
Marizete; Baldaia; Lucélia e Marily prometem marcar as quenianas (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
As brasileiras favoritas ao título da São Silvestre nesta segunda-feira comentam que farão de tudo para evitar que alguma queniana leve o título da tradicional competição paulistana. Marizete Rezende; Maria Zeferina Baldaia; Lucélia Peres e Marily dos Santos falam sobre as expectativas para a corrida.
Com exceção de Marily todas enfrentam dificuldades com lesão, já que Marizete sofre com as dores crônicas no nervo ciático, Baldaia está voltando de um longo período parada devido à problemas de saúde e Lucélia recentemente enfrentou problemas calcanhar. Espero brigar por um lugar no pódio, estou feliz com o meu treinamento e os últimos resultados após o retorno, ressalta Baldaia.
Lucélia vinha em uma ótima fase, após o bronze nos 10 mil metros do Pan, seu principal foco na temporada, mas sentiu uma lesão durante a disputa da Volta da Pampulha no início do mês. Venho fazendo treinamento intensivo, mas ainda está um pouco sensível, comenta a mineira que afirma ainda que seu ortopedista a liberou para competir.
Já Marily, afirma que graças a Deus nunca teve problemas com contusões. Estou muito bem, venho de um ano maravilhoso com vitória no Ranking da CBAt e vou dar o meu melhor na prova, independente de chuva ou sol.
Disputas – Todas elas apontam como favorita a queniana Alice Timbilil, que já disputou diversas provas na Europa e certamente dará muito trabalho. Para vencer vamos ter que colar nela, mas eu vou deixar este trabalho para as minhas colegas, mas se nem elas fizerem isto aí eu vou ficar preocupada, brinca Marily.
Este ano a organização vai oferecer um bônus de R$ 10 mil para quem quebrar o recorde da prova, estabelecido em 50min26 para as mulheres, mas elas acham que será uma tarefa quase que impossível. Para isto acontecer teria que estar uns 22 graus, que foi a temperatura da época, mas uma vitória brasileira já seria ótimo, vai ser duro pegar as quenianas, enfatiza Marizete, que comenta ainda que já avisou para os parentes soltarem muitos fogos de artifício caso ela vença.
Marizete, Marily e Baldaia acreditam que para vencerem os 15 quilômetros seria necessário um calor de quase 40 graus, para conseguirem superar as africanas, opinião que não é compartilhada por Lucélia. Acho que fisiologicamente não é bom para ninguém o calor forte, eu prefiro um clima ameno para correr, comenta a mineira.
Outras duas atletas favoritas, Ednalva Laureano, a Pretinha, e Sirlene Pinho, não estarão no field deste ano, pois estão com problema de contusão. A largada será às 16h30 para a elite feminina e às 16h45 para a geral.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda