
Marcio Milan foi o rpimeiro brasileiro a completar a Comrades Marathon (foto: Fernanda Paradizo)
O quarteto brasileiro do Extra Distance Team chegou ao final da Race Across America, a principal e mais difícil prova de ciclismo endurance do mundo, na noite de segunda-feira (28). Após pedalar 4733 quilômetros entre as cidades de San Diego (oeste) e Atlantic City (leste), nos EUA, Michel Bögli, Marcio Milan, Cássio Brandão e Zé Filho cruzaram a linha de chegada com o tempo de 7 dias, 2 horas e 30 minutos, conseguindo a quinta colocação na categoria e a 12ª na classificação geral. Mais do que a colocação em si, todo o grupo festejou o término da prova, principal objetivo do projeto. Os ciclistas retornam ao país nesta quarta-feira.
Chegar aqui, considerando que comecei a pedalar há um ano, é um grande desafio vencido. Por mais que tivesse treinado e me esforçado, no começo houve momentos em que achei que não fosse conseguir. Mas o entrosamento e a forma que trabalhamos foram muito bons e ainda contamos com grande proteção divina, pois não tivemos nenhum acidente e terminamos a prova com apenas dois pneus furados, contou Cássio Brandão, 41 anos, diretor de projetos especiais do Grupo Pão de Açúcar e um dos estreantes na competição.
Na verdade, a equipe brasileira sofreu bastante com a grande variação de temperatura, com dias muito quentes e noites geladas. Estivemos o tempo todo lutando contra o frio, o cansaço, o sol e as dores. Por isso, chegar ao final é uma emoção inexplicável. Só conseguimos isso graças ao nosso ideal e ao apoio de todos, amigos, patrocinadores, familiares e Deus, declarou Márcio Milan, 55 anos, diretor comercial de commoditties, projetos especiais e assuntos corporativos do Grupo, onde está há 34 anos.
O espírito de competição e companheirismo de Márcio Milan contagiou a todos. O empresário Zé Filho, de 37 anos, que em 2001 foi campeão em duplas ao lado de Michel Bögli, não cansava de elogiar o amigo. Essa competição foi muito diferente da primeira. Aqui eu tive oportunidade de conviver com o Marcio e descobrir nele o espírito de uma criança aflorado de forma tão espontânea em cada uma das transições ou quando passávamos por ele. Essa é a forma correta de se fazer esporte, sem a preocupação com resultado imediato e a performance. É bom ver as pessoas fazendo tudo com determinação, seriedade e brilho nos olhos de alegria, disse.
Michel Bögli, com 34 anos, o mais experiente do grupo na competição, também ficou satisfeito com o resultado. Foi muito legal. O percurso foi bacana e todos estão de parabéns, principalmente os iniciantes, por terem conseguido enfrentar essa grande dificuldade de sete dias. Agradecemos também à equipe de apoio, em sua maioria novata e que não sabia o que poderia encontrar pela frente, pelo desempenho perfeito. Espero que todos tenham aproveitado a prova do jeito que a RAAM deve ser aproveitada, finalizou.
Este texto foi escrito por: Webrun