
Carla desistiu de participar das olimpíadas por falta de investimento da Confederação (foto: Divulgação)
Estou vivendo uma nova fase da minha carreira e quero fazer as provas de Ironman 70.3, para no futuro competir em Ironman. Estou confiante com os meus treinamentos e com a minha adaptação ao novo objetivo, ressalta Carla. Ano passado ela venceu as seis etapas que disputou e igualou a marca de Fernanda Keller, ao acumular seis títulos do campeonato.
O Troféu Brasil é uma das minhas prioridades, uma forma de me manter veloz. É o campeonato mais forte que temos no País e a maioria das etapas acontece em Santos, cidade que adotei para viver e agora para defende, lembra a triathleta que este ano pode se igualar ao argentino Oscar Galindez e se tornar heptacampeã.
Desvalorização – De acordo com a competidora, a mudança de foco se baseia no baixo investimento da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri) na busca por uma vaga nos jogos. Acho que o investimento que o meu País e a minha Confederação me oferecem é pequeno para tanta dedicação. Isso é realmente uma opção minha. A verba do COB e da CBTri está lá. Foi oferecida, mas eu tenho livre escolha do que quero para a minha carreira, ressalta.
Sem a pressão por uma vaga olímpica, Carla Moreno deve repetir a boa atuação do ano passado e já deu o primeiro passo, após faturar o título do Internacional de Santos com mais de seis minutos para a campineira Vanessa Gianinni.
Não mudei nada na minha preparação em relação ao Internacional e quero fazer uma prova melhor ainda. A idéia é sempre evoluir, destaca a triathleta de 31 anos de idade, que nasceu em São Carlos, mas vive em Santos desde 2004. É uma cidade maravilhosa para morar. Saio de casa e já estou na praia, para treinar. A cidade vive o esporte, completa a medalhista de prata no Pan de Winnipeg/Canadá, em 1999.
Este texto foi escrito por: Webrun