Equador faz dobradinha na Marcha masculina

Redação Webrun | Marcha Atlética · 22 jul, 2007

Perez comemora a vitória (foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br)
Perez comemora a vitória (foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br)

Direto do Rio de Janeiro (RJ) – O equatoriano Jefferson Perez, dono do melhor tempo do mundo na prova, confirmou seu favoritismo e ganhou com ampla vantagem a prova de 20 quilômetros da Marcha Atlética masculina, realizada na tarde deste domingo (22) no Aterro do Flamengo. Seu compatriota Jaime Saquipay ficou com a prata e o brasileiro melhor colocado foi Mario Santos Junior, que terminou em quarto.

Perez completou o percurso em 1h22min08. “Eu sempre treino para ganhar, mas sei que todos os esportistas do mundo treinam para ganhar e eu respeito todos eles. Nos jogos de Atenas eu estudei os cinco primeiros favoritos e quem ganhou foi um não favorito. Com isto aprendi a respeitar todos os atletas que competem. Para mim, não existe favoritismo. Nada está escrito”, declara o equatoriano. Saquipay chegou 1min20 atrás de Perez e o colombiano Gustavo Adolfo Restrepo Baena foi o terceiro, com o tempo de 1h24min51.

Para muitos atletas, a prova serviu como preparação para o Mundial de Osaka, no Japão. “A competição foi a melhor possível e acredito que todos querem chegar ao mundial em Osaka”, disse Perez, que quase desistiu de competir nos Jogos Pan-americanos por achar que a prova seria muito perto do mundial e um desgaste desnecessário.

Respeito pela vitória – Para Saquipay e Restrepo a participação do campeão mundial Perez foi um incentivo a mais na prova. “Eu respeito muito o Jefferson pela vitória, nós treinamos juntos, mas mesmo assim vim aqui para ganhar, para tentar ganhar do melhor do mundo” disse Saquipay. Restrepo concordou com o colega e completou: “espero um dia vencer Jefferson em uma prova”.

Perez não se preocupa com o empenho dos atletas mais jovens em derrotá-lo e disse que seu maior medo atualmente não é ser vencido em uma prova, e sim, o aeroporto de São Paulo. “Só tenho uma preocupação que é o aeroporto de São Paulo. Vou a Europa treinar e meu vôo faz escala lá. Com o acidente e com os controladores fazendo greve de vez em quando, não sei como vai ser”, comenta o atleta.

Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão

Redação Webrun

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