acontecido casos mais perigosos, como roubo à mão armada. É importante pedalar em grupo ou com carro de apoio pra minimizar a chance de um assalto, recomenda Ana Lídia.
Além disso, as bicicletas com fácil remoção das rodas merecem cuidado em dobro. Sempre que for estacionar a bicicleta, tem que deixar trancada. Nunca deve se imaginar que só vai ali em dois minutinhos, porque roubam mesmo assim. Se der pra tirar a roda fácil, tem que trancá-la também para não correr o risco de voltar e encontrar a bicicleta sem uma roda, finaliza.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes