Triathlon Olímpico encerra Trimax Multisports

Redação Webrun | Triathlon · 06 abr, 2008

Frederico e seu guia (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Frederico e seu guia (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)

Depois de um final de semana recheado de atividades esportivas no Parque da Cidade, em Jundiaí (SP), um triathlon com distância olímpica fechou a primeira edição do Trimax Multisports. Confira como foi a disputa de 1,5 quilômetros de natação, 40 de ciclismo e 10 de corrida.

Jundiaí – O dia amanheceu ensolarado e às 6h os triathletas já iniciaram a concentração para a prova que largaria às 8h na represa do Departamento de Água e Esgoto da Cidade (DAE). Antes da largada, o diretor de prova Célio Balieiro explicou o percurso aos competidores e alertou sobre a proibição de vácuo no ciclismo sob risco de penalização.

A largada foi dentro d’água e atrasou cerca de 10 minutos, pois não poderia ser dada enquanto o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) não bloqueasse completamente o percurso de ciclismo na rodovia, que ficou fechada exclusivamente para a competição. Após o tiro de partida, todos nadaram rumo às bóias de marcação para a volta única de natação.

Após 17min47 Eduardo Bley, o Duda, que no dia anterior havia ministrado aulas de triathlon para crianças, foi o primeiro a chegar na transição e pegar a bicicleta rumo ao trecho de pedal. Entre as mulheres, a primeira a sair da água foi a irmã de Duda, Vanessa Bley.

Ciclismo – Com o passar do tempo, o calor começava a diminuir e o céu passou a ficar encoberto, aliviando um pouco a temperatura para o final da disputa. Enquanto a maioria dos competidores brigava contra os fortes ventos que sopravam na estrada, alguns tiveram problemas mecânicos e foram obrigados a abandonar.

Archangelo Júnior teve o raio de uma das rodas quebrado e não pôde prosseguir na disputa. “Eu saí com câimbra da água e estava me recuperando aos poucos, quando ocorreu a quebra. Mas faz parte da brincadeira”, ressalta o triathleta que tentava se conformar com a situação.

Já na transição da bike para a corrida Duda continuou a mostrar a boa forma e passou em primeiro, com larga vantagem para o segundo colocado, que só aumentou na perna de corrida. Com o tempo de 1h53min27, ele se tornou o campeão da etapa inicial da competição, seguido por seu xará Eduardo Jurevics, com 1h57min46 e por William Barbosa, com 1h59min01.

“Foi uma prova dura, principalmente no pedal, com várias subidas, pernas contra o vento, mas foi bom. O local é maravilhoso e o evento é nota mil”, comenta o campeão. Já o vice, afirma que não conseguiu acompanhar o ritmo do adversário. “O Duda já é figurinha repetida no calendário, é difícil correr com ele. O circuito é muito travado, bem técnico, mas foi bacana a disputa”.

Entre as mulheres Vanessa não conseguiu manter a ponta e fazer uma dobradinha com o irmão, já que Licia Elias de Oliveira estragou a festa ao completar com 2h07min54, contra 2h15min52 de Vanessa. “Gostei da prova, foi muito bem montada. A parte de bike foi dura devido ao vento e as subidas, mas a corrida foi perfeita, o evento está aprovado”, comenta a campeã.

Já a vice afirma que também encontrou dificuldades no trecho de ciclismo. “Tinha muito vento, não tenho mais forças, mas foi ótimo, o evento é muito bom”. O pódio ficou completo com a presença de Juliana Berti, que fechou com 2h17min42.

Diversão – Paralelamente aos triathletas que vieram para disputar um lugar no concorrido pódio, vários marcaram presença com o intuito de se divertir e colocar mais um triatlhon no currículo. José Roberto Potiens, que completou na 50ª posição, fala sobre o evento. “A prova foi ótima, teve um pouco de dificuldade no ciclismo, mas a paisagem e o visual compensaram”.

Quem também competiu foi Carlos Galvão, diretor da Latin Sports, empresa que organiza o Ironman Brasil em Florianópolis (SC), a ser realizado no dia 25 de maio na capital catarinense. “A prova foi maravilhosa, precisamos de mais eventos como este para termos alternativas às poucas provas do calendário. O pessoal da Trimax e o Célio, da Cia de Eventos, estão de parabéns pela organização”. Ele fechou com 2h22min47, na 55ª posição.

Ainda ofegante após chegar na 5ª posição com 2h27min55, Ana Oliva descreve a competição. “A prova foi animal! Estou cansada, muito cansada, mas foi muito legal, o lugar é espetacular, com certeza precisa ter outro ano que vem”. Ana vem se recuperando de uma lesão no glúteo, que a deixou fora das competições durante um tempo e afirma que não sentiu dores durante a disputa. “Tentei segurar um pouco na corrida, mas me empolguei um pouco. Aparentemente está tudo bem”.

Assim como na corrida de 10 quilômetros e na caminhada de cinco que aconteceram no sábado, o triathlon contou com a presença de alguns atletas portadores de necessidades especiais, que competiram em forma de revezamento. Frederico Antônio Alves, fechou a prova com a corrida e afirma que foi tranqüila.

“Já estou acostumado a correr essa distância, foi um pouco cansativo, mas nada difícil”, comenta o atleta que faz parte do Peama (Projeto de Esportes e Atividades Motoras Adaptadas), um programa da prefeitura de Jundiaí que atende pessoas com deficiência física.

O triathlon fechou a programação do evento, que segundo Célio Baliero, um dos responsáveis pela organização, foi um sucesso. “O pessoal gostou bastante, acredito que foi um sucesso total e está aprovado para o ano que vem e já espero todos na próxima etapa”. O evento passará pelo Rio de Janeiro, entre os dias 19 e 20 de julho e por Ubatuba, litoral norte paulista, entre os dias 25 e 26 de outubro.

Este texto foi escrito por: Alexandre Koda

Redação Webrun

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