Galindez e Bertucci são os campeões do Troféu Brasil de Triathlon

Redação Webrun | Triathlon · 23 nov, 2003

Oscar Galindez (e os filhos) e Bertucci: campeões 2003 (foto: João Pires)
Oscar Galindez (e os filhos) e Bertucci: campeões 2003 (foto: João Pires)

Depois de comemorar o heptacamponato no 13º Gatorade Triathlon Troféu Brasil, o argentino radicado em Santos, Oscar Galindez (Memorial/ Reebok/ Timex/ Oakley/ OG), e que é apoiado pelo portal WebRun, vai tirar merecidas férias. “O ano de 2003 foi excelente para mim, mas também muito puxado. Então chegou a hora de um descanso”, afirmou o triatleta, que garantiu o título do circuito ao vencer a 5ª e última etapa, disputada em Santos neste domingo (dia 23).

O heptacampeão completou o percurso de 1,5km de natação, 40km de ciclismo e 10km de corrida em 1h 52m 04s. Em 2°, mais de dois minutos depois, apareceu outro argentino, Ezequiel Morales, seguido pelo cearense Antonio Marcos de Souza e Silva. No feminino, a paulista Carla Moreno faturou a etapa, mas o título acabou nas mãos da carioca Gisele Bertucci (2ª colocada). Atrás de Gisele chegou Rita Correia, também do Rio de Janeiro.
Este ano Galindez comemorou várias conquistas: sagrou-se bicampeão do Meio Ironman de Pucón, no Chile; venceu o Ironman Brasil, em Florianópolis; e conquistou a medalha de bronze no Pan-americano de Santo Domingo, na República Dominicana.

Depois dos títulos, o argentino viajará com a família para Córdoba, sua cidade natal. “Vou visitar meus parentes, que encontro uma vez por ano, descansar e pensar em 2004. É lá eu já costumo iniciar meus treinamentos”, contou. Seu principal foco na próxima temporada continuará sendo as provas de Ironman, nas quais se concentrou nos últimos dois anos.

“Tenho convite para disputar o Ironman de Roth, na Alemanha, que é um dos principais do mundo”, revelou (a competição está marcada para o dia 4 julho). “Tentarei novamente ganhar as provas que ganhei este ano e melhorar minhas marcas”. O argentino, que está com 32 anos, visa ainda o tradicional Ironman do Havaí, onde foi o melhor latino-americano em 2003, ficando em 23° lugar.

O fato de estar priorizando provas longas tem ajudado Galindez nas provas de distâncias mais curtas, como as do Troféu Brasil. “É um fenômeno que acontece com muitos triatletas que fazem essa transição. Normalmente, com dois anos competindo em Ironman você cria uma base muito forte para disputas mais de velocidade. É o caso do meu desempenho no ciclismo. Aqui posso dar todo o gás que puder sem sentir tanto o desgaste. Gosto e respeito muito a distância olímpica, mas é lógico que, com o passar do tempo, a prioridade aos treinos de Ironman fará com que a performance nas distâncias curtas caia um pouco”, explicou.

Este texto foi escrito por: Fabio Maradei

Redação Webrun

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