
Oscar Galindez (e os filhos) e Bertucci: campeões 2003 (foto: João Pires)
Depois de comemorar o heptacamponato no 13º Gatorade Triathlon Troféu Brasil, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley/ OG), e que é apoiado pelo portal WebRun, vai tirar merecidas férias. O ano de 2003 foi excelente para mim, mas também muito puxado. Então chegou a hora de um descanso, afirmou o triatleta, que garantiu o título do circuito ao vencer a 5ª e última etapa, disputada em Santos neste domingo (dia 23).
O heptacampeão completou o percurso de 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida em 1h 52m 04s. Em 2°, mais de dois minutos depois, apareceu outro argentino, Ezequiel Morales, seguido pelo cearense Antonio Marcos de Souza e Silva. No feminino, a paulista Carla Moreno faturou a etapa, mas o título acabou nas mãos da carioca Gisele Bertucci (2ª colocada). Atrás de Gisele chegou Rita Correia, também do Rio de Janeiro.
Este ano Galindez comemorou várias conquistas: sagrou-se bicampeão do Meio Ironman de Pucón, no Chile; venceu o Ironman Brasil, em Florianópolis; e conquistou a medalha de bronze no Pan-americano de Santo Domingo, na República Dominicana.
Depois dos títulos, o argentino viajará com a família para Córdoba, sua cidade natal. Vou visitar meus parentes, que encontro uma vez por ano, descansar e pensar em 2004. É lá eu já costumo iniciar meus treinamentos, contou. Seu principal foco na próxima temporada continuará sendo as provas de Ironman, nas quais se concentrou nos últimos dois anos.
Tenho convite para disputar o Ironman de Roth, na Alemanha, que é um dos principais do mundo, revelou (a competição está marcada para o dia 4 julho). Tentarei novamente ganhar as provas que ganhei este ano e melhorar minhas marcas. O argentino, que está com 32 anos, visa ainda o tradicional Ironman do Havaí, onde foi o melhor latino-americano em 2003, ficando em 23° lugar.
O fato de estar priorizando provas longas tem ajudado Galindez nas provas de distâncias mais curtas, como as do Troféu Brasil. É um fenômeno que acontece com muitos triatletas que fazem essa transição. Normalmente, com dois anos competindo em Ironman você cria uma base muito forte para disputas mais de velocidade. É o caso do meu desempenho no ciclismo. Aqui posso dar todo o gás que puder sem sentir tanto o desgaste. Gosto e respeito muito a distância olímpica, mas é lógico que, com o passar do tempo, a prioridade aos treinos de Ironman fará com que a performance nas distâncias curtas caia um pouco, explicou.
Este texto foi escrito por: Fabio Maradei