
Paula usou a Gonzaguinha como treino (foto: Alexandre Koda/ www.webrun.com.br)
Na manhã deste domingo aconteceu na Zona Norte de São Paulo a 41ª edição da Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha, competição que classificou os 10 primeiros homens e mulheres para a São Silvestre. A vitória masculina ficou com Luis Paulo Antunes, enquanto no feminino com Eunice Jeptoo, do Quênia.
São Paulo – O dia amanheceu nublado e São Pedro colaborou com os milhares de atletas, já que não choveu em nenhum momento dos 15 quilômetros do trajeto montado nas proximidades da Avenida Cruzeiro do Sul. A largada foi dada às 7h45 para os cadeirantes; 7h50 para a elite feminina e às 8h para a elite masculina e categoria geral em frente à Escola de Educação Física da Polícia Militar.
Entre os homens a briga foi boa durante todo o trajeto com os gêmeos Paulo Roberto e Luiz Fernando de Almeida Paula, que sempre se alternavam na liderança com Luiz Paulo Antunes e Ivanildo Pereira dos Anjos. Após 45min45 Luiz Paulo, que representa a equipe mineira do Cruzeiro, fechou na primeira posição, seguido por Paulo Roberto (45min48) e Luiz Fernando (45min53).
Os gêmeos deram muito trabalho, vieram juntos a todo o momento e muito forte. Agora vou me focar na São Silvestre e a minha meta é chegar entre os cinco primeiros, ressalta o campeão. Já Paulo Roberto afirma que estudou bem os adversários. A disputa foi boa, meu objetivo principal é a São Silvestre, então aqui pretendia chegar entre os três primeiros. Ainda segundo o atleta, a meta para a prova do último dia do ano é ficar entre os cinco melhores.
Luiz Fernando ratifica as palavras do irmão e comenta que a Sargento Gonzaguinha serviu de treino para a São Silvestre. Foi um teste muito positivo, a corrida foi tranqüila e não precisei fazer muito esforço. Marildo José Barduco; Ivanildo Pereira dos Anjos e Célio Falcão completaram o pódio.
Mulheres – Entre as mulheres a dupla de quenianas da Fila deu muito trabalho para as brasileiras e terminou a corrida com uma dobradinha. Eunice Jeptoo precisou de 56min05 para fechar, seguida por Pauline Chepchumba, com 56min12 e pela brasileira Adriana Aparecida da Silva. O clima hoje estava muito bom para correr e a prova não tem muitas subidas e descidas, o que é muito bom, explica a primeira colocada. A vice-campeã diz que o percurso não foi difícil e que ela está confiante por um bom resultado na São Silvestre. Rosângela Silva (57min57); Sueli Vieira (59min28) e Priscilla Bowot (1h11min42) completaram o pódio.
De acordo com o treinador das atletas quenianas, Moacir Marconi, o Coquinho, ele já esperava esse resultado de suas pupilas. Tivemos que fazer algumas mudanças nos treinos assim que elas chegaram do Quênia, mas graças a Deus deu certo e elas corresponderam bem. Ele diz ainda que elas vão correr os 10K Rio Corrida Panamericana e depois a São Silvestre, onde buscarão um pódio.
A maior parte dos atletas presentes na Sargento Gonzaguinha eram amadores, cada um com um objetivo diferente, alguns com adereços e outros dispostos a passar mensagens sobre determinado assunto. Todos eles fizeram um bom aquecimento e alongamento antes da largada e, assim que a buzina tocou, todos saíram em disparada.
Enfrentar 15 quilômetros é fácil para alguns e pode ser complicado para outros, mas a sensação na chegada para todos é certamente de dever cumprido. José Vicente de Almeida ajoelhou e beijou o chão assim que cruzou o pórtico, para agradecer a Deus sua saúde. Perto de completar 50 anos, ele disse que a prova foi muito boa e que todo mundo deveria praticar esportes.
Ainda falta cerca de uma semana para o natal, mas Papai Noel veio mais cedo e aproveitou para manter o condicionamento físico antes de distribuir os presentes para as crianças. Papai Noel virá correndo esse ano, ressalta Hélio Alves, que correu com uma máscara do bom velhinho. A corrida hoje foi bem tranqüila, estou acostumado a correr maratonas e provas mais longas, completa o corredor que aproveita para desejar Feliz Natal e muita paz a todos.
Quem também tinha vermelho no traje era Ednaldo Alves, que correu os 15 quilômetros vestido com a camisa do São Paulo Futebol Clube e com uma grande bandeira no ombro. Foi uma maravilha, mais uma corrida em que representei a paixão mundial, comenta. Essa bandeira é um manto, um balão de oxigênio que ajuda nos momentos mais difíceis, completa o atleta e torcedor do atual time vencedor do Campeonato Brasileiro de Futebol.
Já Paula Tondon diz que usou esta prova com o intuito de treinar para a São Silvestre e conseguiu completar numa boa, sem problemas. Foi tranqüila, mantive o ritmo e o percurso é agradável e plano, não quebra o ritmo. Segundo ela, o objetivo é fechar a prova do próximo dia 31 em 1h20. Até dois anos atrás a subida da Brigadeiro era bem complicada, mas hoje é mais tranqüila, completa.
Este texto foi escrito por: Alexandre Koda