
Isotônico e fruta pode ser uma opção para as horas que antecedem a São Silvestre (foto: Divulgação )
Mas de acordo com o nutricionista e treinador Danilo Balu, os iniciantes em corrida nunca devem mudar radicalmente os hábitos alimentares para uma competição. O organismo pode reagir de diversas formas ao receber uma alimentação nova e os resultados podem ser nada agradáveis, como por exemplo, um desconforto na hora da corrida e até mesmo uma dor de barriga.
O estreante em prova nunca deve experimentar nada de novo. Isso é primordial. Nada de testar aquela receita infalível que o colega de treino ensinou. Nada de comprar suplemento novo que você viu na loja. Tente apenas fazer o que vinha sendo feito nos treinos, conta.
Porém, alguns cuidados para a São Silvestre devem ser tomados. Aqueles que correram no máximo 10 quilômetros devem estar cientes que irão correr no dia 31 de dezembro 50% a mais que o habitual. Isso significa que o organismo terá um maior consumo de energia e maior perda de líquidos. E essa energia precisará ser reposta durante a prova.
Para a grande maioria dos corredores beber apenas água na prova pode não ser mais suficiente. Aí entra o uso de gel de carboidrato que deve ser testado nos treinos. Ainda de acordo com Balu, essa reposição de carboidratos (normalmente em gel) e o consumo de água ao longo do percurso irão combater a falta de energia na parte final da corrida.
Calor e horário – Outro ponto importante para a São Silvestre é o horário e calor que se faz nessa época do ano em São Paulo. O horário da corrida é muito atípico se comparado com as outras provas brasileira. Esse ano as mulheres de elite largam às 16h30 e os homens e geral às 16h45.
Para Balu, os corredores devem treinar algum dia no horário da prova para ver como o corpo irá reagir. Além disso, o almoço no dia da São Silvestre deve ser leve para que a pessoa não se sinta pesada na hora da largada e este deve ser feito até às 13h30.
A minha dica para os menos experientes em corridas é esquecer um pouco aquela fixação por carboidratos. Se ele mantiver a dieta habitual já ajudará. Também evitar comidas muito gordurosas, pesadas, excessos e fibras. Isso também ajuda o corpo a fazer a parte dele na hora H, explica.
O que comer? Se mesmo assim o corredor tiver dúvida sobre alimentação, Balu tem um conselho para o jantar do dia anterior: coma algumas porções de carboidrato (massa, frutas e pães) substituindo a carne vermelha, ou pelo menos parte dela. Evite os alimentos mais gordurosos.
Já no café da manhã do dia da prova, o atleta deve comer o habitual e depois no almoço fazer uma refeição parecida com o último jantar, só que desta vez totalmente livre de carnes e fibras. Acho que após o almoço a pessoa pode ficar somente à base de isotônico, coma uma pequena fruta ou porção de carboidrato e água. Mas obviamente isso depende muito de cada indivíduo.
Além disso, Balu dá a dica de levar uma bebida esportiva junto à largada. Isso ajudará a matar a sede nos momentos que antecedem a competição e também ajuda a manter a glicemia ideal.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa