Com 61 anos de idade, Jovino Machado, mostra que para correr é preciso ter determinação. Ele começou a praticar o esporte em 2000 e desde então participa da mais tradicional corrida de rua do Brasil, a São Silvestre. Essa prova tem um percurso de 15km e é realizada no dia 31 de dezembro, em pleno verão. Muitos jovens não teriam a disposição de Jovino. Mas em entrevista ao Webrun ele revelou: a primeira vez que corri a São Silvestre não foi fácil.
EXCLUSIVO, de São Paulo– Para quem vê Jovino Machado trabalhando como empacotador na rede de supermercados Extra, não imagina que por trás de um homem de 61 anos exista um atleta. Nas horas vagas ele é corredor e faz isso não só para cuidar da saúde mais para competir.
Incentivado pela a filha, Simone Machado, que é professora de educação física, Jovino começou a correr em 2000. Nos primeiros dois meses ele treinava sozinho. Mas aos poucos foi tomando gosto pelo esporte e passou a integrar o grupo especial de treinamento que sua filha trabalha. Desta forma Jovino encontrou no esporte uma maneira de aliviar o stress. Gosto de correr porque me liberta, me ajuda a combater tudo até a depressão conta ele.
Desde então ele já participou da Meia Maratona do Rio de Janeiro, das corridas da Corpore e outras provas de 10km. Mas segundo o atleta a melhor de todas foi a Corrida de Comemoração do Aniversário de São Paulo, em que ele completou a prova com 50min.
São Silvestre– Este ano será a terceira vez que Jovino participará da Corrida Internacional de São Silvestre. Para o atleta a cada ano que passa ele se supera mais. A primeira vez que corri a São Silvestre não foi fácil. Na verdade foi um teste para ver se eu agüentava, revela Jovino. Além disso, ele também conta que saiu carregado depois de ter cruzado a linha de chegada. Fiquei três dias com dores, acrescenta.
Como conseguiu terminar a prova, mesmo com um pouco de dificuldade, Jovino não pensou duas vezes em competir de novo. E a segunda São Silvestre foi mais tranqüila para ele. Tentei no ano passado sentir o percurso, aproveitar mais, conta.
A meta dele desse ano é terminar a prova em 1h25min. Um tempo que não pode ser comparado com o do Robert Cheruiyot, campeão do ano passado, com 44min59. Mas que para Jovino já é uma marca de superação.”Para correr tem que se sacrificar um pouco, se doar para conseguir atingir as metas”, diz.
Este texto foi escrito por: Donata Lustosa