Cobertura_SS_2007_iniciante

O que fazer para não “quebrar” na São Silvestre?

Quem nunca correu a São Silvestre provavelmente sentirá um frio na barriga nos dias que antecedem a competição e muitos vão até se perguntar: será que eu vou conseguir completar a prova? Se isso acontecer com você, não entre em pânico.

De acordo com o treinador Nelson Evêncio, os estreantes da São Silvestre devem encarar a prova num ritmo leve sem se preocupar com o tempo final. Para ele o objetivo principal deve ser apenas completar os 15 quilômetros da corrida. Se essa dica for seguida, o sucesso na prova será garantido.

Mas há também outras coisas que podem ser feitas para ajudar ainda mais o desempenho na tradicional corrida. “Aquele que entrar na São Silvestre tem que agüentar correr uns 12 ou 13 quilômetros num percurso plano. Mesmo que seja devagar, ele já deve ter corrido essa distância”, revela.

Para Nelson há muita gente que já correu no máximo 10 quilômetros e acha que vai conseguir fazer a São Silvestre tranqüilamente. Engano. “Essa pessoa consegue completar apenas se correr mais devagar”, conta.

Como o objetivo não é tempo, a largada não deve ser uma preocupação. O indicado é chegar uma hora antes do início para conseguir aquecer com tranqüilidade. Além disso, Nelson aconselha seus alunos entrarem no corredor de largada meia hora antes. Esse ano a largada será dada às 16h45 e não haverá divisão entre homens e mulheres. Todos largarão juntos. Apenas a elite feminina que começa antes, às 16h30.

“A largada não pode ser uma preocupação. A pessoa não vai conseguir sair forte porque fica um funil de corredores. Ela só vai conseguir fazer o próprio ritmo lá pelo quilômetro dois”. Mas atenção. Não tente recuperar o tempo perdido da largada logo que o fluxo começar a fluir. “Se o iniciante fizer isso é muito provável que ele se canse rápido”, diz o treinador, que já correu sete São Silvestres. A primeira ele completou em 1h30 e a melhor delas em 1h03min.

Trecho mais difícil - A subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio é considerada por quase todos os corredores o trecho mais complicado da prova. Mas o treinador Nelson Evêncio dá um alerta: “há outro trecho na São Silvestre tão difícil quanto a Brigadeiro. Esse trecho é o quilômetro nove na avenida Rudge”.

Segundo ele, nesse quilômetro o corredor encontrará uma subida inesperada e sem sombra. “Quando o sol está forte, o atleta encontra muito calor e quando acha que a subida acabou começa uma outra para chegar na Avenida Rio Branco”, conta.

Semana que antecede a São Silvestre - Como o natal é comemorado alguns dias antes da São Silvestre, quem for correr a prova não deve exagerar na comida e na bebida. Além disso, é preciso descansar bem e diminuir o ritmo dos treinos.

“O corredor iniciante pode treinar até no máximo dia 29/12 para conseguir descansar um dia. No dia de descanso é importante não fazer muito esforço, não andar muito para não gastar muita energia”, finaliza.


O que fazer para não “quebrar” na São Silvestre?

Corridas de Rua · 19 dez, 2007

Quem nunca correu a São Silvestre provavelmente sentirá um frio na barriga nos dias que antecedem a competição e muitos vão até se perguntar: será que eu vou conseguir completar a prova? Se isso acontecer com você, não entre em pânico.

De acordo com o treinador Nelson Evêncio, os estreantes da São Silvestre devem encarar a prova num ritmo leve sem se preocupar com o tempo final. Para ele o objetivo principal deve ser apenas completar os 15 quilômetros da corrida. Se essa dica for seguida, o sucesso na prova será garantido.

Mas há também outras coisas que podem ser feitas para ajudar ainda mais o desempenho na tradicional corrida. “Aquele que entrar na São Silvestre tem que agüentar correr uns 12 ou 13 quilômetros num percurso plano. Mesmo que seja devagar, ele já deve ter corrido essa distância”, revela.

Para Nelson há muita gente que já correu no máximo 10 quilômetros e acha que vai conseguir fazer a São Silvestre tranqüilamente. Engano. “Essa pessoa consegue completar apenas se correr mais devagar”, conta.

Como o objetivo não é tempo, a largada não deve ser uma preocupação. O indicado é chegar uma hora antes do início para conseguir aquecer com tranqüilidade. Além disso, Nelson aconselha seus alunos entrarem no corredor de largada meia hora antes. Esse ano a largada será dada às 16h45 e não haverá divisão entre homens e mulheres. Todos largarão juntos. Apenas a elite feminina que começa antes, às 16h30.

“A largada não pode ser uma preocupação. A pessoa não vai conseguir sair forte porque fica um funil de corredores. Ela só vai conseguir fazer o próprio ritmo lá pelo quilômetro dois”. Mas atenção. Não tente recuperar o tempo perdido da largada logo que o fluxo começar a fluir. “Se o iniciante fizer isso é muito provável que ele se canse rápido”, diz o treinador, que já correu sete São Silvestres. A primeira ele completou em 1h30 e a melhor delas em 1h03min.

Trecho mais difícil - A subida da Avenida Brigadeiro Luis Antônio é considerada por quase todos os corredores o trecho mais complicado da prova. Mas o treinador Nelson Evêncio dá um alerta: “há outro trecho na São Silvestre tão difícil quanto a Brigadeiro. Esse trecho é o quilômetro nove na avenida Rudge”.

Segundo ele, nesse quilômetro o corredor encontrará uma subida inesperada e sem sombra. “Quando o sol está forte, o atleta encontra muito calor e quando acha que a subida acabou começa uma outra para chegar na Avenida Rio Branco”, conta.

Semana que antecede a São Silvestre - Como o natal é comemorado alguns dias antes da São Silvestre, quem for correr a prova não deve exagerar na comida e na bebida. Além disso, é preciso descansar bem e diminuir o ritmo dos treinos.

“O corredor iniciante pode treinar até no máximo dia 29/12 para conseguir descansar um dia. No dia de descanso é importante não fazer muito esforço, não andar muito para não gastar muita energia”, finaliza.

O que devo comer para a São Silvestre?

Quem nunca participou da São Silvestre, ou até mesmo de uma competição, já deve ter escutado de amigos e dos próprios treinadores algumas indicações sobre a alimentação pré-prova. Alimentar-se corretamente antes de correr é fundamental, isso porque tudo aquilo que você come e bebe pode influenciar e muito seu desempenho.

Mas de acordo com o nutricionista e treinador Danilo Balu, os iniciantes em corrida nunca devem mudar radicalmente os hábitos alimentares para uma competição. O organismo pode reagir de diversas formas ao receber uma alimentação nova e os resultados podem ser nada agradáveis, como por exemplo, um desconforto na hora da corrida e até mesmo uma dor de barriga.

“O estreante em prova nunca deve experimentar nada de novo. Isso é primordial. Nada de testar aquela receita infalível que o colega de treino ensinou. Nada de comprar suplemento novo que você viu na loja. Tente apenas fazer o que vinha sendo feito nos treinos”, conta.

Porém, alguns cuidados para a São Silvestre devem ser tomados. Aqueles que correram no máximo 10 quilômetros devem estar cientes que irão correr no dia 31 de dezembro 50% a mais que o habitual. Isso significa que o organismo terá um maior consumo de energia e maior perda de líquidos. E essa energia precisará ser reposta durante a prova.

“Para a grande maioria dos corredores beber apenas água na prova pode não ser mais suficiente. Aí entra o uso de gel de carboidrato que deve ser testado nos treinos”. Ainda de acordo com Balu, essa reposição de carboidratos (normalmente em gel) e o consumo de água ao longo do percurso irão combater a falta de energia na parte final da corrida.

Calor e horário - Outro ponto importante para a São Silvestre é o horário e calor que se faz nessa época do ano em São Paulo. O horário da corrida é muito atípico se comparado com as outras provas brasileira. Esse ano as mulheres de elite largam às 16h30 e os homens e geral às 16h45.

Para Balu, os corredores devem treinar algum dia no horário da prova para ver como o corpo irá reagir. Além disso, o almoço no dia da São Silvestre deve ser leve para que a pessoa não se sinta pesada na hora da largada e este deve ser feito até às 13h30.

“A minha dica para os menos experientes em corridas é esquecer um pouco aquela fixação por carboidratos. Se ele mantiver a dieta habitual já ajudará. Também evitar comidas muito gordurosas, pesadas, excessos e fibras. Isso também ajuda o corpo a fazer a parte dele na hora H”, explica.

O que comer? Se mesmo assim o corredor tiver dúvida sobre alimentação, Balu tem um conselho para o jantar do dia anterior: “coma algumas porções de carboidrato (massa, frutas e pães) substituindo a carne vermelha, ou pelo menos parte dela. Evite os alimentos mais gordurosos”.

Já no café da manhã do dia da prova, o atleta deve comer o habitual e depois no almoço fazer uma refeição parecida com o último jantar, só que desta vez totalmente livre de carnes e fibras. “Acho que após o almoço a pessoa pode ficar somente à base de isotônico, coma uma pequena fruta ou porção de carboidrato e água. Mas obviamente isso depende muito de cada indivíduo”.

Além disso, Balu dá a dica de levar uma bebida esportiva junto à largada. Isso ajudará a matar a sede nos momentos que antecedem a competição e também ajuda a manter a glicemia ideal.


O que devo comer para a São Silvestre?

Corridas de Rua · 13 dez, 2007

Quem nunca participou da São Silvestre, ou até mesmo de uma competição, já deve ter escutado de amigos e dos próprios treinadores algumas indicações sobre a alimentação pré-prova. Alimentar-se corretamente antes de correr é fundamental, isso porque tudo aquilo que você come e bebe pode influenciar e muito seu desempenho.

Mas de acordo com o nutricionista e treinador Danilo Balu, os iniciantes em corrida nunca devem mudar radicalmente os hábitos alimentares para uma competição. O organismo pode reagir de diversas formas ao receber uma alimentação nova e os resultados podem ser nada agradáveis, como por exemplo, um desconforto na hora da corrida e até mesmo uma dor de barriga.

“O estreante em prova nunca deve experimentar nada de novo. Isso é primordial. Nada de testar aquela receita infalível que o colega de treino ensinou. Nada de comprar suplemento novo que você viu na loja. Tente apenas fazer o que vinha sendo feito nos treinos”, conta.

Porém, alguns cuidados para a São Silvestre devem ser tomados. Aqueles que correram no máximo 10 quilômetros devem estar cientes que irão correr no dia 31 de dezembro 50% a mais que o habitual. Isso significa que o organismo terá um maior consumo de energia e maior perda de líquidos. E essa energia precisará ser reposta durante a prova.

“Para a grande maioria dos corredores beber apenas água na prova pode não ser mais suficiente. Aí entra o uso de gel de carboidrato que deve ser testado nos treinos”. Ainda de acordo com Balu, essa reposição de carboidratos (normalmente em gel) e o consumo de água ao longo do percurso irão combater a falta de energia na parte final da corrida.

Calor e horário - Outro ponto importante para a São Silvestre é o horário e calor que se faz nessa época do ano em São Paulo. O horário da corrida é muito atípico se comparado com as outras provas brasileira. Esse ano as mulheres de elite largam às 16h30 e os homens e geral às 16h45.

Para Balu, os corredores devem treinar algum dia no horário da prova para ver como o corpo irá reagir. Além disso, o almoço no dia da São Silvestre deve ser leve para que a pessoa não se sinta pesada na hora da largada e este deve ser feito até às 13h30.

“A minha dica para os menos experientes em corridas é esquecer um pouco aquela fixação por carboidratos. Se ele mantiver a dieta habitual já ajudará. Também evitar comidas muito gordurosas, pesadas, excessos e fibras. Isso também ajuda o corpo a fazer a parte dele na hora H”, explica.

O que comer? Se mesmo assim o corredor tiver dúvida sobre alimentação, Balu tem um conselho para o jantar do dia anterior: “coma algumas porções de carboidrato (massa, frutas e pães) substituindo a carne vermelha, ou pelo menos parte dela. Evite os alimentos mais gordurosos”.

Já no café da manhã do dia da prova, o atleta deve comer o habitual e depois no almoço fazer uma refeição parecida com o último jantar, só que desta vez totalmente livre de carnes e fibras. “Acho que após o almoço a pessoa pode ficar somente à base de isotônico, coma uma pequena fruta ou porção de carboidrato e água. Mas obviamente isso depende muito de cada indivíduo”.

Além disso, Balu dá a dica de levar uma bebida esportiva junto à largada. Isso ajudará a matar a sede nos momentos que antecedem a competição e também ajuda a manter a glicemia ideal.

São Silvestre: como lidar com as dores musculares da prova

São Paulo - Aqueles que nunca correram a São Silvestre devem estar preparados para encararem algumas dorzinhas que certamente surgirão após os 15 quilômetros de prova. Mas calma! Não se apavore. Se você tomar algumas precauções, essas dores não irão atrapalhar o seu desempenho na corrida e nem a sua festa de reveillon, já que a São Silvestre é realizada justamente no último dia do ano, 31 de dezembro na capital paulista.

De acordo com o fisioterapeuta esportivo, David Homsi, o atleta amador que está começando a correr, ainda não tem o condicionamento físico ideal para a prática de atividade física. Mesmo com o treinamento em dia, com os exames clínicos (no mínimo exame de sangue e ergométrico) perfeitos, ele não vivenciou uma experiência na prova e não saberá como seu corpo irá reagir. Por isso a chance de sentir algumas dorzinhas musculares durante e depois da São Silvestre é grande.

Além disso, cada prova é uma prova e a característica de cada uma delas também pode influenciar. “Na São Silvestre é calor com isso o atleta terá um desgaste maior. A temperatura do corpo será mais alta, o metabolismo estará mais acelerado e conseqüentemente ele vai respirar mais e gastar mais energia”.

Segundo ele, uns dos responsáveis por essa dor corporal é o acúmulo de ácido lático na musculatura. “Quando a pessoa não é bem condicionada o acúmulo de ácido lático é maior e conseqüentemente a dor também é maior”, explica.

Mas quais dores o atleta pode sentir? David Homsi conta que o corredor terá dor praticamente no corpo todo. Isso porque, vale lembrar, que não são só as pernas que trabalham durante a corrida. Há outros membros do corpo que são utilizados, como por exemplo, a musculatura respiratória. E a regra do não condicionamento também vale para essa musculatura respiratória, ou seja, sem condicionamento essa musculatura também será afetada.

Além disso, se a prova tiver muitas subidas, e a São Silvestre tem a famosa subida da Avenida Brigadeiro, o atleta pode ter dor na panturrilha. “Já se o percurso for de aclives, as dores serão no quadríceps”, conta o fisioterapeuta. Os ombros também não escaparão, já que ele faz durante toda a corrida um movimento de alavanca.

No final da prova o corredor provavelmente terá dor nos músculos principais da corrida que são: os respiratórios e os inferiores como quadríceps, tibial anterior, panturrilha, isquio tibiais e abdominal.

Como prevenir - Somente o tempo de treino e as participações nas provas vão fazer com que essas dores musculares diminuam. “As lesões e as dores na corrida acontecem por esforço repetitivo, porque a pessoa mantém o mesmo movimento durante longos períodos. Por isso o atleta tem que ter um preparo físico adequado para prevenir uma lesão ou a dor. Não é só o treinamento da corrida que ajuda, mas também o trabalho do fortalecimento muscular preventivo”, conta.

Segundo o fisioterapeuta, um parâmetro para saber se o seu condicionamento progrediu ou não é o nível de cansaço ao correr determinada distância, ou então, a progressão do tempo para percorrer determinado trecho. “Se o esportista corre cinco quilômetros em 40 minutos e depois passa a correr a mesma distância em 30, ele melhorou o condicionamento. Sendo assim ele terá menos dor”.

Muitas pessoas optam por tomar analgésicos e antiinflamatórios antes e/ou durante as prova para prevenir a dor muscular. Mas esse tipo de remédio deve ser tomado apenas com a indicação do médico.

“Tomar algum tipo de remédio por indicação de um amigo não é legal, porque até o remédio mais fraco reage de forma diferente em cada organismo. Tem gente que pode ter problema durante a prova, como uma gastrite, ao tomar algum remédio sem indicação médica”.

Para o fisioterapeuta, no caso da São Silvestre não há necessidade em tomar remédio e antiinflamatórios nem antes e nem durante a competição. O que o atleta pode e deve fazer para amenizar essas dores musculares é uma boa hidratação e alimentação antes da prova e se indicado pelo médico, tomar algum remédio depois da corrida.

Pós-prova - Segundo David, as dores musculares também podem ser aliviadas depois da prova com massagens. Uma delas, indicada pelo fisioterapeuta, é a massagem reflexa, porém, esta só pode ser feita por um profissional, que irá massagear corretamente os pontos motores da cada músculo.

“Esse tipo de massagem deve ser feita por um fisioterapeuta. Isso porque ele terá que fazer um deslizamento profundo em cada músculo para aumentar o fluxo de sangue na região e conseqüentemente diminuir a dor”, conta. Há também a massagem com gelo, que funciona como uma espécie de analgésico para o corpo. Mas essa também deve ser feita por um profissional.

Para aqueles que não terão tempo em visitar um fisioterapeuta após a São Silvestre, David revela, que a massagem relaxante, também ajuda aliviar a dor muscular. E o melhor, essa sim pode ser feita por qualquer pessoa.

Atenção - Todas as dores que foram comentadas nessa matéria são de origem musculares, normalmente sentidas no pós-prova. Se durante a prova você sentir alguma dor estranha, que nunca sentiu, é aconselhável parar e pedir ajuda médica.


São Silvestre: como lidar com as dores musculares da prova

Corridas de Rua · 29 nov, 2007

São Paulo - Aqueles que nunca correram a São Silvestre devem estar preparados para encararem algumas dorzinhas que certamente surgirão após os 15 quilômetros de prova. Mas calma! Não se apavore. Se você tomar algumas precauções, essas dores não irão atrapalhar o seu desempenho na corrida e nem a sua festa de reveillon, já que a São Silvestre é realizada justamente no último dia do ano, 31 de dezembro na capital paulista.

De acordo com o fisioterapeuta esportivo, David Homsi, o atleta amador que está começando a correr, ainda não tem o condicionamento físico ideal para a prática de atividade física. Mesmo com o treinamento em dia, com os exames clínicos (no mínimo exame de sangue e ergométrico) perfeitos, ele não vivenciou uma experiência na prova e não saberá como seu corpo irá reagir. Por isso a chance de sentir algumas dorzinhas musculares durante e depois da São Silvestre é grande.

Além disso, cada prova é uma prova e a característica de cada uma delas também pode influenciar. “Na São Silvestre é calor com isso o atleta terá um desgaste maior. A temperatura do corpo será mais alta, o metabolismo estará mais acelerado e conseqüentemente ele vai respirar mais e gastar mais energia”.

Segundo ele, uns dos responsáveis por essa dor corporal é o acúmulo de ácido lático na musculatura. “Quando a pessoa não é bem condicionada o acúmulo de ácido lático é maior e conseqüentemente a dor também é maior”, explica.

Mas quais dores o atleta pode sentir? David Homsi conta que o corredor terá dor praticamente no corpo todo. Isso porque, vale lembrar, que não são só as pernas que trabalham durante a corrida. Há outros membros do corpo que são utilizados, como por exemplo, a musculatura respiratória. E a regra do não condicionamento também vale para essa musculatura respiratória, ou seja, sem condicionamento essa musculatura também será afetada.

Além disso, se a prova tiver muitas subidas, e a São Silvestre tem a famosa subida da Avenida Brigadeiro, o atleta pode ter dor na panturrilha. “Já se o percurso for de aclives, as dores serão no quadríceps”, conta o fisioterapeuta. Os ombros também não escaparão, já que ele faz durante toda a corrida um movimento de alavanca.

No final da prova o corredor provavelmente terá dor nos músculos principais da corrida que são: os respiratórios e os inferiores como quadríceps, tibial anterior, panturrilha, isquio tibiais e abdominal.

Como prevenir - Somente o tempo de treino e as participações nas provas vão fazer com que essas dores musculares diminuam. “As lesões e as dores na corrida acontecem por esforço repetitivo, porque a pessoa mantém o mesmo movimento durante longos períodos. Por isso o atleta tem que ter um preparo físico adequado para prevenir uma lesão ou a dor. Não é só o treinamento da corrida que ajuda, mas também o trabalho do fortalecimento muscular preventivo”, conta.

Segundo o fisioterapeuta, um parâmetro para saber se o seu condicionamento progrediu ou não é o nível de cansaço ao correr determinada distância, ou então, a progressão do tempo para percorrer determinado trecho. “Se o esportista corre cinco quilômetros em 40 minutos e depois passa a correr a mesma distância em 30, ele melhorou o condicionamento. Sendo assim ele terá menos dor”.

Muitas pessoas optam por tomar analgésicos e antiinflamatórios antes e/ou durante as prova para prevenir a dor muscular. Mas esse tipo de remédio deve ser tomado apenas com a indicação do médico.

“Tomar algum tipo de remédio por indicação de um amigo não é legal, porque até o remédio mais fraco reage de forma diferente em cada organismo. Tem gente que pode ter problema durante a prova, como uma gastrite, ao tomar algum remédio sem indicação médica”.

Para o fisioterapeuta, no caso da São Silvestre não há necessidade em tomar remédio e antiinflamatórios nem antes e nem durante a competição. O que o atleta pode e deve fazer para amenizar essas dores musculares é uma boa hidratação e alimentação antes da prova e se indicado pelo médico, tomar algum remédio depois da corrida.

Pós-prova - Segundo David, as dores musculares também podem ser aliviadas depois da prova com massagens. Uma delas, indicada pelo fisioterapeuta, é a massagem reflexa, porém, esta só pode ser feita por um profissional, que irá massagear corretamente os pontos motores da cada músculo.

“Esse tipo de massagem deve ser feita por um fisioterapeuta. Isso porque ele terá que fazer um deslizamento profundo em cada músculo para aumentar o fluxo de sangue na região e conseqüentemente diminuir a dor”, conta. Há também a massagem com gelo, que funciona como uma espécie de analgésico para o corpo. Mas essa também deve ser feita por um profissional.

Para aqueles que não terão tempo em visitar um fisioterapeuta após a São Silvestre, David revela, que a massagem relaxante, também ajuda aliviar a dor muscular. E o melhor, essa sim pode ser feita por qualquer pessoa.

Atenção - Todas as dores que foram comentadas nessa matéria são de origem musculares, normalmente sentidas no pós-prova. Se durante a prova você sentir alguma dor estranha, que nunca sentiu, é aconselhável parar e pedir ajuda médica.