
Na marcha os atletas precisam de concentração total (foto: Patricia Serrão/ www.webrun.com.br)
História – A história da marcha atlética está diretamente ligada com a caminhada. Entre os séculos 17 e 19 era comum observar competições de caminhada onde os participantes teriam que percorrer de um ponto a outro, muitas vezes num determinado tempo.
Foi só nos Jogos Olímpicos de 1908 em Londres, que a modalidade se tornou oficial, mas não com as distâncias atuais. Nessa Olimpíada os vencedores foram o húngaro Gyorgy Sztantics e o americano George Bonhag, nos 1.500 e 3.000 metros, respectivamente.
Após essa competição, muita discussão acercou a modalidade, o que ocasionou o cancelamento da prova nas Olimpíadas. Essa só voltou em Amsterdã no ano de 1928. Os 50 quilômetros para homens foram oficialmente instituídos nos Jogos Olímpicos de Verão de 1932, em Los Angeles, Estados Unidos, enquanto os 20 quilômetros entraram nos Jogos Olímpicos de Verão de 1956 em Melbourne, na Austrália.
A prova feminina possui apenas a distância de 20 quilômetros e passou a integrar o programa olímpico apenas em Sidney 2000 (Austrália).
Recordes – O recorde mundial nos 50 quilômetros marcha atlética pertence ao austríaco Nathan Deakes, com 3h35min47. Já nos 20 quilômetros quem ostenta a melhor marco do mundo é o russo Vladimir Kanaykin (1h17min16). No feminino o recorde é da russa Olimpiada Ivanova 1h24min50.
A marcha atlética, assim como a caminhada, é uma progressão efetuada passo a passo e de contato ininterrupto com o solo. Mas esse movimento não é feito de qualquer jeito. Confira algumas regras da Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf):
Por isso o marchador deve ser hábil e para não ser desclassificado durante a prova, precisa ser atencioso. De acordo com a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), o marchador tem que aperfeiçoar os sentidos, já que deve permanecer durante todo o percurso em contato com o chão.
De acordo com as regras, os árbitros têm que avisar aos atletas que por sua forma de marchar correm o risco de cometer alguma falta, sinalizando com placas amarelas com o símbolo de uma possivel infração. No julgamento, quando um atleta comete infração é anotado no quadro de advertências um cartão vermelho correspondente a infração cometida. Quando três juizes diferentes mostram os cartões vermelhos a um atleta, o juiz chefe procede a desqualificação do mesmo.
Federação – Confederação Brasileira de Atletismo (Cbat): www.cbat.org.br